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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Eu sou Malala - Christina Lamb e Malala Yousafzai

Esperança... É essa a sensação que tenho após ler este livro, num ano em que tanta coisa louca e triste aconteceu, ler a biografia desta ganhadora (a mais jovem, aos 17 anos) do prêmio Nobel da Paz de 2014, o qual dividiu com Kailash Satyarthi, ativista indiano. Para você que não lembra deste nome, ela é a garota que foi baleada, no Paquistão, pelo Talibã por ser ativista pelo direito das meninas à educação.
O livro narra toda a trajetória dela, desde antes de se tornar ativista até a indicação dela ao prêmio Nobel; passando pela história política do Paquistão e mostrando acontecimentos, que para nós é só mais um atentado, mais um homem bomba, mais uma mulher chicoteada em praça pública, por conta do volume de notícias deste tipo que chega até nós (todas completamente fora de contexto histórico e/ou político); para ela é uma ameça real, tudo isso acontece na esquina de casa, literalmente.
Dentre os eventos narrados por ela estão ataques de homens bombas, assassinatos de mulheres e homens, considerados infiéis, pelo Talibã; explosões de escolas femininas e pressão para uso de burca; os efeitos do ataque de 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center; a morte de Bin Laden. Com isso ela mostra o quanto é difícil ser mulher num país onde se é, obrigatório, ser dependente do homem.
Malala se mostra sempre na liderança de atividades escolares até que o Talibã toma o vale de Swat, onde ela mora, e proíbe meninas de irem à escola, com isso surge a oportunidade de escrever para a BBC (inicialmente outra menina o faria, mas seu pai não permitiu, assim Malala assume a tarefa) sob o pseudônimo de Gul Makal, uma forma de preservar sua identdade e protegê-la de represálias, que não funciona por muito tempo, pois as meninas da escola começam a identificar acontecimentos citados no blog; a partir daí Malala começa a dar entrevistas e fazer discursos em prol da educação de meninas paquistanesas e a receber prêmios e homenagens; oque a torna símbolo a ser derrubado por ser contra tudo oque é pregado pelo Talibã; até que em 2012 o ônibus escolar no quel ela retornava para casa foi invadido por dois homens armados, que dispararam tiros na tentativa de assassiná-la.
A bala não atinge seu cérebro, mas passa muito próximo e quase a mata, mas graças a uma cirurgia feita no momento certo sua vida foi salva, mas quase perdida novamente no pós-operatório, até que médicos estrangeiros a salvaram e conseguiram levá-la para a Inglaterra, onde se recuperou e vive até hoje; ela ainda não voltou para seu país.
A coragem dela é imensa e impressiona, mas fica claro que sem seu pai e sua mãe ela não seria oque se tornou; seu pai sempre a apoio e incentivou a ser livre e se expressar, dando o exemplo pela defesa da educação. O pai de Malala batalhou bastante para conseguir se formar, abrir e manter a escola que tanto sonhou (na inha opnião seria uam linda biografia também) e com isso se tornou um modelo para ela; já sua mãe, mesmo sendo analfabeta, se mostra como base para a família, ela é o braço direito do pai e a fortaleza dele e de Malala.
Após se recuperar Malala voltou para a escola, agora num país onde as mulheres são (mais) livres que no Paquistão, situação que ela deseja para todos os países, discursou na ONU e criou o Fundo Malala, que apoia a cosntrução de escola para garotas no mundo todo.
Mais do que uma biografia, este deve ser um livro histórico, assim como é "O diário de Anne Frank".


 

sábado, 24 de outubro de 2015

Eu Mereço! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 4)


Quarto volume de umas das séries mais famosas e diferentes da adaptação televisiva – gente, eu achei bem diferente – Eu Mereço! trás os acontecimentos entre a volta da viagem da família de Blair e um pouquinho depois do dia dos namorados americano – 14 de fevereiro. 

