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sábado, 3 de outubro de 2015

As Loucuras do Rei – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VIII)

Cobrindo um período menos prospero da história da Inglaterra, Jean Plaidy nos leva a acompanhar Eduardo II e sua mulher, Isabela da França, que apesar de terem tudo para fazer com que seu reinado fosse mais prospero do que o anterior –  o reinado de Eduardo II, o “Pernas Longas” ou o “ Martelo dos Escoceses” – na verdade acabam por deixar o país em uma situação pior e menos estável.

Eduardo II já dava mostras de não ser exatamente o filho que Eduardo I pediu a Deus já no livro anterior, e seu primeiro ato, logo após seu pai ter morrido, foi trazer o seu querido “amigo” Perrot de volta a corte, após isso as coisas só se tornam cada vez mais obvias, e a total inépcia de Eduardo II fica clara em poucas paginas. Além dos problemas de impopularidade de Eduardo II ele ainda comete o erro de enfurecer sua jovem e belíssima esposa, Isabela – filha de Filipe o Belo – que além de ser extremamente popular junto ao povo esconde por um bom tempo o ódio que sente por um marido que despreza sua companhia para ficar com seus “favoritos”. Durante o livro são dadas infinitas amostras de como não agir com súditos, e como se perder batalhas – consideradas não tão difíceis – o fato é que Eduardo II passa o livro inteiro mias preocupado em agradar seus amantes do que realmente governar, o que torna seu período no trono da Inglaterra um período não tão glorioso.

Apesar de escrever um livro sobre Eduardo II, Plaidy parece focar muito mais na rainha da Inglaterra, Isabela, que faz uso de todos os “genes” puxados de seu pai – Filipe, que era famoso por ser maquinador e vingativo, e estava no centro de vários escândalos envolvendo a igreja – guardando para si durante muito tempo o ódio e nojo que sentia por um marido que a desprezou, e posteriormente armando contra ele, lembrando um pouco outra rainha, um das minhas favoritas, Eleanor da Aquitânia.

Enfim, o livro continua com a qualidade alcançada pelos volumes anteriores, talvez o que tenha me chateado um pouco sejam todas as qualidades – ou as não qualidades – de Eduardo II, tenho “gastura” a administrações falhas, tirando isso o livro tem todos os ingredientes e aspectos que marcam o incrível texto de Plaidy.

sábado, 27 de junho de 2015

Eduardo I – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. VII)

Depois de uma série de reis fracos, e rainhas autoritárias e egoístas, novamente existe um casal real, de verdade, na Inglaterra: Eduardo I e Eleanor de Castela.

Iniciando a estória um pouquinho depois de onde ela tinha parado no livro anterior – na morte de Henrique III e no atentando a Eduardo – o casal real esta voltando da Terra Santa, sem exatamente livrar “Jerusalém do infiel”, mas para cumprir o que se espera deles: reinar na Inglaterra. No momento em que Eduardo pisa em solo inglês fica claro que as coisas vão mudar drasticamente, e que a anterior rainha – Eleanor de Provence – não mais usara um rei para atender a seus caprichos, como fez com seu marido, Eduardo é um homem forte, e um rei forte, apesar de assim como seu pai estar ligado intimamente e de maneira feliz a família, ele sabe separar o seu governo das vontades de seus familiares, e ainda conta com o apoio – na primeira fase do livro – da corajosa e doce Eleanor de Castela.

Durante o livro acompanhamos as tentativas de Eduardo de trazer Gales e a Escócia para a coroa inglesa, além de tentar manter territórios continentais. Além dos conflitos em si, aparecem alguns personagens muito interessantes, em Gales Llewellyn que ale, de ser um líder de seu povo, foi “protagonista” de sua própria tragédia, e ainda Guilherme Wallace que também protagonizou um episódio triste e era um líder revoltoso da Escócia. É muito gratificante encontrar um livro que apresenta a estória sobre vários pontos de vista e aspectos, é interessante ver como os papeis se invertem dependendo do ponto de vista, e como mais de um é apresentado não somos levados a pensar que somente um lado estava certo.

Depois de passar um tempinho meio desanimada dessa saga eu me “reanimei” depois desse livro, sinto falta de bons homens e lideres, em certa parte gostei dessa saga por apresentar grandes reis, que mudaram as dimensões de seus territórios e sabiam lidar com questões delicadas, e novamente um desses lideres se apresenta nesse volume.

sábado, 13 de junho de 2015

A Autobiografia de Alice B. Toklas – Gertrude Stein

Como se “autobiografar” sendo que o biografo é diferente do biografado?

Bem, vamos ao início da minha história com Gertrude Stein e talvez vocês possam compreender a escolha de uma autora tão pouco conhecida por aqui, e por um livro tão diferente das minhas leituras – olha, fazia tempo que eu não lia uma biografia.

