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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Não se apega, não! – Isabela Freitas

Quer ler algo para relaxar? Este é um ótimo livro para isso! Leitura rápida e fácil. E assim como o "Como ser mulher" este é um livro autobiográfico. Nele Isabela conta a descoberta de estar consigo mesma, uma vez que esta é a primeira vez que esta solteira.
Ela conta que sempre tentu estar com alguém e que estes sempre eram seus príncipes, os amores de sua vida, os homens perfeitos (mesmo que estivessem mais para sapos... rsrsrs). O ponto é que Isabela sempre tentou se moldar aos seus namorados ou moldá-los  a seu gosto, e nunca exergou que estava apegada a uma ideia de amor que não corresponde a realidade; sempre buscando o momento perfeito para todos os acontecimentos... primeiro beijo, casamento e filhos (imaginários, afinal o livro é sobre se desapegar de relacionamentos rsrsrs). 
Ao longo da narrativa isabela se descobre mais forte e capaz do que imaginava, se conhece e se descobre e redescobre, vê que estar solteira não é o fim do mundo e que é sim possível ser feliz sem um namorado. Aprende também que sempre fugiu da felicidade ao se relacionar sempre com os tipos errados (que não se encaixavam direito no que ela queria para si) por medo de ser feliz, vai que dá certo, o que se faz nesses casos? A gente nunca se prepara, realmente, para as coisas darem certo e com ela não é diferente. 
Ou seja, de tudo isso ela aprende e nos diz que se apegar a quem não quer estar conosco é uma ideia furada e que devemos estar abertos a oportunidades de conhecer pessoas, que podem se tornar muito próximas!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Tocaia Grande, A Face Obscura – Jorge Amado

Mais um livro nacional, do nosso querido Jorge Amado, Tocaia Grande foi uma indicação do meu Pai – da época em que ele lia mais.

Pois bem, mais uma vez Jorge Amado nos leva a sua adorada Bahia para nos apresentar o nascimento de uma cidade, Irisópolis, que no inicio não passava de um punhado de casas que ganhou o nome de Tocaia Grande. Com um nome assim, e vindo de um escritor como Jorge Amado, já podemos esperar muitos conflitos, paixões, e um punhado de gente com “sangue nos olhos”, e é exatamente isso que o livro nos apresenta. Natário da Fonseca, ex-jagunço, ganhou sua patente de Capitão e terras – para a produção daquilo que parece ser a grande paixão de Jorge Amado e deu seus personagens, o cacau – após serviços prestados ao Coronel Boaventura Andrade. Um fato interessante é que a cidade, e a vila nasceram em volta do local do serviço mais importante de Natário, na época do coronelismo a disputa de poder se dava muitas vezes na base da bala, e foi em uma disputa desse tipo, em uma tranca ou em uma tocaia que Natário teve a ideia de construir uma casa para sua família no local em que ele “tocaiava” os opositores do Coronel ao qual ele servia, e também foi ali que ele profetizou o nascimento de uma cidade.

Estória a parte, Tocaia Grande se parece um pouco com outro livro que li, do próprio Jorge Amado. Assim como Suor, esse livro mostra o desenvolvimento de um lugar, não apenas como localidade – no caso de Suor, o lugar era um cortiço – mas de novo como um organismo vivo, em que cada parte de Tocaia Grande desempenha um papel importante para sua manutenção, apesar de nesse livro Jorge Amado ter desenvolvido mais alguns personagens – Capitão Natário da Fonseca é inegavelmente o protagonista – do que em Suor, ele ainda traz como grande foco a “aldeia” Tocaia Grande. Na verdade, por Suor ter sido lançado 50 anos antes de Tocaia Grande, eu arriscaria dizer que neste livro ele desenvolveu uma ideia já “imaginada” por ele, que Tocaia Grande no fundo “é um” Suor amadurecido, e maior de idade.

