Mostrando postagens com marcador Literatura juvenil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura juvenil. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de junho de 2015

Eu Quero Tudo! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 3)

Ainda acompanhando os altos e baixos de uma turma bem seleta do Uper East Side,  Eu Quero Tudo! É o terceiro volume dos livros que deram origem a famosa série de mesmo nome Gossip Girl.
Após a fase difícil que Blair passou – o casamento de sua mãe a mudança na configuração de sua família – é claro que ela precisaria de uma boa amiga, para esquecer de todos os problemas, e em grande estilo. No final do volume anterior, a amizade de Blair e Serena já dava indícios de ser retomada, no presente volume ela é concretizada

Com o fim das provas todos querem suas merecidas férias de fim de ano, Blair e Serena – e Aaron e Tyler, e a mãe de Blair e o papai adotivo dela e mais algumas figuras – vão passar uma ensolarada temporada em St. Barts, Nate, Jenny, Dan e Vanessa permanecem na fria e glamorosa NY. Mais uma vez acompanhamos os acontecimentos amorosos, sociais, e fashions desses personagens, e como sempre questionamos as escolhas deles: Será que Nate e Jenny realmente vão “funcionar”? Será que Dan e Vanessa combinaram perfeitamente para sempre? Será que Blair vai achar o protagonista da sua vida? E Serena? O que dizer dela?

No terceiro livro cheguei a uma ideia um tanto estranha sobre Serena: ela foi, durante os dois primeiros volumes – e em boa parte do terceiro – praticante perfeita, um ideal de beleza e de charme, quase intangível, por isso durante a leitura dessa série senti como se ela estivesse a margem da vida em Gossip Girl, a estória inclui ela, mas será que realmente é contada uma estória sobre Serena? É engraçado chegar a pensar nisso, às vezes acho que ela é uma personagem principal, às vezes uma personagem secundária, às vezes uma peça de mobília e outras um fantasma ou talvez um anjo ou ainda um sonho. Também é importante lembrar que comparativamente, Serena foi uma personagem que foi alterada, e muito, na série – pelo menos nesse ponto – , uma vez que nela, ela realmente é um componente ativo, mais do que isso, na série é possível ver a "vida alterando Serena e Serena mudando o curso dos acontecimentos da vida", mas nos livros que li até agora não, neles ela quase vive a "margem da vida".

Gossip Girl é uma série simpática, com personagens bem cativantes, e, além disso, trás o elemento favorito de toda série jovem: o mistério sobre a Gossip Girl. 

sábado, 30 de maio de 2015

O Manual da Garota Geek – Sam Maggs


Voltado para qualquer um que tem interesse no fabuloso universo geek, O Manual da Garota Geek traz dicas das mais básicas, desde como fazer novos amigos com interesses em comum, até como encarar e entender o feminismo, aliás, na ultima parte ela se concentra em explicar um pouco do feminismo, o que esta dentro do contexto do tema: apesar das mudanças ocorridas durante o tempo, ainda existe indícios de que nós, garotas, ainda não somos muito bem aceitas em alguns lugares.

Intercalando um pouco da história das coisas consideradas geeks, e de métodos práticos como deixar a vida mais divertida, no livro ainda constam vários relatos de verdadeiras nerds que hoje são referencia, tanto de cultura como de empenho e competência. É interessante ver como esse universo é amplo e multifacetado, e como o fato de alguém pertencer a um grupo não o exclui de outros.

Em especial achei o modo como Maggs apresentou as informações e suas experiências bem simples e divertido, eu senti um pouco de falta de aprofundamento, mas acho que a proposta de ser um guia simples desse universo foi bem cumprida. Apesar de Maggs apresentar o feminismo e os conceitos e gírias básicas dele, eu achei meio “limitada” sua lista de “Personagens femininas poderosas”, não questiono o “poder” delas, mas achei meio triste não constar algumas “personagens” mais reais, eu vejo exemplos e mais exemplos de mulheres fabulosas e poderosas, que apesar de pertencerem sim ao universo geek/nerd não foram lembradas (levando em consideração que essas listas são meio “particulares” a minha critica talvez não seja muito valida, mas achei legal registrar, vai que mais alguém se sinta assim...).

