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sábado, 17 de outubro de 2015

Os Mil Outonos de Jacob de Zoet – David Mitchell

Passando-se praticamente todo na ilha de Java, exatamente em Jacarta – em um período que vai de 1799 até... uns 40 e poucos anos depois – Os Mil Outonos de Jacob de Zoet é um livro com uma narração impecável – com alguns erros de revisão como o 1790 que virou 1970 – e com uma estória que contou com uma boa pesquisa e enredo.

Jacob é um rapaz não muito abastado que se vê forçado a “perder” alguns dos seus melhores anos trabalhando para a Companhia Holandesa das índias Orientais, para assim poder ser digno de uma jovem chamada Anna, que tem um pai bem exigente financeiramente. Claro que tudo isso parece meio simples, mas o livro não se limita a isso, e além de acompanhar Jacob por um período curtíssimo em que acontecem muitas coisas – falou a rainha do marasmo – ele também fala muito sobre a cultura, desde a estrutura de poder vigente em Batávia – que era o nome de Jacarta na época – até algumas crenças de lá – to aqui me segurando para não dar spoiler, porque sinceramente essa parte me surpreendeu muito, eu não esperava uma guinada tão drástica em um livro que sinalizava ser mais tranquilo – além de tratar também de detalhes não tão românticos da vida dos marinheiros e comerciantes daquela época – de doenças a prostíbulos, passando pela “mesa” de cirurgia do Dr. Marinus em plenos procedimentos.

Tirando Jacob, que é claro, monopoliza o foco do livro, também temos alguns personagens fascinantes como o Dr. Marinus e Orito, que são estudiosos em uma época em que a busca de conhecimento não era tão bem vista – principalmente no caso de Orito, que era uma mulher – Enomoto – que dispensa explicação em função dos spoilers – entre outros.

Desculpem-me, mas é muito difícil falar desse livro sem ficar a beira de soltar um detalhe, e são muitos detalhes, além de contar com uma narrativa limpa e muito bem feita o livro também trás elementos inesperados, e complicações que eu nunca poderia esperar.

sábado, 3 de outubro de 2015

As Loucuras do Rei – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VIII)

Cobrindo um período menos prospero da história da Inglaterra, Jean Plaidy nos leva a acompanhar Eduardo II e sua mulher, Isabela da França, que apesar de terem tudo para fazer com que seu reinado fosse mais prospero do que o anterior –  o reinado de Eduardo II, o “Pernas Longas” ou o “ Martelo dos Escoceses” – na verdade acabam por deixar o país em uma situação pior e menos estável.

Eduardo II já dava mostras de não ser exatamente o filho que Eduardo I pediu a Deus já no livro anterior, e seu primeiro ato, logo após seu pai ter morrido, foi trazer o seu querido “amigo” Perrot de volta a corte, após isso as coisas só se tornam cada vez mais obvias, e a total inépcia de Eduardo II fica clara em poucas paginas. Além dos problemas de impopularidade de Eduardo II ele ainda comete o erro de enfurecer sua jovem e belíssima esposa, Isabela – filha de Filipe o Belo – que além de ser extremamente popular junto ao povo esconde por um bom tempo o ódio que sente por um marido que despreza sua companhia para ficar com seus “favoritos”. Durante o livro são dadas infinitas amostras de como não agir com súditos, e como se perder batalhas – consideradas não tão difíceis – o fato é que Eduardo II passa o livro inteiro mias preocupado em agradar seus amantes do que realmente governar, o que torna seu período no trono da Inglaterra um período não tão glorioso.

Apesar de escrever um livro sobre Eduardo II, Plaidy parece focar muito mais na rainha da Inglaterra, Isabela, que faz uso de todos os “genes” puxados de seu pai – Filipe, que era famoso por ser maquinador e vingativo, e estava no centro de vários escândalos envolvendo a igreja – guardando para si durante muito tempo o ódio e nojo que sentia por um marido que a desprezou, e posteriormente armando contra ele, lembrando um pouco outra rainha, um das minhas favoritas, Eleanor da Aquitânia.

