Mostrando postagens com marcador BBC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BBC. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de janeiro de 2016

Doctor Who, 12 Doutores 12 Histórias – Vários Autores

Primeiro volume, a que tive contato, relacionado a uma das mais populares – e incríveis – séries já produzidas pela raça humana, "Doctor Who, 12 Doutores 12 Histórias" é ideal pra quem quer conhecer pelo menos de vista cada um dos 12 Doutores, até o talentoso Peter Capaldi.

(O paragrafo abaixo trata de como eu conheci a série, se você não quiser ler o meu relato de amor infinito a ela, por gentileza, pule para o próximo).

Em um belo e fatídico dia estava "zapeando" pelos canais da TV aberta, até que cai na TV Cultura, e me deparei com a chamada de Doctor Who, lembro-me como se fosse ontem – foi a pouco mais de três mêses – de como pensei que seria interessante conhecer essa série da qual tanto já tinha ouvido falar, e da qual até Douglas Adams já participou com seus roteiros, mal sabia eu o que estava perdendo. Depois que vi o primeiro episódio – que por coincidência era o ultimo do 10° Doutor, David Tennant – não parei mais de me interessar por essa obra que mistura tudo que tem de mais divertido e incrível no universo, tem amor, ficção, filosofia, história, ciência, amizade, tem uma infinidade de coisas que simplesmente casaram perfeitamente no Doutor e em todos os seus companheiros, só de falar deles eu fico megaentusiasmada. A verdade é que simplesmente esse amontoado de assuntos e de pessoas estranhas – vamos combinar que tem personagens bem estranhos – é simplesmente uma das melhores coisas que assisti na minha vida, e talvez uma das melhores estórias com que tive contato também. Eu sei gente, estou muito esquisita falando desse jeito, mas não consigo evitar, eu nunca pensei que conseguiriam montar personagens dos quais eu gostasse tanto, e nunca imaginei que eu realmente amaria todos os personagens de uma série, é muito amor em um lugar só.

Esse livro contém uma estória de cada um dos doutores – obvio – e cada uma delas foi escrita por uma pessoa diferente, tem para todos os gostos, desde Eoin Colfer até Neil Gaiman, e todas as estórias são muito boas – inclusive as dos escritores que eu não conhecia, mas já me interessei –, uma dificuldade que pode ser encontrada é que cada um dos Doutores tem uma aparência diferente, como eu comecei a assistir praticamente o Doutor do Matt Smith, era meio difícil desassociar, mesmo possuindo descrições do vestuário e aparência dentro de algumas estórias, pra facilitar ainda mais, eu usei uma imagem que achei na internet, que é muito legal, e que possui como se fosse o "estilo" de cada um dos 12 doutores - vou colocar a imagem, foi muito útil pra mim, e quero que vocês leiam esse livro e que seja muito legal pra vocês, então terei mais pessoas pra conversar sobre ele. 
O cuidado com a confecção do livro foi excelente, a Fantástica – selo de ficção da Rocco – fez um livro bem legal, eu só esperava que fosse capa dura, pelo menos mais dura, por que a capa já é de uma material mais grossinho e rígido. 

Gostei muito da segunda – A Cidade Sem Nome de Michael Scott –, da sétima – O Efeito Propagação de Malorie Blackman – e da ultima estória – Luzes Apagadas de Holly Black –, todas, mas em especial essas, trazem talvez os elementos que me fizeram gostar tanto dos personagens e dos conflitos pelos quais eles passam, essas estórias demonstram o quanto o poder do Doutor é único, como as vezes é difícil lidar com  as responsabilidades que vem com ele, e como apesar de tudo ele ainda é um homem bom tentando fazer a coisa certa.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Eu sou Malala - Christina Lamb e Malala Yousafzai

Esperança... É essa a sensação que tenho após ler este livro, num ano em que tanta coisa louca e triste aconteceu, ler a biografia desta ganhadora (a mais jovem, aos 17 anos) do prêmio Nobel da Paz de 2014, o qual dividiu com Kailash Satyarthi, ativista indiano. Para você que não lembra deste nome, ela é a garota que foi baleada, no Paquistão, pelo Talibã por ser ativista pelo direito das meninas à educação.
O livro narra toda a trajetória dela, desde antes de se tornar ativista até a indicação dela ao prêmio Nobel; passando pela história política do Paquistão e mostrando acontecimentos, que para nós é só mais um atentado, mais um homem bomba, mais uma mulher chicoteada em praça pública, por conta do volume de notícias deste tipo que chega até nós (todas completamente fora de contexto histórico e/ou político); para ela é uma ameça real, tudo isso acontece na esquina de casa, literalmente.
Dentre os eventos narrados por ela estão ataques de homens bombas, assassinatos de mulheres e homens, considerados infiéis, pelo Talibã; explosões de escolas femininas e pressão para uso de burca; os efeitos do ataque de 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center; a morte de Bin Laden. Com isso ela mostra o quanto é difícil ser mulher num país onde se é, obrigatório, ser dependente do homem.
Malala se mostra sempre na liderança de atividades escolares até que o Talibã toma o vale de Swat, onde ela mora, e proíbe meninas de irem à escola, com isso surge a oportunidade de escrever para a BBC (inicialmente outra menina o faria, mas seu pai não permitiu, assim Malala assume a tarefa) sob o pseudônimo de Gul Makal, uma forma de preservar sua identdade e protegê-la de represálias, que não funciona por muito tempo, pois as meninas da escola começam a identificar acontecimentos citados no blog; a partir daí Malala começa a dar entrevistas e fazer discursos em prol da educação de meninas paquistanesas e a receber prêmios e homenagens; oque a torna símbolo a ser derrubado por ser contra tudo oque é pregado pelo Talibã; até que em 2012 o ônibus escolar no quel ela retornava para casa foi invadido por dois homens armados, que dispararam tiros na tentativa de assassiná-la.
A bala não atinge seu cérebro, mas passa muito próximo e quase a mata, mas graças a uma cirurgia feita no momento certo sua vida foi salva, mas quase perdida novamente no pós-operatório, até que médicos estrangeiros a salvaram e conseguiram levá-la para a Inglaterra, onde se recuperou e vive até hoje; ela ainda não voltou para seu país.
A coragem dela é imensa e impressiona, mas fica claro que sem seu pai e sua mãe ela não seria oque se tornou; seu pai sempre a apoio e incentivou a ser livre e se expressar, dando o exemplo pela defesa da educação. O pai de Malala batalhou bastante para conseguir se formar, abrir e manter a escola que tanto sonhou (na inha opnião seria uam linda biografia também) e com isso se tornou um modelo para ela; já sua mãe, mesmo sendo analfabeta, se mostra como base para a família, ela é o braço direito do pai e a fortaleza dele e de Malala.
Após se recuperar Malala voltou para a escola, agora num país onde as mulheres são (mais) livres que no Paquistão, situação que ela deseja para todos os países, discursou na ONU e criou o Fundo Malala, que apoia a cosntrução de escola para garotas no mundo todo.
Mais do que uma biografia, este deve ser um livro histórico, assim como é "O diário de Anne Frank".