Blair, Serena, Dan e a turma toda continuam a todo o vapor, agora que o ano começou eles podem se dedicar ao ultimo semestre de escola, se dedicar? Acho que não! Enquanto Dan começa a deslanchar como o novo poeta do momento, e Vanessa curte sua vaga na Universidade de Nova York, e o novo frenesi que seu vídeo de Natal alcançou, fica claro que talvez o casal mais perfeito até agora não funcione tão bem a longo prazo. Outro casal não tão perfeito, mas muito lindinho, Serena e Aaron também funcionam bem, mas até quando a nossa livre leve e solta Serena vai ficar na de Aaron? Blair é uma garota em construção, eu não tinha visto alguém mudar tanto de cabelo e de personalidade tão rápido e em tão pouco tempo, qual será a Blair verdadeira em meia a tantas delas? Nate e Jenny estão vivendo momentos diferentes – e bota diferentes nisso – porém ao que tudo indica o amor esta no ar, calma, eles não voltaram, mas Jenny e Nate estão com sorte no amor, vamos esperar para ver o azar no jogo. Chuck Bass simplesmente sumiu nesse livro, a não ser pelas leves sugestões de que talvez Chuck tenha virado gay durante as férias, quase nada é falado/mostrado/escrito. 

Bem não preciso nem dizer que esse, assim como os livro anteriores, é bem divertido, as estória s continuam picantes, malvadas e em alguns casos até cruéis, parece que tudo ganha uma proporção diferente quando se trata do Upper East Side. 

sábado, 3 de outubro de 2015

As Loucuras do Rei – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VIII)

Cobrindo um período menos prospero da história da Inglaterra, Jean Plaidy nos leva a acompanhar Eduardo II e sua mulher, Isabela da França, que apesar de terem tudo para fazer com que seu reinado fosse mais prospero do que o anterior –  o reinado de Eduardo II, o “Pernas Longas” ou o “ Martelo dos Escoceses” – na verdade acabam por deixar o país em uma situação pior e menos estável.

Eduardo II já dava mostras de não ser exatamente o filho que Eduardo I pediu a Deus já no livro anterior, e seu primeiro ato, logo após seu pai ter morrido, foi trazer o seu querido “amigo” Perrot de volta a corte, após isso as coisas só se tornam cada vez mais obvias, e a total inépcia de Eduardo II fica clara em poucas paginas. Além dos problemas de impopularidade de Eduardo II ele ainda comete o erro de enfurecer sua jovem e belíssima esposa, Isabela – filha de Filipe o Belo – que além de ser extremamente popular junto ao povo esconde por um bom tempo o ódio que sente por um marido que despreza sua companhia para ficar com seus “favoritos”. Durante o livro são dadas infinitas amostras de como não agir com súditos, e como se perder batalhas – consideradas não tão difíceis – o fato é que Eduardo II passa o livro inteiro mias preocupado em agradar seus amantes do que realmente governar, o que torna seu período no trono da Inglaterra um período não tão glorioso.

Apesar de escrever um livro sobre Eduardo II, Plaidy parece focar muito mais na rainha da Inglaterra, Isabela, que faz uso de todos os “genes” puxados de seu pai – Filipe, que era famoso por ser maquinador e vingativo, e estava no centro de vários escândalos envolvendo a igreja – guardando para si durante muito tempo o ódio e nojo que sentia por um marido que a desprezou, e posteriormente armando contra ele, lembrando um pouco outra rainha, um das minhas favoritas, Eleanor da Aquitânia.

Enfim, o livro continua com a qualidade alcançada pelos volumes anteriores, talvez o que tenha me chateado um pouco sejam todas as qualidades – ou as não qualidades – de Eduardo II, tenho “gastura” a administrações falhas, tirando isso o livro tem todos os ingredientes e aspectos que marcam o incrível texto de Plaidy.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mitologia – Maurício Horta, José Francisco Botelho e Salvador Nogueira

Com um tom um pouco mais leve e observações importantes, Mitologia veio completar um pouco mais o conhecimento que eu já tinha sobre mitologia grega/romana apesar de trazer mitos já muito conhecidos, ele ainda assim traz coisas novas.

Imagine um livro que trata – praticamente –  da base das crenças e do conhecimento de uma das civilizações mais importantes para o homem, e ainda imagine que esse livro foi escrito por pessoas do nosso tempo, de gerações não tão distantes da nossa,  esse livro é Mitologia, um volume que trata de lendas de milhares de anos atrás, e que mesmo assim consegue ser moderno e feliz em tentar fazer as ligações mais obvias e menos percebidas – é, eu não sabia que a Ilíada tratava da guerra de Tróia, desculpa ai :3 – mais do que isso, ele consegue dar um novo fôlego para mitos que para nós não são novidades.

