domingo, 11 de outubro de 2015

Simplesmente Acontece – Cecelia Ahern

Admito que ainda tenho preconceito com filmes e livros românticos, e este livro e filme também foram vítimas deste preconceito tão bem enraizado. E como hoje a resenha é sobre esta história, consegui deixar de lado este preconceito e assiti o filme, e em seguida li o livro.
A história é sobre Rosie e Alex, melhores amigos desde a infância e separados na adolescência, por conta da mudança de Alex para o outro lado do Atlântico; tem início os encontros e desencontros na vida de ambos.
No baile de formatura Alex, não consegue chegar a tempo de acompanhar Rosie, que acaba indo com um colega de classe que não suportava e acaba engravidando e, por isso, tem de abrir mão de muitos sonhos e histórias que poderiam ser vividas, e acaba por ganahr uma vida jamais sonhada por ela aos 18 anos! Pois além da gravidez, ela também ganha a missão de criar a filha sozinha...
O tempo passa e a amizade entre Alex e Rosie se fortalece, assim como os desencontros da vida. Casamentos, divórcios, nascimentos e mortes ocorrem ao longo de toda a história, e nós que estamos acompanhando tudo isso ficamos ansiosos e torcendo para que eles tenham um final feliz! Admito que quase tive um treco, afinal até o último minuto tudo pode mudar.
Como esperado há certa diferença entre o filme e o livro; no filme a história é mais rápida, os acontecimentos ocorrem num menor intervalo de tempo e há personagens fundidos, que tem suas ações realizadas por outros personagens no livro. Já o livro se passa num espaço de tempo maior, há mais personagens e (oque mais me chamou a atenção) é todo escrito por meio de troca de mensagens!!!! Cartas, emails, SMSs, e isso permite com que o leitor possa ver os acontecimentos por meio do sentimento e ponto de vista de cada personagem!!!!
O livro fez com que eu refletisse muito sobre o papel da mulher no mundo e como a criação de um filha pode alterar, e muito, a vida desta, mesmo que ela queira fugir desta responsabilidade, não há esta opção! Isso é imposto a ela como obrigação. Afinal o filho é dela! O pai da filha de Rosie, Katie, só passa a ter contato com a filha quando esta se torna adolescente, até então nem os avós paternos se deram ao trabalho de ter contato com a neta (No livro Rosie chega a citar que eles chegaram a passar por elas na rua e agirem como se fossem completos desconhecidos). Ao longo de toda a história Rosie paga o preço de ser mãe solteira, apesar do apoio dos pais, enquanto o pai de Katie passa como o cara legal, quando reolve conhecer a filha; e isso foi um dos pontos que me fez gostar da história.
Tanto o filme quanto o livro são ótimos e de fácil leitura! Apesar do tema meio espinhoso, são agradáveis e ótimos para se distrair um pouco!