terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare (As Peças Infernais, Livro 2)

Segundo volume da saga que assim como Instrumentos Mortais se passa em um universo de Nephelins em constante conflito com outras raças do submundo, Príncipe Mecânico é um livro divertido, não tão conclusivo quanto eu esperava ser – eu presumi que ele tivesse uma conclusão para a estória que se passa nele, ou algumas descobertas mais importantes ou expressivas – mas mesmo assim se revela um bom entretenimento.

Will Herondale continua sendo o garoto dos olhos de... todos (?), e nesse volume conhecemos um pouco mais sobre ele e os motivos que o levam a agir como um babaca (quase sempre); Tessa  continua no Instituto de Londres e agora ajuda Charlotte a manter o mesmo, devido aos acontecimentos do livro anterior a sua liderança e a do seu marido (coloquei Henry no meio da estória mas a verdade é que quem manda ali é Charlotte, e ainda bem) são questionadas; Jem ainda é o garoto perfeito e ainda luta por sua vida e pelo coraçãozinho de Tessa. Esse é o resumo do livro, o certo é que apesar de a disputa pela liderança pelo instituto de Londres e algumas outras revelações da vida de Will serem até que interessantes, eu sinto que Clare da um pouco mais de prioridade a parte romântica da estória, não sei se porque presume-se que quem leia Peças Infernais já tenha lido Instrumentos Mortais e por isso já conheça o universo de ambas as sagas, mas o fato é que falta o desenvolvimento mais detalhado dessa parte mais séria ou técnica do livro, como a história do Nephelins, ou o desenvolvimento de alguns outros personagens mais “antigos” no instituto, na verdade eu acho a “mitologia” e o desenvolvimento do universo da estória bem pobre. O que vemos neste livro e no anterior é um romance com fundo fantástico e não uma saga fantástica com romance – parece confuso, mas creio que leitores assíduos de fantástica saberão do que eu estou falando.


Em momento algum eu achei o livro exatamente ruim, ele só é um pouco diferente do que eu esperava e do que eu estou acostumada. Tessa, Will e Jem são uns fofos, mas é meio frustrante a pouca quantidade de informações sobre o universo, e a falta de uma trama mais ampla, com mais núcleos, deixa o livro um tanto repetitivo e às vezes cansativo. É uma leitura bem leve, bem com “UM foco”, não existe confusão devido a personagens, enfim, é bem simples.