O livro é bem interessante, não decepciona se comparado a outros livros de Jorge Amado, e traz uma estória forte e bem desenvolvida, possui uma gama de personagens imensa, eu chegava a me perder de vez em quando, com características bem peculiares. E claro, é sempre um prazer ler um livro de um escritor brasileiro, que se passa aqui, em nosso solo, sempre fico maravilhada com a quantidade de escritores de alta qualidade que o Brasil possui, e Jorge Amado se encaixa perfeitamente neste grupo.

terça-feira, 20 de maio de 2014

As três leis de Newton – Vitor Zenaide


A algum tempinho recebi este livro da parceria com a Editora Schoba, mas confesso que desde aquela época nem comecei nem terminei nenhum livro, a não ser esse, e bem recentemente, e hoje venho trazer a resenha dele.
Ele começa com varias histórias, que inicialmente parecem isoladas, e a divisão por capítulos é similar a um diário, então não tem como errar a ordem cronológica dos acontecimentos, é um livro relativamente curto, considerando a sua grossura – não é uma critica, só achei estranho, eu tinha calculado umas 400 paginas, ele tem 309, e eu raramente erro – eu gostei dos detalhes do inicio: a capa é muito bonita, a foto, do que eu acho ser, o Trinity College também, e  o trecho de um discurso do pós 21 de setembro de 2001, preparam para o que o livro  promete ser.
Deco e Guto são dois jornalistas de São Paulo, donos de seu próprio veiculo de comunicação – o Jornal da Capital – que por um golpe de sorte, ou azar, se veem investigando o sequestro do filho de um importante ministro, até ai tudo parece apenas um caso de violência urbana, até que Alejandra – do México –  os alerta sobre a estranha ligação que seu falecido noivo – ele se suicidou – parecia ter com o filho do ministro, a partir daí a estória ganha mais “liga” e outros personagens, e até um pano de fundo diferente: o terrorismo.
Bem, o que mais posso falar sem dar mais detalhes da estória, é que ela vale a pena, é um livro nacional, com uma temática menos usual – não se veem muitos romances policiais aqui, e eu o classificaria assim – com uma ótima qualidade, a leitura é fácil e ela não deixa muito a desejar se comparada outras leituras do mesmo gênero.
Sóóóó tenho mais duas coisas a dizer:

1° Achei o final meio abrupto, meio rápido, em um momento você esta no “pic” da investigação, e 10 paginas depois o livro acaba(?) :’(


2° Poxa, eu sempre “puxo a sardinha” pro meu lado – ou pro lado das exatas, uma vez  que é minha área  – eu fiquei na expectativa de um final mais ligado ao titulo do livro – tem ligação, mas  é menor da que eu esperava – por isso acho que ele é bem surpreendente, e foi muito mais pra mim...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Deixe a Inglaterra Tremer – Sávio Lopes

Deixe a Inglaterra Tremer é o livro de estreia de Sávio Lopes, jornalista formado pela UFV (Universidade Federal de Viçosa [acho que conheço pessoas de lá]), e que trouxe para as paginas de seu livro um relato de suas experiências como estudante de intercambio em Londres.
Calma pessoal, essas são as informações mais formais e técnicas, agora eu posso começar!
Sávio foi muito feliz e simpático ao narrar suas aventuras e experiências, o livro é de simples leitura e ainda é divertido. Diferentemente dos livros que trazem informações sobre outros países, este traz um conceito mais “vivo” do que pode ser visto, e também uma variedade diferente de lugares interessantes. Eu gostei muito dos trechos que falam mais da periferia de Londres e seus moradores ilustres – leia “moradora ilustre” que é igual à Florence Welch – e também das experiências em pubs e a visita á Oxford, o modo como foram apresentadas essas aventuras fez com que fosse mais fácil visualizar o que pra muitas pessoas é um sonho – quem não quer conhecer Oxford ou beber em pubs?
O relato é bem pessoal e até me fez entender melhor meus amigos que estão “espalhados pelo vento” em outros países. Eu só senti um pouco por que eu queria mais detalhes, não sei, acho que no fim ele podia ter falado mais sobre suas experiências, mas eu gostei bastante da leitura e acho que vale a pena pra qualquer pessoa que queira conhecer outro país e deseje uma leitura mais leve.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Parceria – Editora Schoba