Enfim, o livro continua com a qualidade alcançada pelos volumes anteriores, talvez o que tenha me chateado um pouco sejam todas as qualidades – ou as não qualidades – de Eduardo II, tenho “gastura” a administrações falhas, tirando isso o livro tem todos os ingredientes e aspectos que marcam o incrível texto de Plaidy.

domingo, 23 de agosto de 2015

Stardust, O Mistério da Estrela – Neil Gaiman

Meu primeiro livro de Neil Gaiman, Stardust foi uma escolha especial: eu adorei o filme, e queria realmente começar por esse livro.

O livro tem o enredo do filme, mas bem diferente. Uma promessa, uma estrela caída e uma viajem são o que acontecem, mas por um caminho diferente, no livro as relações e os acontecimentos são mais simples e corriqueiros – não é corriqueiro conseguir carona com um unicórnio, mas o modo como tudo acontece é muito “natural – talvez isso tenha feito com que eu lesse com mais rapidez, fiquei esperando algo mágico e extraordinário acontecer no livro, uma cena de tamanha beleza que compensasse tudo que era diferente do filme – e que eu tinha amado – e que não aconteceu. Na verdade, eu não achei o livro ruim, de maneira alguma, mas talvez eu tivesse uma sede de algo que o filme me mostrou e que não estava tão presente no livro de Gaiman. A estória continua muito bonita, e os acontecimento mágicos são muito legais, e o principal da estória esta la, mas no fim a bruxa má não era tão má, e o final feliz nem foi tão feliz assim, talvez tenha sido um choque de realidade em um mundo de criaturas fantásticas, eu esperava um estória com preto e branco, com limites claros e definidos, mas isso não aconteceu, porque talvez nem no nosso dia a dia seja assim.

No fim do livro eu fiquei meio triste, talvez a bruxa esteja certa: “Naquela hora, você deveria ter deixado que eu o tomasse [o coração], que o levasse para minhas irmãs e para mim. Nós poderíamos ter voltado à juventude, e ela duraria até a próxima Era do Mundo. Esse seu rapaz vai parti-lo, desperdiça-lo, ou perde-lo. É o que todos eles fazem.”, e é o que sempre acontece.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Incrível – Sara Benincasa

Mais umas das apostas da Editora Única, Incrível de Sara Benincasa vai agradar e muito fãs de outras séries já conhecidas e resenhadas por aqui, como Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Naomi é uma garota comum, com pais separados, que vive em Chicago – com o pai, um professor de educação física do colégio em que ela estuda – e passa seus dias de férias de verão em East Hampton com sua mamãe abastada – dona de um império de bolinhos e gostosuras –, apesar de passar seus dias de férias no lugar que tem mais riquinhos por metro quadrado, ela não consegue se enturmar muito, até Jacinta Trimalchio entrar em sua vida. Mas vamos lá, o livro tem como umas de suas principais premissas ser baseado na obra O Grande Gatsby de Francis Scott Fitzgerald, e na verdade Incrível é EXATAMENTE esse tal livro do Fitzgerald, e por inteiro, eu sou uma leitora antiga e meio babona por Fitzgerald então eu já li alguns de seus livros e entre eles está O Grande Gatsby, e o que Benincasa fez foi colocar uma roupagem um pouco mais atual, alguns  personagens extras – personagens basicamente complementares à narradora da estória, que é Naomi – e desenvolver a estória com algumas coisinhas paralelas, então se você já leu o livro de Fitzgerald você já sabe tudo que vai acontecer, senão talvez Incrível seja a oportunidade de se entrar em contato com uma obra tão expressiva indiretamente e se interessar pelo original – vamos combinar que um livro que foi indicado como uns dos 100 melhores de todos os tempos pela Newsweek tem muito mais do que uma estorinha de amor.

