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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Clímax – Chuck Palahniuk


Mais um volume do aclamado autor de Clube da Luta, Clímax é um livro com uma estória interessante com elementos totalmente inusitados, que tinha tudo para ser tão bom quanto O Clube da Luta, mas que no final deixa a desejar.  

Penny Harrigan, é uma advogada feminista que vive uma vida e realidade relativamente compatíveis com a normalidade: Tentando conquistar seu espaço em uma grande firma de advogados de Manhattan, estudando para a prova da ordem, com uma vida amorosa e sexual pacata; porém as coisas mudam quando o bilionário e famoso C. Linus Maxwell – Clímax –  cruza seu caminho, levando-a por uma jornada de experimentações e realização sexual. Tudo certo, tudo ótimo, a não ser o distanciamento de Clímax e o fato de as seções eróticas mais parecerem com testes , a partir dai a estória só fica mais estranha e mirabolante.  

Os elementos que compõe a estória em si são muito criativos, porém tudo saiu meio atropelado, as vezes parece que simplesmente os personagens não seguem uma linha logica de ações – como se em um dias eles entrassem em medicina em uma faculdade publica e no outro eles simplesmente largassem tudo para dar aula de dança em Porto Rico – o que prejudica o final, teve uma hora que eu tive que voltar a leitura para entender o "por que mesmo?" fulano estava fazendo isso e do nada decidiu fazer aquilo outro.  

Em questão de criatividade nota 10, mas Palahniuk simplesmente não gastou umas paginas a mais fechando as pontas do enredo, e no final eu fiquei com aquela sensação de ter lido o livro mas de não ter sido absorvida pela estória. Clímax é um personagem absurdamente incoerente, a ponto de seus motivos e historia não fazerem muito sentido, o que é absolutamente frustrante na leitura. 

domingo, 27 de dezembro de 2015

Game of Thrones, Por Dentro da Série da HBO – Bryan Cogman

Repleto de detalhes sobre a ambiciosa produção da HBO, talvez esse livro nos ajude a entender finalmente por que algumas coisas foram alteradas na adaptação televisiva – só algumas – se comparada a obra original de George R.R. Martin. 

Contando com uma tonelada de entrevistas de produtores, diretores, atores e até do próprio tio Martin, esse livro nos traz uma estória diferente das sagas que conhecemos: como esse projeto começou e como ele é encarado por diversas pessoas, o trabalho envolvido em reproduzir e as vezes até criar do zero algo que só existia na imaginação de alguém, e como gradativamente os envolvidos nesse trabalho foram se apaixonando aos poucos pelas Crônicas de Gelo e Fogo. 

O livro é cheio de imagens e das artes iniciais dos cenários, e é muito interessante ter uma noção do trabalho envolvido na criação, de por exemplo, figurinos e até de idiomas. É um pouco diferente dos livros que eu estava acostumada, mas foi bem interessante conhecer mais sobre uma produção tão famosa e de qual um dia eu fui grande fã – não acompanho mais.

sábado, 31 de outubro de 2015

A Arvore do Halloween – Ray Bradbury

De um dos mestres da ficção Ray Bradbury, A Arvore do Halloween é um relato interessante, inteligente e delicado de uma noite e tanto de um grupo de amigos.

Pipkin é um adorado colega e amigo de um grupo de nove amigos: garotos de uma pequena cidade norte-americana; que acaba sendo sequestrado magicamente na data mais esperada e assustadora do ano, o Halloween, é claro que seus amigos não poderiam abandona-lo, e para resgatar o bom Pipkin, eles contam com a ajuda do misterioso senhor Montarlha. Apesar de ser uma estória curta e de “roteiro” simples, A Arvore do Halloween na verdade é um livro com uma boa dose de pesquisa, profundidade e história, Bradbury não só nos mostra a saga em procurar Pipkin por uma série de datas e lugares ligados ao Halloween, mas também nos mostra como a cultura de hoje veio se adaptando a partir de comemorações muito antigas, e nos faz refletir sobre a “extinção” de costumes e crenças, será mesmo que as comemorações de hoje são tão isentas das culturas que elas substituíram? Na verdade eu acho que o ponto alto do livro são exatamente as histórias que estão por trás do Halloween moderno e como com o passar to tempo uma cultura foi “substituindo” a outras, outra reflexão importante que o livro faz sobre o Haloween de hoje, é como ele se transformou – pelo menos nos Estados Unidos e outros países do hemisfério norte, principalmente – uma data de comemoração, deixando de ser tão assustadora ou triste como no Samhain.

