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domingo, 5 de abril de 2015

O natal do avarento – Charles Dickens (Adaptação de Telma Castro de Andrade)

Quem nunca quis ter uma segunda chance na vida? Ou ver quais atitudes levaram você a ser quem é hoje ou como suas atitudes influenciam as outras? Pois foi isso que o senho  Scrooge teve!

Quem é Scrooge?? É Ebenezer Scrooge, um empresário rico e avarento que vive somente para acumular riqueza, tendo como maior alegria a contagem de moedas, ao fim de um ongo dia de trabalho em seu armazém. Ele despreza qualquer tipo de manifestação de alegria ou bondade.
Odiando especialmente o natal, época em que as pessoas tendem a ser mais generosas.

Todo ano Ebenezer Scrooge recebe o convite para a ceia de natal de seu sobrinho Fred, sempre recusando e mal tratando este. Assim como mal trata seu empregado Bob, o único que demonstra se preocupar com Scrooge.

Numa noite de natal Scrooge. que parece ser igual aos anteriores, onde ele recebe o convite anual do sobrinho, enxota os que aparecem em seu armazém para pedir ajuda em nome do espírito de natal, e discute com voluntários que pediram doações para ajudar os menos afortunados; Scrooge recebe a visita de alguns espíritos que o levam para reviver ou ver diversos momentos de sua vida e futuro.

No começo ele acha que está ficando louco ou que é um pesadelo, mas conforme os espíritos vão aparecendo e o guiando, ele percebe o quanto errou, magoou pessoas e abriu mão de viver em nome do dinheiro. Durante suas viagens ele vai tomando consiência de que se tornou um homem frio, rancoroso, avarento e solitário. E com o último fantasma vê que pode mudar e tornar a própria vida cheia de alegria e pessoas queridas, assim como das pessoas próximas a ele.

Se você já assistiu "Os fantasmas de Scrooge", conhece esta história, que faz parte de uma série de histórias de natal que Charles Dickens publicou por anos. Não li a história original, mas uma adaptação feita para a coleção Reencontro, da editora Scipione, que é uma dessas coleções para incentivar a leitura em crianças durante a fase escolar, tipo a coleção vagalume.
   
http://stg2.novoser.com.br/Imagens%20Abril/obra/capa/9788526246096.jpg

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Batalha das Rainhas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. V)

Um pouco menos centralizado, justamente por tratar de um conflito entre duas rainhas, de duas coroas diferentes – Isabella de Angoulême rainha-mãe da Inglaterra, e Blanche de Castella rainha-mãe da França – A Batalha das Rainhas tornou o contexto histórico muito mais amplo e interessante, porém se tornou um pouco confuso, o livro foi intercalando capítulos entre fatos que ocorriam na França e na Inglaterra, mas às vezes dava a impressão de as “épocas” não se corresponderem muito bem.

É chegada a hora de apresentar as antagonistas desta batalha história: Isabella de Angoulême já foi uma personagem importante no livro anterior, O Príncipe das Trevas, viúva de João Sem Terra, Isabella permaneceu no país até um pouco depois da coroação de seu jovem filho, Henrique III, porém após ver que na Inglaterra não seria de tão grande importância quanto queria – pois logo Guilherme Marechal e Hubert de Burgh assumiram a frente do país, enquanto Henrique ainda não atingia idade e maturidade o suficientes para assumir o controle da Inglaterra – logo deu um jeito de voltar para perto de sua terra natal, Angoulême, com o pretexto de levar sua filha, Joana, para se casar com seu antigo amor, Hugo de Lusignan, nem precisamos dizer que nada costuma sair como o planejado quando se envolve Isabella. Do outro lado do embate esta Blanche de Castella, neta de Henrique II e Eleanor da Aquitânia – por isso houve a tentativa de tomar a Inglaterra no volume anterior: Blanche, casada com Luís VIII, príncipe da França, por ser neta do casal real também teria direito ao trono – foi escolhida em detrimento de sua irmã, por Eleonor da Aquitânia, para ser esposa do filho de Filipe Augusto, rei da França e amigo de Ricardo Coração de Leão; após um período tranquilo, Blanche se vê em uma situação parecida com a de Isabella, porém com uma vantagem: ela sim seria regente da França, e cuidaria para que seu filho, Luís IX assumisse quando fosse o tempo certo.