Mais do que dicas, Maggs planta a semente do “questionamento” com a parte final do seu livro, é quase um convite para abrirmos nossos olhos e perguntarmos “isso esta certo mesmo?”. Boa pedida para as mocinhas mais jovens, e bem divertido para as mocinhas mais velhas, na verdade, seria legal se alguns mocinhos também dessem uma olhada nesse manual.

sábado, 11 de abril de 2015

Você Sabe Que Me Ama – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 2)

Segundo livro da série que conquistou muita gente, Você Sabe Que Me Ama, trás mais do glorioso mundo dos jovens abastados do Upper East Side.

Blair, a antiga amiga de Serena passa por um momento delicado: o casamento de sua mãe com um cara que ela não simpatiza muito, e o “aumento” de seu núcleo familiar com a inclusão do mesmo e ainda com a de seu filho – Aaron –  e seu cachorro babão, mas esse é somente o inicio de seus “problemas”. Serena ainda excluida da antiga turma da Constance Billard, e mais excluída ainda da vida de Blair, continua suas experiências pelo mundo das artes, junto a Jenny e Vanessa, e ainda Dan, como seu admirador/amigo/psicopata-apaixonado. Nate, o namorado perfeito de Blair esta cada vez mais confuso, e menos disposto a seguir planos tão “restritivos” para seu futuro. Vanessa ama Dan, que ama Serena, eu poderia para por ai, pois basicamente é nesse ritmo que as coisas andam nessa parte do livro, um indo atrás do outro – a arte imita a vida.  Mesmo sendo “anormal” Jenny acaba sendo notada por “olhinhos” mais dignos do que os de Chuck Bass, personagem que praticamente não aparece nesse volume.

A vida é excitante e regada a grandes grifes no Uper East Side, e fica mais interessante ainda com gg – Gossip Girl – que não perde a oportunidade de alfinetar os personagens. É também importante o fato de agora todos estarem preocupados com seus futuros, é o ultimo ano, agora é a hora de procurar as instituições que iram receber a elite mais estilosa de NY, sera que todos conseguiram ingressar nos renomados cursos ministrados nas frandes Universidades?

Isso e um pouco mais pode ser conferido nesse volume. Cecily mais uma vez traz um estoria com personagens divertidos e com elementos novos, o resultado não é nada insatisfatório.

domingo, 5 de abril de 2015

O natal do avarento – Charles Dickens (Adaptação de Telma Castro de Andrade)

Quem nunca quis ter uma segunda chance na vida? Ou ver quais atitudes levaram você a ser quem é hoje ou como suas atitudes influenciam as outras? Pois foi isso que o senho  Scrooge teve!

Quem é Scrooge?? É Ebenezer Scrooge, um empresário rico e avarento que vive somente para acumular riqueza, tendo como maior alegria a contagem de moedas, ao fim de um ongo dia de trabalho em seu armazém. Ele despreza qualquer tipo de manifestação de alegria ou bondade.
Odiando especialmente o natal, época em que as pessoas tendem a ser mais generosas.

Todo ano Ebenezer Scrooge recebe o convite para a ceia de natal de seu sobrinho Fred, sempre recusando e mal tratando este. Assim como mal trata seu empregado Bob, o único que demonstra se preocupar com Scrooge.

Numa noite de natal Scrooge. que parece ser igual aos anteriores, onde ele recebe o convite anual do sobrinho, enxota os que aparecem em seu armazém para pedir ajuda em nome do espírito de natal, e discute com voluntários que pediram doações para ajudar os menos afortunados; Scrooge recebe a visita de alguns espíritos que o levam para reviver ou ver diversos momentos de sua vida e futuro.

No começo ele acha que está ficando louco ou que é um pesadelo, mas conforme os espíritos vão aparecendo e o guiando, ele percebe o quanto errou, magoou pessoas e abriu mão de viver em nome do dinheiro. Durante suas viagens ele vai tomando consiência de que se tornou um homem frio, rancoroso, avarento e solitário. E com o último fantasma vê que pode mudar e tornar a própria vida cheia de alegria e pessoas queridas, assim como das pessoas próximas a ele.