Esse livro é bem curtinho, mas muito bom, eu adorei a estória, e achei o modo como foi contada muito simpático, inclusive ele pode ser lido tanto por jovens e crianças até adultos, acho difícil alguém não se sentir preso e interessado por uma das datas mais especiais e famosas do mundo.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Incrível – Sara Benincasa

Mais umas das apostas da Editora Única, Incrível de Sara Benincasa vai agradar e muito fãs de outras séries já conhecidas e resenhadas por aqui, como Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Naomi é uma garota comum, com pais separados, que vive em Chicago – com o pai, um professor de educação física do colégio em que ela estuda – e passa seus dias de férias de verão em East Hampton com sua mamãe abastada – dona de um império de bolinhos e gostosuras –, apesar de passar seus dias de férias no lugar que tem mais riquinhos por metro quadrado, ela não consegue se enturmar muito, até Jacinta Trimalchio entrar em sua vida. Mas vamos lá, o livro tem como umas de suas principais premissas ser baseado na obra O Grande Gatsby de Francis Scott Fitzgerald, e na verdade Incrível é EXATAMENTE esse tal livro do Fitzgerald, e por inteiro, eu sou uma leitora antiga e meio babona por Fitzgerald então eu já li alguns de seus livros e entre eles está O Grande Gatsby, e o que Benincasa fez foi colocar uma roupagem um pouco mais atual, alguns  personagens extras – personagens basicamente complementares à narradora da estória, que é Naomi – e desenvolver a estória com algumas coisinhas paralelas, então se você já leu o livro de Fitzgerald você já sabe tudo que vai acontecer, senão talvez Incrível seja a oportunidade de se entrar em contato com uma obra tão expressiva indiretamente e se interessar pelo original – vamos combinar que um livro que foi indicado como uns dos 100 melhores de todos os tempos pela Newsweek tem muito mais do que uma estorinha de amor.

Apesar desse detalhe sobre a estória ser bem, muito, incrivelmente baseada no Grande Gatsby, é um livro divertido e bem teen, acho que adeptos da literatura YA vão dar uma piradinha nele, como eu já disse ele segue o mesmo estilo de Gossip Girl e Pretty Little Liars. Só espero que em um futuro próximo Benincasa nos mostre uma estória sua, totalmente sua.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Jackaby – William Ritter (Jackaby – Livro I)

Após fugir de sua família, que a considerava um bibelô delicado com a única finalidade de ser casado, e de ainda passar uma boa – não tão boa – temporada de caça a ossos de dinossauros, Abigail Rook desembarca no Novo Mundo – na cidade fictícia de New Fiddleham – a procura de uma nova vida e de aventuras de verdade, e ela consegue tudo isso e muito mais ao cruzar o caminho do excêntrico Jackaby.

Eu admito que apesar de ter resolvido o mistério do livro, acho que nas 70 primeiras paginas, foi uma leitura bem divertida, é como eu sempre penso “mesmo que você saiba qual o final da estória, o principal é o caminho que levou até ele”, e nesse caso, o caminho é repleto de seres mágicos e personagens engraçados e peculiares – nunca tinha me deparado com um Douglas –, é engraçado como a ficção nos leva a pensarmos sobre os próprios aspectos da vida, e mesmo sendo o primeiro livro de William Ritter ele te faz ter esses lampejos de reflexão durante a leitura, como muitos escritores bons – outros excelentes – costumam fazer. A estória é bem construída, e tem elementos interessantes, não sei se algumas “coisas” foram criadas ou pesquisadas, mas tudo parece bem coerente – considerando-se a presença de magia, gnomos e do sobrenatural.

Abigail – uma moça do século 19 querendo viver segundo suas regras e aos seus desejos, claro que não poderia ser mais simpática – e Jackaby – é aquela formula antiga de pessoa esquisita, inteligente, engraçada, incompreendida e meio desapegada de preconceitos da época – são muito divertidos e carismáticos, alguns outros personagens também merecem atenção, apesar de terem um pouco menos de destaque, como Charlie e Hatun, que deixam suas “assinaturas” na estória.

O livro todo se passa como um diário de Abigail, talvez por isso eu tenha achado o “modus operandi” de escrita de Ritter um pouco diferente, mas tirando essa minha “estranheza” inicial a leitura foi ótima.

domingo, 21 de junho de 2015

Eu Quero Tudo! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 3)

Ainda acompanhando os altos e baixos de uma turma bem seleta do Uper East Side,  Eu Quero Tudo! É o terceiro volume dos livros que deram origem a famosa série de mesmo nome Gossip Girl.
Após a fase difícil que Blair passou – o casamento de sua mãe a mudança na configuração de sua família – é claro que ela precisaria de uma boa amiga, para esquecer de todos os problemas, e em grande estilo. No final do volume anterior, a amizade de Blair e Serena já dava indícios de ser retomada, no presente volume ela é concretizada

Com o fim das provas todos querem suas merecidas férias de fim de ano, Blair e Serena – e Aaron e Tyler, e a mãe de Blair e o papai adotivo dela e mais algumas figuras – vão passar uma ensolarada temporada em St. Barts, Nate, Jenny, Dan e Vanessa permanecem na fria e glamorosa NY. Mais uma vez acompanhamos os acontecimentos amorosos, sociais, e fashions desses personagens, e como sempre questionamos as escolhas deles: Será que Nate e Jenny realmente vão “funcionar”? Será que Dan e Vanessa combinaram perfeitamente para sempre? Será que Blair vai achar o protagonista da sua vida? E Serena? O que dizer dela?