Parece extremamente confuso – e realmente é – mas cada um dos acontecimentos fazem com que além de serem inimigas naturais – a rainha da Inglaterra e a da França – Blanche e Isabella se tornem ferrenhas adversárias no jogo de poder. Isabella sempre a mulher de beleza excepcional não deixa barato o fato de ter que se curvar para Blanche, e Blanche como a rainha exemplar que desempenhou seu papel como uma verdadeira neta de Eleonor da Aquitânia não poderia deixar essa “insubordinação” barata.

Senti um pouco a confusão no “compasso” da estória, às vezes uma parte dela parecia estar muito a frente da outra, porém após tudo entrar em um ritmo mais tranquilo e períodos mais curtos, as peças se encaixaram melhor. O livro foi uma “guinada” na série em relação ao anterior, ele é muito mais dinâmico, e é realmente possível ver a importância dos acordos e casamentos no contexto geral da trama. Apesar de exigir um pouco mais de atenção, A Batalha das Rainhas , é um livro que assim como O Prelúdio de Sangue e O Crepúsculo da Águia, assume um ritmo acelerado, e tão intrigante quanto eles.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

...


Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Crepúsculo da Águia – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. II)


Continuação de Prelúdio de Sangue, Crepúsculo da Águia trata, principalmente, da segunda fase da vida de Henrique e Eleanor, separados e em lados opostos; mais especificamente o livro tem foco no inicio da queda de Henrique e em todos os fatos que levaram a seu declínio, aliás, seus filhos – Henrique, Guilherme e Ricardo – são basicamente os responsáveis por muitos desses fatos – juntamente com Eleanor.

Vamos falar a verdade, desde que Eleanor descobriu Rosamund, e os bastardos de Henrique sua relação com o marido se deteriorou, a partir daí ela resolve se tornar uma mãe presente e amorosa, principalmente para Ricardo, aquele garoto bonito, que se tornara mais tarde um grande guerreiro/general, isso faz crescer certa “animosidade” entre ele e seu pai, que não diminuirá, e que será importante para o fim e a continuação do livro.

Henrique como sempre, mordendo os juncos e sendo um amante da companhia de belas jovens, não se contenta em ter Rosamund e logo seduz a jovem Alice, NOIVA do seu filho Ricardo – é gente, como assim? – e mais uma vez se mete em uma linda confusão para manter a amante, é notável o talento de Henrique em “embromar” pessoas, principalmente se esta pessoa for Luís VII da França – pai de Alice.

Perrengues familiares à parte, o livro começa a mostrar as dificuldades de Henrique em gerir um reino muito disperso, o livro se passa em vários lugares, e isso me deixou um pouco confusa com relação a período, em um momento Alice tinha 15 anos, logo em seguida já estava com 20, é necessária muita atenção para acompanhar as mudanças e calcular o tempo das viagens e permanências. Neste livro os filhos de Henrique se tornam homens, senhores de terras e políticos, em certos momentos uma parte dos problemas nas propriedades dele são ocasionados por seus filhos, o que acaba por minar a saúde do rei, e causar algumas tragédias familiares até o fim do livro.

Se sua torcida vai para Eleanor leia até a ultima pagina e acompanhe a queda e ascensão de grandes reis.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. II)


Segundo volume da saga que conta a estória do rei Arthur, A Rainha do Ar e das Sombras trás Morgause e seus 4 filhos, Gawain, Agravaine, Gaheris e Gareth, e mais ainda, trás o inicio do tempo de guerra para  Arthur.

Esse livro tem cunho um pouco mais filosófico e político, trazendo um Artur mais maduro, e já inserido na guerra, tendo as suas primeiras experiências com ela. A Rainha do Ar e das Sombras se inicia com os filhos de Morgause e a estória de sua avó, Igraine, duquesa da Cornualha, que foi “desonrada” por Uther Pedragon, para quem não conhece nenhuma versão da lenda do Rei Artur, pode parecer um fato sem importância, porém ele será decisivo para o desfecho da saga.