Eu achei o livro bem caprichado, o modo como ele sempre tenta usar o nome em grego ou em romano para os mitos nos ajudam a identificar mais facilmente sobre o que estamos lendo, e o modo como eles formam “hiperlink’s” com outras obras faz com que não nos limitemos somente a conhecer o “basicão” da mitologia, é uma boa tática para manter o leitor interessado no assunto.

sábado, 27 de junho de 2015

Eduardo I – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VII)

Depois de uma série de reis fracos, e rainhas autoritárias e egoístas, novamente existe um casal real, de verdade, na Inglaterra: Eduardo I e Eleanor de Castela.

Iniciando a estória um pouquinho depois de onde ela tinha parado no livro anterior – na morte de Henrique III e no atentando a Eduardo – o casal real esta voltando da Terra Santa, sem exatamente livrar “Jerusalém do infiel”, mas para cumprir o que se espera deles: reinar na Inglaterra. No momento em que Eduardo pisa em solo inglês fica claro que as coisas vão mudar drasticamente, e que a anterior rainha – Eleanor de Provence – não mais usara um rei para atender a seus caprichos, como fez com seu marido, Eduardo é um homem forte, e um rei forte, apesar de assim como seu pai estar ligado intimamente e de maneira feliz a família, ele sabe separar o seu governo das vontades de seus familiares, e ainda conta com o apoio – na primeira fase do livro – da corajosa e doce Eleanor de Castela.

Durante o livro acompanhamos as tentativas de Eduardo de trazer Gales e a Escócia para a coroa inglesa, além de tentar manter territórios continentais. Além dos conflitos em si, aparecem alguns personagens muito interessantes, em Gales Llewellyn que ale, de ser um líder de seu povo, foi “protagonista” de sua própria tragédia, e ainda Guilherme Wallace que também protagonizou um episódio triste e era um líder revoltoso da Escócia. É muito gratificante encontrar um livro que apresenta a estória sobre vários pontos de vista e aspectos, é interessante ver como os papeis se invertem dependendo do ponto de vista, e como mais de um é apresentado não somos levados a pensar que somente um lado estava certo.

Depois de passar um tempinho meio desanimada dessa saga eu me “reanimei” depois desse livro, sinto falta de bons homens e lideres, em certa parte gostei dessa saga por apresentar grandes reis, que mudaram as dimensões de seus territórios e sabiam lidar com questões delicadas, e novamente um desses lideres se apresenta nesse volume.

domingo, 21 de junho de 2015

Eu Quero Tudo! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 3)

Ainda acompanhando os altos e baixos de uma turma bem seleta do Uper East Side,  Eu Quero Tudo! É o terceiro volume dos livros que deram origem a famosa série de mesmo nome Gossip Girl.
Após a fase difícil que Blair passou – o casamento de sua mãe a mudança na configuração de sua família – é claro que ela precisaria de uma boa amiga, para esquecer de todos os problemas, e em grande estilo. No final do volume anterior, a amizade de Blair e Serena já dava indícios de ser retomada, no presente volume ela é concretizada

Com o fim das provas todos querem suas merecidas férias de fim de ano, Blair e Serena – e Aaron e Tyler, e a mãe de Blair e o papai adotivo dela e mais algumas figuras – vão passar uma ensolarada temporada em St. Barts, Nate, Jenny, Dan e Vanessa permanecem na fria e glamorosa NY. Mais uma vez acompanhamos os acontecimentos amorosos, sociais, e fashions desses personagens, e como sempre questionamos as escolhas deles: Será que Nate e Jenny realmente vão “funcionar”? Será que Dan e Vanessa combinaram perfeitamente para sempre? Será que Blair vai achar o protagonista da sua vida? E Serena? O que dizer dela?

No terceiro livro cheguei a uma ideia um tanto estranha sobre Serena: ela foi, durante os dois primeiros volumes – e em boa parte do terceiro – praticante perfeita, um ideal de beleza e de charme, quase intangível, por isso durante a leitura dessa série senti como se ela estivesse a margem da vida em Gossip Girl, a estória inclui ela, mas será que realmente é contada uma estória sobre Serena? É engraçado chegar a pensar nisso, às vezes acho que ela é uma personagem principal, às vezes uma personagem secundária, às vezes uma peça de mobília e outras um fantasma ou talvez um anjo ou ainda um sonho. Também é importante lembrar que comparativamente, Serena foi uma personagem que foi alterada, e muito, na série – pelo menos nesse ponto – , uma vez que nela, ela realmente é um componente ativo, mais do que isso, na série é possível ver a "vida alterando Serena e Serena mudando o curso dos acontecimentos da vida", mas nos livros que li até agora não, neles ela quase vive a "margem da vida".

