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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Incrível – Sara Benincasa

Mais umas das apostas da Editora Única, Incrível de Sara Benincasa vai agradar e muito fãs de outras séries já conhecidas e resenhadas por aqui, como Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Naomi é uma garota comum, com pais separados, que vive em Chicago – com o pai, um professor de educação física do colégio em que ela estuda – e passa seus dias de férias de verão em East Hampton com sua mamãe abastada – dona de um império de bolinhos e gostosuras –, apesar de passar seus dias de férias no lugar que tem mais riquinhos por metro quadrado, ela não consegue se enturmar muito, até Jacinta Trimalchio entrar em sua vida. Mas vamos lá, o livro tem como umas de suas principais premissas ser baseado na obra O Grande Gatsby de Francis Scott Fitzgerald, e na verdade Incrível é EXATAMENTE esse tal livro do Fitzgerald, e por inteiro, eu sou uma leitora antiga e meio babona por Fitzgerald então eu já li alguns de seus livros e entre eles está O Grande Gatsby, e o que Benincasa fez foi colocar uma roupagem um pouco mais atual, alguns  personagens extras – personagens basicamente complementares à narradora da estória, que é Naomi – e desenvolver a estória com algumas coisinhas paralelas, então se você já leu o livro de Fitzgerald você já sabe tudo que vai acontecer, senão talvez Incrível seja a oportunidade de se entrar em contato com uma obra tão expressiva indiretamente e se interessar pelo original – vamos combinar que um livro que foi indicado como uns dos 100 melhores de todos os tempos pela Newsweek tem muito mais do que uma estorinha de amor.

Apesar desse detalhe sobre a estória ser bem, muito, incrivelmente baseada no Grande Gatsby, é um livro divertido e bem teen, acho que adeptos da literatura YA vão dar uma piradinha nele, como eu já disse ele segue o mesmo estilo de Gossip Girl e Pretty Little Liars. Só espero que em um futuro próximo Benincasa nos mostre uma estória sua, totalmente sua.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Batalha das Rainhas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. V)

Um pouco menos centralizado, justamente por tratar de um conflito entre duas rainhas, de duas coroas diferentes – Isabella de Angoulême rainha-mãe da Inglaterra, e Blanche de Castella rainha-mãe da França – A Batalha das Rainhas tornou o contexto histórico muito mais amplo e interessante, porém se tornou um pouco confuso, o livro foi intercalando capítulos entre fatos que ocorriam na França e na Inglaterra, mas às vezes dava a impressão de as “épocas” não se corresponderem muito bem.

É chegada a hora de apresentar as antagonistas desta batalha história: Isabella de Angoulême já foi uma personagem importante no livro anterior, O Príncipe das Trevas, viúva de João Sem Terra, Isabella permaneceu no país até um pouco depois da coroação de seu jovem filho, Henrique III, porém após ver que na Inglaterra não seria de tão grande importância quanto queria – pois logo Guilherme Marechal e Hubert de Burgh assumiram a frente do país, enquanto Henrique ainda não atingia idade e maturidade o suficientes para assumir o controle da Inglaterra – logo deu um jeito de voltar para perto de sua terra natal, Angoulême, com o pretexto de levar sua filha, Joana, para se casar com seu antigo amor, Hugo de Lusignan, nem precisamos dizer que nada costuma sair como o planejado quando se envolve Isabella. Do outro lado do embate esta Blanche de Castella, neta de Henrique II e Eleanor da Aquitânia – por isso houve a tentativa de tomar a Inglaterra no volume anterior: Blanche, casada com Luís VIII, príncipe da França, por ser neta do casal real também teria direito ao trono – foi escolhida em detrimento de sua irmã, por Eleonor da Aquitânia, para ser esposa do filho de Filipe Augusto, rei da França e amigo de Ricardo Coração de Leão; após um período tranquilo, Blanche se vê em uma situação parecida com a de Isabella, porém com uma vantagem: ela sim seria regente da França, e cuidaria para que seu filho, Luís IX assumisse quando fosse o tempo certo.