Apesar desse detalhe sobre a estória ser bem, muito, incrivelmente baseada no Grande Gatsby, é um livro divertido e bem teen, acho que adeptos da literatura YA vão dar uma piradinha nele, como eu já disse ele segue o mesmo estilo de Gossip Girl e Pretty Little Liars. Só espero que em um futuro próximo Benincasa nos mostre uma estória sua, totalmente sua.

domingo, 21 de junho de 2015

Eu Quero Tudo! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 3)

Ainda acompanhando os altos e baixos de uma turma bem seleta do Uper East Side,  Eu Quero Tudo! É o terceiro volume dos livros que deram origem a famosa série de mesmo nome Gossip Girl.
Após a fase difícil que Blair passou – o casamento de sua mãe a mudança na configuração de sua família – é claro que ela precisaria de uma boa amiga, para esquecer de todos os problemas, e em grande estilo. No final do volume anterior, a amizade de Blair e Serena já dava indícios de ser retomada, no presente volume ela é concretizada

Com o fim das provas todos querem suas merecidas férias de fim de ano, Blair e Serena – e Aaron e Tyler, e a mãe de Blair e o papai adotivo dela e mais algumas figuras – vão passar uma ensolarada temporada em St. Barts, Nate, Jenny, Dan e Vanessa permanecem na fria e glamorosa NY. Mais uma vez acompanhamos os acontecimentos amorosos, sociais, e fashions desses personagens, e como sempre questionamos as escolhas deles: Será que Nate e Jenny realmente vão “funcionar”? Será que Dan e Vanessa combinaram perfeitamente para sempre? Será que Blair vai achar o protagonista da sua vida? E Serena? O que dizer dela?

No terceiro livro cheguei a uma ideia um tanto estranha sobre Serena: ela foi, durante os dois primeiros volumes – e em boa parte do terceiro – praticante perfeita, um ideal de beleza e de charme, quase intangível, por isso durante a leitura dessa série senti como se ela estivesse a margem da vida em Gossip Girl, a estória inclui ela, mas será que realmente é contada uma estória sobre Serena? É engraçado chegar a pensar nisso, às vezes acho que ela é uma personagem principal, às vezes uma personagem secundária, às vezes uma peça de mobília e outras um fantasma ou talvez um anjo ou ainda um sonho. Também é importante lembrar que comparativamente, Serena foi uma personagem que foi alterada, e muito, na série – pelo menos nesse ponto – , uma vez que nela, ela realmente é um componente ativo, mais do que isso, na série é possível ver a "vida alterando Serena e Serena mudando o curso dos acontecimentos da vida", mas nos livros que li até agora não, neles ela quase vive a "margem da vida".

Gossip Girl é uma série simpática, com personagens bem cativantes, e, além disso, trás o elemento favorito de toda série jovem: o mistério sobre a Gossip Girl. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Jonathan Strange & Mr. Norrell – Susanna Clarke

O meu é o de capa branca, mas a nova edição ta lindona!
Livro que traz como temática principal o retorno da magia á Inglaterra no século 18/19, Jonathan Strange & Mr. Norrell é um livro divertido, com uma estória bem construída e inteligente.

Mr. Norrell é um mago pratico que tem como primeiro grande ato de sua saída do anonimato a dissolução da Sociedade de Magos de York, um bom começo, considerando que no livro todo ele passa a ideia de querer ser o único mago da Inglaterra, até encontrar Jonathan Strange, um rapaz com um talento natural para a pratica de magia. Até ai tudo, bem tudo lindo, só que o contato de Norrell com um ser mágico acaba desencadeando uma série de eventos que levam a tentativa de trazer John Uskglass de volta a Inglaterra, não é nem preciso dizer que durante o processo outro tanto de acidentes ocorrem. Eu pessoalmente achei muito interessante o modo como Susanna descreve o mundo dos seres mágicos, sempre presente, sempre coexistindo com o nosso mundo, a atmosfera de brilho e decadência também é muito envolvente fora o modo como a magia parece estar diretamente ligada a loucura – acabei me sentindo lendo uma mistura de Robert W. Chambers com Henry James e com algo um pouco mais histórico – ambos personagens são bem diferentes, e talvez eles reflitam muito a oposição entre o antigo – o tradicional Norrell – e o novo – o método empírico, alias totalmente experimental de Strange – esse antagonismo inclusive pode ser observado sempre nas ciências, o que reforça a ideia do tratamento dado a magia no livro: como um verdadeira ciência.