No terceiro livro cheguei a uma ideia um tanto estranha sobre Serena: ela foi, durante os dois primeiros volumes – e em boa parte do terceiro – praticante perfeita, um ideal de beleza e de charme, quase intangível, por isso durante a leitura dessa série senti como se ela estivesse a margem da vida em Gossip Girl, a estória inclui ela, mas será que realmente é contada uma estória sobre Serena? É engraçado chegar a pensar nisso, às vezes acho que ela é uma personagem principal, às vezes uma personagem secundária, às vezes uma peça de mobília e outras um fantasma ou talvez um anjo ou ainda um sonho. Também é importante lembrar que comparativamente, Serena foi uma personagem que foi alterada, e muito, na série – pelo menos nesse ponto – , uma vez que nela, ela realmente é um componente ativo, mais do que isso, na série é possível ver a "vida alterando Serena e Serena mudando o curso dos acontecimentos da vida", mas nos livros que li até agora não, neles ela quase vive a "margem da vida".

Gossip Girl é uma série simpática, com personagens bem cativantes, e, além disso, trás o elemento favorito de toda série jovem: o mistério sobre a Gossip Girl. 

domingo, 19 de abril de 2015

Clube da Luta – Chuck Palahniuk

O primeiro sucesso de Chuck Palahniuk – o primeiro de muitos, o cara é uma maquina, já recebi muitas indicações de vários livros dele – Clube da Luta é um livro que além de contar um estória, te trás para o universo dele, e, por que não, também deixa um pouco – muito no meu caso – de sua atmosfera no leitor.

O livro basicamente é um diário, o narrador segue a estória de Tyler Durden, um amigo, e juntos eles fundam o Clube da Luta – todo mundo já imagina o que é – e como a partir da criação dele surgiu toda uma filosofia e um movimento “anarquista”. Parece uma coisa simples – e parece que eu não sei como escrever um resenha de um livro tão incrível como esse ­– mas é importante frisar que mais do que uma estória repleta de mini-manuais de como explodir as coisas, e meios de ameaças muito legais, Clube da Luta te leva por uma passeio bem louco sobre o estilo de vida de hoje, é incrível como somos presos pelo livro, e pelos pensamentos do narrador, até o modo como ele escreve nos leva a pensar melhor – a cada quebra de parágrafo, parecia que eu tinha mais tempo pra absorver o que 3 palavrinhas queriam dizer, absorver informação é algo esperado quando se lê, mas ter em mãos um livro que considera o quanto da informação é absorvido é bem diferente – e por causa disso “vivenciamos” melhor a estória.

É incrível o nível em que me envolvi com a estória, o livro fala muito sobre a insônia do narrador, e como ela caba distorcendo o jeito com que ele vê o mundo, nos dias em que eu estava lendo, eu cheguei ao cumulo de ter insônia, e depois de um tempo no melhor estilo “stand by”, eu até concordei que minha vida durante esse dias parecia a “copia da copia da copia”.

Palahniuk construiu uma estória séria e filosófica, e encheu ela do mais puro humor negro, com pitadas de loucura e métodos de construção de explosivos, o resultado é um livro impecável, com trechos que falam sobre todos os tipos de assuntos, dentre os que eu mais gostei, separei esse (só lembrando que o trecho e o livro possuem trechos com “palavões”):

“Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo. Tenho que lavar e amassar minhas latas de sopa. E dar conta de cada gota de óleo de motor usado.
E tenho que pagar a conta do lixo nuclear, tanques de combustível enterrados e terra cheia de lixo tóxico jogado lá uma geração antes de eu nascer”

Segundo alguns amigos –  depois de ler eu passei a concordar – “Clube da Luta é um livro que todo mundo deveria ler”.

sábado, 11 de abril de 2015

Você Sabe Que Me Ama – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 2)

Segundo livro da série que conquistou muita gente, Você Sabe Que Me Ama, trás mais do glorioso mundo dos jovens abastados do Upper East Side.

Blair, a antiga amiga de Serena passa por um momento delicado: o casamento de sua mãe com um cara que ela não simpatiza muito, e o “aumento” de seu núcleo familiar com a inclusão do mesmo e ainda com a de seu filho – Aaron –  e seu cachorro babão, mas esse é somente o inicio de seus “problemas”. Serena ainda excluida da antiga turma da Constance Billard, e mais excluída ainda da vida de Blair, continua suas experiências pelo mundo das artes, junto a Jenny e Vanessa, e ainda Dan, como seu admirador/amigo/psicopata-apaixonado. Nate, o namorado perfeito de Blair esta cada vez mais confuso, e menos disposto a seguir planos tão “restritivos” para seu futuro. Vanessa ama Dan, que ama Serena, eu poderia para por ai, pois basicamente é nesse ritmo que as coisas andam nessa parte do livro, um indo atrás do outro – a arte imita a vida.  Mesmo sendo “anormal” Jenny acaba sendo notada por “olhinhos” mais dignos do que os de Chuck Bass, personagem que praticamente não aparece nesse volume.

A vida é excitante e regada a grandes grifes no Uper East Side, e fica mais interessante ainda com gg – Gossip Girl – que não perde a oportunidade de alfinetar os personagens. É também importante o fato de agora todos estarem preocupados com seus futuros, é o ultimo ano, agora é a hora de procurar as instituições que iram receber a elite mais estilosa de NY, sera que todos conseguiram ingressar nos renomados cursos ministrados nas frandes Universidades?