Se você já assistiu "Os fantasmas de Scrooge", conhece esta história, que faz parte de uma série de histórias de natal que Charles Dickens publicou por anos. Não li a história original, mas uma adaptação feita para a coleção Reencontro, da editora Scipione, que é uma dessas coleções para incentivar a leitura em crianças durante a fase escolar, tipo a coleção vagalume.
   
http://stg2.novoser.com.br/Imagens%20Abril/obra/capa/9788526246096.jpg

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

sábado, 25 de outubro de 2014

A esperança – Suzanne Collins (Jogos Vorazes - Vol III)

Último livro da trilogia Jogos Vorazes!!!!!! O que dizer desse livro?! Foi incrível!!! Eu AMEI, não consegui parar de ler!!

Bem... Nesse livro, vemos a queda da Capital, SIM a Capital CAI!!! Mas isso, nem deve contar como spoiler, porque se não caísse, não teria livro, né? Bem, aqui aparecem novos personagens (importantes) e acompanhamos oque acontece com Peeta, após o resgate de Katniss. O distrito 13 ressurge, por assim dizer, e temos um final meio óbvio (eu já esperava boa parte do que é descrito).

E ainda acho a Katniss uma tapada, nesse livro ela prova ser uma marionete na mãos dos rebeldes... (Me pergunto, porque todo personagem principal é assim... Sempre tem quem faça tudo, e quem leva a fama é o personagem principal). Gale e Peeta se destacam como personagens fortes e muito espertos, Finnick Odair (Sim, aquele que deixa você em dúvida em "Em chamas") destrói toda raiva e indignação contra ele, se mostrando humano, simples assim...

A Prim foi minha maior surpresa nesse livro, em "Em chamas" a gente vê como ela cresce, mas nesse ela não lembra aquela menina delicada que Katniss acredita que ela seja, ela mostra, até o final, que é realmente forte e está pronta a cuidar dos doentes, assim como sua mãe faz.

Não sei como falar desse livro sem recontar a história... Apesar das coisas óbvias e minha decepção com a Katniss (do livro, a do filme é legal!!!), a narrativa é muito boa, bem escrita e traduzida!!! Além da trilogia mostrar muito bem um futuro nada utópico, meio a moda de George Orwell (aquele de 1984).

Ou seja... Vale a leitura!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Primavera Rebelde – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 2)


Segundo volume de uma saga que já me cativou no primeiro livro – A Queda dos Reinos – A Primavera Rebelde continua sua estória sobre queda e unificação de reinos, magia, amor e política.
Continuando a contar a estória de Cleo, Lucia, Magnus e Jonas, Morgan nos leva novamente aos 3 reinos que integram Mítica, agora unificada pelo Rei Sanguinário, Gaius, e pelos horrores do seu reinado: opressor e autoritário, o Rei Gaius não vê problema algum em escravizar, matar inocentes, e em manipular as pessoas, para atingir seu objetivo, ser o senhor de todo o mundo, no seu caminho nossos já conhecidos protagonistas e seus amigos.

Jonas agora um rebelde que luta contra o regime do Rei Gaius, encontra em seu amigo Brion e em seu grupo de rebeldes, algo próximo a uma família, grupo do qual a jovem Lys em breve será também membro importante. Cleo agora prisioneira em seu palácio se vê constantemente coagida e ameaçada por Gaius, e paralelamente ao terror ela vive algo como uma estória de amor – uma, duas? Quem vai contar! – com hum... alguns rapazes, e ainda com a constante luta para reaver sua coroa e seu trono. Lucia vivendo aprisionada no coma descobre coisas terríveis e maravilhosas – sobre pessoas diferentes e sobre si mesma. E nosso amado Magnus vivendo novamente em conflito interno, ele pode até parecer frio, mas tenho esperanças que até o fim dessa verdadeira saga, ele descubra a si mesmo e tenha tempo de mostrar a toda a Mítica como ele é diferente e melhor que seu pai.