Parece extremamente confuso – e realmente é – mas cada um dos acontecimentos fazem com que além de serem inimigas naturais – a rainha da Inglaterra e a da França – Blanche e Isabella se tornem ferrenhas adversárias no jogo de poder. Isabella sempre a mulher de beleza excepcional não deixa barato o fato de ter que se curvar para Blanche, e Blanche como a rainha exemplar que desempenhou seu papel como uma verdadeira neta de Eleonor da Aquitânia não poderia deixar essa “insubordinação” barata.

Senti um pouco a confusão no “compasso” da estória, às vezes uma parte dela parecia estar muito a frente da outra, porém após tudo entrar em um ritmo mais tranquilo e períodos mais curtos, as peças se encaixaram melhor. O livro foi uma “guinada” na série em relação ao anterior, ele é muito mais dinâmico, e é realmente possível ver a importância dos acordos e casamentos no contexto geral da trama. Apesar de exigir um pouco mais de atenção, A Batalha das Rainhas , é um livro que assim como O Prelúdio de Sangue e O Crepúsculo da Águia, assume um ritmo acelerado, e tão intrigante quanto eles.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Guerra Civil – Stuart Moore (Adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve Mcniven)

Guerra Civil é o primeiro contato que tive com a “parte escrita” envolvendo heróis – nesse caso, do universo Marvel, já tinha lido Os Últimos Dias de Kryptom e Wayne de Gothan – , é claro que com a “enxurrada” de filmes que saíram nesses últimos tempos, o meu interesse por esse assunto se intensificou, e eu acabei buscando alternativas pro meu pequeno desvio de leitura: tenho problemas em me concentrar em quadrinhos, HQ’s, Mangás, etc.

O livro como já dito, é uma adaptação, por isso existem mudanças se comparada a estória contada pelas vias oficias – ou seja, revistas  – é interessante deixar isso bem claro, durante a leitura acabaram me dando spoilers dos quadrinhos mas o que me contaram nem aconteceu no livro.

Guerra Civil se passa em mundo um tanto confuso e caótico graças aos chamados meta humanos, seres humanos, ou não, que possuem algum tipo de poder ou habilidade, nata ou artificial, que muitas vezes desempenham o papel de “mocinhos” sem muita consciência sobre seus atos. E toda a tensão civil explode quando ocorre um acidente trágico envolvendo um novo grupo de heróis, a partir desse ponto existe uma divisão entre os vingadores: os que apoiam Stark, o Homem de Ferro, e consequentemente a lei de registro que visa tornar esses heróis “funcionários públicos” do governo dos EUA, e oferece entre outras coisas treinamento para novos heróis; e o grupo que apoia o Capitão América, e que acha abusivo esse “controle” que o governo tenta impor aos heróis. Não preciso nem dizer que a pancadaria “comeu solta”, e cada lado mostrou o quanto era forte, apesar de Stark sempre contar com o apoio do governo e da S.H.I.E.L.D., Capitão América se mostrou um bom líder com coragem o suficiente para dizer não a mão do governo – que durante varias partes realmente foi pesada e demasiadamente arbitrária.

É uma pena não poder dar mais detalhes do enredo sem o comprometer, posso dizer que como já era esperado um herói morre antes do “racha”, e que o Homem Aranha acaba sendo um personagem mais decisivo do que eu poderia esperar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Emperor of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro III)


O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo.  E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Ascensão do Império – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. 2)

Continuação de Roubo de Espadas, esse livro traz o desenvolvimento e consequências do ocorrido no livro anterior, parece óbvio, mas acho que Sulivan sempre deixa meio em suspenso o que realmente vai acontecer – não creio no fim desse livro, muito brilhante!