Como já dito é um livro muito divertido, eu demorei um pouco para ler, mas, foi devido ao seu peso – ele é muito pesado para levar pra faculdade >.< – é possível observar que Susanna fez uma pesquisa considerável para escrever esse livro, o que o torna bem mais interessante do que a maioria dos livros de magia – superficiais e pouco fundamentados.

sábado, 11 de abril de 2015

Você Sabe Que Me Ama – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 2)

Segundo livro da série que conquistou muita gente, Você Sabe Que Me Ama, trás mais do glorioso mundo dos jovens abastados do Upper East Side.

Blair, a antiga amiga de Serena passa por um momento delicado: o casamento de sua mãe com um cara que ela não simpatiza muito, e o “aumento” de seu núcleo familiar com a inclusão do mesmo e ainda com a de seu filho – Aaron –  e seu cachorro babão, mas esse é somente o inicio de seus “problemas”. Serena ainda excluida da antiga turma da Constance Billard, e mais excluída ainda da vida de Blair, continua suas experiências pelo mundo das artes, junto a Jenny e Vanessa, e ainda Dan, como seu admirador/amigo/psicopata-apaixonado. Nate, o namorado perfeito de Blair esta cada vez mais confuso, e menos disposto a seguir planos tão “restritivos” para seu futuro. Vanessa ama Dan, que ama Serena, eu poderia para por ai, pois basicamente é nesse ritmo que as coisas andam nessa parte do livro, um indo atrás do outro – a arte imita a vida.  Mesmo sendo “anormal” Jenny acaba sendo notada por “olhinhos” mais dignos do que os de Chuck Bass, personagem que praticamente não aparece nesse volume.

A vida é excitante e regada a grandes grifes no Uper East Side, e fica mais interessante ainda com gg – Gossip Girl – que não perde a oportunidade de alfinetar os personagens. É também importante o fato de agora todos estarem preocupados com seus futuros, é o ultimo ano, agora é a hora de procurar as instituições que iram receber a elite mais estilosa de NY, sera que todos conseguiram ingressar nos renomados cursos ministrados nas frandes Universidades?

Isso e um pouco mais pode ser conferido nesse volume. Cecily mais uma vez traz um estoria com personagens divertidos e com elementos novos, o resultado não é nada insatisfatório.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Batalha das Rainhas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. V)

Um pouco menos centralizado, justamente por tratar de um conflito entre duas rainhas, de duas coroas diferentes – Isabella de Angoulême rainha-mãe da Inglaterra, e Blanche de Castella rainha-mãe da França – A Batalha das Rainhas tornou o contexto histórico muito mais amplo e interessante, porém se tornou um pouco confuso, o livro foi intercalando capítulos entre fatos que ocorriam na França e na Inglaterra, mas às vezes dava a impressão de as “épocas” não se corresponderem muito bem.

É chegada a hora de apresentar as antagonistas desta batalha história: Isabella de Angoulême já foi uma personagem importante no livro anterior, O Príncipe das Trevas, viúva de João Sem Terra, Isabella permaneceu no país até um pouco depois da coroação de seu jovem filho, Henrique III, porém após ver que na Inglaterra não seria de tão grande importância quanto queria – pois logo Guilherme Marechal e Hubert de Burgh assumiram a frente do país, enquanto Henrique ainda não atingia idade e maturidade o suficientes para assumir o controle da Inglaterra – logo deu um jeito de voltar para perto de sua terra natal, Angoulême, com o pretexto de levar sua filha, Joana, para se casar com seu antigo amor, Hugo de Lusignan, nem precisamos dizer que nada costuma sair como o planejado quando se envolve Isabella. Do outro lado do embate esta Blanche de Castella, neta de Henrique II e Eleanor da Aquitânia – por isso houve a tentativa de tomar a Inglaterra no volume anterior: Blanche, casada com Luís VIII, príncipe da França, por ser neta do casal real também teria direito ao trono – foi escolhida em detrimento de sua irmã, por Eleonor da Aquitânia, para ser esposa do filho de Filipe Augusto, rei da França e amigo de Ricardo Coração de Leão; após um período tranquilo, Blanche se vê em uma situação parecida com a de Isabella, porém com uma vantagem: ela sim seria regente da França, e cuidaria para que seu filho, Luís IX assumisse quando fosse o tempo certo.

