quarta-feira, 19 de junho de 2013

Roubo de Espadas – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. I)

Acabada a minha “onda” de livros clássicos nacionais – nada contra, só que... cansa, o amor “romântico” foi a unanimidade nesses dias – iniciei a leitura da minha longa lista de fantasias que me “seduziram” nesses últimos tempos, com “Roubo de Espadas” que me arrebatou com a sua linda capa – foi o que chamou a minha atenção no primeiro momento – e sua estória meio fora dos padrões – dois ladrões como protagonistas e toda uma teoria da conspiração em um mundo prestes a mudar radicalmente seu modelo político, e Deus sabe mais o que.
Hadrian Blackwater e Royce Melborn são dois competentes ladrões que elevaram esse “oficio” a arte. Pelo que eu entendi esse livro é composto por duas estórias, separadas por aproximadamente dois anos, as duas se interligam, mas tratam de assuntos diferentes: a primeira de um trabalho frustrado e de um episódio de conspiração – básico – e a segunda, de uma jornada para ajudar uma desconhecida a matar um monstro, que aterroriza o seu povoado – também tem uma conspiraçãozinha nesse, mas, poxa vida, como é complicada. Você deve estar pensando que eu estou confundindo as estações, mas não, Royce é mesmo um habilidoso ladrão, e Hadrian é um espadachim e tanto que não pensa duas vezes em descolar uma grana, esse é o diferencial do livro, os dois principais personagens não são perfeitos e muito menos bonzinhos, mas talvez seja isso que um mundo em iminente mudança precise: duas pessoas que agem de acordo com seus próprios interesses – se for seu interesse ajudar alguém, por que não? – e que não se prendem a supostas “boas obras”, que sempre acabam se revelando um artifício para alcançar outros objetivos.
O livro é de fácil leitura, e a trama é envolvente, a diversidade de personagens e o pano de fundo histórico também são muito interessantes, mas os diálogos afiados e bem humorados – um "humorzinho negro" – conseguiram me impressionar e cativar.

Meu argumento pode estar errado – ele é só um dos motivos de eu ter gostado dos dois ladrões – mas aposto que se você ler esse livro vai achar um motivo para defender Royce e Hadrian, e é claro, o livro.