Isso e um pouco mais pode ser conferido nesse volume. Cecily mais uma vez traz um estoria com personagens divertidos e com elementos novos, o resultado não é nada insatisfatório.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Príncipe Mecânico – Cassandra Clare (As Peças Infernais, Livro 2)

Segundo volume da saga que assim como Instrumentos Mortais se passa em um universo de Nephelins em constante conflito com outras raças do submundo, Príncipe Mecânico é um livro divertido, não tão conclusivo quanto eu esperava ser – eu presumi que ele tivesse uma conclusão para a estória que se passa nele, ou algumas descobertas mais importantes ou expressivas – mas mesmo assim se revela um bom entretenimento.

Will Herondale continua sendo o garoto dos olhos de... todos (?), e nesse volume conhecemos um pouco mais sobre ele e os motivos que o levam a agir como um babaca (quase sempre); Tessa  continua no Instituto de Londres e agora ajuda Charlotte a manter o mesmo, devido aos acontecimentos do livro anterior a sua liderança e a do seu marido (coloquei Henry no meio da estória mas a verdade é que quem manda ali é Charlotte, e ainda bem) são questionadas; Jem ainda é o garoto perfeito e ainda luta por sua vida e pelo coraçãozinho de Tessa. Esse é o resumo do livro, o certo é que apesar de a disputa pela liderança pelo instituto de Londres e algumas outras revelações da vida de Will serem até que interessantes, eu sinto que Clare da um pouco mais de prioridade a parte romântica da estória, não sei se porque presume-se que quem leia Peças Infernais já tenha lido Instrumentos Mortais e por isso já conheça o universo de ambas as sagas, mas o fato é que falta o desenvolvimento mais detalhado dessa parte mais séria ou técnica do livro, como a história do Nephelins, ou o desenvolvimento de alguns outros personagens mais “antigos” no instituto, na verdade eu acho a “mitologia” e o desenvolvimento do universo da estória bem pobre. O que vemos neste livro e no anterior é um romance com fundo fantástico e não uma saga fantástica com romance – parece confuso, mas creio que leitores assíduos de fantástica saberão do que eu estou falando.


Em momento algum eu achei o livro exatamente ruim, ele só é um pouco diferente do que eu esperava e do que eu estou acostumada. Tessa, Will e Jem são uns fofos, mas é meio frustrante a pouca quantidade de informações sobre o universo, e a falta de uma trama mais ampla, com mais núcleos, deixa o livro um tanto repetitivo e às vezes cansativo. É uma leitura bem leve, bem com “UM foco”, não existe confusão devido a personagens, enfim, é bem simples.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Inacreditáveis – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 4)

Eu não entendo muito bem como PLL é dividido, eu presumo que cada Box seja um ciclo da estória, portanto Inacreditáveis seria o fim do primeiro ciclo, é assim que eu penso e me organizo na leitura, e é isso que este livro parece: uma conclusão para essa primeira parte da trama – visto que existem mais volumes, a estória não para por aqui.

Após o “acidente” de Hanna e de sua perda de memória, as coisas se tornam um pouco mais perigosas, afinal A não esta brincando, e não vacila em ameaçar e criar intrigas entre as 4 amigas, e também entre elas e pessoas que não estão cientes das ameaças de A. Logo depois  do incidente com a sua irmã Melissa, Spencer recebe um ultimato: fazer as pazes com sua amada irmã. Aria, nossa “sem teto” favorita, fica também cada dia mais só e desamparada, adivinhem com quem ela consegue casa, comida e compreensão? Pobre e doce Emily, passando por poucas e boas com seus primos muito “comportadinhos”, será que seu exílio vai persistir?

Estórias paralelas à parte, todos querem saber quem é A – Who is A? (Vide “A Revolta de Atlas”) – e nesse volume descobrimos quem é essa criatura malvada que vem atormentando as nossas nada santas “Mentirosas”! E aqui vai:

Meus sentimentos sobre a descoberta (Há, não vou dar o nome, leiam!):
1° Eu devo ter cogitado este personagem em algum momento remoto, mas na hora da revelação eu fiquei surpresa;
2° É meio assustador;
3° O personagem me pareceu “meio muito” psicopata;
4° Velho, só tem uma frase que define meus sentimentos no fim do livro e ela é:
O fato é que fazia tempo que eu não sentia tanto ódio em ler uma serie de livros, mas não dos livros e nem das garotas, mas das “merdas” que aconteciam nas vidas delas, tudo sempre começa mais ou menos bem e no final tudo sempre implode – menos nesse ultimo. É uma saga bem divertida, de leitura muito rápida – quando você não trava em partes que te deixam com muito ódio – com protagonistas muito simpáticas, de um jeito ou de outro você vai acabar se apegando a pelo menos uma, e com uma trama e tanto, PLL é uma serie de livros que vale a pena conhecer.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Perfeitas – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 3)

Terceiro livro da série que virou fenômeno de vendas, tanto na TV quanto nas livrarias, Perfeitas é mais um livro no estilo que Sara Shepard usou-nos outros 3 livros: o livro começa com as personagens mais ou menos bem, lá pelo meio do livro a situação “melhora” e no final é  o caos total.

Spencer a garota de ouro de Rosewood Day, que no volume anterior lutava com suas varias obrigações acadêmicas e uma vida amorosa nada estável, acabou “reciclando” um trabalhinho de sua irmã para não ficar com mais problemas, o resultado dessa “peripécia”? Mais problemas.