Parece extremamente confuso – e realmente é – mas cada um dos acontecimentos fazem com que além de serem inimigas naturais – a rainha da Inglaterra e a da França – Blanche e Isabella se tornem ferrenhas adversárias no jogo de poder. Isabella sempre a mulher de beleza excepcional não deixa barato o fato de ter que se curvar para Blanche, e Blanche como a rainha exemplar que desempenhou seu papel como uma verdadeira neta de Eleonor da Aquitânia não poderia deixar essa “insubordinação” barata.

Senti um pouco a confusão no “compasso” da estória, às vezes uma parte dela parecia estar muito a frente da outra, porém após tudo entrar em um ritmo mais tranquilo e períodos mais curtos, as peças se encaixaram melhor. O livro foi uma “guinada” na série em relação ao anterior, ele é muito mais dinâmico, e é realmente possível ver a importância dos acordos e casamentos no contexto geral da trama. Apesar de exigir um pouco mais de atenção, A Batalha das Rainhas , é um livro que assim como O Prelúdio de Sangue e O Crepúsculo da Águia, assume um ritmo acelerado, e tão intrigante quanto eles.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

As Delícias da Fofoca – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 1)

Mais uma série da mesma “linha” de Pretty Little Liars – PLL –, Gossip Girl gira em torno da “realeza” do Upper East Side.

Esse primeiro livro nos apresenta alguns personagens que serão os mocinhos e mocinhas mais estilosos que veremos em muito tempo – é claro que o bem e o mal, mais uma vez são relativos, o ponto principal é que são esse personagens que acompanharemos pelo restante da “saga” – e é claro, ainda nos traz o elemento onipresente e oniciente da trama, o ser mais fofoqueiro da ficção – ainda não conheci outro mais do que ela – a Gossip Girl – gg – , que é a “responsável” por um blog de fofocas de mesmo nome, que promete revelar todos os segredinhos podres dos nossos personagens favoritos – e também dos não tão favoritos.

Dentre os glamorosos personagens dessa estória estão Blair Waldorf e Serena van der Woodsen, as amigas que perderão o contato e que agora se parecem mais com arqui-inimigas; Nate Archibald o garoto perfeito; Chuck Bass o cara não tão perfeito; e Dan e Jenny Humphrey, ele um garoto sensível e meio fora do padrão, ela uma garota louca para entrar no circula de amizade mais badalado de NY.

É interessante como Cecily construiu um “casting” de personagens tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos. Existe o personagem onipresente – gg –, mas nada tão destrutivo e macabro quanto “A” de PLL – até agora –, existe tensão durante o livro, mas nada tão opressivo quanto o que encontramos em PLL.

Eu gostei bastante da leitura, foi bem rápida e tranquila, como vocês já perceberam, pra mim é uma série de livros bem parecida com PLL – só que com menos finais infelizes.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Emperor of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro III)


O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo.  E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A Ascensão do Império – Michael J. Sullivan (Revelações de Riyria, Vol. 2)

Continuação de Roubo de Espadas, esse livro traz o desenvolvimento e consequências do ocorrido no livro anterior, parece óbvio, mas acho que Sulivan sempre deixa meio em suspenso o que realmente vai acontecer – não creio no fim desse livro, muito brilhante!

