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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Escola de Vilões – Jen Calonita


Fazendo uso dos famosos contos dos irmãos Grimm e de Andersen, Escola de Vilões trás uma vertente ainda não muito explorada: o que aconteceu após o "felizes para sempre"?

A estória começa com Gilly, e sua "rotina" para manter a família bem alimentada por meio de pequenos furtos, após anos de sucesso ela finalmente é detida pela terceira vez, o que só pode significar uma coisa: Reformatório de Contos de Fadas; dirigido pela famosa má-madrasta da Cinderela que resolveu mudar de vida após o período difícil que passou – depois de Cinderela ascender com princesa e governante, e de todas suas maldades serem expostas ao publico de Encantadópolis e ao mundo – o RCF promete transformar cada criatura má em alguém bom e reinserido na sociedade. Tudo muito bom, tudo muito lindo, até que pequenos incidentes começam a ocorrer, e justamente na época em que o RCF vai comemorar seu aniversário de 5 anos com todo o apoio das princesas que governam Encantadópolis.

Tirando todo o clima magico e aulas totalmente exóticas – como voar de Pegasus ou aulas de magia – um detalhe interessante é o corpo docente do Reformatório, que é composto entre outros por Lobão –da Chapeuzinho Vermelho –, Harlow – Branca de Neve – e Cleo – a Bruxa do Mar da Pequena Sereia.

O livro é bem interessante e divertido, Gilly é bem simpática e nada fresca, e outros personagens como o Jax e Maxine fazem com que nos lembremos de ambientes de amizade verdadeira – em que pessoas tão diferentes podem se dar tão bem e confiar umas nas outras. Eu achei a ideia do livro bem interessante, ela poderia ser desenvolvida de maneira mais profunda – fazendo com que a linha entre o bem e o mal seja menos definida, o que não acontece, realmente, neste livro – porém o resultado final é bem satisfatório. 

domingo, 23 de agosto de 2015

Stardust, O Mistério da Estrela – Neil Gaiman

Meu primeiro livro de Neil Gaiman, Stardust foi uma escolha especial: eu adorei o filme, e queria realmente começar por esse livro.

O livro tem o enredo do filme, mas bem diferente. Uma promessa, uma estrela caída e uma viajem são o que acontecem, mas por um caminho diferente, no livro as relações e os acontecimentos são mais simples e corriqueiros – não é corriqueiro conseguir carona com um unicórnio, mas o modo como tudo acontece é muito “natural – talvez isso tenha feito com que eu lesse com mais rapidez, fiquei esperando algo mágico e extraordinário acontecer no livro, uma cena de tamanha beleza que compensasse tudo que era diferente do filme – e que eu tinha amado – e que não aconteceu. Na verdade, eu não achei o livro ruim, de maneira alguma, mas talvez eu tivesse uma sede de algo que o filme me mostrou e que não estava tão presente no livro de Gaiman. A estória continua muito bonita, e os acontecimento mágicos são muito legais, e o principal da estória esta la, mas no fim a bruxa má não era tão má, e o final feliz nem foi tão feliz assim, talvez tenha sido um choque de realidade em um mundo de criaturas fantásticas, eu esperava um estória com preto e branco, com limites claros e definidos, mas isso não aconteceu, porque talvez nem no nosso dia a dia seja assim.

No fim do livro eu fiquei meio triste, talvez a bruxa esteja certa: “Naquela hora, você deveria ter deixado que eu o tomasse [o coração], que o levasse para minhas irmãs e para mim. Nós poderíamos ter voltado à juventude, e ela duraria até a próxima Era do Mundo. Esse seu rapaz vai parti-lo, desperdiça-lo, ou perde-lo. É o que todos eles fazem.”, e é o que sempre acontece.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jonathan Strange & Mr. Norrell – Susanna Clarke

O meu é o de capa branca, mas a nova edição ta lindona!
Livro que traz como temática principal o retorno da magia á Inglaterra no século 18/19, Jonathan Strange & Mr. Norrell é um livro divertido, com uma estória bem construída e inteligente.

