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sábado, 30 de maio de 2015

O Manual da Garota Geek – Sam Maggs


Voltado para qualquer um que tem interesse no fabuloso universo geek, O Manual da Garota Geek traz dicas das mais básicas, desde como fazer novos amigos com interesses em comum, até como encarar e entender o feminismo, aliás, na ultima parte ela se concentra em explicar um pouco do feminismo, o que esta dentro do contexto do tema: apesar das mudanças ocorridas durante o tempo, ainda existe indícios de que nós, garotas, ainda não somos muito bem aceitas em alguns lugares.

Intercalando um pouco da história das coisas consideradas geeks, e de métodos práticos como deixar a vida mais divertida, no livro ainda constam vários relatos de verdadeiras nerds que hoje são referencia, tanto de cultura como de empenho e competência. É interessante ver como esse universo é amplo e multifacetado, e como o fato de alguém pertencer a um grupo não o exclui de outros.

Em especial achei o modo como Maggs apresentou as informações e suas experiências bem simples e divertido, eu senti um pouco de falta de aprofundamento, mas acho que a proposta de ser um guia simples desse universo foi bem cumprida. Apesar de Maggs apresentar o feminismo e os conceitos e gírias básicas dele, eu achei meio “limitada” sua lista de “Personagens femininas poderosas”, não questiono o “poder” delas, mas achei meio triste não constar algumas “personagens” mais reais, eu vejo exemplos e mais exemplos de mulheres fabulosas e poderosas, que apesar de pertencerem sim ao universo geek/nerd não foram lembradas (levando em consideração que essas listas são meio “particulares” a minha critica talvez não seja muito valida, mas achei legal registrar, vai que mais alguém se sinta assim...).

Mais do que dicas, Maggs planta a semente do “questionamento” com a parte final do seu livro, é quase um convite para abrirmos nossos olhos e perguntarmos “isso esta certo mesmo?”. Boa pedida para as mocinhas mais jovens, e bem divertido para as mocinhas mais velhas, na verdade, seria legal se alguns mocinhos também dessem uma olhada nesse manual.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Guerra Civil – Stuart Moore (Adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve Mcniven)

Guerra Civil é o primeiro contato que tive com a “parte escrita” envolvendo heróis – nesse caso, do universo Marvel, já tinha lido Os Últimos Dias de Kryptom e Wayne de Gothan – , é claro que com a “enxurrada” de filmes que saíram nesses últimos tempos, o meu interesse por esse assunto se intensificou, e eu acabei buscando alternativas pro meu pequeno desvio de leitura: tenho problemas em me concentrar em quadrinhos, HQ’s, Mangás, etc.

O livro como já dito, é uma adaptação, por isso existem mudanças se comparada a estória contada pelas vias oficias – ou seja, revistas  – é interessante deixar isso bem claro, durante a leitura acabaram me dando spoilers dos quadrinhos mas o que me contaram nem aconteceu no livro.

Guerra Civil se passa em mundo um tanto confuso e caótico graças aos chamados meta humanos, seres humanos, ou não, que possuem algum tipo de poder ou habilidade, nata ou artificial, que muitas vezes desempenham o papel de “mocinhos” sem muita consciência sobre seus atos. E toda a tensão civil explode quando ocorre um acidente trágico envolvendo um novo grupo de heróis, a partir desse ponto existe uma divisão entre os vingadores: os que apoiam Stark, o Homem de Ferro, e consequentemente a lei de registro que visa tornar esses heróis “funcionários públicos” do governo dos EUA, e oferece entre outras coisas treinamento para novos heróis; e o grupo que apoia o Capitão América, e que acha abusivo esse “controle” que o governo tenta impor aos heróis. Não preciso nem dizer que a pancadaria “comeu solta”, e cada lado mostrou o quanto era forte, apesar de Stark sempre contar com o apoio do governo e da S.H.I.E.L.D., Capitão América se mostrou um bom líder com coragem o suficiente para dizer não a mão do governo – que durante varias partes realmente foi pesada e demasiadamente arbitrária.

É uma pena não poder dar mais detalhes do enredo sem o comprometer, posso dizer que como já era esperado um herói morre antes do “racha”, e que o Homem Aranha acaba sendo um personagem mais decisivo do que eu poderia esperar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

sábado, 30 de novembro de 2013

Caixa de correio #2 – Novembro de 2013



Depois de esquecer de publicar sobre os livros que eu recebo, quer dizer, publico sempre sobre os que eu recebo de parceria, mas tem muita coisa que eu compro/troco/ganho que não é resenhado, estou novamente tentando retomar esse habito (?).
Livros que eu recebi esse mês (pelo menos na ultima semana), por ordem de chegada:

A Garota que Tinha Medo de Breno Melo – esse eu recebi pela Editora Schoba, que muito gentilmente disponibilizou esse exemplar para o blog, é de um escritor nacional, por isso estou bem curiosa e animada para começar a leitura.

