Mostrando postagens com marcador Mistério. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mistério. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de fevereiro de 2015

As Delícias da Fofoca – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 1)

Mais uma série da mesma “linha” de Pretty Little Liars – PLL –, Gossip Girl gira em torno da “realeza” do Upper East Side.

Esse primeiro livro nos apresenta alguns personagens que serão os mocinhos e mocinhas mais estilosos que veremos em muito tempo – é claro que o bem e o mal, mais uma vez são relativos, o ponto principal é que são esse personagens que acompanharemos pelo restante da “saga” – e é claro, ainda nos traz o elemento onipresente e oniciente da trama, o ser mais fofoqueiro da ficção – ainda não conheci outro mais do que ela – a Gossip Girl – gg – , que é a “responsável” por um blog de fofocas de mesmo nome, que promete revelar todos os segredinhos podres dos nossos personagens favoritos – e também dos não tão favoritos.

Dentre os glamorosos personagens dessa estória estão Blair Waldorf e Serena van der Woodsen, as amigas que perderão o contato e que agora se parecem mais com arqui-inimigas; Nate Archibald o garoto perfeito; Chuck Bass o cara não tão perfeito; e Dan e Jenny Humphrey, ele um garoto sensível e meio fora do padrão, ela uma garota louca para entrar no circula de amizade mais badalado de NY.

É interessante como Cecily construiu um “casting” de personagens tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos. Existe o personagem onipresente – gg –, mas nada tão destrutivo e macabro quanto “A” de PLL – até agora –, existe tensão durante o livro, mas nada tão opressivo quanto o que encontramos em PLL.

Eu gostei bastante da leitura, foi bem rápida e tranquila, como vocês já perceberam, pra mim é uma série de livros bem parecida com PLL – só que com menos finais infelizes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Ascensão do Império – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. 2)

Continuação de Roubo de Espadas, esse livro traz o desenvolvimento e consequências do ocorrido no livro anterior, parece óbvio, mas acho que Sulivan sempre deixa meio em suspenso o que realmente vai acontecer – não creio no fim desse livro, muito brilhante!

Pois bem, Arista agora uma embaixadora nem tão talentosa – sem tirar o mérito dela, o ambiente do livro não é muito agradável a mulheres que tem algum poder – acaba desobedecendo a ordens de seu irmão, e vai ao encontro do líder dos nacionalistas para tentar uma aliança, e assim tentar salvar Melengar, e claro, ela não vai só, Hadrian Blackwater e Royce Melborn mais uma vez – supostamente a serviço de Melengar – a acompanham, no que seria seu ultimo trabalho – aposentadoria para esses dois será? – e como vocês já devem esperar, tudo isso apenas na primeira parte do livro – em geral ele se divide em duas estórias, o primeiro livro foi igual. Na segunda parte do livro as coisas se adiantam mais, e Arista acaba indo parar no coração do império, Hadriam e Royce recebem um novo convite para um trabalho.
Sem mais spoilers!

Apesar de ter gostado do livro inteiro, admito que o final da segunda parte me deixou com o coração na mão. O modo como Sullivan escreve simplesmente prende o leitor, e o modo como ele apresenta os personagens faz com que gostemos mais deles a cada volume.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Correr ou Morrer – James Dashner (Maze Runner - Livro 1)


Primeiro livro da franquia Maze Runner, Correr ou Morrer adota um ritmo frenético desde o começo, é incrível como Dashner faz acontecer muitas coisas em um espaço de tempo muito curto.

Thomas é um novato, um recém-chegado a Clareira – lugar onde vivem cerca de 50 garotos e que fica no centro de um labirinto um tanto especial, ele muda toda noite –, ele pode não parecer muito diferente dos outros rapazes: sem memória, sem saber ao certo onde está e nem o motivo de ser mandado para um lugar como este; mas isso logo se mostrará um engano, principalmente depois de acontecimentos fora da rotina da Clareira, e de um “ultimato” dos criadores: as coisas vão mudar.

Bem, seria muito chato dar mais detalhes do que vai acontecer na estória, a cada acontecimento e a cada reviravolta eu ficava mais ansiosa para saber o que ia acontecer, o que estava acontecendo, e o que aconteceu, enfim, pelo fato de os garotos sempre chegarem sem memória, não sabemos de onde eles vieram nem nada relacionado aos motivos de serem mandados para o labirinto – que é um lugar que é um quebra-cabeças habitado por criaturas nojentas, que matam e picam os garotos, entre outras coisas – o clima de suspense e segredo também é perturbador, sempre existe algo que esta acontecendo mas quase não suspeitamos, essas entre outras coisas tornam Correr ou Morrer uma leitura rápida, fácil e até um pouco angustiante.

Não consigo deixar de pensar que esse livro é uma mistura de O Senhor das Moscas de William Golding, com roteiro de videogame – eu não lembro qual era o nome, mas juro que eu jogava alguma coisa que tinha um roteiro mais ou menos parecido com a estória do livro – achei o livro muito bom, os personagens são bem simpáticos, é difícil terminar sem gostar de pelo menos 2, fora os conflitos e todo o clima de tensão gerados por ameaças diferentes todos os dias.

Super indicado pra você que adora um suspense, Correr ou Morrer é satisfatório em todos os aspectos e é uma leitura realmente muito rápida, divertida e hipnotizante.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O Rei de Amarelo – Robert W. Chambers



Considerado um clássico da literatura norte-americana e mundial, O Rei de Amarelo traz algo definido por H.P. Lovecraft como terror cósmico, ele na verdade é um livro composto por 10 contos que são divididos em duas partes que são divididas por dois contos: “O Paraíso do Profeta” e “A Demoiselle d’Ys”.