O pano de fundo do segundo livro é a construção de uma estrada a mando do Rei Gaius, um item bem exótico para um conquistador, considerando que a sua construção é regada com o sangue de escravos paelsianos, por traz dela uma verdadeira conspiração mágica se desdobra, durante o livro existem varias tentativas de atrasar ou impedir a construção da estrada, que parecem nunca serem efetivas.
Devo dizer que Morgan novamente escreveu um livro cativante e muito divertido, ela nos envolve com seus personagens e com seus problemas e crises, e ainda nos surpreende com os rumos dos personagens, nas ultimas 50 paginas eu tomei meio que um susto!

Enfim, se você gostou do primeiro volume, pode investir, A Primavera Rebelde, assim com A Queda dos Reinos é um livro que vale a pena.

sábado, 4 de outubro de 2014

Em chamas – Suzanne Collins (Jogos Vorazes - Vol. II)

A resenha de hoje é do segundo livro da trilogia de "Jogos Vorazes", "Em chamas"!! Devo admitir que o filme me deixou realmente empolgada e ansiosa pelo terceiro livro, "A esperança" e pelos dois filmes baseados neste.

Em "Em chamas" Katniss descobre que ser uma vitoriosa dos Jogos Vorazes tem um preço e que salvar Peeta torna-os eternos amantes... Logo não há a possibilidade de descobrir oque sente por Gale, a partir de agora ela deve assumir o papel garota apaixonada e vivê-lo, sob "supervisão" do presidente Snow.

Após o fim da turnê e o início dos preparativos para seu casamento, é chegada a hora da colheita de novos tributos para a 75ª edição dos Jogos Vorazes, que é uma edição "especial", pois se trata do 3º Massacre Quaternário (Haymitch venceu a 2ª edição do Massacre Quaternário) onde há uma colheita, digamos, especial; pois os tributos desta edição do Massacre Quaternário serão sorteados entre os vencedores de cada distrito. No caso do distrito 12... Há somente três vencedores... E assim Katniss e Peeta retornam a Capital e a arena.

Katniss tem o dever de convencer o presidente Snow de que seu amor por Peeta não é encenação, pois suas atitudes geraram certa tensão entre a capital e os distritos.

Neste livro vemos o quanto Katniss realmente se importa com Peeta e o quanto cada tributo/vitorioso parece ter pago/sofrido por isso.

Achei que neste livro ela se torna uma peça de algo que está tomando forma, mas de forma inconsciente, a impressão é de que ela está sendo manipulada desde o começo e não tem consciência.
E Haymitch mostra que é muito mais que um bêbado obrigado a aguentar Katniss e Peeta, ele se mostra muito mais esperto do que Peeta, aumentando a minha simpatia por ele! ^^
E com passar do livro tive a impressão de que a Katniss do filme é muito melhor que a do livro, no filme ela é menos manipulada, no livro ela é uma boba que não consegue pensar direito. Mal que acomete quase todos os personagens principais de séries. De qualquer forma a leitura é válida, pois a tradução está muito boa e a história muito bem escrita!!!! Assim como os filmes, até o momento, foram muito bem produzidos!!

sábado, 20 de setembro de 2014

O Pentagrama – Vitor Mendes

Autor novo!!!!! É o Vitor Mendes, jovem autor que lançou seu livro de forma independente pelo site Clube de Autores, além de ótimo escritor também é muito simpático. =) Ele esteve na Bienal do livro de SP este ano, mas não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente (viva as redes sociais! hahaha).
Bom, agora vamos falar do livro "O Pentagrama"... O livro me lembrou bastante "Descanse em paz... meu amor", do Pedro Bandeira, pela temática sobrenatural e o clima de suspense constante, e pela aparente falta de ligação entre os diversos acontecimentos e mortes (que me fizeram ficar presa ao livro e odiar ainda mais as provas da universidade, que não me deixavam ler!!!). E existência de "tramas" paralelas que tornavam o  livro mais instigante.
O livro tem como personagem principal Sarah, que é apaixonada por Alex, que se torna seu namorado em certo ponto da história; e é nesse momento que ela passa a fazer parte de um esquema assustador, e que gira em torno de um pentagrama.
Além da história principal, tem outras histórias menores acontecendo com as personagens secundárias, o que achei uma ideia muito boa!!! Todas as histórias acabam se integrando, mesmo que não tenha ligação direta com o pentagrama.
Vou parar por aqui para não dar spoiler. hehe
O Vitor escreve muito bem, acredito que ele vá fazer sucesso. E aguardo ansiosamente o próximo livro dele!! =D
E deixo vocês com o booktrailer.  