Pois bem, Arista agora uma embaixadora nem tão talentosa – sem tirar o mérito dela, o ambiente do livro não é muito agradável a mulheres que tem algum poder – acaba desobedecendo a ordens de seu irmão, e vai ao encontro do líder dos nacionalistas para tentar uma aliança, e assim tentar salvar Melengar, e claro, ela não vai só, Hadrian Blackwater e Royce Melborn mais uma vez – supostamente a serviço de Melengar – a acompanham, no que seria seu ultimo trabalho – aposentadoria para esses dois será? – e como vocês já devem esperar, tudo isso apenas na primeira parte do livro – em geral ele se divide em duas estórias, o primeiro livro foi igual. Na segunda parte do livro as coisas se adiantam mais, e Arista acaba indo parar no coração do império, Hadriam e Royce recebem um novo convite para um trabalho.
Sem mais spoilers!

Apesar de ter gostado do livro inteiro, admito que o final da segunda parte me deixou com o coração na mão. O modo como Sullivan escreve simplesmente prende o leitor, e o modo como ele apresenta os personagens faz com que gostemos mais deles a cada volume.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Inacreditáveis – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 4)

Eu não entendo muito bem como PLL é dividido, eu presumo que cada Box seja um ciclo da estória, portanto Inacreditáveis seria o fim do primeiro ciclo, é assim que eu penso e me organizo na leitura, e é isso que este livro parece: uma conclusão para essa primeira parte da trama – visto que existem mais volumes, a estória não para por aqui.

Após o “acidente” de Hanna e de sua perda de memória, as coisas se tornam um pouco mais perigosas, afinal A não esta brincando, e não vacila em ameaçar e criar intrigas entre as 4 amigas, e também entre elas e pessoas que não estão cientes das ameaças de A. Logo depois  do incidente com a sua irmã Melissa, Spencer recebe um ultimato: fazer as pazes com sua amada irmã. Aria, nossa “sem teto” favorita, fica também cada dia mais só e desamparada, adivinhem com quem ela consegue casa, comida e compreensão? Pobre e doce Emily, passando por poucas e boas com seus primos muito “comportadinhos”, será que seu exílio vai persistir?

Estórias paralelas à parte, todos querem saber quem é A – Who is A? (Vide “A Revolta de Atlas”) – e nesse volume descobrimos quem é essa criatura malvada que vem atormentando as nossas nada santas “Mentirosas”! E aqui vai:

Meus sentimentos sobre a descoberta (Há, não vou dar o nome, leiam!):
1° Eu devo ter cogitado este personagem em algum momento remoto, mas na hora da revelação eu fiquei surpresa;
2° É meio assustador;
3° O personagem me pareceu “meio muito” psicopata;
4° Velho, só tem uma frase que define meus sentimentos no fim do livro e ela é:
O fato é que fazia tempo que eu não sentia tanto ódio em ler uma serie de livros, mas não dos livros e nem das garotas, mas das “merdas” que aconteciam nas vidas delas, tudo sempre começa mais ou menos bem e no final tudo sempre implode – menos nesse ultimo. É uma saga bem divertida, de leitura muito rápida – quando você não trava em partes que te deixam com muito ódio – com protagonistas muito simpáticas, de um jeito ou de outro você vai acabar se apegando a pelo menos uma, e com uma trama e tanto, PLL é uma serie de livros que vale a pena conhecer.

domingo, 30 de novembro de 2014

O Olho do Mundo – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 1)

Primeiro volume de uma das sagas mais famosas, importantes e longas – 14 livros, cada um mais grosso que o outro – O Olho do Mundo do já falecido Robert Jordan, trás uma grande estória, com uma boa base “mitológica” e personagens interessantes, divertidos e em muitos aspectos, misteriosos.