Bom dia! Temos uma novidade muito legal para todos vocês, e é claro, para o blog.
A partir de hoje o EmBusca da mais um passo  em direção ao crescimento e ao aumento de variedade de títulos que trazemos para nossos leitores, e damos esse novo passo juntos a Editora Schoba.
A Schoba é uma editora de “autopublicação” (ela da à oportunidade de novos, ou antigos, escritores de se autopublicarem e se tornarem conhecidos), ela da um suporte muito bom para os iniciantes, e também oferece alguns benefícios interessantes, agora eles estão presenteando os escritores que publicam com eles com um Kindle (com o livro publicado).
Para conhecer melhor a Editora Schoba e o processo de publicação dos livros clique aqui.
Cada vez que olho o catalogo de livros publicados mais fico feliz, com a quantidade e variedade de títulos de escritores nacionais que estão tendo a oportunidade de mostrar seu trabalho.
Bem, o primeiro livro que vamos receber dessa nova parceria se chama “As três leis de Newton”, de Vitor Zenaide. A capa e a sinopse você confere logo abaixo.
Três pessoas em diferentes lugares do mundo são mortas misteriosamente; no Brasil, o filho de um importante ministro é sequestrado. Dois jornalistas de um pequeno periódico de São Paulo começam, então, a investigação deste intrigante caso e percebem,  aos poucos, que os bandidos não estão interessados no que, à primeira vista, parece ser, mas sim que todos estes crimes estão interligados e podem revelar  um importante segredo escondido a sete chaves, que poderá impactar grandes autoridades políticas ao redor do mundo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Garota que Tinha Medo – Breno Melo


Um livro desconhecido, de uma editora que eu quase nunca tinha ouvido falar – até o dia em que alguém, a quem devo agradecer, entrou em contato comigo misteriosamente pelo meu facebook –, A Garota que Tinha Medo, foi uma leitura muito agradável, e que superou minhas expectativas.
Eu tenho que admitir que quando comecei a leitura e a personagem principal passou a discorrer sobre varias coisas relacionadas à igreja católica e ao protestantismo, fiquei com medo de acabar abandonando a leitura, mas após a pagina 50 acabei me acalmando: o texto tem mais caráter informativo, e ler informações e manuais é uma coisa da qual eu estou meio acostumada. Deixe-me explicar: eu me sinto meio desconfortável lendo coisas de caráter muito religioso (principalmente cristãs), uma coisa é a obra ter algo cristão nas entre linhas (se não eu odiaria As Crônicas de Nárnia, e isso não ocorre), outra é ela tratar diretamente disso (por motivos pessoais e familiares eu sou meio relutante em “mexer” com isso, mas isso é puramente pessoal – e traumático).
No inicio do livro Marina é uma vestibulanda que enfrenta situações parecidas com as de qualquer outro vestibulando – pressão da família, amigos, etc – e que no momento de transição para a faculdade descobre que tem algo errado com ela, acho que a parte angustiante é que em boa parte do livro é um mistério para ela qual é seu mal, mas depois de passar por ataques em que Marina acha que vai enfartar, e que são minuciosamente descritos por ela – esqueci-me de dizer que o livro é em primeira pessoa, e só pra lembrar, ela é fictícia, e a estória também – e de se interessar mais por o que esta acontecendo com ela – se metade das coisas que ela descreveu acontecessem comigo eu não ia sair do PS – ela descobre que sofre de síndrome do pânico.  A partir da descoberta da síndrome do pânico, Marina escreve sobre como foi o período de seu tratamento, suas duvidas em relação a Deus e a sua fé, e como ela superou tudo isso.
Marina é muito simpática – e maluquinha, no sentido não pejorativo da palavra – e os demais personagens também o são, é legal ver um “livro escrito para pessoas, por uma pessoa, e que contém pessoas” – os personagens parecem pessoas, sabe? Não é nada incrível, e fora da realidade – e a leitura é simples e até divertida em alguns pontos, e na realidade, é bem interessante, a síndrome do pânico pela ótica de uma “panicosa” é diferente, acho que essa é uma leitura que te faz repensar o modo como você olha para pessoas com esse distúrbio, e com outros semelhantes.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Edições Ideal

    Quem ouve a 89 FM -  a Rádio Rock, provavelmente, já conhece a Edições Ideal, pois já rolaram algumas parcerias entre eles. A editora é focada na temática musical (até o momento rock). Passando por temas como cinema e política!! Nem preciso dizer que para quem gosta de biografias de bandas, histórias embaladas por músicas e que curte ler sobre música vai, no mínimo, passear por alguns títulos da editora. 
    Fiquei feliz com a ideia de apoio a autores nacionais e com a qualidade das edições nacionais e das traduções. 
    Além de ter me empolgado com "Rock para pequenos" e "cinema para pequenos"para pequenos (devo confessar que quero os dois rsrsrsrs) e tem também o Mondo Massari ( o Reverendo do rock - tempos de MTV rsrsrs), Detonator - A bíblia do Heavy Metal (Olha a MTV de novo rsrsrs), Bela Baderna- Ferramentas para Revolução, biografias e outros títulos beeem interessantes e DVDs!! 