sábado, 13 de setembro de 2014

Descanse em paz, meu amor... – Pedro Bandeira

O livro traz a história de seis amigos, haviam planejado uma aventura em uma montanha, com paisagens incríveis. Mas tudo aquilo deu errado e vinha se transformando em pesadelo a cada momento que passava. Ficaram ilhados no velho casarão que haviam alugado. Uma tempestade tremenda os assustava. De repente sumiu a luz e até mesmo a pequena televisão que tinham queimou com o raio.

Acenderam velas, a luz que conseguiram era fraca, mas pelo menos, um podia ver o rosto do outro. Um com mais medo que o outro. Para variar, a ponte fora destruída. O vento que entrava pelas frestas da casa volta e meia fazia a vela quase apagar. Na velha casa que estavam tinha um cemitério particular nos fundos. Fazia quase uma semana que estava chovendo sem parar. Todos haviam arrumado um lugar para se sentar quando de repente, a porta abriu, trazendo folhas molhadas, o frio e Alexandre, um rapaz bonito e disposto a animar aquele pessoal, como era típico dele ser alegre, deixando – o mais belo.

Começou a falar sem parar. Pediram-lhe que os deixassem em paz, mas o rapaz não entendeu e continuou a tentar animar a situação com que os amigos se encontravam. Os amigos vendo Alexandre ficaram ainda com mais medo. Ele queria saber porque tanto medo. Um dos amigos (Geraldo) disse que era do sobrenatural. Alexandre não se agüentava mais de tanto rir. Todos queriam que o amigo acreditasse em fantasmas, mas ele ria, cada vez que alguém lhe dizia sobre aquilo. O barulho da chuva no telhado não era mais gostoso como são todas as vezes. E até os trovões cessaram. Alexandre foi sentar-se ao lado da namorada Márcia. Tentou fazer-lhe um carinho, mas ela assustada saiu de perto e se abraçou a Débora. O rapaz ficou chateado com os amigos, pois para ele, eles que haviam colocado medo na amiga. Ninguém tinha vontade de fazer nada. Aliás como teriam. Precisavam convencer Alexandre de que realmente acontecem coisas sobrenaturais, mas estavam percebendo que seria muito difícil.

A de um homem que foi preso por assalto a mão armada que acabara de sair da cadeia. Passou a cometer novamente alguns crimes. Entre eles matou uma mulher de forma assustadora e cortou seu dedo para tirar-lhe o anel que parecia valioso. Com seu carro ganhou dinheiro. Enriqueceu. Certa noite conheceu uma mulher encantadora. E depois de muito tempo alguém que se interessou por ele. Com o carro levou a um lugar distante. Ao tirar a luva, a mulher revelou a falta de um dedo. O empresário morreu de susto. Alexandre estava se vendo obrigado a acreditar. Mas não cedia. Foi a vez de Ludmila contar sua história. A de um chefe de expedição. Procurava uma tumba. Buscava incessantemente encontrar. Até que ficou trancado tentando desvendar o segredo.Decidiram que cada um contaria uma história, que soubessem. Geraldo foi o primeiro. Contou a história de uma noite de chuva e trovões. O vulto de uma menina de repente apareceu na estrada pedindo socorro para sua mãe. Rebouças, o Dr, foi ajudar e ao chegar no local do acidente, percebeu que na realidade a criança estava morta e a mãe mesmo muito ferida se salvara. Alexandre achou a história ridícula e tentou se aproximar novamente de Márcia. Quando ela estava quase cedendo seu beijo a ele, Sílvio falou em voz alta interrompendo. Depois de mais alguns minutos Ludmila passou a contar sua história. Dizia sobre um casal que convidou dois amigos e fizeram em uma noite de chuva uma brincadeira que entrava em contato com o sobrenatural, acabaram recebendo o pedido de socorro de uma menina que havia morrido naquele momento. Alexandre continua tentando achar desculpas para as histórias. Querendo não acreditar. Débora então passou a contar sua história.