Mr. Norrell é um mago pratico que tem como primeiro grande ato de sua saída do anonimato a dissolução da Sociedade de Magos de York, um bom começo, considerando que no livro todo ele passa a ideia de querer ser o único mago da Inglaterra, até encontrar Jonathan Strange, um rapaz com um talento natural para a pratica de magia. Até ai tudo, bem tudo lindo, só que o contato de Norrell com um ser mágico acaba desencadeando uma série de eventos que levam a tentativa de trazer John Uskglass de volta a Inglaterra, não é nem preciso dizer que durante o processo outro tanto de acidentes ocorrem. Eu pessoalmente achei muito interessante o modo como Susanna descreve o mundo dos seres mágicos, sempre presente, sempre coexistindo com o nosso mundo, a atmosfera de brilho e decadência também é muito envolvente fora o modo como a magia parece estar diretamente ligada a loucura – acabei me sentindo lendo uma mistura de Robert W. Chambers com Henry James e com algo um pouco mais histórico – ambos personagens são bem diferentes, e talvez eles reflitam muito a oposição entre o antigo – o tradicional Norrell – e o novo – o método empírico, alias totalmente experimental de Strange – esse antagonismo inclusive pode ser observado sempre nas ciências, o que reforça a ideia do tratamento dado a magia no livro: como um verdadeira ciência.

Como já dito é um livro muito divertido, eu demorei um pouco para ler, mas, foi devido ao seu peso – ele é muito pesado para levar pra faculdade >.< – é possível observar que Susanna fez uma pesquisa considerável para escrever esse livro, o que o torna bem mais interessante do que a maioria dos livros de magia – superficiais e pouco fundamentados.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Grande Caçada – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 2)

Clique na imagem e acesse o site brasuca da série. 
Segundo volume de uma das sagas mais longas e expressivas da literatura fantástica, A Grande Caçada da uma da uma ideia melhor do ritmo que os próximos volumes irão adotar.

Novamente acompanhamos os três ta’veren do livro anterior: Rand, Mat e Perrin; e além deles todos os seus companheiros, como: Moiraine Sedai, Nynaeve, Lan, Egwene, Min, Elayne, Loial, dentre outros. Novamente no centro de toda estória esta o Dragão, e a “quebra” que ele provocara no mundo com a ultima batalha contra o Tenebroso, nesse livro personagens que já tinham um futuro mais certo na saga, concretizam nossas expectativas e tomam as rédeas de suas vidas – naquelas. Egwene e Nynaeve partem para Tar Valon e iniciam o aprendizado para se tornarem Aes Sedai; Rand, Mat e Perrin se vem em uma caçada a um artefato que supostamente alteraria o equilíbrio de forças entre o Tenebroso e todos que se dispuserem a evitar a quebra definitiva da Roda do Tempo; Moiraine se vê em uma situação delicada: tendo em vista o fato de que os três ta’veren estão fortemente ligados a ultima batalha, ela devera deixar que o destino aja sobre eles e os mandem para seus respectivos “lugares”.

Esse livro foi bem mais focado no desenvolvimento dos personagens, até existiu uma suposta batalha contra o Tenebroso no finzinho, só que como o esperado ela não foi a ultima. É difícil contar mais sem dar mais detalhes, o que eu posso adiantar é que reviravoltas aconteceram com personagens importantes, e personagens novos e importantes surgem durante o livro, uma parte que eu achei bem interessante foi o finalzinho do livro e o contato que se estabelece entre o futuro e o passado em função da chegada da ultima batalha.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare (As Peças Infernais, Livro 2)

Segundo volume da saga que assim como Instrumentos Mortais se passa em um universo de Nephelins em constante conflito com outras raças do submundo, Príncipe Mecânico é um livro divertido, não tão conclusivo quanto eu esperava ser – eu presumi que ele tivesse uma conclusão para a estória que se passa nele, ou algumas descobertas mais importantes ou expressivas – mas mesmo assim se revela um bom entretenimento.