Gossip Girl é uma série simpática, com personagens bem cativantes, e, além disso, trás o elemento favorito de toda série jovem: o mistério sobre a Gossip Girl. 

sábado, 25 de abril de 2015

A Rainha de Provence – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VI)

Mesmo levando em conta – e muito – novamente a história da Inglaterra, esse livro é um pouco mais centrado em uma personagem feminina, e não exatamente inglesa: Eleanor de Provence, esposa de Henrique III.

Eleanor era a segunda filha do – falido – conde de Provence, muito inteligente e talentosa, ela ficou um tanto contrariada quando sua irmã mais velha Marguerite, fora escolhida para ser a rainha da França – fato que segundo Eleanor, era devido apenas ao fato de Marguerite ser a mais velha. Eleanor que além de inteligente e talentosa, era também extremamente espirituosa – assim, como uma outra Eleanor muito famosa – prometeu que arranjaria para si um casamento tão, se não mais, importante do que ao de sua irmã, dito e feito, após alguns “estratagemas” e com a ajuda do amigo do pai, Romeo, conseguiu para si um casamento com o rei da Inglaterra, Henrique, filho do terrível João.

Henrique ficou encantado com Eleanor, e por ela tomou medidas equivocadas durante seu reinado, o que fez com que seu irmão, Ricardo, sempre estivesse oscilando entre a lealdade a ele e a dos barões. Apesar de ser considerado um reinado tranquilo – principalmente em comparação ao do pai – Henrique sempre estava em situações incomodas, e instáveis, ora causadas por sua esposa, que era extremamente impopular entre os ingleses – principalmente entre os londrinos –, ora pelos parentes dela, e por sua total falta de tato financeiro.

É difícil tomar uma posição certeira em relação a Eleanor, sei que entre as esposas dos reis ingleses ela foi quem manteve o marido mais próximo e mais suscetível a seus pedidos, por outro lado, muitos dos problemas de Henrique foram causados, direta ou indiretamente, por ela. Ela foi uma mulher de grande poder, mas que não soube usa-lo de maneira mais inteligente.

domingo, 19 de abril de 2015

Clube da Luta – Chuck Palahniuk

O primeiro sucesso de Chuck Palahniuk – o primeiro de muitos, o cara é uma maquina, já recebi muitas indicações de vários livros dele – Clube da Luta é um livro que além de contar um estória, te trás para o universo dele, e, por que não, também deixa um pouco – muito no meu caso – de sua atmosfera no leitor.

O livro basicamente é um diário, o narrador segue a estória de Tyler Durden, um amigo, e juntos eles fundam o Clube da Luta – todo mundo já imagina o que é – e como a partir da criação dele surgiu toda uma filosofia e um movimento “anarquista”. Parece uma coisa simples – e parece que eu não sei como escrever um resenha de um livro tão incrível como esse ­– mas é importante frisar que mais do que uma estória repleta de mini-manuais de como explodir as coisas, e meios de ameaças muito legais, Clube da Luta te leva por uma passeio bem louco sobre o estilo de vida de hoje, é incrível como somos presos pelo livro, e pelos pensamentos do narrador, até o modo como ele escreve nos leva a pensar melhor – a cada quebra de parágrafo, parecia que eu tinha mais tempo pra absorver o que 3 palavrinhas queriam dizer, absorver informação é algo esperado quando se lê, mas ter em mãos um livro que considera o quanto da informação é absorvido é bem diferente – e por causa disso “vivenciamos” melhor a estória.

É incrível o nível em que me envolvi com a estória, o livro fala muito sobre a insônia do narrador, e como ela caba distorcendo o jeito com que ele vê o mundo, nos dias em que eu estava lendo, eu cheguei ao cumulo de ter insônia, e depois de um tempo no melhor estilo “stand by”, eu até concordei que minha vida durante esse dias parecia a “copia da copia da copia”.