    Bom se quer saber um pouco mais sobre a Edições Ideal, seguem os links das redes sociais da editora. 

Facebook: edicoesideal
Twitter: @edicoesideal

sábado, 30 de novembro de 2013

Caixa de correio #2 – Novembro de 2013



Depois de esquecer de publicar sobre os livros que eu recebo, quer dizer, publico sempre sobre os que eu recebo de parceria, mas tem muita coisa que eu compro/troco/ganho que não é resenhado, estou novamente tentando retomar esse habito (?).
Livros que eu recebi esse mês (pelo menos na ultima semana), por ordem de chegada:

A Garota que Tinha Medo de Breno Melo – esse eu recebi pela Editora Schoba, que muito gentilmente disponibilizou esse exemplar para o blog, é de um escritor nacional, por isso estou bem curiosa e animada para começar a leitura.

Vetores e Geometria Analítica do Paulo Winterle – todos sabem que as pessoas que escrevem para o blog (tanto eu quanto a Suzane e o Otávio), já estão fazendo seu curso superior, ou estão prestes a entrar no maravilhoso mundo dos nabos, que é a faculdade (o Igor e a Steffany), e também sabem o quanto são caros os livros e materiais ligados aos cursos aqui no Brasil. Por isso fiquei muito feliz quando consegui esse livro pelo Skoob, em geral ele custa R$100,00 em lojas e R$60,00 de segunda mão, ele é usado como livro texto da matéria de “Geometria Analítica e Vetores”.

O Trono do Sol, A Magia da Alvorada (O Ciclo Nessântico - Livro I) de S. L. Farrell – esse livro foi indicação do Igor (aqui do EmBusca...), que disse que O Ciclo Nessântico era muito elogiado por quem gosta  da parte política de  livros como os da ASOIAF. Eu o consegui pelo Skoob também, e pra mim foi uma ótima troca.

Os Últimos Dias de Krypton de Kevin J. Anderson – não tenho uma ideia muito clara de onde eu tirei que queria muito esse livro, só sei que queria, eu gosto muito desse universo das HQ’s e sempre imaginei que devia ter uma estória muito legal – eu ia por uma palavrão aqui, e vocês sabe qual era – antes do Superman, e sempre achei meio triste ninguém se dispor a contar ela, e então encontrei esse livro e  tudo pareceu ficar mais lindo, foi amor a primeira vista! Ele também chegou de troca pelo Skoob.


sábado, 23 de novembro de 2013

Um Passarinho me Contou #1


Recebemos muitas noticias sobre lançamentos de livros, filmes, e outras coisas, como a maioria são noticias curtas ou apenas avisos do que esta por vir, eu acabo optando por não divulgar, mas a partir de hoje – e dessa postagem – vou tentar falar um pouco mais sobre essas novidades, e dar a minha opinião – nem sempre né? Às vezes eu nem formei opinião ainda – sobre elas.


Um lançamento é sempre legal, mas é mais legal ainda quando é de um novo autor, e é isso que “Deixe a InglaterraTremer” é. Eu me interessei por esse livro, principalmente, por dois motivos:
1° Conta as experiências de um jovem brasileiro em Londres, ou seja, na capital da Inglaterra, e eu AMO a terra da Rainha Elizabeth, toda a história e cultura desenvolvida lá realmente me fascinam, seus personagens, inventores, nobres, personalidades, arquitetura, e até o sistema político e sua evolução me atraem.
2° Letras de Rock alternativo no inicio dos capítulos é bom, mas falar que tem um que tem Florence + The Machine é covardia, deve ser uma das artistas atuais que eu mais gosto e mais ouço, eu piro nas musica da Florence, espero realmente que o capitulo seja incrível, como deve ser o trecho da musica escolhido (e isso é um ultimato)!
Sinopse
Embalado pelo ritmo frenético das letras das canções de rock alternativo que antecipam cada passagem do livro, “Deixe a Inglaterra Tremer” é o retrato de como Londres se tornou um polo multicultural nos últimos anos.
Nosso narrador constrói e desconstrói diversos estereótipos culturais ao longo dos quatro meses em que esteve lá. Demonstra o processo de adaptação do jovem amargo que era quando chegou à cidade, nos levando à experiência do amadurecimento pessoal que somente a vida numa cidade repleta de possibilidades pode proporcionar. O contato com estrangeiros de todas as partes do mundo, o intercâmbio cultural – nem sempre amigável e bem-sucedido –, as amizades nascidas do sentimento em comum de se estar “sozinho no meio da multidão”, as reflexões acerca da própria vida diante de realidades tão diferentes à primeira vista. Tudo isso transforma o livro numa explosão quase tão multifacetada quanto a própria vida na antiga Londres do novo século.