Rand, Perry e Mat são três jovens de Dois Rios, uma aldeia distante das agitações do reino de Andor, que nem imaginam no que vão se meter quando uma misteriosa Aes Sedai chega a sua vila. Pois bem, a minha intenção não é te encher de spoilers caro leitor – tragédias acontecem por causa de spoilers, por isso de agora em diante só liberarei detalhes de sagas e séries em volumes mais avançados e tals – mas o fato é que apesar de o ritmo da estória ser mais lento durante o inicio do livro – eu já tinha tentado ler O Olho do Mundo em outra ocasião, mas desisti antes da centésima pagina – ele é um livro e tanto. Para inicio de conversa a “mitologia” básica por traz da estrutura do mundo de WOT é simplesmente de deixar qualquer leitor sem fôlego – olha, eu conheço um pouco da mitologia por traz do mundo de Tolkien e acho que a de Jordan não fica devendo em profundidade e riqueza –, já nas primeiras paginas sentimos que será uma grande saga, e que ela cobrira assuntos dos mais diversos e interessantes, achei muito “caprichada” a simbologia adotada durante o livro e na mitologia, eu acho que os símbolos – como o da capa – condizem tanto com a filosofia do universo WOT tanto com o que eu já conheço de símbolos – achei que algumas coisas ele baseou em mitologia nórdica, e talvez na céltica – o que nos da um certa segurança de termos em mão um livro que foi feito com certa pesquisa e cuidado.

Caprichos e mitologias a parte, O Olho do Mundo é um livro que te prende em vários aspectos, os personagens são extremamente simpáticos e cativantes, é fácil nos colocarmos em seus lugares, até dos mais durões. E meu amigo que vilão é esse? Quero dizer que tive pesadelos com esse cara! Ele não faz o tipo “estou a toda hora”, mas sim “estou em todo o lugar”, é meio assustador lidar com um inimigo atemporal que você mal sabe quem é, muita Luz e sorte para todos que entrarem em seu caminho!

E que a Luz esteja com todos vocês durante a leitura!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

...


Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Perfeitas – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 3)

Terceiro livro da série que virou fenômeno de vendas, tanto na TV quanto nas livrarias, Perfeitas é mais um livro no estilo que Sara Shepard usou-nos outros 3 livros: o livro começa com as personagens mais ou menos bem, lá pelo meio do livro a situação “melhora” e no final é  o caos total.

Spencer a garota de ouro de Rosewood Day, que no volume anterior lutava com suas varias obrigações acadêmicas e uma vida amorosa nada estável, acabou “reciclando” um trabalhinho de sua irmã para não ficar com mais problemas, o resultado dessa “peripécia”? Mais problemas.

Emily que ainda luta para superar o trauma da morte de Toby, acaba se metendo em uma furada, mas me digam, alguém consegue mudar o que realmente é? Acho que o problema de  Emily, são as más línguas e uma família nada compreensiva.

Aria sua linda, uma vida perfeita com um namorado perfeito não combinam em nada com ela, eu entendo, pena que as coisas acabaram tão mal, muito mal para ser mais precisa.

Diz o ditado que quem é rainha nunca perde a majestade, mas será que Hanna conseguira se reerguer com a rainha da perfeição de Rosewood e, é claro, voltar do mundo dos mortos, literalmente?

E ainda por trás de tudo isso, um mistério começa a ganhar solução: a morte de Ali, os motivos o assassino, como ocorreu – tudo isso hoje no... opa!

Dessa vez eu já estava preparada pra o fim sempre complicado que PLL toma em seus volumes, eu até dei uma espiada no final, mas acabei lendo, porque né? Miséria pouca é bobagem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Primavera Rebelde – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 2)


Segundo volume de uma saga que já me cativou no primeiro livro – A Queda dos Reinos – A Primavera Rebelde continua sua estória sobre queda e unificação de reinos, magia, amor e política.
Continuando a contar a estória de Cleo, Lucia, Magnus e Jonas, Morgan nos leva novamente aos 3 reinos que integram Mítica, agora unificada pelo Rei Sanguinário, Gaius, e pelos horrores do seu reinado: opressor e autoritário, o Rei Gaius não vê problema algum em escravizar, matar inocentes, e em manipular as pessoas, para atingir seu objetivo, ser o senhor de todo o mundo, no seu caminho nossos já conhecidos protagonistas e seus amigos.