Palahniuk construiu uma estória séria e filosófica, e encheu ela do mais puro humor negro, com pitadas de loucura e métodos de construção de explosivos, o resultado é um livro impecável, com trechos que falam sobre todos os tipos de assuntos, dentre os que eu mais gostei, separei esse (só lembrando que o trecho e o livro possuem trechos com “palavões”):

“Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo. Tenho que lavar e amassar minhas latas de sopa. E dar conta de cada gota de óleo de motor usado.
E tenho que pagar a conta do lixo nuclear, tanques de combustível enterrados e terra cheia de lixo tóxico jogado lá uma geração antes de eu nascer”

Segundo alguns amigos –  depois de ler eu passei a concordar – “Clube da Luta é um livro que todo mundo deveria ler”.

sábado, 11 de abril de 2015

Você Sabe Que Me Ama – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 2)

Segundo livro da série que conquistou muita gente, Você Sabe Que Me Ama, trás mais do glorioso mundo dos jovens abastados do Upper East Side.

Blair, a antiga amiga de Serena passa por um momento delicado: o casamento de sua mãe com um cara que ela não simpatiza muito, e o “aumento” de seu núcleo familiar com a inclusão do mesmo e ainda com a de seu filho – Aaron –  e seu cachorro babão, mas esse é somente o inicio de seus “problemas”. Serena ainda excluida da antiga turma da Constance Billard, e mais excluída ainda da vida de Blair, continua suas experiências pelo mundo das artes, junto a Jenny e Vanessa, e ainda Dan, como seu admirador/amigo/psicopata-apaixonado. Nate, o namorado perfeito de Blair esta cada vez mais confuso, e menos disposto a seguir planos tão “restritivos” para seu futuro. Vanessa ama Dan, que ama Serena, eu poderia para por ai, pois basicamente é nesse ritmo que as coisas andam nessa parte do livro, um indo atrás do outro – a arte imita a vida.  Mesmo sendo “anormal” Jenny acaba sendo notada por “olhinhos” mais dignos do que os de Chuck Bass, personagem que praticamente não aparece nesse volume.

A vida é excitante e regada a grandes grifes no Uper East Side, e fica mais interessante ainda com gg – Gossip Girl – que não perde a oportunidade de alfinetar os personagens. É também importante o fato de agora todos estarem preocupados com seus futuros, é o ultimo ano, agora é a hora de procurar as instituições que iram receber a elite mais estilosa de NY, sera que todos conseguiram ingressar nos renomados cursos ministrados nas frandes Universidades?

Isso e um pouco mais pode ser conferido nesse volume. Cecily mais uma vez traz um estoria com personagens divertidos e com elementos novos, o resultado não é nada insatisfatório.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Batalha das Rainhas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. V)

Um pouco menos centralizado, justamente por tratar de um conflito entre duas rainhas, de duas coroas diferentes – Isabella de Angoulême rainha-mãe da Inglaterra, e Blanche de Castella rainha-mãe da França – A Batalha das Rainhas tornou o contexto histórico muito mais amplo e interessante, porém se tornou um pouco confuso, o livro foi intercalando capítulos entre fatos que ocorriam na França e na Inglaterra, mas às vezes dava a impressão de as “épocas” não se corresponderem muito bem.

É chegada a hora de apresentar as antagonistas desta batalha história: Isabella de Angoulême já foi uma personagem importante no livro anterior, O Príncipe das Trevas, viúva de João Sem Terra, Isabella permaneceu no país até um pouco depois da coroação de seu jovem filho, Henrique III, porém após ver que na Inglaterra não seria de tão grande importância quanto queria – pois logo Guilherme Marechal e Hubert de Burgh assumiram a frente do país, enquanto Henrique ainda não atingia idade e maturidade o suficientes para assumir o controle da Inglaterra – logo deu um jeito de voltar para perto de sua terra natal, Angoulême, com o pretexto de levar sua filha, Joana, para se casar com seu antigo amor, Hugo de Lusignan, nem precisamos dizer que nada costuma sair como o planejado quando se envolve Isabella. Do outro lado do embate esta Blanche de Castella, neta de Henrique II e Eleanor da Aquitânia – por isso houve a tentativa de tomar a Inglaterra no volume anterior: Blanche, casada com Luís VIII, príncipe da França, por ser neta do casal real também teria direito ao trono – foi escolhida em detrimento de sua irmã, por Eleonor da Aquitânia, para ser esposa do filho de Filipe Augusto, rei da França e amigo de Ricardo Coração de Leão; após um período tranquilo, Blanche se vê em uma situação parecida com a de Isabella, porém com uma vantagem: ela sim seria regente da França, e cuidaria para que seu filho, Luís IX assumisse quando fosse o tempo certo.