Emily que ainda luta para superar o trauma da morte de Toby, acaba se metendo em uma furada, mas me digam, alguém consegue mudar o que realmente é? Acho que o problema de  Emily, são as más línguas e uma família nada compreensiva.

Aria sua linda, uma vida perfeita com um namorado perfeito não combinam em nada com ela, eu entendo, pena que as coisas acabaram tão mal, muito mal para ser mais precisa.

Diz o ditado que quem é rainha nunca perde a majestade, mas será que Hanna conseguira se reerguer com a rainha da perfeição de Rosewood e, é claro, voltar do mundo dos mortos, literalmente?

E ainda por trás de tudo isso, um mistério começa a ganhar solução: a morte de Ali, os motivos o assassino, como ocorreu – tudo isso hoje no... opa!

Dessa vez eu já estava preparada pra o fim sempre complicado que PLL toma em seus volumes, eu até dei uma espiada no final, mas acabei lendo, porque né? Miséria pouca é bobagem.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um Motim no Tempo – James Dashner (Infinity Ring – Livro 1)


Primeiro livro da franquia colaborativa – presumo que seja este o termo – Infinity Ring, Um Motim no Tempo nos apresenta Dak, Sera e Riq, que de uma hora para outra – menos Riq – são postos em uma corrida pelo tempo – eu acho que essa frase é adequada – para concertar desvios na história da humanidade ocasionados por uma organização muito suspeita, e assim salvar o mundo do colapso – na estória essas mudanças na história ou fraturas estão causado fenômenos naturais atípicos.

Dak e Sera são amigos desde sempre (?) e que juntos enfrentam o dia-a-dia da escola – que não é nada fácil, tendo em vista que os dois são gênios, Sera é a garota de exatas (<3) e Dak entende TUDO de história – e a rotina de uma vida nada comum: reticências para Sera – é um processo meio confuso, é como se ela quase tivesse lembranças de coisas que não aconteceram na “realidade” em que ela vive –, os pais cientistas de Dak, que são uns fofos e bem diferentes, e um mundo em que a SQ, a tal organização suspeita, parece manter seus “tentáculos” por toda a parte, cada dia mais onipresente e poderosa.

Essa rotina já quase nada normal, é drasticamente abalada quando Dak e Sera resolvem dar uma volta pelo laboratório dos pais de Dak – que diga-se de passagem é trancado a um milhão de chaves – e topam com um invento incrível: o Anel do Infinito, dispositivo que após uma “mãozinha” de Sera torna possível a viagem no tempo; a partir disso a travessura de Dak toma proporções gigantescas com o sumiço de seus pais, e a entrada dos Guardiões da História – sociedade secreta, supostamente fundada por Aristóteles – na estória esclarecendo algumas coisas sobre o trabalhos dos pais de Dak, sobre a SQ, e também sobre os desastres naturais mais recentes. Após a entrada dos Guardiões da História no livro, o ritmo fica bem mais intenso, com Sera e Dak partindo junto a Riq – o gênio das linguagens – através do tempo, concertando “Fraturas” e tentando encontrar os pais de Dak, nesse primeiro livro você ainda confere qual é, e como foi concertada a primeira “Fratura” – dica: essa fratura tem tudo a ver com o Novo Mundo, e indiretamente (ou diretamente), com nós.

Eu não sei muito bem o que esperar do segundo volume, intitulado Dividir e Conquistar e escrito por Carrie Ryan – não conheço esta escritora – presumo que seja sobre Roma, porém sobre Um Motim no Tempo, posso dizer que simpatizei bastante com a série, e com o escritor, vou tentar sim continuar a leitura.

E tenho mais uma indicação legal pra fazer:

Clicando aqui você acessa ao blog da saga no Brasil, e tem tudo, desde quantos volumes são até jogos relacionados com cada um dos livros da saga, divirtam-se!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Impecáveis – Sara Shepard (Pretty Little Liars – Livro 2)


Segundo volume da mais famosa série de livros de Sara Shepard, Impecáveis tem o clima, a trama e o nome ideais para a continuação de Maldosas.

Iniciado exatamente no final de Maldosas – o funeral de Ali –, Impecáveis continua seguindo os passos de Aria – a estranha –, Emily – a certinha –, Hanna – a perfeita –, e Spencer – a brilhante –, neste volume também surgem alguns personagens – de maneira mais ativa – como Toby, o Senhor Marin – o pai de Hanna –, e Meredith – a amante do pai de Aria. Durante o livro novamente ocorrem momentos de triunfos e de tristezas para o nosso quarteto favorito de adolescentes, e é claro por traz de todos eles a onipresente e competente “A”.

Spencer vivendo um sonho com o ex-namorado de sua irmã, Hanna vivendo um pesadelo com Sean, e as suas leves indiscrições, Aria sobre o fio da navalha com o segredo que ela guarda de sua mãe, e é claro Emily, a nossa garota de ouro da natação, vivendo uma vida dupla, será que todas se saíram bem até o fim do livro? Com certeza não.