Will Herondale continua sendo o garoto dos olhos de... todos (?), e nesse volume conhecemos um pouco mais sobre ele e os motivos que o levam a agir como um babaca (quase sempre); Tessa  continua no Instituto de Londres e agora ajuda Charlotte a manter o mesmo, devido aos acontecimentos do livro anterior a sua liderança e a do seu marido (coloquei Henry no meio da estória mas a verdade é que quem manda ali é Charlotte, e ainda bem) são questionadas; Jem ainda é o garoto perfeito e ainda luta por sua vida e pelo coraçãozinho de Tessa. Esse é o resumo do livro, o certo é que apesar de a disputa pela liderança pelo instituto de Londres e algumas outras revelações da vida de Will serem até que interessantes, eu sinto que Clare da um pouco mais de prioridade a parte romântica da estória, não sei se porque presume-se que quem leia Peças Infernais já tenha lido Instrumentos Mortais e por isso já conheça o universo de ambas as sagas, mas o fato é que falta o desenvolvimento mais detalhado dessa parte mais séria ou técnica do livro, como a história do Nephelins, ou o desenvolvimento de alguns outros personagens mais “antigos” no instituto, na verdade eu acho a “mitologia” e o desenvolvimento do universo da estória bem pobre. O que vemos neste livro e no anterior é um romance com fundo fantástico e não uma saga fantástica com romance – parece confuso, mas creio que leitores assíduos de fantástica saberão do que eu estou falando.


Em momento algum eu achei o livro exatamente ruim, ele só é um pouco diferente do que eu esperava e do que eu estou acostumada. Tessa, Will e Jem são uns fofos, mas é meio frustrante a pouca quantidade de informações sobre o universo, e a falta de uma trama mais ampla, com mais núcleos, deixa o livro um tanto repetitivo e às vezes cansativo. É uma leitura bem leve, bem com “UM foco”, não existe confusão devido a personagens, enfim, é bem simples.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Emperor of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro III)


O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo.  E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Ascensão do Império – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. 2)

Continuação de Roubo de Espadas, esse livro traz o desenvolvimento e consequências do ocorrido no livro anterior, parece óbvio, mas acho que Sulivan sempre deixa meio em suspenso o que realmente vai acontecer – não creio no fim desse livro, muito brilhante!

Pois bem, Arista agora uma embaixadora nem tão talentosa – sem tirar o mérito dela, o ambiente do livro não é muito agradável a mulheres que tem algum poder – acaba desobedecendo a ordens de seu irmão, e vai ao encontro do líder dos nacionalistas para tentar uma aliança, e assim tentar salvar Melengar, e claro, ela não vai só, Hadrian Blackwater e Royce Melborn mais uma vez – supostamente a serviço de Melengar – a acompanham, no que seria seu ultimo trabalho – aposentadoria para esses dois será? – e como vocês já devem esperar, tudo isso apenas na primeira parte do livro – em geral ele se divide em duas estórias, o primeiro livro foi igual. Na segunda parte do livro as coisas se adiantam mais, e Arista acaba indo parar no coração do império, Hadriam e Royce recebem um novo convite para um trabalho.
Sem mais spoilers!

Apesar de ter gostado do livro inteiro, admito que o final da segunda parte me deixou com o coração na mão. O modo como Sullivan escreve simplesmente prende o leitor, e o modo como ele apresenta os personagens faz com que gostemos mais deles a cada volume.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Roverandom – J.R.R. Tolkein

Um dos vários contos escritos/contados por J.R.R. Tolkien para seus filhos, Roverandom conta a estória de um cachorrinho muito azarado, que viverá muitas aventuras por conta desse azar todo.

Rover é um filhotinho que adora brincar com sua bola amarela, mas que se vê metido em varias aventuras depois de cruzar o caminho de um mago muito mal-humorado, que resolve transforma-lo em um cachorrinho de brinquedo, a partir daí Rover é levado, mandado, enviado, comprado, etc. De uma lojinha de brinquedos ao famoso universo Tolkien – o do Senhor dos Anéis – Rover anda sobre a forma de cachorrinho de brinquedo, voa com asas doadas por uma mago bonzinho que vive na Lua, nada com “barbatanas” no mar, ufa, Rover vive verdadeiras aventuras.

Roverandom é um livro infanto-juvenil que nasceu de algo que realmente aconteceu na vida de Tolkien: um de seus filhos perdeu um cachorrinho de brinquedo na praia; para consolar o filho, Tolkien concebeu essa estória, fazendo do cachorrinho de brinquedo um aventureiro.

Apesar de não pertencer exatamente ao mesmo universo de LOTR, Roverandom é sim um livro de fantasia ou fantástica, seu conteúdo é repleto de ícones fantásticos, é um livro extremamente leve, com uma escrita impecável – nunca espere menos de Tolkiem, mesmo se for uma lista de compras – e mesmo sendo infanto-juvenil me cativou.