Parece extremamente confuso – e realmente é – mas cada um dos acontecimentos fazem com que além de serem inimigas naturais – a rainha da Inglaterra e a da França – Blanche e Isabella se tornem ferrenhas adversárias no jogo de poder. Isabella sempre a mulher de beleza excepcional não deixa barato o fato de ter que se curvar para Blanche, e Blanche como a rainha exemplar que desempenhou seu papel como uma verdadeira neta de Eleonor da Aquitânia não poderia deixar essa “insubordinação” barata.

Senti um pouco a confusão no “compasso” da estória, às vezes uma parte dela parecia estar muito a frente da outra, porém após tudo entrar em um ritmo mais tranquilo e períodos mais curtos, as peças se encaixaram melhor. O livro foi uma “guinada” na série em relação ao anterior, ele é muito mais dinâmico, e é realmente possível ver a importância dos acordos e casamentos no contexto geral da trama. Apesar de exigir um pouco mais de atenção, A Batalha das Rainhas , é um livro que assim como O Prelúdio de Sangue e O Crepúsculo da Águia, assume um ritmo acelerado, e tão intrigante quanto eles.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Flash Boys, Revolta em Wall Street – Michael Lewis

Revelando um pouco mais do que nós, leigos, sabemos do bilionário mundo das bolsas de valores de Nova York e sobre o mercado de ações, Michael Lewis trás um texto inteligente, divertido e muitas vezes até educativo.

Tudo começa á alguns anos atrás quando ocorreu o escândalo dos empréstimos não tão sólidos que eram comercializados em grande escala nas bolsas de NY, e que acarretou naquele “lindo” episódio de crise da qual, até hoje, tentamos nos recuperar. A partir daquele momento as coisas começaram a ficar estranhas quando o único homem que foi preso após aquele período, foi um simples programador do Goldman Sachs, que foi acusado de roubar códigos do sistema do banco. Esse episódio, um tanto exótico, fez com que Lewis se perguntasse quem era esse programador, e por que esses tais programadores eram os novos “astros do rock” do mercado de ações. Não precisamos dizer que essa história é apenas a ponta do iceberg, de uma corrida tecnologia por milissegundos, passando pela criação dos Dark Pools e novas bolsas, chegando até aos Operadores de Alta Frequência, Lewis nos mostra que hoje em dia os estereótipos que formamos dos mandachuvas do mercado de ações não correspondem a realidade.

Eu achei extremamente chocante o fato das agências reguladoras deixarem brechas em seus regulamentos, brechas essas que são obvias e amplamente exploradas. A explanação sobre o funcionamento de alguns dos mecanismos foi bem feita, é claro que Lewis não se preocupou em fazer um manual ou um glossário – o glossário, na minha opinião, seria uma perda de tempo – porém não existem termos de “sete cabeças” ou ininteligíveis, uma rápida busca de alguma definição menos óbvia poderia sanar as duvidas facilmente, por isso acho que apesar de algumas criticas negativas em relação a Flash Boys, por ele não ser de fácil acesso ao “grande publico”, bem infundadas.

Mesmo sendo um livro com um assunto um pouco mais sério, é impossível não dar risadas com alguns trechos, como por exemplo, a nota de rodapé da pagina 146, e o dialogo da pagina 189. Excelente leitura para quem gosta de ler sobre esses assuntos mais... diferentes da temática dos livros mais vendidos, Flash Boys não me decepcionou, e ainda me surpreendeu por ser um livro – mais complicadinho –  que li com a maior atenção e prazer.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

As Delícias da Fofoca – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 1)

Mais uma série da mesma “linha” de Pretty Little Liars – PLL –, Gossip Girl gira em torno da “realeza” do Upper East Side.

Esse primeiro livro nos apresenta alguns personagens que serão os mocinhos e mocinhas mais estilosos que veremos em muito tempo – é claro que o bem e o mal, mais uma vez são relativos, o ponto principal é que são esse personagens que acompanharemos pelo restante da “saga” – e é claro, ainda nos traz o elemento onipresente e oniciente da trama, o ser mais fofoqueiro da ficção – ainda não conheci outro mais do que ela – a Gossip Girl – gg – , que é a “responsável” por um blog de fofocas de mesmo nome, que promete revelar todos os segredinhos podres dos nossos personagens favoritos – e também dos não tão favoritos.