Impecáveis não deixa nada a desejar como continuação de Maldosas, o mistério em torno da identidade de “A” permanece, novamente nossas garotas passam por altos “perrengues” amorosos – quero dizer que, o último capitulo da Spencer me irritou a tal ponto, que eu simplesmente fiz scanning para não chorar de ódio –, familiares, e até acadêmicos – esquecendo-se de fazer trabalhos, que coisa feia mocinha – e novamente por traz dos maiores desastres a toda poderosa “A”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novidades Darkside: Manson, a biografia por Jeff Guinn

Olá, hoje eu vim falar de uma novidade da Darkside: a biografia de Charles Manson.

Eu tenho que admitir que não conhecia a história de Charles Manson, mas depois do release assustador de um psicopata americano que li – que foi gentilmente enviado pela  Darkside – e depois de dar uma espiada na capa do livro, que tem um rapaz bem normal, tive que procurar!

Bem, ao que tudo indica Manson foi realmente um grande psicopata, um grande criminoso, que matou, estuprou, roubou, fez de quase tudo – como fundar um culto – e que sonhava em ser um Beatle – é eu sei, é meio estranho, ou não...

Aqui vai um trecho do release que recebemos

Ele só queria ser um Superstar

“Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou.
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.”


Aqui você ainda confere a capa do livro, que será lançado ainda em outubro deste ano.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares – Ransom Riggs


Livro de estreia de Ransom Riggs , O Orfanato da Srtª Peregrine para Crianças Peculiares, é um livro em primeira pessoa que narra as descobertas de Jacob sobre o passado de sua família e sobre si mesmo – na verdade a descoberta  de toda uma estória obscura por traz de um mundo que  ele achava que conhecia.

Jacob é um adolescente que passa por uma terrível experiência ao presenciar a morte de seu avo em circunstâncias estranhas, após um longo período tentando superar o trauma, ele passa a buscar as respostas desse mistério, no inicio da vida de seu avo, um período considerado por ele traumático, e ao mesmo tempo fantástico – seu avo era de uma família judia na Polônia, na época da segunda guerra mundial, e por isso ele se refugiou no orfanato da Srtª Peregrine – a partir daí, tudo que Jacob sabe sobre o mundo, sobre seu avo, e sobre si mesmo, mudaram drasticamente.

Ransom Riggs fez um trabalho e tanto quando escreveu esse livro, a escolha do fundo histórico foi perfeita, o estilo da narrativa é simples e simpático, a construção de alguns personagens, como o vovô Abe e também sua(s) vida(s) foi brilhante, fora alguns detalhes como o nome da diretora do orfanato, a vida na ilha de Cairnholm, a escolha das fotos – o livro é repleto de fotos e imagens – entre outros, são de um capricho imenso.

Simples e fabuloso, se você estiver procurando uma fantasia mais “séria” com uma estória mais delicada e “peculiar” esse livro é uma escolha certeira.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Caixa de correio de dezembro de Igor Oliveira


E ai galera! Final de Novembro veio com a Black Friday, para a qual eu economizei dois meses e eu consegui fazer um bom proveito da promoção desse ano. Então vamos lá:

Os Heróis do Olimpo: uma outra aventura de Rick Riordan pelo universo de Percy Jackson. Dessa vez com novos personagens e um pouco mais madura. Terminei a leitura da primeira saga, Percy Jackson e os Olimpianos, essa semana, devo dizer, não achei nada esplêndido como muitos pregam mas é uma leitura gostosa e rápida. Posso dizer que começarei logo Os Hérois do Olimpo.

A queda dos Cinco: quarto livro da saga iniciada pelo livro "Eu sou o número quatro", no mesmo dia em que os livros chegaram esse já foi a baixo. Devo dizer, estou realmente apaixonado pelo universo de Legados de Lorien. No início o livro foi um pouco difícil de alavancar, mas assim que alavancou, não consegui largar o mesmo até termina-lo.

Jogos Vorazes: saga que sempre tive curiosidade pra ler e devo dizer que me deixei levar pela explosão do segundo filme da saga na mídia e tomei coragem e comprei o Box. Sou amante de uma boa distopia e Jogos Vorazes é uma das mais comentadas, principalmente no momento atual.

Maze Runner Correr ou Morrer: Primeiro livro de uma série que possuem quatro livros, sendo um deles uma prequel. Sendo honesto, estava atrás de alguma leitura mais infanto juvenil e uma distopia, Maze Runner agrega os dois.

Box: O conquistador, Stone Henge: Não poderia faltar na lista algumas boas ficções históricas. Bernard Cornwell não é novidade para mim, mas me arriscarei no universo criado por Conn Iggulden que me contará a saga de Genghis Khan, o conquistador mongol (soa engraçado né?).

O Bater de Suas Asas: Finalização da mediana saga iniciada por "A mão esquerda de Deus." Nada espetacular, a ansiedade pela leitura deste livro não é muito grande.

Os Doze: Segundo livro da trilogia de "A Passagem" de Justin Cronin que narra um universo apocalíptico dominado por vampiros. Sou amante de universos apocalípticos, (ansioso pelo terceiro livro de The Walking Dead) logo, esses dois livros se encontram no topo da minha lista.

A Queda de Artur: a única viagem do mestre Tolkien ao universo do Rei Artur, livro narrado de forma poética, parece ser uma leitura bem complexa e pesada. Vou precisar de tempo para ler.