Jonas agora um rebelde que luta contra o regime do Rei Gaius, encontra em seu amigo Brion e em seu grupo de rebeldes, algo próximo a uma família, grupo do qual a jovem Lys em breve será também membro importante. Cleo agora prisioneira em seu palácio se vê constantemente coagida e ameaçada por Gaius, e paralelamente ao terror ela vive algo como uma estória de amor – uma, duas? Quem vai contar! – com hum... alguns rapazes, e ainda com a constante luta para reaver sua coroa e seu trono. Lucia vivendo aprisionada no coma descobre coisas terríveis e maravilhosas – sobre pessoas diferentes e sobre si mesma. E nosso amado Magnus vivendo novamente em conflito interno, ele pode até parecer frio, mas tenho esperanças que até o fim dessa verdadeira saga, ele descubra a si mesmo e tenha tempo de mostrar a toda a Mítica como ele é diferente e melhor que seu pai.

O pano de fundo do segundo livro é a construção de uma estrada a mando do Rei Gaius, um item bem exótico para um conquistador, considerando que a sua construção é regada com o sangue de escravos paelsianos, por traz dela uma verdadeira conspiração mágica se desdobra, durante o livro existem varias tentativas de atrasar ou impedir a construção da estrada, que parecem nunca serem efetivas.
Devo dizer que Morgan novamente escreveu um livro cativante e muito divertido, ela nos envolve com seus personagens e com seus problemas e crises, e ainda nos surpreende com os rumos dos personagens, nas ultimas 50 paginas eu tomei meio que um susto!

Enfim, se você gostou do primeiro volume, pode investir, A Primavera Rebelde, assim com A Queda dos Reinos é um livro que vale a pena.

sábado, 4 de outubro de 2014

Em chamas – Suzanne Collins (Jogos Vorazes - Vol. II)

A resenha de hoje é do segundo livro da trilogia de "Jogos Vorazes", "Em chamas"!! Devo admitir que o filme me deixou realmente empolgada e ansiosa pelo terceiro livro, "A esperança" e pelos dois filmes baseados neste.

Em "Em chamas" Katniss descobre que ser uma vitoriosa dos Jogos Vorazes tem um preço e que salvar Peeta torna-os eternos amantes... Logo não há a possibilidade de descobrir oque sente por Gale, a partir de agora ela deve assumir o papel garota apaixonada e vivê-lo, sob "supervisão" do presidente Snow.

Após o fim da turnê e o início dos preparativos para seu casamento, é chegada a hora da colheita de novos tributos para a 75ª edição dos Jogos Vorazes, que é uma edição "especial", pois se trata do 3º Massacre Quaternário (Haymitch venceu a 2ª edição do Massacre Quaternário) onde há uma colheita, digamos, especial; pois os tributos desta edição do Massacre Quaternário serão sorteados entre os vencedores de cada distrito. No caso do distrito 12... Há somente três vencedores... E assim Katniss e Peeta retornam a Capital e a arena.

Katniss tem o dever de convencer o presidente Snow de que seu amor por Peeta não é encenação, pois suas atitudes geraram certa tensão entre a capital e os distritos.

Neste livro vemos o quanto Katniss realmente se importa com Peeta e o quanto cada tributo/vitorioso parece ter pago/sofrido por isso.

Achei que neste livro ela se torna uma peça de algo que está tomando forma, mas de forma inconsciente, a impressão é de que ela está sendo manipulada desde o começo e não tem consciência.
E Haymitch mostra que é muito mais que um bêbado obrigado a aguentar Katniss e Peeta, ele se mostra muito mais esperto do que Peeta, aumentando a minha simpatia por ele! ^^
E com passar do livro tive a impressão de que a Katniss do filme é muito melhor que a do livro, no filme ela é menos manipulada, no livro ela é uma boba que não consegue pensar direito. Mal que acomete quase todos os personagens principais de séries. De qualquer forma a leitura é válida, pois a tradução está muito boa e a história muito bem escrita!!!! Assim como os filmes, até o momento, foram muito bem produzidos!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O Rei de Amarelo – Robert W. Chambers



Considerado um clássico da literatura norte-americana e mundial, O Rei de Amarelo traz algo definido por H.P. Lovecraft como terror cósmico, ele na verdade é um livro composto por 10 contos que são divididos em duas partes que são divididas por dois contos: “O Paraíso do Profeta” e “A Demoiselle d’Ys”.