Mas uma excelente dica de presente para aquele seu sobrinho(a) que você esta querendo arrastar para o mundo dos livros, Roverandom é uma boa pedida para de crianças a adultos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

domingo, 30 de novembro de 2014

O Olho do Mundo – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 1)

Primeiro volume de uma das sagas mais famosas, importantes e longas – 14 livros, cada um mais grosso que o outro – O Olho do Mundo do já falecido Robert Jordan, trás uma grande estória, com uma boa base “mitológica” e personagens interessantes, divertidos e em muitos aspectos, misteriosos.

Rand, Perry e Mat são três jovens de Dois Rios, uma aldeia distante das agitações do reino de Andor, que nem imaginam no que vão se meter quando uma misteriosa Aes Sedai chega a sua vila. Pois bem, a minha intenção não é te encher de spoilers caro leitor – tragédias acontecem por causa de spoilers, por isso de agora em diante só liberarei detalhes de sagas e séries em volumes mais avançados e tals – mas o fato é que apesar de o ritmo da estória ser mais lento durante o inicio do livro – eu já tinha tentado ler O Olho do Mundo em outra ocasião, mas desisti antes da centésima pagina – ele é um livro e tanto. Para inicio de conversa a “mitologia” básica por traz da estrutura do mundo de WOT é simplesmente de deixar qualquer leitor sem fôlego – olha, eu conheço um pouco da mitologia por traz do mundo de Tolkien e acho que a de Jordan não fica devendo em profundidade e riqueza –, já nas primeiras paginas sentimos que será uma grande saga, e que ela cobrira assuntos dos mais diversos e interessantes, achei muito “caprichada” a simbologia adotada durante o livro e na mitologia, eu acho que os símbolos – como o da capa – condizem tanto com a filosofia do universo WOT tanto com o que eu já conheço de símbolos – achei que algumas coisas ele baseou em mitologia nórdica, e talvez na céltica – o que nos da um certa segurança de termos em mão um livro que foi feito com certa pesquisa e cuidado.

Caprichos e mitologias a parte, O Olho do Mundo é um livro que te prende em vários aspectos, os personagens são extremamente simpáticos e cativantes, é fácil nos colocarmos em seus lugares, até dos mais durões. E meu amigo que vilão é esse? Quero dizer que tive pesadelos com esse cara! Ele não faz o tipo “estou a toda hora”, mas sim “estou em todo o lugar”, é meio assustador lidar com um inimigo atemporal que você mal sabe quem é, muita Luz e sorte para todos que entrarem em seu caminho!

E que a Luz esteja com todos vocês durante a leitura!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Dia do Curinga – Jostein Gaarder


Primeiro livro que eu li do autor do famoso O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga me deixou no mínimo confusa durante paginas e mais paginas, mas me deixem explicar.

O livro gira em torno de um garoto e seu pai, que estão em viagem pela Europa atrás da mãe do tal garoto, coincidentemente mulher de seu pai – me superei nessa – ou será que não? Porque o livro conta também a estória de um menino que lê em um livro a estória contada por um veterano da segunda guerra mundial, que foi ajudado por um padeiro, que era filho de um senhor que tinha problemas com bebida, que foi ajudado por outro padeiro que tinha ouvido essa estória de um marinheiro que fora filho de um padeiro que era filho de outro marinheiro que sofreu um naufrágio e ficou perdido em uma ilha para lá de excêntrica. Entendem a minha confusão? Na verdade o livro conta a estória de uma família, e de encontros e desencontros que eram para acontecer, ele também conta a estória de uma pequena e de outra grande Paciência – é, o jogo de cartas – e de como alguns se veem nela e como eles veem ela...

O Dia do Curinga é um livro de questionamentos, é um livro que não conta só uma estória, ele conta todas as estórias, inclusive a história do leitor. É um desafio! Você leitor do blog, você pessoa dotada de vontade e energia para ler, eu te desafio a ler O Dia do Curinga e não olhar para si mesmo, para sua volta e falar “Notável”, ou qualquer coisa do gênero; porque no fundo, eu acho, o objetivo do livro é nos fazer olhar pra nós mesmos e constatarmos o quanto é incrível a nossa presença, a nossa existência em um mundo verdadeiramente diferente de todos os outros conhecidos por nós humanos, o quanto todas essas “coincidências” nos fazem sortudos só por estarmos aqui.