Esses foram os livros que chegaram para mim em dezembro, ansioso pela leitura de todos, como podem esperar, com tantas opções, provavelmente terei muitas resenhas a fazer haha, abraço!

sábado, 30 de novembro de 2013

Caixa de correio #2 – Novembro de 2013



Depois de esquecer de publicar sobre os livros que eu recebo, quer dizer, publico sempre sobre os que eu recebo de parceria, mas tem muita coisa que eu compro/troco/ganho que não é resenhado, estou novamente tentando retomar esse habito (?).
Livros que eu recebi esse mês (pelo menos na ultima semana), por ordem de chegada:

A Garota que Tinha Medo de Breno Melo – esse eu recebi pela Editora Schoba, que muito gentilmente disponibilizou esse exemplar para o blog, é de um escritor nacional, por isso estou bem curiosa e animada para começar a leitura.

Vetores e Geometria Analítica do Paulo Winterle – todos sabem que as pessoas que escrevem para o blog (tanto eu quanto a Suzane e o Otávio), já estão fazendo seu curso superior, ou estão prestes a entrar no maravilhoso mundo dos nabos, que é a faculdade (o Igor e a Steffany), e também sabem o quanto são caros os livros e materiais ligados aos cursos aqui no Brasil. Por isso fiquei muito feliz quando consegui esse livro pelo Skoob, em geral ele custa R$100,00 em lojas e R$60,00 de segunda mão, ele é usado como livro texto da matéria de “Geometria Analítica e Vetores”.

O Trono do Sol, A Magia da Alvorada (O Ciclo Nessântico - Livro I) de S. L. Farrell – esse livro foi indicação do Igor (aqui do EmBusca...), que disse que O Ciclo Nessântico era muito elogiado por quem gosta  da parte política de  livros como os da ASOIAF. Eu o consegui pelo Skoob também, e pra mim foi uma ótima troca.

Os Últimos Dias de Krypton de Kevin J. Anderson – não tenho uma ideia muito clara de onde eu tirei que queria muito esse livro, só sei que queria, eu gosto muito desse universo das HQ’s e sempre imaginei que devia ter uma estória muito legal – eu ia por uma palavrão aqui, e vocês sabe qual era – antes do Superman, e sempre achei meio triste ninguém se dispor a contar ela, e então encontrei esse livro e  tudo pareceu ficar mais lindo, foi amor a primeira vista! Ele também chegou de troca pelo Skoob.


domingo, 17 de novembro de 2013

Filme – E o Vento Levou (1939)

Essa imagem é mais famosa que os cartazes do filme... já começo a ouvir a musiquinha...
Para estrear um novo segmento do blog, nada melhor que começar com um dos filmes de maior sucesso de todos os tempos: 13 indicações para o Oscar, assistido por um verdadeiro “mar” de pessoas e sucesso de bilheteria (clique aqui para saber mais); estou falando é claro de “E o Vento Levou”.
Na hora em que meu pai chegou em casa, e disse que ia assistir “E o Vento Levou”, eu juro que quase levantei e fui para o meu quarto ler, mas fiquei curiosa, afinal: um filme presumivelmente romântico que meu pai queria assistir? Vamos lá, Scarlett O'Hara  – interpretada por Vivien Leigh – era uma garota mimada que “estava” apaixonada por Ashley Wilkes – Leslie Howard – e que vê seu sonho de se casar com seu amor, ir por água a baixo quando é anunciado o noivado de Ashley com Melanie Hamilton –  Olivia de Havilland – até ai tudo muito normal, mas tem ainda o plano de fundo: a Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana – é importante frisar que este filme mostra todo o conflito do ponto de vista sulista.
Adoro uma estória com um fundo histórico, mas, acho que, o que me fez mandar esse filme, para a lista dos melhores que eu já assisti, com certeza foi a sutileza e a beleza nos diálogos, na construção da estória – lembrando que esse filme foi baseado no livro de mesmo nome de Margaret Mitchell – e seus personagens, cheios de defeitos, que nos fazem rir de verdade. A vida de Scarlett é tão trágica e cheia de reviravoltas e o modo como ela lida com as coisas é tão espirituoso que acaba tornado o filme divertido – é tão trágico que chega a ser cômico – é claro que muitos assuntos são sérios e realmente tristes, mas é impossível não se divertir.
Espero que procurem esse filme, e que se divirtam tanto quanto eu me diverti.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Verdadeira Vida de Sebastian Knight – Vladimir Nabokov