E desvendou. Ficou preso à eternidade julgando ter encontrado o amor de sua vida: uma múmia (Amah-thep). Encontraram seu cadáver nu abraçado a ela. A história de Márcia não precisava ser contada, pois estava acontecendo. Alexandre se aproximou da namorada e os dois se beijaram. Ludmila passou a tremer de pavou e gritou: Márcia. Ela voltou a realidade e começou a chorar. Os amigos tentando fazer Alexandre acreditar que coisas estranhas e sobrenaturais estavam acontecendo chamaram o amigo para ir até o cemitério nos fundos da casa. Ele aceitou. Lá tiraram de um túmulo uma lona e mostraram a Alexandre que ele estava lá. Morto há três dias depois de cair durante a escalada. Márcia disse para aquele garoto que ela amava que ele poderia descansar em paz e que ela o amava, mas ficaria bem. O vento passou e agora os amigos eram só seis.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um Motim no Tempo – James Dashner (Infinity Ring – Livro 1)


Primeiro livro da franquia colaborativa – presumo que seja este o termo – Infinity Ring, Um Motim no Tempo nos apresenta Dak, Sera e Riq, que de uma hora para outra – menos Riq – são postos em uma corrida pelo tempo – eu acho que essa frase é adequada – para concertar desvios na história da humanidade ocasionados por uma organização muito suspeita, e assim salvar o mundo do colapso – na estória essas mudanças na história ou fraturas estão causado fenômenos naturais atípicos.

Dak e Sera são amigos desde sempre (?) e que juntos enfrentam o dia-a-dia da escola – que não é nada fácil, tendo em vista que os dois são gênios, Sera é a garota de exatas (<3) e Dak entende TUDO de história – e a rotina de uma vida nada comum: reticências para Sera – é um processo meio confuso, é como se ela quase tivesse lembranças de coisas que não aconteceram na “realidade” em que ela vive –, os pais cientistas de Dak, que são uns fofos e bem diferentes, e um mundo em que a SQ, a tal organização suspeita, parece manter seus “tentáculos” por toda a parte, cada dia mais onipresente e poderosa.

Essa rotina já quase nada normal, é drasticamente abalada quando Dak e Sera resolvem dar uma volta pelo laboratório dos pais de Dak – que diga-se de passagem é trancado a um milhão de chaves – e topam com um invento incrível: o Anel do Infinito, dispositivo que após uma “mãozinha” de Sera torna possível a viagem no tempo; a partir disso a travessura de Dak toma proporções gigantescas com o sumiço de seus pais, e a entrada dos Guardiões da História – sociedade secreta, supostamente fundada por Aristóteles – na estória esclarecendo algumas coisas sobre o trabalhos dos pais de Dak, sobre a SQ, e também sobre os desastres naturais mais recentes. Após a entrada dos Guardiões da História no livro, o ritmo fica bem mais intenso, com Sera e Dak partindo junto a Riq – o gênio das linguagens – através do tempo, concertando “Fraturas” e tentando encontrar os pais de Dak, nesse primeiro livro você ainda confere qual é, e como foi concertada a primeira “Fratura” – dica: essa fratura tem tudo a ver com o Novo Mundo, e indiretamente (ou diretamente), com nós.

Eu não sei muito bem o que esperar do segundo volume, intitulado Dividir e Conquistar e escrito por Carrie Ryan – não conheço esta escritora – presumo que seja sobre Roma, porém sobre Um Motim no Tempo, posso dizer que simpatizei bastante com a série, e com o escritor, vou tentar sim continuar a leitura.