È difícil “verbalizar” o que eu entendi e o que eu achei do livro, só sei que foi uma leitura que valeu a pena, acho que pegar um livro que te faz questionar sobre si mesmo e sobre a sua existência de maneira mais simples do que, sei la, filósofos clássicos faria, é no mínimo uma boa atitude e no maximo vai te mostrar muitas coisas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Primavera Rebelde – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 2)


Segundo volume de uma saga que já me cativou no primeiro livro – A Queda dos Reinos – A Primavera Rebelde continua sua estória sobre queda e unificação de reinos, magia, amor e política.
Continuando a contar a estória de Cleo, Lucia, Magnus e Jonas, Morgan nos leva novamente aos 3 reinos que integram Mítica, agora unificada pelo Rei Sanguinário, Gaius, e pelos horrores do seu reinado: opressor e autoritário, o Rei Gaius não vê problema algum em escravizar, matar inocentes, e em manipular as pessoas, para atingir seu objetivo, ser o senhor de todo o mundo, no seu caminho nossos já conhecidos protagonistas e seus amigos.

Jonas agora um rebelde que luta contra o regime do Rei Gaius, encontra em seu amigo Brion e em seu grupo de rebeldes, algo próximo a uma família, grupo do qual a jovem Lys em breve será também membro importante. Cleo agora prisioneira em seu palácio se vê constantemente coagida e ameaçada por Gaius, e paralelamente ao terror ela vive algo como uma estória de amor – uma, duas? Quem vai contar! – com hum... alguns rapazes, e ainda com a constante luta para reaver sua coroa e seu trono. Lucia vivendo aprisionada no coma descobre coisas terríveis e maravilhosas – sobre pessoas diferentes e sobre si mesma. E nosso amado Magnus vivendo novamente em conflito interno, ele pode até parecer frio, mas tenho esperanças que até o fim dessa verdadeira saga, ele descubra a si mesmo e tenha tempo de mostrar a toda a Mítica como ele é diferente e melhor que seu pai.

O pano de fundo do segundo livro é a construção de uma estrada a mando do Rei Gaius, um item bem exótico para um conquistador, considerando que a sua construção é regada com o sangue de escravos paelsianos, por traz dela uma verdadeira conspiração mágica se desdobra, durante o livro existem varias tentativas de atrasar ou impedir a construção da estrada, que parecem nunca serem efetivas.
Devo dizer que Morgan novamente escreveu um livro cativante e muito divertido, ela nos envolve com seus personagens e com seus problemas e crises, e ainda nos surpreende com os rumos dos personagens, nas ultimas 50 paginas eu tomei meio que um susto!

Enfim, se você gostou do primeiro volume, pode investir, A Primavera Rebelde, assim com A Queda dos Reinos é um livro que vale a pena.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. II)


Segundo volume da saga que conta a estória do rei Arthur, A Rainha do Ar e das Sombras trás Morgause e seus 4 filhos, Gawain, Agravaine, Gaheris e Gareth, e mais ainda, trás o inicio do tempo de guerra para  Arthur.

Esse livro tem cunho um pouco mais filosófico e político, trazendo um Artur mais maduro, e já inserido na guerra, tendo as suas primeiras experiências com ela. A Rainha do Ar e das Sombras se inicia com os filhos de Morgause e a estória de sua avó, Igraine, duquesa da Cornualha, que foi “desonrada” por Uther Pedragon, para quem não conhece nenhuma versão da lenda do Rei Artur, pode parecer um fato sem importância, porém ele será decisivo para o desfecho da saga.

É engraçado ter contato pela primeira vez com a “história racial” da Bretanha, e ver como ela tem importância nas guerras que Artur trava durante o livro ­– e travará em outros volumes – e também é interessante como ela parece ser o principal motivo para que as camadas mais densas do exército – aqueles que não são nobres, nem usam armaduras – se envolvam na guerra, parece uma questão superada, mas se formos olhar com um pouco mais de atenção para os conflitos que ocorrem hoje, veremos um grupo de “nobres” que tem seus próprios interesses, que comandam e que jogam com a “infantaria”, soltados a frente das guerras, aonde existe mais perdas de vida, lutando por questões semelhantes aos homens sem armadura de T.H. White.