Essa novidade é mais “fofinha” e voltada para as pessoas que curtem a literatura nonsense de Lewis Carroll, e também tem a ver com a nossa ultima promoção, afinal é mais uma aventura de Alice, ou melhor, um sonho de Alice.
Sinopse
"ERA UMA VEZ, uma garotinha chamada Alice: e ela teve um sonho muito curioso. Você gostaria de saber o que ela sonhou?" The Nursery “Alice” é uma adaptação de Alice que o próprio Lewis Carroll escreveu para crianças “de nenhum a cinco anos”, como ele mesmo descreve. Publicado pela primeira vez em 1890 com ilustrações coloridas de Sir John Tenniel.

DarkSide estreia na 7° arte


A DarkSide Books, nossa amada parceira, esta prestes a lançar o filme – que parece exxxxtremamente assustador – Somos o que Somos. Dirigido por Jim Mickle, esta com estreia marcada para dia 29 de novembro – ainda este ano!  – no Rio de Janeiro e em São Paulo, e nas semanas  posteriores em outras capitais.

Sinopse
Somos o que Somos (We Are What We Are, EUA, 2013)
Direção: Jim Mickle.
Elenco: Ambyr Childers, Julia Garner, Bill Sage, Michael Parks, Kelly McGillis.
Duração: 100 min.
Classificação: verifique a classificação indicativa.

Em sua pequena cidade, os Parker são conhecidos por sua discrição e reclusão. Dentro de casa, o pai Frank cria a família com extrema severidade. Depois da morte brutal e inesperada da mãe, as irmãs adolescentes Iris e Rose precisam cuidar do irmão mais novo, Rory. Logo, porém, elas vão carregar um peso ainda maior, conforme se deparam com novas responsabilidades. Sob o comando do pai, precisam levar adiante e a todo custo uma tradição ancestral.


sábado, 13 de julho de 2013

Grande Sertão: Veredas – João Guimarães Rosa


Clássico da literatura nacional, “Grande Sertão: Veredas” é um livro que surpreende, ora por seus questionamentos, verdadeiramente filosóficos, ora por ser uma aventura que chega a tocar a fantasia.
Literatura brasileira ainda é um “bicho estranho” para a maioria das pessoas, principalmente a clássica, ao invés de tentarmos descobrir os grandes livros do nosso país, ficamos presos a conceitos e listas internacionais. “Grande Sertão: Veredas” não é um livro de leitura muito fácil: é difícil “pegar” ele, mas quando pegamos o ritmo, é possível se maravilhar com uma estória cheia de significados, grandes vilões e heróis, que tinha tudo para acontecer em terras de além-mar ou em lugares fantásticos, mas que foi desenvolvida e pensada aqui, em puro solo brasileiro. Nela temos Riobaldo, jagunço valente, bom de tiro, que se encontra com o amor e com o ódio em uma perseguição por vingança. O livro podia ser só isso, mas é muito mais, a cultura, e os costumes do povo, são mostrados e revirados, os pensamentos e medos de Riobaldo são explicados, “reexplicados”, esmiuçados, suas duvidas se tornam nossas duvidas. O livro é todo contado por Riobaldo, que teria uma pergunta a fazer no final dela para o seu ouvinte, a pergunta não é feita, mas ao recontar a história muito é descoberto, e acho que não restam duvidas em torno de qualquer questão.

Tenham paciência no começo e o fim os recompensará, o livro esta repleto de personagens “exóticos” e estórias bem interessantes.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Tudo que é sólido pode derreter

Estranhou o título do post? Provavelmente sim.