E tenho mais uma indicação legal pra fazer:

Clicando aqui você acessa ao blog da saga no Brasil, e tem tudo, desde quantos volumes são até jogos relacionados com cada um dos livros da saga, divirtam-se!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. II)


Segundo volume da saga que conta a estória do rei Arthur, A Rainha do Ar e das Sombras trás Morgause e seus 4 filhos, Gawain, Agravaine, Gaheris e Gareth, e mais ainda, trás o inicio do tempo de guerra para  Arthur.

Esse livro tem cunho um pouco mais filosófico e político, trazendo um Artur mais maduro, e já inserido na guerra, tendo as suas primeiras experiências com ela. A Rainha do Ar e das Sombras se inicia com os filhos de Morgause e a estória de sua avó, Igraine, duquesa da Cornualha, que foi “desonrada” por Uther Pedragon, para quem não conhece nenhuma versão da lenda do Rei Artur, pode parecer um fato sem importância, porém ele será decisivo para o desfecho da saga.

É engraçado ter contato pela primeira vez com a “história racial” da Bretanha, e ver como ela tem importância nas guerras que Artur trava durante o livro ­– e travará em outros volumes – e também é interessante como ela parece ser o principal motivo para que as camadas mais densas do exército – aqueles que não são nobres, nem usam armaduras – se envolvam na guerra, parece uma questão superada, mas se formos olhar com um pouco mais de atenção para os conflitos que ocorrem hoje, veremos um grupo de “nobres” que tem seus próprios interesses, que comandam e que jogam com a “infantaria”, soltados a frente das guerras, aonde existe mais perdas de vida, lutando por questões semelhantes aos homens sem armadura de T.H. White.

A todo o momento Merlin tenta ensinar a Artur que as guerras podem parecer oportunidades para demonstrações de triunfo e poder, mas que nelas também existe a perda de vidas e do povo que na verdade Artur deve proteger, o que seria melhor? Ganhar guerras ou trazer a paz? Merlin também levanta a questão dos agressores, aqueles que iniciam as guerras, e a diferença que existe entre aquele que começa, aquele que ofende, e aquele que se defende.

Como é possível notar o livro amadurece junto a Artur, conforme ele ganha experiência e conhece os aspectos de ser o Rei de um grande povo, o livro também passa a tratar de assuntos um pouco mais sérios e complexos, confesso que a parte da história racial e o dialogo de Merlin sobre agressores é muito interessante mesmo.

Tão bom quanto A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras  é uma continuação muito boa e lógica, ela traz personagens mais maduros e sérios, porém com a  mesma simpatia e encanto do anterior.

domingo, 27 de julho de 2014

O Meu Pé de Laranja Lima - José M. de Vasconcelos


"Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar de desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo, que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo."

Poucas vezes comecei a escrever com "as mãos atadas" e talvez essa seja a pior delas. Minha releitura de O Meu Pé De Laranja Lima acabou e eu estou com aquela sensação de "o que fazer agora?".

É o meu livro favorito desde a primeira vez que li e conta a história de Zezé, um menino de cinco anos, nascido em uma família pobre, de muitos filhos e que, apesar de todas as suas artes, entende muito mais da vida do que os adultos.  Ao longo da narrativa, vamos conhecendo os seus sonhos enquanto ele conversa com a sua árvore de estimação e percebendo o quão especial ele é, ainda que seus pais e irmãos nunca o reconheçam.  

É o tipo de livro em que pouco se pode falar sem contar partes importantes da história, mas tenho certeza de que você vai rir das vezes em que ele se esforça para encaixar uma palavra nova (que aprendeu com seu Tio Edmundo) em uma frase e se emocionar com a forma carinhosa e paternal que ele cuida de seu irmãozinho mais novo Luís, fazendo de tudo para protegê-lo de descobrir as verdades da vida que nenhuma criança deveria saber, embora ele muito cedo tenha descoberto. 

É muito mais que uma história. É o relato das pequenas alegrias e das grandes dores que se pode ter trilhando o caminho da existência humana, tudo isso transmitido ao leitor ingenuamente pelo ponto de vista de uma criança especialmente doce e sonhadora. 

Editora: MELHORAMENTOS 
Número de páginas: 192 
Assunto: LITERATURA JUVENIL