A primeira parte do livro é composta por 4 contos ambientados em uma realidade supostamente utópica, em que existe um livro (pelo o que eu entendi, esse livro é uma peça) intitulado “O Rei de Amarelo”, que traz pânico e desespero a quem o lê. O que me chamou atenção logo de cara foi esse livro/peça que segundo os contos traz verdades tão absolutas e brutais que leva seus leitores a diferentes estados de loucuras, de quadros parecidos a esquizofrenia até paixões doentias. È incrível como Chanbers cria toda uma atmosfera doentia por baixo de cenas claras e luminosas, em quase todos os momentos da estória eu visualizei as cenas repletas de sol ou de objetos luminosos, ou em lugares quentes e aconchegantes, porém logo na próxima pagina o desespero e um mal-estar súbito tomavam forma.

Composto também por 4 contos, a segunda parte é ambientada em Paris, apesar desses contos terem uma levíssima ligação com a primeira parte, eles são mais leves e menos “assustadores” e na maioria tratam da vida de estudantes de artes. 

Os dois contos de transição são bem interessantes, um é composto de diversos poemas em prosa que tem um fundo que eu achei ainda muito ligado a primeira parte – poemas com fundos mais escuros e ainda um pouco assustadores – e ainda “A Demoiselle d’Ys” que tem um jeito de terror, cheirinho de terror, mas que não me assustou necessariamente.

Achei o livro muito legal, gostei muito da primeira parte, inclusive eu cheguei a ter um “medinho” de ler ele em casa sozinha de noite – só quem me conhece e sabe do fantasma da Dona Aurora entende – a segunda parte é muito bem escrita, mas é mais tranquila, mais comum a romances, apesar de traços de “amarelo” também aparecerem nela.

Bem, se você estiver procurando um livro um pouco anterior a Lovecraft e ainda assim repleto de um terror de classe, O Rei de Amarelo é um bom começo.

domingo, 7 de setembro de 2014

Fortaleza Digital – Dan Brown


Em "Fortaleza Digital" somos apresentados ao misterioso mundo da NSA (Agência Nacional de Segurança Americana), a maior organização de inteligência do mundo. Possuidora de um supercomputador, capaz de decodificar qualquer mensagem enviada pela Internet, a agência se vê em perigo quando surge um novo código que a máquina não consegue quebrar. É aí que entra Susan Fletcher, conceituada matemática e criptógrafa que é chamada para ajudar nessa grande emergência e que acaba mergulhando em um mistério, regado de segredos, mentiras e criminosos. Ninguém é quem parece ser, e Susan precisa solucionar o código para evitar uma tragédia histórica na organização de inteligência americana e mais ainda para passar com vida ao caos em que se envolveu.

Dizem que Dan Brown descobriu a "fórmula" do sucesso de um livro. Quem já leu outros títulos do autor pode sim ter a sensação de "eu já vi isso antes". A forma como a história é narrada, as surpresas que aparecem na última linha do capítulo, os personagens inteligentes e rápidos, são coisas em comum nos livros do escritor, mas o fato de ser parecido não interfere no resultado: você não consegue parar de ler. Se você é do tipo "só vou terminar esse capítulo" sugiro que o leia em domingo à toa porque terminá-lo  não vai ser suficiente para sua curiosidade.

Foi o primeiro livro escrito por Brown, publicado nos Estados Unidos em 1998. No Brasil a Editora Arqueiro o lançou em 2005. É ótimo para conhecer a história da Internet e da criptografia.

E se você acompanhou todo o escândalo envolvendo as revelações de Edward Snowden sobre a espionagem global americana, com certeza vai se surpreender com as semelhanças no enredo de Fortaleza Digital.

Comigo ficou a dúvida: saberia Dan Brown a verdade quinze anos antes do resto do mundo? Ou foi mera coincidência?

domingo, 3 de agosto de 2014

As Violetas de Março – Sarah Jio


Acreditem ou não eu já ganhei um livro da cortesia do Skoob. E foi "As Violetas de Março" de Sarah Jio, publicado pela Editora Novo Conceito em 2013. Confesso que quando cliquei em participar não estava tão interessada na história e sim na esperança de ganhar pela primeira vez alguma coisa em um sorteio.

Sorte a minha! Ganhei duas vezes, a primeira quando recebi o livro de surpresa em casa (eu não tinha conferido o resultado) e a segunda quando me deixei levar pela leitura.

O livro agrada no primeiro contato, a capa é delicada e todas as folhas são decoradas. Apesar de romance não ser o meu estilo favorito a história não demorou a me cativar.

Fala sobre Emily Wilson, mulher jovem, escritora, que está passando dificuldades na vida pessoal - um divórcio - e na vida profissional - falta total de inspiração para seu livro. Na tentativa de reorganizar a própria vida ela parte de férias sem fim definido para a ilha de Bainbrigde, onde mora sua Tia Bee e onde ela costumava passar as férias na infância.

Ela se deixa levar pelo clima de nostalgia e tranquilidade da ilha e chega a reencontrar um antigo namorado da adolescência, mas tudo muda quando em seu quarto de hóspede, em uma gaveta, ela encontra um diário de 1940 e começa a lê-lo furtivamente.

Enquanto se aprofunda na biografia retratada nas folhas velhas e amareladas ela vai desvendando aos poucos um mistério que envolve várias pessoas da ilha e até mesmo sua própria história.

A narrativa é alternada entre Emily e o diário que ela está lendo, o que dá a sensação de ser um livro dentro do outro. É doce, desperta sorrisos, melancolia, vontade de tirar férias à beira-mar e principalmente esperança.