Dentre os glamorosos personagens dessa estória estão Blair Waldorf e Serena van der Woodsen, as amigas que perderão o contato e que agora se parecem mais com arqui-inimigas; Nate Archibald o garoto perfeito; Chuck Bass o cara não tão perfeito; e Dan e Jenny Humphrey, ele um garoto sensível e meio fora do padrão, ela uma garota louca para entrar no circula de amizade mais badalado de NY.

É interessante como Cecily construiu um “casting” de personagens tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos. Existe o personagem onipresente – gg –, mas nada tão destrutivo e macabro quanto “A” de PLL – até agora –, existe tensão durante o livro, mas nada tão opressivo quanto o que encontramos em PLL.

Eu gostei bastante da leitura, foi bem rápida e tranquila, como vocês já perceberam, pra mim é uma série de livros bem parecida com PLL – só que com menos finais infelizes.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Ascensão do Império – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. 2)

Continuação de Roubo de Espadas, esse livro traz o desenvolvimento e consequências do ocorrido no livro anterior, parece óbvio, mas acho que Sulivan sempre deixa meio em suspenso o que realmente vai acontecer – não creio no fim desse livro, muito brilhante!

Pois bem, Arista agora uma embaixadora nem tão talentosa – sem tirar o mérito dela, o ambiente do livro não é muito agradável a mulheres que tem algum poder – acaba desobedecendo a ordens de seu irmão, e vai ao encontro do líder dos nacionalistas para tentar uma aliança, e assim tentar salvar Melengar, e claro, ela não vai só, Hadrian Blackwater e Royce Melborn mais uma vez – supostamente a serviço de Melengar – a acompanham, no que seria seu ultimo trabalho – aposentadoria para esses dois será? – e como vocês já devem esperar, tudo isso apenas na primeira parte do livro – em geral ele se divide em duas estórias, o primeiro livro foi igual. Na segunda parte do livro as coisas se adiantam mais, e Arista acaba indo parar no coração do império, Hadriam e Royce recebem um novo convite para um trabalho.
Sem mais spoilers!

Apesar de ter gostado do livro inteiro, admito que o final da segunda parte me deixou com o coração na mão. O modo como Sullivan escreve simplesmente prende o leitor, e o modo como ele apresenta os personagens faz com que gostemos mais deles a cada volume.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Tocaia Grande, A Face Obscura – Jorge Amado

Mais um livro nacional, do nosso querido Jorge Amado, Tocaia Grande foi uma indicação do meu Pai – da época em que ele lia mais.

Pois bem, mais uma vez Jorge Amado nos leva a sua adorada Bahia para nos apresentar o nascimento de uma cidade, Irisópolis, que no inicio não passava de um punhado de casas que ganhou o nome de Tocaia Grande. Com um nome assim, e vindo de um escritor como Jorge Amado, já podemos esperar muitos conflitos, paixões, e um punhado de gente com “sangue nos olhos”, e é exatamente isso que o livro nos apresenta. Natário da Fonseca, ex-jagunço, ganhou sua patente de Capitão e terras – para a produção daquilo que parece ser a grande paixão de Jorge Amado e deu seus personagens, o cacau – após serviços prestados ao Coronel Boaventura Andrade. Um fato interessante é que a cidade, e a vila nasceram em volta do local do serviço mais importante de Natário, na época do coronelismo a disputa de poder se dava muitas vezes na base da bala, e foi em uma disputa desse tipo, em uma tranca ou em uma tocaia que Natário teve a ideia de construir uma casa para sua família no local em que ele “tocaiava” os opositores do Coronel ao qual ele servia, e também foi ali que ele profetizou o nascimento de uma cidade.

Estória a parte, Tocaia Grande se parece um pouco com outro livro que li, do próprio Jorge Amado. Assim como Suor, esse livro mostra o desenvolvimento de um lugar, não apenas como localidade – no caso de Suor, o lugar era um cortiço – mas de novo como um organismo vivo, em que cada parte de Tocaia Grande desempenha um papel importante para sua manutenção, apesar de nesse livro Jorge Amado ter desenvolvido mais alguns personagens – Capitão Natário da Fonseca é inegavelmente o protagonista – do que em Suor, ele ainda traz como grande foco a “aldeia” Tocaia Grande. Na verdade, por Suor ter sido lançado 50 anos antes de Tocaia Grande, eu arriscaria dizer que neste livro ele desenvolveu uma ideia já “imaginada” por ele, que Tocaia Grande no fundo “é um” Suor amadurecido, e maior de idade.