A primeira parte do livro é composta por 4 contos ambientados em uma realidade supostamente utópica, em que existe um livro (pelo o que eu entendi, esse livro é uma peça) intitulado “O Rei de Amarelo”, que traz pânico e desespero a quem o lê. O que me chamou atenção logo de cara foi esse livro/peça que segundo os contos traz verdades tão absolutas e brutais que leva seus leitores a diferentes estados de loucuras, de quadros parecidos a esquizofrenia até paixões doentias. È incrível como Chanbers cria toda uma atmosfera doentia por baixo de cenas claras e luminosas, em quase todos os momentos da estória eu visualizei as cenas repletas de sol ou de objetos luminosos, ou em lugares quentes e aconchegantes, porém logo na próxima pagina o desespero e um mal-estar súbito tomavam forma.

Composto também por 4 contos, a segunda parte é ambientada em Paris, apesar desses contos terem uma levíssima ligação com a primeira parte, eles são mais leves e menos “assustadores” e na maioria tratam da vida de estudantes de artes. 

Os dois contos de transição são bem interessantes, um é composto de diversos poemas em prosa que tem um fundo que eu achei ainda muito ligado a primeira parte – poemas com fundos mais escuros e ainda um pouco assustadores – e ainda “A Demoiselle d’Ys” que tem um jeito de terror, cheirinho de terror, mas que não me assustou necessariamente.

Achei o livro muito legal, gostei muito da primeira parte, inclusive eu cheguei a ter um “medinho” de ler ele em casa sozinha de noite – só quem me conhece e sabe do fantasma da Dona Aurora entende – a segunda parte é muito bem escrita, mas é mais tranquila, mais comum a romances, apesar de traços de “amarelo” também aparecerem nela.

Bem, se você estiver procurando um livro um pouco anterior a Lovecraft e ainda assim repleto de um terror de classe, O Rei de Amarelo é um bom começo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Crepúsculo da Águia – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. II)


Continuação de Prelúdio de Sangue, Crepúsculo da Águia trata, principalmente, da segunda fase da vida de Henrique e Eleanor, separados e em lados opostos; mais especificamente o livro tem foco no inicio da queda de Henrique e em todos os fatos que levaram a seu declínio, aliás, seus filhos – Henrique, Guilherme e Ricardo – são basicamente os responsáveis por muitos desses fatos – juntamente com Eleanor.

Vamos falar a verdade, desde que Eleanor descobriu Rosamund, e os bastardos de Henrique sua relação com o marido se deteriorou, a partir daí ela resolve se tornar uma mãe presente e amorosa, principalmente para Ricardo, aquele garoto bonito, que se tornara mais tarde um grande guerreiro/general, isso faz crescer certa “animosidade” entre ele e seu pai, que não diminuirá, e que será importante para o fim e a continuação do livro.

Henrique como sempre, mordendo os juncos e sendo um amante da companhia de belas jovens, não se contenta em ter Rosamund e logo seduz a jovem Alice, NOIVA do seu filho Ricardo – é gente, como assim? – e mais uma vez se mete em uma linda confusão para manter a amante, é notável o talento de Henrique em “embromar” pessoas, principalmente se esta pessoa for Luís VII da França – pai de Alice.

Perrengues familiares à parte, o livro começa a mostrar as dificuldades de Henrique em gerir um reino muito disperso, o livro se passa em vários lugares, e isso me deixou um pouco confusa com relação a período, em um momento Alice tinha 15 anos, logo em seguida já estava com 20, é necessária muita atenção para acompanhar as mudanças e calcular o tempo das viagens e permanências. Neste livro os filhos de Henrique se tornam homens, senhores de terras e políticos, em certos momentos uma parte dos problemas nas propriedades dele são ocasionados por seus filhos, o que acaba por minar a saúde do rei, e causar algumas tragédias familiares até o fim do livro.