A todo o momento Merlin tenta ensinar a Artur que as guerras podem parecer oportunidades para demonstrações de triunfo e poder, mas que nelas também existe a perda de vidas e do povo que na verdade Artur deve proteger, o que seria melhor? Ganhar guerras ou trazer a paz? Merlin também levanta a questão dos agressores, aqueles que iniciam as guerras, e a diferença que existe entre aquele que começa, aquele que ofende, e aquele que se defende.

Como é possível notar o livro amadurece junto a Artur, conforme ele ganha experiência e conhece os aspectos de ser o Rei de um grande povo, o livro também passa a tratar de assuntos um pouco mais sérios e complexos, confesso que a parte da história racial e o dialogo de Merlin sobre agressores é muito interessante mesmo.

Tão bom quanto A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras  é uma continuação muito boa e lógica, ela traz personagens mais maduros e sérios, porém com a  mesma simpatia e encanto do anterior.

sábado, 2 de agosto de 2014

A Espada na Pedra – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. I)


Um dos clássicos da literatura e um dos precursores da literatura fantástica, O Único e Eterno Rei, conta a estória do mais mítico e famoso rei de todos os tempos, Artur.

É importante deixar claro que a pesar da lenda do rei Artur ser um tema que interesse a todas as idades, T.H. White usou um tom menos adulto para tratar dele, mesmo assim é um livro de leitura extremamente inteligente e charmosa.

A Espada na Pedra, é o primeiro volume da série O Único e Eterno Rei, e trata da infância de Artur, do período em que ele ficou sob os cuidados de Sir Ector, do inicio de suas aulas com Merlin, até o ponto em que ele retira a Excalibur da pedra  e é proclamado rei da Bretanha. Talvez por tratar de uma época supostamente mais tranquila da vida  de Artur, o leitor se sinta pouco estimulado a procurar esta leitura, porém esse livro não é  tão monótono quanto se era de esperar, Merlin ensina Artur por meio de experiências, portanto neste primeiro livro ele assumira as formas de diversos animais, como o esquilo da floresta, o peixinho no fosso, um dos falcões de Sir Ector, entre outras, através dessas formas Artur passa a aprender sobre a natureza das coisas, e começara a se tornar o rei que todos nós conhecemos.

T.H. White escreveu um livro fantástico e divertido, de leitura simples e gostosa, acredito que ele é uma leitura para qualquer idade, dos mais jovens aos mais velhos, eu realmente o indico. Considerada a obra precursora da Literatura Fantástica, acredita-se que serviu de inspiração para grandes obras como O Senhor dos Anéis de Tolkien entre outras, inclusive foi usado como base para o filme A Espada era a Lei da Disney (1963), logo abaixo vocês podem conferir o trailer do filme, eu assisti a um tempinho, mas ele também é muito legal(o trailer ta bem borradinho, mas é muito divertido).


A Hamelin também produziu um book trailer, bem caprichadinho, a minha edição é a que acabou de sair por eles, e é um primor, folhas decoradas, lista de personagens, enfim, abaixo você confere o trabalho deles.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs


Livro de estreia de Ransom Riggs , O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro em primeira pessoa que narra as descobertas de Jacob sobre o passado de sua família e sobre si mesmo – na verdade a descoberta  de toda uma estória obscura por traz de um mundo que  ele achava que conhecia.

Jacob é um adolescente que passa por uma terrível experiência ao presenciar a morte de seu avo em circunstâncias estranhas, após um longo período tentando superar o trauma, ele passa a buscar as respostas desse mistério, no inicio da vida de seu avo, um período considerado por ele traumático, e ao mesmo tempo fantástico – seu avo era de uma família judia na Polônia, na época da segunda guerra mundial, e por isso ele se refugiou no orfanato da Srtª Peregrine – a partir daí, tudo que Jacob sabe sobre o mundo, sobre seu avo, e sobre si mesmo, mudaram drasticamente.