Vetores e Geometria Analítica do Paulo Winterle – todos sabem que as pessoas que escrevem para o blog (tanto eu quanto a Suzane e o Otávio), já estão fazendo seu curso superior, ou estão prestes a entrar no maravilhoso mundo dos nabos, que é a faculdade (o Igor e a Steffany), e também sabem o quanto são caros os livros e materiais ligados aos cursos aqui no Brasil. Por isso fiquei muito feliz quando consegui esse livro pelo Skoob, em geral ele custa R$100,00 em lojas e R$60,00 de segunda mão, ele é usado como livro texto da matéria de “Geometria Analítica e Vetores”.

O Trono do Sol, A Magia da Alvorada (O Ciclo Nessântico - Livro I) de S. L. Farrell – esse livro foi indicação do Igor (aqui do EmBusca...), que disse que O Ciclo Nessântico era muito elogiado por quem gosta  da parte política de  livros como os da ASOIAF. Eu o consegui pelo Skoob também, e pra mim foi uma ótima troca.

Os Últimos Dias de Krypton de Kevin J. Anderson – não tenho uma ideia muito clara de onde eu tirei que queria muito esse livro, só sei que queria, eu gosto muito desse universo das HQ’s e sempre imaginei que devia ter uma estória muito legal – eu ia por uma palavrão aqui, e vocês sabe qual era – antes do Superman, e sempre achei meio triste ninguém se dispor a contar ela, e então encontrei esse livro e  tudo pareceu ficar mais lindo, foi amor a primeira vista! Ele também chegou de troca pelo Skoob.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Pequeno Livro do Rock

    Vamos falar de música?! O melhor de um estilo musical que influenciou gerações!!!! Já sabe que estilo é? Isso, vamos falar do bom e velho ROCK AND ROLL!!!! A resenha hoje é sobre “O pequeno livro do Rock”,escrito pelo francês HervéBourhis, em pesquisa rápida descobri que ele é desenhista e ilustrador.
    O livro é basicamente uma HQ, na forma de recortes e não de forma linear, sobre a história do rock, nele o autor reuniu os principais momentos do rock e acontecimentos que influenciaram ou influenciariam o estilo, por exemplo cita o nascimento do rei Elvis Presley, primeiro show dos Beatles, morte de artistas importantes (ou que se tornaram importantes pós-morte, depende do ponto de vista), assim como artistas que forma importantes para a música em si, tais como Michael Jackson e Amy Whinehouse (como ainda eram vivos, sua morte e importância pós-morte não são citadas. Minha edição é de 2010, logo não sei se há alguma atualização em outra reedição).
    A história é contada por ano, desde a origem, que ele define como um período entre 1915 e 1950, depois disso é como se o Rock passasse efetivamente a existir e a história vai até o ano de 2009, especificamente até o dia 15 de junho. O autor colocou algumas “batalhas” entre bandas, onde elas são comparadas e uma sai vencedora, uma seleção de singles desde a década de 1950 até 2009(15 de junho) e alguns TOP 5 e uma cartinha bem humorada da editora endereçada ao autor.
    Se você nunca leu nada sobre a história do rock “O pequeno livro do Rock” pode ser um bom começo para se ter uma ideia de quanta coisa aconteceu desde o surgimento até hoje, a história é contada de forma bem resumida (não há detalhes sobre qualquer coisa), já você que conhece vai servir como um bom passatempo (o autor escreve como se estivesse conversando com o leitor, citando fatos e dando opiniões).
    Um ponto importante é que o livro conta a história do rock sob o ponto de vista de um francês que vive na França, ou seja, o livro foca a parte europeia/francesa do rock, então você vai sentir falta de algumas bandas bastante conhecidas por aqui e vai descobrir outras nem tão conhecidas assim, pois são europeias/francesas, por exemplo Mano Negra, antiga banda do Manu Chao. (Logo, você vai sentir falta de algumas bandas, digo isso porque senti falta quando li, sabe aquela sensação de que está faltando algo? Pois é, eu senti, ai vi que era a tradução de um livro francês e entendi o porque da falta de algumas bandas). Em resumo... É uma leitura legal de se fazer!!