O livro é bem interessante, não decepciona se comparado a outros livros de Jorge Amado, e traz uma estória forte e bem desenvolvida, possui uma gama de personagens imensa, eu chegava a me perder de vez em quando, com características bem peculiares. E claro, é sempre um prazer ler um livro de um escritor brasileiro, que se passa aqui, em nosso solo, sempre fico maravilhada com a quantidade de escritores de alta qualidade que o Brasil possui, e Jorge Amado se encaixa perfeitamente neste grupo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

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Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Perfeitas – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 3)

Terceiro livro da série que virou fenômeno de vendas, tanto na TV quanto nas livrarias, Perfeitas é mais um livro no estilo que Sara Shepard usou-nos outros 3 livros: o livro começa com as personagens mais ou menos bem, lá pelo meio do livro a situação “melhora” e no final é  o caos total.

Spencer a garota de ouro de Rosewood Day, que no volume anterior lutava com suas varias obrigações acadêmicas e uma vida amorosa nada estável, acabou “reciclando” um trabalhinho de sua irmã para não ficar com mais problemas, o resultado dessa “peripécia”? Mais problemas.

Emily que ainda luta para superar o trauma da morte de Toby, acaba se metendo em uma furada, mas me digam, alguém consegue mudar o que realmente é? Acho que o problema de  Emily, são as más línguas e uma família nada compreensiva.

Aria sua linda, uma vida perfeita com um namorado perfeito não combinam em nada com ela, eu entendo, pena que as coisas acabaram tão mal, muito mal para ser mais precisa.

Diz o ditado que quem é rainha nunca perde a majestade, mas será que Hanna conseguira se reerguer com a rainha da perfeição de Rosewood e, é claro, voltar do mundo dos mortos, literalmente?

E ainda por trás de tudo isso, um mistério começa a ganhar solução: a morte de Ali, os motivos o assassino, como ocorreu – tudo isso hoje no... opa!

Dessa vez eu já estava preparada pra o fim sempre complicado que PLL toma em seus volumes, eu até dei uma espiada no final, mas acabei lendo, porque né? Miséria pouca é bobagem.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Correr ou Morrer – James Dashner (Maze Runner - Livro 1)


Primeiro livro da franquia Maze Runner, Correr ou Morrer adota um ritmo frenético desde o começo, é incrível como Dashner faz acontecer muitas coisas em um espaço de tempo muito curto.

Thomas é um novato, um recém-chegado a Clareira – lugar onde vivem cerca de 50 garotos e que fica no centro de um labirinto um tanto especial, ele muda toda noite –, ele pode não parecer muito diferente dos outros rapazes: sem memória, sem saber ao certo onde está e nem o motivo de ser mandado para um lugar como este; mas isso logo se mostrará um engano, principalmente depois de acontecimentos fora da rotina da Clareira, e de um “ultimato” dos criadores: as coisas vão mudar.

Bem, seria muito chato dar mais detalhes do que vai acontecer na estória, a cada acontecimento e a cada reviravolta eu ficava mais ansiosa para saber o que ia acontecer, o que estava acontecendo, e o que aconteceu, enfim, pelo fato de os garotos sempre chegarem sem memória, não sabemos de onde eles vieram nem nada relacionado aos motivos de serem mandados para o labirinto – que é um lugar que é um quebra-cabeças habitado por criaturas nojentas, que matam e picam os garotos, entre outras coisas – o clima de suspense e segredo também é perturbador, sempre existe algo que esta acontecendo mas quase não suspeitamos, essas entre outras coisas tornam Correr ou Morrer uma leitura rápida, fácil e até um pouco angustiante.

Não consigo deixar de pensar que esse livro é uma mistura de O Senhor das Moscas de William Golding, com roteiro de videogame – eu não lembro qual era o nome, mas juro que eu jogava alguma coisa que tinha um roteiro mais ou menos parecido com a estória do livro – achei o livro muito bom, os personagens são bem simpáticos, é difícil terminar sem gostar de pelo menos 2, fora os conflitos e todo o clima de tensão gerados por ameaças diferentes todos os dias.

Super indicado pra você que adora um suspense, Correr ou Morrer é satisfatório em todos os aspectos e é uma leitura realmente muito rápida, divertida e hipnotizante.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.