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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Mitologia – Maurício Horta, José Francisco Botelho e Salvador Nogueira

Com um tom um pouco mais leve e observações importantes, Mitologia veio completar um pouco mais o conhecimento que eu já tinha sobre mitologia grega/romana apesar de trazer mitos já muito conhecidos, ele ainda assim traz coisas novas.

Imagine um livro que trata – praticamente –  da base das crenças e do conhecimento de uma das civilizações mais importantes para o homem, e ainda imagine que esse livro foi escrito por pessoas do nosso tempo, de gerações não tão distantes da nossa,  esse livro é Mitologia, um volume que trata de lendas de milhares de anos atrás, e que mesmo assim consegue ser moderno e feliz em tentar fazer as ligações mais obvias e menos percebidas – é, eu não sabia que a Ilíada tratava da guerra de Tróia, desculpa ai :3 – mais do que isso, ele consegue dar um novo fôlego para mitos que para nós não são novidades.

Eu achei o livro bem caprichado, o modo como ele sempre tenta usar o nome em grego ou em romano para os mitos nos ajudam a identificar mais facilmente sobre o que estamos lendo, e o modo como eles formam “hiperlink’s” com outras obras faz com que não nos limitemos somente a conhecer o “basicão” da mitologia, é uma boa tática para manter o leitor interessado no assunto.

sábado, 7 de março de 2015

Os Filhos de Odin – Padraic Colum

Uma surpresa agradável do catalogo da Editora Única, Os Filhos de Odin é um livro de mitologia, que abrange principalmente o declínio de Asgard, ou Ragnarök.

Eu pessoalmente gosto muito de mitologia – tenho um amor especial pela Celta – e por isso achei meio triste o argumento de capa para a compra do livro: “Os mitos que deram origem aos quadrinhos e filmes da MARVEL”. Poxa, é um livro de mitologia Nórdica, a um preço acessível, eu não tenho nada contra a Marvel, eu amo a Marvel, mas achei o argumento bem superficial. Pois bem, o livro é dividido em 4 partes: na primeira parte são apresentados os personagens, seus parceiros, e algumas estórias sobre eles; na segunda parte ocorrem alguns fatos ligados que começam a preocupar Odin, é também nessa parte que Odin perde o olho em busca de sabedoria; na terceira parte existe um declínio mais acentuado do poder de Asgard, graças a fatos anteriores um morador indesejado passa a viver próximo aos deuses, e também nesta parte que as valquírias são introduzidas na estória; na quarta parte os deuses quase não aparecem, voltando somente no ultimo conto, quem predomina este trecho do livro é Sigurd – a estória dele foi escrita também por J. R. R. Tolkien, e já foi lançada aqui no Brasil – e todo o período em que viveu.

É interessante como uma parte da estória de Sigurd parece muito com a lenda da Bela Adormecida, e muito provavelmente uma deriva da outra. É também importante frisar que por serem lendas antigas muitas vezes elas não batem entre si – tanto a Nórdica a Celta e até mesmo a Grega – ou seja, dentro de uma única mitologia podemos encontrar varias versões da mesma estória, e variações ainda maiores nos deuses e em personagens.

Mais do que tudo, livros que tratam sobre mitologia Nórdica me fazem pensar no quanto as coisas são finitas e como elas podem ser inevitáveis: desde o começo Odin sabia sobre o Ragnarök, e sabia quais seriam os sinais e os deuses que seriam mais decisivos para a sua concretização, e mesmo assim ele não agiu contra o que ocorreria. Talvez seja necessária muita força de vontade para mudar o inevitável, e mais força ainda para admitir que algo que se ama deve deixar de existir para no lugar nascer algo melhor.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Grande Caçada – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 2)

Clique na imagem e acesse o site brasuca da série. 
Segundo volume de uma das sagas mais longas e expressivas da literatura fantástica, A Grande Caçada da uma da uma ideia melhor do ritmo que os próximos volumes irão adotar.

Novamente acompanhamos os três ta’veren do livro anterior: Rand, Mat e Perrin; e além deles todos os seus companheiros, como: Moiraine Sedai, Nynaeve, Lan, Egwene, Min, Elayne, Loial, dentre outros. Novamente no centro de toda estória esta o Dragão, e a “quebra” que ele provocara no mundo com a ultima batalha contra o Tenebroso, nesse livro personagens que já tinham um futuro mais certo na saga, concretizam nossas expectativas e tomam as rédeas de suas vidas – naquelas. Egwene e Nynaeve partem para Tar Valon e iniciam o aprendizado para se tornarem Aes Sedai; Rand, Mat e Perrin se vem em uma caçada a um artefato que supostamente alteraria o equilíbrio de forças entre o Tenebroso e todos que se dispuserem a evitar a quebra definitiva da Roda do Tempo; Moiraine se vê em uma situação delicada: tendo em vista o fato de que os três ta’veren estão fortemente ligados a ultima batalha, ela devera deixar que o destino aja sobre eles e os mandem para seus respectivos “lugares”.

Esse livro foi bem mais focado no desenvolvimento dos personagens, até existiu uma suposta batalha contra o Tenebroso no finzinho, só que como o esperado ela não foi a ultima. É difícil contar mais sem dar mais detalhes, o que eu posso adiantar é que reviravoltas aconteceram com personagens importantes, e personagens novos e importantes surgem durante o livro, uma parte que eu achei bem interessante foi o finalzinho do livro e o contato que se estabelece entre o futuro e o passado em função da chegada da ultima batalha.

domingo, 30 de novembro de 2014

O Olho do Mundo – Robert Jordan (A Roda do Tempo – Livro 1)

Primeiro volume de uma das sagas mais famosas, importantes e longas – 14 livros, cada um mais grosso que o outro – O Olho do Mundo do já falecido Robert Jordan, trás uma grande estória, com uma boa base “mitológica” e personagens interessantes, divertidos e em muitos aspectos, misteriosos.