Se sua torcida vai para Eleanor leia até a ultima pagina e acompanhe a queda e ascensão de grandes reis.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. II)


Segundo volume da saga que conta a estória do rei Arthur, A Rainha do Ar e das Sombras trás Morgause e seus 4 filhos, Gawain, Agravaine, Gaheris e Gareth, e mais ainda, trás o inicio do tempo de guerra para  Arthur.

Esse livro tem cunho um pouco mais filosófico e político, trazendo um Artur mais maduro, e já inserido na guerra, tendo as suas primeiras experiências com ela. A Rainha do Ar e das Sombras se inicia com os filhos de Morgause e a estória de sua avó, Igraine, duquesa da Cornualha, que foi “desonrada” por Uther Pedragon, para quem não conhece nenhuma versão da lenda do Rei Artur, pode parecer um fato sem importância, porém ele será decisivo para o desfecho da saga.

É engraçado ter contato pela primeira vez com a “história racial” da Bretanha, e ver como ela tem importância nas guerras que Artur trava durante o livro ­– e travará em outros volumes – e também é interessante como ela parece ser o principal motivo para que as camadas mais densas do exército – aqueles que não são nobres, nem usam armaduras – se envolvam na guerra, parece uma questão superada, mas se formos olhar com um pouco mais de atenção para os conflitos que ocorrem hoje, veremos um grupo de “nobres” que tem seus próprios interesses, que comandam e que jogam com a “infantaria”, soltados a frente das guerras, aonde existe mais perdas de vida, lutando por questões semelhantes aos homens sem armadura de T.H. White.

A todo o momento Merlin tenta ensinar a Artur que as guerras podem parecer oportunidades para demonstrações de triunfo e poder, mas que nelas também existe a perda de vidas e do povo que na verdade Artur deve proteger, o que seria melhor? Ganhar guerras ou trazer a paz? Merlin também levanta a questão dos agressores, aqueles que iniciam as guerras, e a diferença que existe entre aquele que começa, aquele que ofende, e aquele que se defende.

Como é possível notar o livro amadurece junto a Artur, conforme ele ganha experiência e conhece os aspectos de ser o Rei de um grande povo, o livro também passa a tratar de assuntos um pouco mais sérios e complexos, confesso que a parte da história racial e o dialogo de Merlin sobre agressores é muito interessante mesmo.

Tão bom quanto A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras  é uma continuação muito boa e lógica, ela traz personagens mais maduros e sérios, porém com a  mesma simpatia e encanto do anterior.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prelúdio de Sangue – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. I)


Jean Plaidy é mais um pseudônimo de Eleanor Alice Burford Hibbert, essa simpática dama que já partiu desta para uma outra – ela faleceu em 1993 – que soube aliar uma  pesquisa histórica e tanto, fofocas da corte, diálogos inteligentes e  personagens poderosos, em uma saga que conta nada menos do que a história da dinastia Plantageneta, simplesmente uma família que governou a Inglaterra por vejamos... quase 250 anos.

Diferente do que qualquer pessoa poderia pensar, Prelúdio de Sangue, que é o primeiro livro desta incrível saga, começa contando a estória da  bela Leonor da Aquitânia, e como ela se casou com Luís  VII, o jovem Rei da  França, a personalidade forte de Leonor foi decisiva na primeira fase do livro, onde ela praticamente rouba todo o destaque que se esperaria que Luís VII teria na trama, e que acaba causando a sua separação com o mesmo, não sem antes arrasta-lo para as Cruzadas, a uma guerra para reconquistar um condado governado por seu  tio – por parte de pai – e a alguns casos extraconjugais – Plaidy descreveu alguns romances que Leonor supostamente teve, eu não sei se existe alguma confirmação  histórica dessas traições.