Ransom Riggs fez um trabalho e tanto quando escreveu esse livro, a escolha do fundo histórico foi perfeita, o estilo da narrativa é simples e simpático, a construção de alguns personagens, como o vovô Abe e também sua(s) vida(s) foi brilhante, fora alguns detalhes como o nome da diretora do orfanato, a vida na ilha de Cairnholm, a escolha das fotos – o livro é repleto de fotos e imagens – entre outros, são de um capricho imenso.

Simples e fabuloso, se você estiver procurando uma fantasia mais “séria” com uma estória mais delicada e “peculiar” esse livro é uma escolha certeira.

sábado, 26 de julho de 2014

O Mapa do Tempo – Félix J. Palma


Livro publicado em 2010 pela Intrínseca, O Mapa do Tempo, conta pelo menos 3 estórias que acontecem mais ou menos simultaneamente – exceto a ultima que ocorre depois das duas primeiras.

Andrew Harrington é um jovem rico e infeliz, que procura o suicídio após o trágico esquartejamento de sua amada pelo lendário Jack o Estripador, mas que se envolve em uma louca estória com viagens temporais para tentar salvá-la antes que tudo ocorresse. Já Claire Haaggerty é uma abastada mocinha que não vê graça na época em que foi fadada a viver, e vê na empresa Viagens Temporais Murray a oportunidade de viver no longínquo ano de 2000 – o romance se passa praticamente todo em 1896 – ela só não imaginava que, de cara, ia viver um romance com o famoso e corajoso capitão Derek Shackleton. Por trás dessas duas estórias o nosso amado H.G. Wells, claro, o nosso herói com aspecto de passarinho, que esta presente em todas as 3 estória, inclusive, na terceira e ultima, ele é o “protagonista”. E como um escritor pode ser o herói da estória? Quando Wells se vê envolvido em um grande estratagema temporal para roubar sua obra – mais especificamente o livro, O Homem Invisível – e a de seus colegas de profissão, Bram Stoker e Henry James – o Drácula e o A Outra Volta do Parafuso – ele vai ter que mostrar seu lado mais racional e inteligente, para concertar todos os desvios temporais, e também – por que não? – seu lado mais humano, não só na ultima estória, como nas outras duas.

Não posso falar que foi uma leitura rápida e fluida, eu começava a ler, parava, e não sentia aquela necessidade de saber o fim da estória, foi uma leitura mais lenta, apesar disso, não consegui identificar o porquê, o estilo de escrita não me desagradou, a estória não é desagradável, só não foi tão boa quanto eu esperava, a experiência como um todo.

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Cavaleiro Fantasma – Cornelia Funke


Primeiro livro que li, da já famosa e popular – todo mundo fala da saga Coração de Tinta, todo mundo! – Cornelia Funke, O Cavaleiro Fantasma não trata – graças a Deus ou aos Deuses – de qualquer assunto ligado ao Motoqueiro Fantasma e ao seu lança-chamas – eu sei, parece de mau gosto a piada, mas digite O Cavaleiro Fantasma no seu “buscador” e não aparecera quase nada ou nada relacionado  ao simpático livro de Cornelia Funke.


Jon Whitcroft é um jovenzinho de personalidade que se vê forçado por sua amada mãe, e seu detestado futuro padrasto a ir estudar no internato em que seu pai também estudou em Salisbury, o que nem ele nem sua super-simpatica mãe – na minha mente de gordices ela tem cheirinho de cookie e capuccino – podiam esperar é que existia uma “quadrilha” de fantasmas psicopatas disposta a extinguir OS Whitcroft’s da face da terra. Sorte de Jon é que ele pôde contar com sua estranha e linda amiga Ella Littlejohn e com sua também estranha avó Zelda, e com um pouco de sorte e uma grande ajuda de Ella, também pôde contar com Sir William Longspee, filho ilegítimo de Henrique II da Inglaterra, – o mesmo Henrique II da Saga Plantageneta da Jean Plaidy – que é, ou era, um cavalheiro que atende a pessoas que precisam de ajuda para assim sanar suas dividas com Deus e poder subir aos céus, ou ficar junto a sua amada Ela, mas não quero dar spoilers mais detalhados sobre a estória, gostei do rumo que ela tomou, e espero que o leitor também goste quando for ler e descobrir.