Rand, Perry e Mat são três jovens de Dois Rios, uma aldeia distante das agitações do reino de Andor, que nem imaginam no que vão se meter quando uma misteriosa Aes Sedai chega a sua vila. Pois bem, a minha intenção não é te encher de spoilers caro leitor – tragédias acontecem por causa de spoilers, por isso de agora em diante só liberarei detalhes de sagas e séries em volumes mais avançados e tals – mas o fato é que apesar de o ritmo da estória ser mais lento durante o inicio do livro – eu já tinha tentado ler O Olho do Mundo em outra ocasião, mas desisti antes da centésima pagina – ele é um livro e tanto. Para inicio de conversa a “mitologia” básica por traz da estrutura do mundo de WOT é simplesmente de deixar qualquer leitor sem fôlego – olha, eu conheço um pouco da mitologia por traz do mundo de Tolkien e acho que a de Jordan não fica devendo em profundidade e riqueza –, já nas primeiras paginas sentimos que será uma grande saga, e que ela cobrira assuntos dos mais diversos e interessantes, achei muito “caprichada” a simbologia adotada durante o livro e na mitologia, eu acho que os símbolos – como o da capa – condizem tanto com a filosofia do universo WOT tanto com o que eu já conheço de símbolos – achei que algumas coisas ele baseou em mitologia nórdica, e talvez na céltica – o que nos da um certa segurança de termos em mão um livro que foi feito com certa pesquisa e cuidado.

Caprichos e mitologias a parte, O Olho do Mundo é um livro que te prende em vários aspectos, os personagens são extremamente simpáticos e cativantes, é fácil nos colocarmos em seus lugares, até dos mais durões. E meu amigo que vilão é esse? Quero dizer que tive pesadelos com esse cara! Ele não faz o tipo “estou a toda hora”, mas sim “estou em todo o lugar”, é meio assustador lidar com um inimigo atemporal que você mal sabe quem é, muita Luz e sorte para todos que entrarem em seu caminho!

E que a Luz esteja com todos vocês durante a leitura!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Dia do Curinga – Jostein Gaarder


Primeiro livro que eu li do autor do famoso O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga me deixou no mínimo confusa durante paginas e mais paginas, mas me deixem explicar.

O livro gira em torno de um garoto e seu pai, que estão em viagem pela Europa atrás da mãe do tal garoto, coincidentemente mulher de seu pai – me superei nessa – ou será que não? Porque o livro conta também a estória de um menino que lê em um livro a estória contada por um veterano da segunda guerra mundial, que foi ajudado por um padeiro, que era filho de um senhor que tinha problemas com bebida, que foi ajudado por outro padeiro que tinha ouvido essa estória de um marinheiro que fora filho de um padeiro que era filho de outro marinheiro que sofreu um naufrágio e ficou perdido em uma ilha para lá de excêntrica. Entendem a minha confusão? Na verdade o livro conta a estória de uma família, e de encontros e desencontros que eram para acontecer, ele também conta a estória de uma pequena e de outra grande Paciência – é, o jogo de cartas – e de como alguns se veem nela e como eles veem ela...

O Dia do Curinga é um livro de questionamentos, é um livro que não conta só uma estória, ele conta todas as estórias, inclusive a história do leitor. É um desafio! Você leitor do blog, você pessoa dotada de vontade e energia para ler, eu te desafio a ler O Dia do Curinga e não olhar para si mesmo, para sua volta e falar “Notável”, ou qualquer coisa do gênero; porque no fundo, eu acho, o objetivo do livro é nos fazer olhar pra nós mesmos e constatarmos o quanto é incrível a nossa presença, a nossa existência em um mundo verdadeiramente diferente de todos os outros conhecidos por nós humanos, o quanto todas essas “coincidências” nos fazem sortudos só por estarmos aqui.


È difícil “verbalizar” o que eu entendi e o que eu achei do livro, só sei que foi uma leitura que valeu a pena, acho que pegar um livro que te faz questionar sobre si mesmo e sobre a sua existência de maneira mais simples do que, sei la, filósofos clássicos faria, é no mínimo uma boa atitude e no maximo vai te mostrar muitas coisas.

domingo, 13 de julho de 2014

Ragnarök, O Fim dos Deuses – A.S. Byatt


Livro infanto-juvenil de contos nórdicos, narra principalmente o fim dos deuses com o Ragnarök.

Apesar de ser um livro infanto-juvenil A.S. Byatt escreveu algo que pode ser dado tanto para um jovem quanto para um adulto, a narrativa é leve, e é conduzida pela “criança magra no tempo da guerra” que apesar de ser uma criança, apresenta consciência e maturidade incríveis, a ótica da criança deu um tom diferente as estórias e principalmente aos deuses.

Durante a narrativa a autora deixa se levar pelos contos e o que eles representam na vida da criança, como eles mudam o modo dela ver o mundo, e como a mundo interfere na assimilação das estórias, não é um livro de contos nórdicos “puros” acho que é isso que o torna leve, mas sim um livro “contado” por uma criança, o olhar dela sobre os deuses é mais simples, de certo modo ela os observa com pena, pois desde o inicio todos eles já sabiam que o fim chegaria, mas nenhum deles podia fazer nada para impedir.

Bem, acho que já falei mais do que devia, fora o conteúdo o design também esta de parabéns, a capa e o interior do livro tem belos desenhos e algumas ilustrações.  Se o objetivo da leitura for começar a se familiarizar com a mitologia nórdica, este livro cumpre bem o papel, porém se você quiser algo mais extenso será necessário buscar outros livros.