É engraçado ter contato pela primeira vez com a “história racial” da Bretanha, e ver como ela tem importância nas guerras que Artur trava durante o livro ­– e travará em outros volumes – e também é interessante como ela parece ser o principal motivo para que as camadas mais densas do exército – aqueles que não são nobres, nem usam armaduras – se envolvam na guerra, parece uma questão superada, mas se formos olhar com um pouco mais de atenção para os conflitos que ocorrem hoje, veremos um grupo de “nobres” que tem seus próprios interesses, que comandam e que jogam com a “infantaria”, soltados a frente das guerras, aonde existe mais perdas de vida, lutando por questões semelhantes aos homens sem armadura de T.H. White.

A todo o momento Merlin tenta ensinar a Artur que as guerras podem parecer oportunidades para demonstrações de triunfo e poder, mas que nelas também existe a perda de vidas e do povo que na verdade Artur deve proteger, o que seria melhor? Ganhar guerras ou trazer a paz? Merlin também levanta a questão dos agressores, aqueles que iniciam as guerras, e a diferença que existe entre aquele que começa, aquele que ofende, e aquele que se defende.

Como é possível notar o livro amadurece junto a Artur, conforme ele ganha experiência e conhece os aspectos de ser o Rei de um grande povo, o livro também passa a tratar de assuntos um pouco mais sérios e complexos, confesso que a parte da história racial e o dialogo de Merlin sobre agressores é muito interessante mesmo.

Tão bom quanto A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras  é uma continuação muito boa e lógica, ela traz personagens mais maduros e sérios, porém com a  mesma simpatia e encanto do anterior.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Making faces – Amy Harmon

Making Faces
Amy Harmon

(Dá pra dar uma olhadela no livro no site da Amazon)

Making faces é um livro que saiu lá na gringa em outubro do ano passado e que eu conheci num dos canais literários por aí (depois dei uma passada no GoodReads e vi que tinha um score de 4.6!), não vou falar exatamente como eu fiquei sabendo da história do livro pois seria um spoiler atrás do outro.
A "meada" da história é dada pelo relacionamento (ou quase isso) entre Ambrose e Fern: Ambrose, o adolescente bonitão, lutador de luta greco-romana e Fern uma ruiva meio desengonçada que gosta de ler e escrever romances. Ele "percebe" ela de uma maneira meio alternativa, por assim dizer, e começa a gostar dela. 

Mas ela não era ela, sacou?
Não?
Não vou contar então...
"Before or After? Fern: Before, anticipation is usually better than the real thing. Ambrose: After. The real thing, when done right, is always better than a daydream. "

No meio dessa história acontece o atentado do 11 de setembro. Esse é um ponto crucial no livro, pois vemos o patriotismo americano, o sentimento confuso e o começo de todas as perdas do livro. É interessante ver como esse atentado realmente mudou a cabeça dos americanos, no livro essa mudança faz com que Ambrose e os amigos se alistam como soldados na guerra para ir para o Iraque.

E as perdas continuam....

A história de Ambrose e Fern passa de "Patinho Feio" para a "Bela e a Fera" durante o livro, mas sinceramente, não foi isso que me prendeu ao livro.

Foi um personagem específico.

Bailey.

Bailey é o primo/melhor amigo de Fern, que tem distrofia muscular e aos poucos vai perdendo o controle sobre o próprio corpo. O papel dele é tão importante no livro, que mesmo ele sendo um personagem "secundário" eu me prendi muito mais a sua história do que de todos os outros. Ele mostra o quanto é grato por tudo que tem, pelo simples fato de viver, mas ele não é um personagem chato cheio de mi mim mim, muito longe disso, ele é um adolescente (quase) normal: ele vai para as aulas, para a festa de formatura, ele tem um grupo de amigos, ele faz uma tatuagem,etc... tudo isso consciente das suas limitações.

