sábado, 7 de março de 2015

Os Filhos de Odin – Padraic Colum

Uma surpresa agradável do catalogo da Editora Única, Os Filhos de Odin é um livro de mitologia, que abrange principalmente o declínio de Asgard, ou Ragnarök.

Eu pessoalmente gosto muito de mitologia – tenho um amor especial pela Celta – e por isso achei meio triste o argumento de capa para a compra do livro: “Os mitos que deram origem aos quadrinhos e filmes da MARVEL”. Poxa, é um livro de mitologia Nórdica, a um preço acessível, eu não tenho nada contra a Marvel, eu amo a Marvel, mas achei o argumento bem superficial. Pois bem, o livro é dividido em 4 partes: na primeira parte são apresentados os personagens, seus parceiros, e algumas estórias sobre eles; na segunda parte ocorrem alguns fatos ligados que começam a preocupar Odin, é também nessa parte que Odin perde o olho em busca de sabedoria; na terceira parte existe um declínio mais acentuado do poder de Asgard, graças a fatos anteriores um morador indesejado passa a viver próximo aos deuses, e também nesta parte que as valquírias são introduzidas na estória; na quarta parte os deuses quase não aparecem, voltando somente no ultimo conto, quem predomina este trecho do livro é Sigurd – a estória dele foi escrita também por J. R. R. Tolkien, e já foi lançada aqui no Brasil – e todo o período em que viveu.

É interessante como uma parte da estória de Sigurd parece muito com a lenda da Bela Adormecida, e muito provavelmente uma deriva da outra. É também importante frisar que por serem lendas antigas muitas vezes elas não batem entre si – tanto a Nórdica a Celta e até mesmo a Grega – ou seja, dentro de uma única mitologia podemos encontrar varias versões da mesma estória, e variações ainda maiores nos deuses e em personagens.

Mais do que tudo, livros que tratam sobre mitologia Nórdica me fazem pensar no quanto as coisas são finitas e como elas podem ser inevitáveis: desde o começo Odin sabia sobre o Ragnarök, e sabia quais seriam os sinais e os deuses que seriam mais decisivos para a sua concretização, e mesmo assim ele não agiu contra o que ocorreria. Talvez seja necessária muita força de vontade para mudar o inevitável, e mais força ainda para admitir que algo que se ama deve deixar de existir para no lugar nascer algo melhor.