    Vou falar um pouco sobre "Tudo que é sólido pode derreter" série da TV Cultura, exibida em 2009 com 13 episódios, baseado num curta metragem de mesmo título. Atualmente ela é (re)exibida pela Sony Spin (sexta as 21:30h) e pela TV Rá Tim Bum (Sábado e Domingo as 23:30h)

Tudo que é sólido pode derreter


    Curta metragem
    Série

Mas porque estou falando de uma série num blog sobre livros???

    Porque a série serve como forma de apresentação de alguns livros importantes da literatura, além de ser uma boa forma de mostrar como ela não é chata e atrair novos leitores. =D

    A série é juvenil e tenta explorar o universo adolescente, a partir do cotidiano de Thereza, que enquanto estuda literatura de língua (quem nuca passou raiva ou dormiu na aulas de literatura, mas também se apaixonou por diversos livros e conheceu outros tantos?) portuguesa, vai descobrindo e se envolvendo com as histórias.

    Viajando por entre o O Auto da Barca do Inferno, Os Sermões, Os Lusíadas, Canção do Exílio, Senhora, Macário, Dom Casmurro, Ismália, Quadrilha, Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, Quem Casa Quer Casa, O Guardador de Rebanhos e Macunaíma, a série traça paralelos entre livro e a vida de Thereza, misturando humor e drama enquanto aborda a transição para a vida adulta.
Durante os episódios somos guiados pela própria Thereza que faz uma mistura entre seu cotidiano e o livro estudado, através do seu mundo e de seus sentimentos. Sempre acompanhada de seus amigos Marcos, Letícia e João Felipe, sua rival, Dalila, seus pais, Marta e Décio, e pela lembrança de seu falecido tio, Augusto, com quem ela tinha uma ligação muito forte e conversas inspiradoras.

PS: Tudo O Que É Sólido Pode Derreter, o filme, mostra como Hamlet pode dialogar com o público jovem da atualidade, traçando paralelos entre livro e vida e construindo uma crônica juvenil delicada e divertida, que mescla humor e drama para abordar o tema da transição para a idade adulta.





quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Moreninha – Joaquim Manuel de Macedo

Essa é a capa da edição que eu li.
Mais um romance nacional, “A Moreninha” é um livro que tem todos os componentes que não me agradam, mas acabou sendo uma leitura bem agradável e até “fofa” – essa é a palavra ideal – aliás, se vocês pegarem esse livro da mesma editora que eu, “pulem” as paginas explicativas – “Carolina: a cor morena do Romantismo” – elas me atrapalharam nesse e em outro romance que eu li, a estória já é previsível, e essas paginas ainda contam o final! Péssima ideia FTD, passem elas para o final das suas futuras publicações!
Quatro estudantes de medicina resolvem passar o feriado na ilha da avó de um deles, e resolvem bater uma aposta: se Leopoldo, o inconstante, se apaixonassem por alguém por mais de quinze dias, ele teria que escrever um romance sobre esse amor. Durante o livro acontecem vários “cortejos” – é esse o termo? – e namoricos, as moças pregam peças nos rapazes, mais especificamente em Leopoldo, e é claro que ele se vinga, durante o romance também é explicada a postura de Leopoldo – eu achei uma explicação bem pobre – para com o amor. Ainda existe o detalhe mítico da estória: a fonte de águas encantadas e a lenda sobre ela, e como essa lenda teve influencia sobre o final desse romance.
É um livro com uma estória de amor bem previsível, ele é bem similar a vários outros romances clássicos – quer dizer: outros que eu li, do mesmo tamanho, de escritores brasileiros, que escreveram em um determinado período – ele tem alguns trechos engraçados, e o otimismo do autor é fora de série. Esse é um livro extremamente leve, e acho que isso é uma coisa que não me agradou muito, falta a seriedade e os defeitos de um Brasil que conhecemos, é quase um conto de fadas ambientado em um Rio de Janeiro perfeito.