   Esse é o primeiro livro escrito por Nabokov em inglês, e é o primeiro livro que eu compro da Alfaguara – alguém tem que me explicar como se pronuncia isso! – e gostaria de começar a resenha falando do “exterior” do livro e de como e porque eu o comprei.
Foi uma compra de impulso, eu entrei em um site de compras e por acaso tinha uma promoção de livros, como sempre, olhei o catalogo inteiro, e chegando ao fim dos cento e poucos livros, comecei a ver alguns títulos da Alfaguara, muitos de autores que eu não conhecia, e esse, que era de um autor que eu conhecia – eu já li, pelo menos, Lolita do Nabokov – e que tinha uma capa incrível – podem me julgar, eu compro livros por causa capa também –, “tiro e queda”, comprei o bendito depois de ler a sua sinopse, e esse trecho de uma entrevista feita com Nabokov, pela Vogue americana em 1969, que me inspirou a conhecer melhor esse escritor:
   "Se eu acho que um escritor deve dar entrevistas? Por que não? É claro que no sentido restrito, um poeta, um romancista, não é exatamente uma celebridade (...) Não posso simpatizar por alguém que tenha mais interesse em me conhecer do que aos meus livros. Como um espécime humano, não apresento nenhuma característica fascinante. Meus hábitos são simples, meus gostos são banais.(...)Eu realmente não acredito que falar de mim ajuda a vender meus livros. O que realmente me agrada em falar para o público é a oportunidade que isso me dá de construir a imagem do que eu espero ser uma personalidade plausível e não completamente desagradável."
   Pois bem, esse grande e polêmico escritor, um senhor muito normal, que conseguia tecer tramas incríveis, tinha um ponto de vista muito particular sobre si mesmo. Foi assim que um trecho de entrevista, a curiosidade sobre uma nova editora, e um “capinha bonita” me levaram a comprar e ler, um  dos melhores livros que já passaram pelas minhas mãos.
   A Verdadeira Vida de Sebastian Knight é, na realidade, uma biografia de um personagem fictício: um escritor brilhante, que morreu, e tem a sua vida e memória “compurscadas” por um falastrão, e que possui um irmão que esta disposto a redimir os inconvenientes gerados pelo tal falastrão. Ou pelo menos deveria ser assim, existem controvérsias, alguns dizem que é uma paródia – e talvez seja, e eu não tive sensibilidade para perceber isso.
   O fato é que esse livro soou parecido com outro, me lembrou muito o “Piloto de Guerra” do Antoine Saint-Exupéry, sabe? Aquele jeito saudoso de lembrar de algo que não existe mais, mas que mesmo assim parece tão vivo e próximo, acho que se Nabokov e Exupéry se encontrassem para falar de uma passado em comum – que deveria ser in-comum (“in” de não),  eu não achei registros que dizem que os dois chegaram a se conhecer – toda a conversa deveria ser registrada, e transformada em livro, eu compraria, seria como ler sobre o movimento das folhas das arvores com o vento de um dia de agosto: quente, ensolarado, e perturbador – parei com isso, parei de sonhar e de divagar...
   Durante o livro o irmão passa a conhecer melhor Sebastian – em momento algum aparece o nome do irmão do escritor – e também a si mesmo, e acho que existe todo um dialogo saudável entre nós, os leitores, e o irmão de Sebastian: ele nos explica, nos confidencia, e nos questiona sobre tudo, e também sobre nós mesmos, é realmente incrível como me senti próxima e confortável com todo o livro.
   Em fim, às vezes distante, às vezes próximo, quem é Sebastian Knight? Um homem, um ideal, o próprio irmão, ou nós, os leitores?  A verdade é que Nabokov mais uma vez me proporcionou uma leitura agradável, com uma estória verdadeiramente interessante, e com personagens que parecem tão reais, tão palpáveis e plausíveis que chega ser frustrante nenhum deles nunca ter existido.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O exorcista. Livro ou filme, qual você prefere?

    Um clássico do terror! Provavelmente você assistiu e ficou horrorizado com aquela menina vomitando e girando a cabeça, ou descendo as escadas. Já ouviu histórias estranhas ligadas ao elenco do filme… Eu particularmente não gostei muito do filme, esperava mais, fiquei meio frustrada com o resultado, e essa sensação aumentou ainda mais depois de ler o livro. Na época, gostei da história, mas fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa. Coisa que costuma acontecer com adaptações de livros.
    Essa sensação desapareceu com a leitura do livro, que diferente do filme não é assustador (ou melhor, não tenta ser assustador), o livro é muito bem escrito e o exorcismo em si quase não aparece (isso me intrigou e me prendeu ainda mais á leitura).
    A história narrada no livro conta várias histórias simultaneamente, e ao mesmo tempo todas acabam por ser ligadas a principal que conta a possessão e as mudanças na personalidade de Reagan, a menina que é possuída. Diferente do filme que foca só na possessão e no exorcismo, o livro mostra um pouco da história das personagens próximas a Reagan, o que explica as atitudes de cada uma delas perante a situação da menina e atitude tomada pelo padre no final da história (não deve ser novidade para ninguém, mas não vou falar aqui).
    Em relação ao filme, o livro é mais completo e preenche as lacunas que o filme deixou na minha cabeça, as descrições são precisas (várias vezes eu sentia até o frio do quarto entre outras coisas), coisas que parecem sem ligação alguma se mostram importantes para a construção das personagens e o porque de alguns de seus questionamentos. Enquanto o filme, tem como foco principal basicamente o exorcismo, nem a possessão é tão evidenciada, as personagens meio que surgem sem um contexto.
    Em suma, o livro me fez gostar muito da história e ser compreensiva com o filme, além de ter me feito agir de forma estranha em vários lugares (fazia caras e bocas enquanto lia). Se você gosta de terror e gostou do filme, certeza que vai gostar do livro, mas se você como eu não gostou muito do filme, talvez o livro possa te convencer que o filme é uma adaptação, bem sucedida, de um livro muito bom. 


PS: Talvez dê um pouco de trabalho encontrar o livro, porque ele não é editado há um certo tempo. O meu encontrei num sebo e deve ser da década de 80 (não tem o ano da edição, só diz que é a 13ª).