Pra mim, ele é o real heroi dessa história....
“Live. Have courage. Be a good friend. Always be grateful. Take care of Fern”
Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro foram as explicações dadas durante os capítulos. A Amy coloca em quase todos os capítulos um "retrospecto" e você entende o desenrolar de cada enredo pois todos tem uma conexão com algum fato do passado. Uma coisa que eu não gostei foi o fato do livro ser em terceira pessoa, acho que seria muito mais envolvente (mais do que já é) se fosse contada em primeira pessoa, com alternância dos pontos de vista do Ambrose/Fern/Bailey, mas é só uma ideia.

Resumindo, Making faces é uma história de perdas
e ao mesmo tempo uma história que mostra que todos nós podemos ser herois...

Depois de Making Faces creio que o mais conhecido da Amy seja A Diferent Blue, mas ela ainda tem vários outros livros.  Tá aí uma autora para ficar de olho ;)

P.S..:Não achei nenhuma previsão pra vir para o Brasil, na verdade não achei nem mesmo uma editora que tenha comprado os direitos do livro...

sábado, 2 de agosto de 2014

A Espada na Pedra – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. I)


Um dos clássicos da literatura e um dos precursores da literatura fantástica, O Único e Eterno Rei, conta a estória do mais mítico e famoso rei de todos os tempos, Artur.

É importante deixar claro que a pesar da lenda do rei Artur ser um tema que interesse a todas as idades, T.H. White usou um tom menos adulto para tratar dele, mesmo assim é um livro de leitura extremamente inteligente e charmosa.

A Espada na Pedra, é o primeiro volume da série O Único e Eterno Rei, e trata da infância de Artur, do período em que ele ficou sob os cuidados de Sir Ector, do inicio de suas aulas com Merlin, até o ponto em que ele retira a Excalibur da pedra  e é proclamado rei da Bretanha. Talvez por tratar de uma época supostamente mais tranquila da vida  de Artur, o leitor se sinta pouco estimulado a procurar esta leitura, porém esse livro não é  tão monótono quanto se era de esperar, Merlin ensina Artur por meio de experiências, portanto neste primeiro livro ele assumira as formas de diversos animais, como o esquilo da floresta, o peixinho no fosso, um dos falcões de Sir Ector, entre outras, através dessas formas Artur passa a aprender sobre a natureza das coisas, e começara a se tornar o rei que todos nós conhecemos.

T.H. White escreveu um livro fantástico e divertido, de leitura simples e gostosa, acredito que ele é uma leitura para qualquer idade, dos mais jovens aos mais velhos, eu realmente o indico. Considerada a obra precursora da Literatura Fantástica, acredita-se que serviu de inspiração para grandes obras como O Senhor dos Anéis de Tolkien entre outras, inclusive foi usado como base para o filme A Espada era a Lei da Disney (1963), logo abaixo vocês podem conferir o trailer do filme, eu assisti a um tempinho, mas ele também é muito legal(o trailer ta bem borradinho, mas é muito divertido).


A Hamelin também produziu um book trailer, bem caprichadinho, a minha edição é a que acabou de sair por eles, e é um primor, folhas decoradas, lista de personagens, enfim, abaixo você confere o trabalho deles.

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Cavaleiro Fantasma – Cornelia Funke


Primeiro livro que li, da já famosa e popular – todo mundo fala da saga Coração de Tinta, todo mundo! – Cornelia Funke, O Cavaleiro Fantasma não trata – graças a Deus ou aos Deuses – de qualquer assunto ligado ao Motoqueiro Fantasma e ao seu lança-chamas – eu sei, parece de mau gosto a piada, mas digite O Cavaleiro Fantasma no seu “buscador” e não aparecera quase nada ou nada relacionado  ao simpático livro de Cornelia Funke.