Imagem que "define" esse romance

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Ano em que Fizemos Greve de Amor – Isabel Vieira


Uma verdadeira surpresa que ia ser injustiçada por mim – é, eu ia trocar antes de ler – “O Ano em que Fizemos Greve de Amor” é um livro curto, simples e engraçado, que aborda o tema queridinho de escritores de todos os lugares e de todos os tempos: o amor.
A partir de um surto de “fins de namoro” três amigas criam uma “aliança”, uma garota sozinha já faz estrago, mas três juntas são capazes de mobilizar um colégio todo – ou pelo menos boa parte das alunas dele – e dar um verdadeiro “iceberg” nos garotos. Mas antes de chegarmos a esse ponto, é preciso explicar os motivos de maneira mais clara: Ceres, Cora e June – nossas três principais personagens – após serem “chutadas” por seus respectivos namorados começam a verificar – eu sei que é uma palavra bem “seca” para tratar de amor, mas é valida – que os garotos em geral são muito parecidos: inconstantes, pouco comunicativos, insensíveis etc; a partir daí as coisas cressem quando elas conseguem apoio de um verdadeiro exercito de garotas, e vêem a possibilidade de executar um plano maior e mais bem elaborado, “A Greve”. 
Alem da greve, que é uma parte bem importante do livro, Isabel Vieira também nos fala sobre os sentimentos e medos de ambos os sexos, mesmo sendo um livro bem fofo e simples ele nos proporciona à oportunidade de nos questionarmos mais a fundo sobre os sentimentos em si, e como cada pessoa expressa eles.
Eu indico esse livro, é leve, e tem uma linguagem bem simples e acessível, ideal para uma tarde de domingo, ou para se ler em qualquer dia – em uma só tacada.

domingo, 14 de abril de 2013

A Pata da Gazela – José de Alencar



Uma vez iniciado e abandonado, “A Pata da Gazela” foi uma leitura muito mais agradável e divertida – não a ponto de eu rir de verdade, mas de fazer aquela cara de quem gosta de ver as coisas indo bem para o seu time – do que da primeira vez que eu tentei o ler.
A edição que eu possuo, e li vêm com aquela “explicaçãozinha” que às vezes ajuda e outras atrapalha a leitura, nesse caso, até que ajudou. “A Pata da Gazela” é como se fosse uma versão abrasileirada – lembrando que é referente ao século XIX – do conto da Cinderela – Irmãos Grimm – e da fabula “O Leão Amoroso” – La Fontaine. Ele conta a história de Horácio que se vê apaixonado pela dona de um sapatinho perdido, durante a história ele acha e perde a moça ou o pé da moça algumas vezes – é essa, não é essa, me caso, não me caso, etc. – em paralelo corre a história de Leopoldo e Amélia e do amor que acaba nascendo, e posteriormente crescendo a partir de um mal entendido, o desenrolar da história é divertido porque o “maravilhoso” Horácio – Um “Leão da Rua do Ouvidor”, o partidão da história – não consegue o que tanto queria e acaba perdendo a moça – e logicamente os pés dela também – para uma pessoa no mínimo mais sincera. Alias, Amélia acaba sendo uma mocinha muito mais esperta do que imaginamos que seria, no começo da leitura.
Leiam, é um bom começo, agora que eu li “A Pata da Gazela” eu não me sinto mais tão intimidada com o nome “José de Alencar”.

sábado, 2 de março de 2013

Anarquistas, Graças a Deus – Zélia Gattai


Um livro fabuloso, “Anarquistas, Graças a Deus” é um verdadeiro banquete pra quem mora ou gosta da cidade de São Paulo, nele é possível visualizar a formação de pontos importantes da cidade e seu crescimento, como por exemplo, a famosa Av. Paulista e suas ruas adjacentes. E é claro, fala dos primeiros boatos de um moço bonito chamado Jorge Amado que começava a fazer “barulho” pelo Brasil.
Filha de imigrantes italianos e moradora de uma das maiores cidades do Brasil, quando ela ainda estava sendo construída, Zélia consegue fazer um relato divertido e pessoal sobre os anos de sua juventude, e nos leva a fazer um “Tour” pelo tempo e espaço, nos fazendo imaginar uma época em que as edificações próximas a Paulista, eram quase todas casas, e em que o Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália – só pra constar, eu não sou palmeirense – esse toque de informalidade por vezes nos faz sentir como se a nossa Vó estivesse contando alguma história sua, fator que faz com que a leitura seja muito mais leve e divertida do que ler, por exemplo, um almanaque da história de São Paulo.
Vale a pena conferir esse que é um ótimo livro brasileiro, e que consegue realmente acrescentar alguma coisa na nossa mente, sem ser chato ou cair na mesmice.

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