Logo após a separação de Luís e Leonor, ela se torna Eleanor, Rainha da Inglaterra ao se casar com Henrique Plantageneta – 11 anos mais novo, também conhecido como Henrique II da Inglaterra – por quem ela nutria amor – ou paixão – ainda casada com Luís. No casamento com Henrique, Eleanor ainda foi muito importante, sendo uma boa “conselheira” para Henrique durante o inicio de seu governo, e logo antes, porém após diversas traições de Henrique Eleanor se retira para a Aquitânia com seus filhos – entre eles os ilustres, Ricardo Coração de Leão, e João Sem Terra, posteriormente Reis da Inglaterra. Na segunda fase do livro, também ocorre um famoso episódio, o assassinato de Thomas Becket que foi chanceler de Henrique e posteriormente arcebispo da Canterbury, por ordem do próprio Henrique – não existe uma confirmação propriamente dita de que Henrique deu uma ordem direta – fora este episódio existe muitos outros ligados a vida de Henrique, como a morte de seu pai, como ele conheceu Leonor, o caso que ele teve durante o seu casamento com ela e como ela descobriu o caso, etc.

Fora esses detalhes históricos, que eu posso ter errado – porque eu sou confusa, não me julguem, estudem história – o livro é divertidíssimo, os personagens são na maioria fortes e extremamente inteligentes, a estória é muito bem contada, e os jogos da corte, e políticos são fascinantes.

Se o seu desejo for ler um livro com uma “pegada” histórica e mesmo assim se divertir muito, Prelúdio de Sangue é o livro certo!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novidades Darkside: Manson, a biografia por Jeff Guinn

Olá, hoje eu vim falar de uma novidade da Darkside: a biografia de Charles Manson.

Eu tenho que admitir que não conhecia a história de Charles Manson, mas depois do release assustador de um psicopata americano que li – que foi gentilmente enviado pela  Darkside – e depois de dar uma espiada na capa do livro, que tem um rapaz bem normal, tive que procurar!

Bem, ao que tudo indica Manson foi realmente um grande psicopata, um grande criminoso, que matou, estuprou, roubou, fez de quase tudo – como fundar um culto – e que sonhava em ser um Beatle – é eu sei, é meio estranho, ou não...

Aqui vai um trecho do release que recebemos

Ele só queria ser um Superstar

“Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou.
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.”


Aqui você ainda confere a capa do livro, que será lançado ainda em outubro deste ano.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs


Livro de estreia de Ransom Riggs , O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro em primeira pessoa que narra as descobertas de Jacob sobre o passado de sua família e sobre si mesmo – na verdade a descoberta  de toda uma estória obscura por traz de um mundo que  ele achava que conhecia.

Jacob é um adolescente que passa por uma terrível experiência ao presenciar a morte de seu avo em circunstâncias estranhas, após um longo período tentando superar o trauma, ele passa a buscar as respostas desse mistério, no inicio da vida de seu avo, um período considerado por ele traumático, e ao mesmo tempo fantástico – seu avo era de uma família judia na Polônia, na época da segunda guerra mundial, e por isso ele se refugiou no orfanato da Srtª Peregrine – a partir daí, tudo que Jacob sabe sobre o mundo, sobre seu avo, e sobre si mesmo, mudaram drasticamente.

Ransom Riggs fez um trabalho e tanto quando escreveu esse livro, a escolha do fundo histórico foi perfeita, o estilo da narrativa é simples e simpático, a construção de alguns personagens, como o vovô Abe e também sua(s) vida(s) foi brilhante, fora alguns detalhes como o nome da diretora do orfanato, a vida na ilha de Cairnholm, a escolha das fotos – o livro é repleto de fotos e imagens – entre outros, são de um capricho imenso.

Simples e fabuloso, se você estiver procurando uma fantasia mais “séria” com uma estória mais delicada e “peculiar” esse livro é uma escolha certeira.