Pois bem, Arista agora uma embaixadora nem tão talentosa – sem tirar o mérito dela, o ambiente do livro não é muito agradável a mulheres que tem algum poder – acaba desobedecendo a ordens de seu irmão, e vai ao encontro do líder dos nacionalistas para tentar uma aliança, e assim tentar salvar Melengar, e claro, ela não vai só, Hadrian Blackwater e Royce Melborn mais uma vez – supostamente a serviço de Melengar – a acompanham, no que seria seu ultimo trabalho – aposentadoria para esses dois será? – e como vocês já devem esperar, tudo isso apenas na primeira parte do livro – em geral ele se divide em duas estórias, o primeiro livro foi igual. Na segunda parte do livro as coisas se adiantam mais, e Arista acaba indo parar no coração do império, Hadriam e Royce recebem um novo convite para um trabalho.
Sem mais spoilers!

Apesar de ter gostado do livro inteiro, admito que o final da segunda parte me deixou com o coração na mão. O modo como Sullivan escreve simplesmente prende o leitor, e o modo como ele apresenta os personagens faz com que gostemos mais deles a cada volume.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

domingo, 30 de novembro de 2014

O Olho do Mundo – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 1)

Primeiro volume de uma das sagas mais famosas, importantes e longas – 14 livros, cada um mais grosso que o outro – O Olho do Mundo do já falecido Robert Jordan, trás uma grande estória, com uma boa base “mitológica” e personagens interessantes, divertidos e em muitos aspectos, misteriosos.

Rand, Perry e Mat são três jovens de Dois Rios, uma aldeia distante das agitações do reino de Andor, que nem imaginam no que vão se meter quando uma misteriosa Aes Sedai chega a sua vila. Pois bem, a minha intenção não é te encher de spoilers caro leitor – tragédias acontecem por causa de spoilers, por isso de agora em diante só liberarei detalhes de sagas e séries em volumes mais avançados e tals – mas o fato é que apesar de o ritmo da estória ser mais lento durante o inicio do livro – eu já tinha tentado ler O Olho do Mundo em outra ocasião, mas desisti antes da centésima pagina – ele é um livro e tanto. Para inicio de conversa a “mitologia” básica por traz da estrutura do mundo de WOT é simplesmente de deixar qualquer leitor sem fôlego – olha, eu conheço um pouco da mitologia por traz do mundo de Tolkien e acho que a de Jordan não fica devendo em profundidade e riqueza –, já nas primeiras paginas sentimos que será uma grande saga, e que ela cobrira assuntos dos mais diversos e interessantes, achei muito “caprichada” a simbologia adotada durante o livro e na mitologia, eu acho que os símbolos – como o da capa – condizem tanto com a filosofia do universo WOT tanto com o que eu já conheço de símbolos – achei que algumas coisas ele baseou em mitologia nórdica, e talvez na céltica – o que nos da um certa segurança de termos em mão um livro que foi feito com certa pesquisa e cuidado.

Caprichos e mitologias a parte, O Olho do Mundo é um livro que te prende em vários aspectos, os personagens são extremamente simpáticos e cativantes, é fácil nos colocarmos em seus lugares, até dos mais durões. E meu amigo que vilão é esse? Quero dizer que tive pesadelos com esse cara! Ele não faz o tipo “estou a toda hora”, mas sim “estou em todo o lugar”, é meio assustador lidar com um inimigo atemporal que você mal sabe quem é, muita Luz e sorte para todos que entrarem em seu caminho!

E que a Luz esteja com todos vocês durante a leitura!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

...


Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

sábado, 1 de novembro de 2014

Kama Sutra – Vatsyayana

Hááá!!!! Já sei! Chegou aqui achando que vou descrever várias posições sexuais (estranhas)!!! Ledo engano meu caro leitor! O tema menos abordado e menos importante do livro são as posições sexuais.
O livro fala sobre a arte do amor em todas as suas faces: conquista, como a mulher deve tratar o homem e as outras esposas deste, como o homem deve tratar as esposas, como as cortesãs devem agir para aumentar seus lucros e como conquistar a mulher dos outros (sim, ele diz como se deve agir para conquistar mulheres casadas! Com direito a situações onde SE DEVE fazer isso).
Admito que fiquei impressionada com a forma didática como o livro aborda temas considerados tabus para nós ocidentais de tradição cristã; eu realmente não esperava tamanha liberdade e naturalidade em tratar da aquisição do Kama, e sua importância.
O livro todo é muito interessante, mas o prefácio, a introdução e as duas primeiras partes foram as mais melhores, por apresentarem muita informação nova e dar um panorama histórico e social, mostrando um pouco do funcionamento da sociedade indiana. Destaque para as classificações dos tipos de homens e mulheres e suas relações! E para as recomendações de expor as marcas de mordidas e arranhões feitas pelo(a) amante e, claro, se vingar deixando marcas ainda maiores e mais fortes.
Talvez por conta da minha personalidade achei estranho, e meio ridículo, o incentivo a joguinhos amorosos e à rivalidade entre as mulheres, mas tudo isso de forma muito bem pensada, para manipular os homens. Em compensação achei o domínio das 64 artes, muito útil, uma vez que se domina estas artes você se torna totalmente independente (financeiramente) oque na época era de grande importância para as mulheres, uma vez que esperava-se delas serem submissas aos homens e depender destes.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Dia do Curinga – Jostein Gaarder


Primeiro livro que eu li do autor do famoso O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga me deixou no mínimo confusa durante paginas e mais paginas, mas me deixem explicar.

O livro gira em torno de um garoto e seu pai, que estão em viagem pela Europa atrás da mãe do tal garoto, coincidentemente mulher de seu pai – me superei nessa – ou será que não? Porque o livro conta também a estória de um menino que lê em um livro a estória contada por um veterano da segunda guerra mundial, que foi ajudado por um padeiro, que era filho de um senhor que tinha problemas com bebida, que foi ajudado por outro padeiro que tinha ouvido essa estória de um marinheiro que fora filho de um padeiro que era filho de outro marinheiro que sofreu um naufrágio e ficou perdido em uma ilha para lá de excêntrica. Entendem a minha confusão? Na verdade o livro conta a estória de uma família, e de encontros e desencontros que eram para acontecer, ele também conta a estória de uma pequena e de outra grande Paciência – é, o jogo de cartas – e de como alguns se veem nela e como eles veem ela...

O Dia do Curinga é um livro de questionamentos, é um livro que não conta só uma estória, ele conta todas as estórias, inclusive a história do leitor. É um desafio! Você leitor do blog, você pessoa dotada de vontade e energia para ler, eu te desafio a ler O Dia do Curinga e não olhar para si mesmo, para sua volta e falar “Notável”, ou qualquer coisa do gênero; porque no fundo, eu acho, o objetivo do livro é nos fazer olhar pra nós mesmos e constatarmos o quanto é incrível a nossa presença, a nossa existência em um mundo verdadeiramente diferente de todos os outros conhecidos por nós humanos, o quanto todas essas “coincidências” nos fazem sortudos só por estarmos aqui.


È difícil “verbalizar” o que eu entendi e o que eu achei do livro, só sei que foi uma leitura que valeu a pena, acho que pegar um livro que te faz questionar sobre si mesmo e sobre a sua existência de maneira mais simples do que, sei la, filósofos clássicos faria, é no mínimo uma boa atitude e no maximo vai te mostrar muitas coisas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Primavera Rebelde – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 2)


Segundo volume de uma saga que já me cativou no primeiro livro – A Queda dos Reinos – A Primavera Rebelde continua sua estória sobre queda e unificação de reinos, magia, amor e política.
Continuando a contar a estória de Cleo, Lucia, Magnus e Jonas, Morgan nos leva novamente aos 3 reinos que integram Mítica, agora unificada pelo Rei Sanguinário, Gaius, e pelos horrores do seu reinado: opressor e autoritário, o Rei Gaius não vê problema algum em escravizar, matar inocentes, e em manipular as pessoas, para atingir seu objetivo, ser o senhor de todo o mundo, no seu caminho nossos já conhecidos protagonistas e seus amigos.