Jon Whitcroft é um jovenzinho de personalidade que se vê forçado por sua amada mãe, e seu detestado futuro padrasto a ir estudar no internato em que seu pai também estudou em Salisbury, o que nem ele nem sua super-simpatica mãe – na minha mente de gordices ela tem cheirinho de cookie e capuccino – podiam esperar é que existia uma “quadrilha” de fantasmas psicopatas disposta a extinguir OS Whitcroft’s da face da terra. Sorte de Jon é que ele pôde contar com sua estranha e linda amiga Ella Littlejohn e com sua também estranha avó Zelda, e com um pouco de sorte e uma grande ajuda de Ella, também pôde contar com Sir William Longspee, filho ilegítimo de Henrique II da Inglaterra, – o mesmo Henrique II da Saga Plantageneta da Jean Plaidy – que é, ou era, um cavalheiro que atende a pessoas que precisam de ajuda para assim sanar suas dividas com Deus e poder subir aos céus, ou ficar junto a sua amada Ela, mas não quero dar spoilers mais detalhados sobre a estória, gostei do rumo que ela tomou, e espero que o leitor também goste quando for ler e descobrir.

Eu fiquei feliz por ter lido esse livro da Cornelia Funke, confesso que por tanta gente falar tanto de Coração de Tinta eu me sentia pouco estimulada a procurar essa escritora, mas fiquei muito satisfeita com a leitura, foi extremamente fácil e prazerosa, os personagens são incrivelmente legais, e fiquei encantada com toda a parte histórica e pontos “turísticos” históricos descritos no livro, acho que ela soube fazer uma boa ponte entre eles e a estória que estava contando.


Fica a indicação!

domingo, 13 de julho de 2014

Ragnarök, O Fim dos Deuses – A.S. Byatt


Livro infanto-juvenil de contos nórdicos, narra principalmente o fim dos deuses com o Ragnarök.

Apesar de ser um livro infanto-juvenil A.S. Byatt escreveu algo que pode ser dado tanto para um jovem quanto para um adulto, a narrativa é leve, e é conduzida pela “criança magra no tempo da guerra” que apesar de ser uma criança, apresenta consciência e maturidade incríveis, a ótica da criança deu um tom diferente as estórias e principalmente aos deuses.

Durante a narrativa a autora deixa se levar pelos contos e o que eles representam na vida da criança, como eles mudam o modo dela ver o mundo, e como a mundo interfere na assimilação das estórias, não é um livro de contos nórdicos “puros” acho que é isso que o torna leve, mas sim um livro “contado” por uma criança, o olhar dela sobre os deuses é mais simples, de certo modo ela os observa com pena, pois desde o inicio todos eles já sabiam que o fim chegaria, mas nenhum deles podia fazer nada para impedir.

Bem, acho que já falei mais do que devia, fora o conteúdo o design também esta de parabéns, a capa e o interior do livro tem belos desenhos e algumas ilustrações.  Se o objetivo da leitura for começar a se familiarizar com a mitologia nórdica, este livro cumpre bem o papel, porém se você quiser algo mais extenso será necessário buscar outros livros.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Alta fidelidade - Nick Hornby

Gosta de música?? Gosta de personagens decadentes? E listas?? Então leia a resenha, porque teremos um personagem decadente acompanhado de muita, mas muita, música pop!!! 
A história se passa na Londres dos anos 90, nela acompanharemos a vida de Rob, dono de uma loja de vinis beirando a falência e que acabou  de levar um fora da namorada, Laura um advogada bem sucedida; e a partir disso começa a reavaliar toda a sua vida até aquele momento. 
Ai começam  as listas, a primeira é justamente sobre os 5 piores foras da vida dele. E assim ele começa a descrever os foras e ir atrás de cada uma delas para saber oque ele fez de errado, enquanto isso ele continua a trabalhar na sua loja junto aos dois "funcionários" da loja, que assim como ele são loucos por música e listas. Além de sempre tentar se aproximar ou descobrir o que Laura está fazendo longe dele, com o novo namorado (ex-vizinho). E conhecer Marie, uma cantora americana por quem ele sente certa atração. Tudo isso permeado por listas e mais listas que servem de indicações para quem não conhece muito de música. 
O Rob é quase um eterno adolescente, e forma um casal muito próximo do real (sim, você provavelmente conhece um casal que parece desconexo, mas que se encaixam).
Devo admitir que só me interessei pelo livro por que gostei muito do filme! John Cusack, aquele cara que fez "Os queridinhos da América" e Jack Black, aquele de "Escola de Rock", estão nele! =D