segunda-feira, 13 de julho de 2015

Jackaby – William Ritter (Jackaby – Livro I)

Após fugir de sua família, que a considerava um bibelô delicado com a única finalidade de ser casado, e de ainda passar uma boa – não tão boa – temporada de caça a ossos de dinossauros, Abigail Rook desembarca no Novo Mundo – na cidade fictícia de New Fiddleham – a procura de uma nova vida e de aventuras de verdade, e ela consegue tudo isso e muito mais ao cruzar o caminho do excêntrico Jackaby.

Eu admito que apesar de ter resolvido o mistério do livro, acho que nas 70 primeiras paginas, foi uma leitura bem divertida, é como eu sempre penso “mesmo que você saiba qual o final da estória, o principal é o caminho que levou até ele”, e nesse caso, o caminho é repleto de seres mágicos e personagens engraçados e peculiares – nunca tinha me deparado com um Douglas –, é engraçado como a ficção nos leva a pensarmos sobre os próprios aspectos da vida, e mesmo sendo o primeiro livro de William Ritter ele te faz ter esses lampejos de reflexão durante a leitura, como muitos escritores bons – outros excelentes – costumam fazer. A estória é bem construída, e tem elementos interessantes, não sei se algumas “coisas” foram criadas ou pesquisadas, mas tudo parece bem coerente – considerando-se a presença de magia, gnomos e do sobrenatural.

Abigail – uma moça do século 19 querendo viver segundo suas regras e aos seus desejos, claro que não poderia ser mais simpática – e Jackaby – é aquela formula antiga de pessoa esquisita, inteligente, engraçada, incompreendida e meio desapegada de preconceitos da época – são muito divertidos e carismáticos, alguns outros personagens também merecem atenção, apesar de terem um pouco menos de destaque, como Charlie e Hatun, que deixam suas “assinaturas” na estória.

O livro todo se passa como um diário de Abigail, talvez por isso eu tenha achado o “modus operandi” de escrita de Ritter um pouco diferente, mas tirando essa minha “estranheza” inicial a leitura foi ótima.