Jonas agora um rebelde que luta contra o regime do Rei Gaius, encontra em seu amigo Brion e em seu grupo de rebeldes, algo próximo a uma família, grupo do qual a jovem Lys em breve será também membro importante. Cleo agora prisioneira em seu palácio se vê constantemente coagida e ameaçada por Gaius, e paralelamente ao terror ela vive algo como uma estória de amor – uma, duas? Quem vai contar! – com hum... alguns rapazes, e ainda com a constante luta para reaver sua coroa e seu trono. Lucia vivendo aprisionada no coma descobre coisas terríveis e maravilhosas – sobre pessoas diferentes e sobre si mesma. E nosso amado Magnus vivendo novamente em conflito interno, ele pode até parecer frio, mas tenho esperanças que até o fim dessa verdadeira saga, ele descubra a si mesmo e tenha tempo de mostrar a toda a Mítica como ele é diferente e melhor que seu pai.

O pano de fundo do segundo livro é a construção de uma estrada a mando do Rei Gaius, um item bem exótico para um conquistador, considerando que a sua construção é regada com o sangue de escravos paelsianos, por traz dela uma verdadeira conspiração mágica se desdobra, durante o livro existem varias tentativas de atrasar ou impedir a construção da estrada, que parecem nunca serem efetivas.
Devo dizer que Morgan novamente escreveu um livro cativante e muito divertido, ela nos envolve com seus personagens e com seus problemas e crises, e ainda nos surpreende com os rumos dos personagens, nas ultimas 50 paginas eu tomei meio que um susto!

Enfim, se você gostou do primeiro volume, pode investir, A Primavera Rebelde, assim com A Queda dos Reinos é um livro que vale a pena.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Crepúsculo da Águia – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. II)


Continuação de Prelúdio de Sangue, Crepúsculo da Águia trata, principalmente, da segunda fase da vida de Henrique e Eleanor, separados e em lados opostos; mais especificamente o livro tem foco no inicio da queda de Henrique e em todos os fatos que levaram a seu declínio, aliás, seus filhos – Henrique, Guilherme e Ricardo – são basicamente os responsáveis por muitos desses fatos – juntamente com Eleanor.

Vamos falar a verdade, desde que Eleanor descobriu Rosamund, e os bastardos de Henrique sua relação com o marido se deteriorou, a partir daí ela resolve se tornar uma mãe presente e amorosa, principalmente para Ricardo, aquele garoto bonito, que se tornara mais tarde um grande guerreiro/general, isso faz crescer certa “animosidade” entre ele e seu pai, que não diminuirá, e que será importante para o fim e a continuação do livro.

Henrique como sempre, mordendo os juncos e sendo um amante da companhia de belas jovens, não se contenta em ter Rosamund e logo seduz a jovem Alice, NOIVA do seu filho Ricardo – é gente, como assim? – e mais uma vez se mete em uma linda confusão para manter a amante, é notável o talento de Henrique em “embromar” pessoas, principalmente se esta pessoa for Luís VII da França – pai de Alice.

Perrengues familiares à parte, o livro começa a mostrar as dificuldades de Henrique em gerir um reino muito disperso, o livro se passa em vários lugares, e isso me deixou um pouco confusa com relação a período, em um momento Alice tinha 15 anos, logo em seguida já estava com 20, é necessária muita atenção para acompanhar as mudanças e calcular o tempo das viagens e permanências. Neste livro os filhos de Henrique se tornam homens, senhores de terras e políticos, em certos momentos uma parte dos problemas nas propriedades dele são ocasionados por seus filhos, o que acaba por minar a saúde do rei, e causar algumas tragédias familiares até o fim do livro.

Se sua torcida vai para Eleanor leia até a ultima pagina e acompanhe a queda e ascensão de grandes reis.