Eu fiquei feliz por ter lido esse livro da Cornelia Funke, confesso que por tanta gente falar tanto de Coração de Tinta eu me sentia pouco estimulada a procurar essa escritora, mas fiquei muito satisfeita com a leitura, foi extremamente fácil e prazerosa, os personagens são incrivelmente legais, e fiquei encantada com toda a parte histórica e pontos “turísticos” históricos descritos no livro, acho que ela soube fazer uma boa ponte entre eles e a estória que estava contando.


Fica a indicação!

domingo, 13 de julho de 2014

Ragnarök, O Fim dos Deuses – A.S. Byatt


Livro infanto-juvenil de contos nórdicos, narra principalmente o fim dos deuses com o Ragnarök.

Apesar de ser um livro infanto-juvenil A.S. Byatt escreveu algo que pode ser dado tanto para um jovem quanto para um adulto, a narrativa é leve, e é conduzida pela “criança magra no tempo da guerra” que apesar de ser uma criança, apresenta consciência e maturidade incríveis, a ótica da criança deu um tom diferente as estórias e principalmente aos deuses.

Durante a narrativa a autora deixa se levar pelos contos e o que eles representam na vida da criança, como eles mudam o modo dela ver o mundo, e como a mundo interfere na assimilação das estórias, não é um livro de contos nórdicos “puros” acho que é isso que o torna leve, mas sim um livro “contado” por uma criança, o olhar dela sobre os deuses é mais simples, de certo modo ela os observa com pena, pois desde o inicio todos eles já sabiam que o fim chegaria, mas nenhum deles podia fazer nada para impedir.

Bem, acho que já falei mais do que devia, fora o conteúdo o design também esta de parabéns, a capa e o interior do livro tem belos desenhos e algumas ilustrações.  Se o objetivo da leitura for começar a se familiarizar com a mitologia nórdica, este livro cumpre bem o papel, porém se você quiser algo mais extenso será necessário buscar outros livros.

domingo, 29 de junho de 2014

Os Últimos Dias de Krypton – Kevin J. Anderson


Fugindo um pouco do habitual – pra mim, que são livros, na maioria, de fantástica – o livro Os Últimos Dias de Krypton, é uma Ficção Cientifica satisfatória, e mais do que isso ela é uma leitura auxiliar obrigatória pra qualquer fã do Super Homem! A estória se passa logo antes do colapso de Krypton, e mostra principalmente o romance entre Jor-El e Lara, os pais de nosso amado Kal-El, e o processo que levou a destruição de Krypton, as tentativas de Jor-El e de seu irmão Zor-El de salvar o seu planeta, e a estupidez dos governantes em ajudar a destruí-lo, seja passiva ou ativamente...
Um sol vermelho e fraco ilumina os céus de Krypton, Rao, que já começa a dar sinais de declínio, pressões no núcleo do planeta, invasões alienígenas, meteoros apocalípticos, governantes morosos, corruptos, e que só se importam com o seu próprio poder – ops! – isso é um pouco do que compõe Krypton, um planeta que vive com medo de uma guerra interna, e de ser descoberto pela comunidade intergaláctica – me sei se isto esta certo, mas acho que vocês entendem a ideia -  e que passa por um período de estagnação, nada de novo pode ser produzido, nada de novo pode ser descoberto.
Aliás, dentre todos estes conflitos, gostaria de dar ênfase a um, que é a invasão de Braininac, e o sequestro de Kandor, a cidade capital de Krypton, pois nela conhecemos dois personagens que futuramente irão se tornar inimigos do nosso rapaz de capa vermelha – e que usa(va) a cueca do lado errado da calça – Clark  Kent, fora Brainiac que é o responsável pelo sumiço de Kandor, nessa parte do livro Zod toma conta da situação, e logo em seguida se intitula General Zod, o todo poderoso manda chuva de Krypton, é claro, não por muito tempo, Jor-El e os outros, preocupados em manter os “estilo” de governo de Krypton, logo dão um jeito de tirar o tirano psicopata do poder.
Mas esse ainda não é o fim da estória, pra saber mais sobre o planeta, e saber os motivos que levaram Jor-El e Lara a enviar seu filhinho para a Terra, e conhecer o real motivo da destruição de Krypton só lendo o livro, a leitura é fácil, é gostosa, e só me fez chorar nas ultimas 33 paginas!