Eu tive o primeiro contato com o que foi, e quem foi G. Stein no filme Meia-Noite em Paris – escrito e dirigido por Woody Allen –, que conta uma estória bem legal, mas em especial, eu fiquei muito curiosa sobre uma mulher que antes, durante, e após a 1° Guerra Mundial, conseguiu reunir em torno de si uma quantidade incrível de gênios de muitas áreas das artes, como Picasso, Henri Matisse, Gauguin, Georges Braque, Juan Gris, Francis Picabia, Guillaume Apollinaire, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, e outros mais. Essa senhora que reunia em torno de si tantos grandes nomes da história era Gertrude Stein.

Já da para perceber que muito provavelmente um livro escrito por ela seria bem interessante, mas mais do que isso Stein por meio de sua companheira de anos – Alice – constrói quase um relato detalhado do cotidiano de seus amigos, e também através dessa biografia ela acompanha o desenvolvimento de alguns movimentos – como o nascimento do cubismo e também de escritores da “geração perdida” – que se tornariam grandes heranças do século passado, e, com certeza, algo positivo após a 1° Guerra Mundial.

Fora o relato interessantíssimo sobre os artistas, também acompanhamos muito do universo e do modo de compreensão de Stein – que causaram reboliço com suas obras –, e também uma aventura de Alice e Gertrude: durante o período de guerra, ambas trabalharam como voluntarias na F.A.F.F., que era um tipo de “programa de proteção a americanos”.

É importante ter em mente que apesar de a biografia ser de Alice, entramos em contato indireta e diretamente varias vezes com o tino perspicaz de Stein, e que através da companheira conhecemos muito da escritora. O livro não é tão longo, e se você já tem certa simpatia por esse período da história a leitura se mostrara muito fácil, se não, talvez seja a hora de conhecer coisas “novas”.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A Batalha das Rainhas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. V)

Um pouco menos centralizado, justamente por tratar de um conflito entre duas rainhas, de duas coroas diferentes – Isabella de Angoulême rainha-mãe da Inglaterra, e Blanche de Castella rainha-mãe da França – A Batalha das Rainhas tornou o contexto histórico muito mais amplo e interessante, porém se tornou um pouco confuso, o livro foi intercalando capítulos entre fatos que ocorriam na França e na Inglaterra, mas às vezes dava a impressão de as “épocas” não se corresponderem muito bem.

É chegada a hora de apresentar as antagonistas desta batalha história: Isabella de Angoulême já foi uma personagem importante no livro anterior, O Príncipe das Trevas, viúva de João Sem Terra, Isabella permaneceu no país até um pouco depois da coroação de seu jovem filho, Henrique III, porém após ver que na Inglaterra não seria de tão grande importância quanto queria – pois logo Guilherme Marechal e Hubert de Burgh assumiram a frente do país, enquanto Henrique ainda não atingia idade e maturidade o suficientes para assumir o controle da Inglaterra – logo deu um jeito de voltar para perto de sua terra natal, Angoulême, com o pretexto de levar sua filha, Joana, para se casar com seu antigo amor, Hugo de Lusignan, nem precisamos dizer que nada costuma sair como o planejado quando se envolve Isabella. Do outro lado do embate esta Blanche de Castella, neta de Henrique II e Eleanor da Aquitânia – por isso houve a tentativa de tomar a Inglaterra no volume anterior: Blanche, casada com Luís VIII, príncipe da França, por ser neta do casal real também teria direito ao trono – foi escolhida em detrimento de sua irmã, por Eleonor da Aquitânia, para ser esposa do filho de Filipe Augusto, rei da França e amigo de Ricardo Coração de Leão; após um período tranquilo, Blanche se vê em uma situação parecida com a de Isabella, porém com uma vantagem: ela sim seria regente da França, e cuidaria para que seu filho, Luís IX assumisse quando fosse o tempo certo.

Parece extremamente confuso – e realmente é – mas cada um dos acontecimentos fazem com que além de serem inimigas naturais – a rainha da Inglaterra e a da França – Blanche e Isabella se tornem ferrenhas adversárias no jogo de poder. Isabella sempre a mulher de beleza excepcional não deixa barato o fato de ter que se curvar para Blanche, e Blanche como a rainha exemplar que desempenhou seu papel como uma verdadeira neta de Eleonor da Aquitânia não poderia deixar essa “insubordinação” barata.

Senti um pouco a confusão no “compasso” da estória, às vezes uma parte dela parecia estar muito a frente da outra, porém após tudo entrar em um ritmo mais tranquilo e períodos mais curtos, as peças se encaixaram melhor. O livro foi uma “guinada” na série em relação ao anterior, ele é muito mais dinâmico, e é realmente possível ver a importância dos acordos e casamentos no contexto geral da trama. Apesar de exigir um pouco mais de atenção, A Batalha das Rainhas , é um livro que assim como O Prelúdio de Sangue e O Crepúsculo da Águia, assume um ritmo acelerado, e tão intrigante quanto eles.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

...


Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Crepúsculo da Águia – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. II)


Continuação de Prelúdio de Sangue, Crepúsculo da Águia trata, principalmente, da segunda fase da vida de Henrique e Eleanor, separados e em lados opostos; mais especificamente o livro tem foco no inicio da queda de Henrique e em todos os fatos que levaram a seu declínio, aliás, seus filhos – Henrique, Guilherme e Ricardo – são basicamente os responsáveis por muitos desses fatos – juntamente com Eleanor.

Vamos falar a verdade, desde que Eleanor descobriu Rosamund, e os bastardos de Henrique sua relação com o marido se deteriorou, a partir daí ela resolve se tornar uma mãe presente e amorosa, principalmente para Ricardo, aquele garoto bonito, que se tornara mais tarde um grande guerreiro/general, isso faz crescer certa “animosidade” entre ele e seu pai, que não diminuirá, e que será importante para o fim e a continuação do livro.

Henrique como sempre, mordendo os juncos e sendo um amante da companhia de belas jovens, não se contenta em ter Rosamund e logo seduz a jovem Alice, NOIVA do seu filho Ricardo – é gente, como assim? – e mais uma vez se mete em uma linda confusão para manter a amante, é notável o talento de Henrique em “embromar” pessoas, principalmente se esta pessoa for Luís VII da França – pai de Alice.

Perrengues familiares à parte, o livro começa a mostrar as dificuldades de Henrique em gerir um reino muito disperso, o livro se passa em vários lugares, e isso me deixou um pouco confusa com relação a período, em um momento Alice tinha 15 anos, logo em seguida já estava com 20, é necessária muita atenção para acompanhar as mudanças e calcular o tempo das viagens e permanências. Neste livro os filhos de Henrique se tornam homens, senhores de terras e políticos, em certos momentos uma parte dos problemas nas propriedades dele são ocasionados por seus filhos, o que acaba por minar a saúde do rei, e causar algumas tragédias familiares até o fim do livro.

Se sua torcida vai para Eleanor leia até a ultima pagina e acompanhe a queda e ascensão de grandes reis.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prelúdio de Sangue – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. I)


Jean Plaidy é mais um pseudônimo de Eleanor Alice Burford Hibbert, essa simpática dama que já partiu desta para uma outra – ela faleceu em 1993 – que soube aliar uma  pesquisa histórica e tanto, fofocas da corte, diálogos inteligentes e  personagens poderosos, em uma saga que conta nada menos do que a história da dinastia Plantageneta, simplesmente uma família que governou a Inglaterra por vejamos... quase 250 anos.

Diferente do que qualquer pessoa poderia pensar, Prelúdio de Sangue, que é o primeiro livro desta incrível saga, começa contando a estória da  bela Leonor da Aquitânia, e como ela se casou com Luís  VII, o jovem Rei da  França, a personalidade forte de Leonor foi decisiva na primeira fase do livro, onde ela praticamente rouba todo o destaque que se esperaria que Luís VII teria na trama, e que acaba causando a sua separação com o mesmo, não sem antes arrasta-lo para as Cruzadas, a uma guerra para reconquistar um condado governado por seu  tio – por parte de pai – e a alguns casos extraconjugais – Plaidy descreveu alguns romances que Leonor supostamente teve, eu não sei se existe alguma confirmação  histórica dessas traições.

Logo após a separação de Luís e Leonor, ela se torna Eleanor, Rainha da Inglaterra ao se casar com Henrique Plantageneta – 11 anos mais novo, também conhecido como Henrique II da Inglaterra – por quem ela nutria amor – ou paixão – ainda casada com Luís. No casamento com Henrique, Eleanor ainda foi muito importante, sendo uma boa “conselheira” para Henrique durante o inicio de seu governo, e logo antes, porém após diversas traições de Henrique Eleanor se retira para a Aquitânia com seus filhos – entre eles os ilustres, Ricardo Coração de Leão, e João Sem Terra, posteriormente Reis da Inglaterra. Na segunda fase do livro, também ocorre um famoso episódio, o assassinato de Thomas Becket que foi chanceler de Henrique e posteriormente arcebispo da Canterbury, por ordem do próprio Henrique – não existe uma confirmação propriamente dita de que Henrique deu uma ordem direta – fora este episódio existe muitos outros ligados a vida de Henrique, como a morte de seu pai, como ele conheceu Leonor, o caso que ele teve durante o seu casamento com ela e como ela descobriu o caso, etc.

Fora esses detalhes históricos, que eu posso ter errado – porque eu sou confusa, não me julguem, estudem história – o livro é divertidíssimo, os personagens são na maioria fortes e extremamente inteligentes, a estória é muito bem contada, e os jogos da corte, e políticos são fascinantes.

Se o seu desejo for ler um livro com uma “pegada” histórica e mesmo assim se divertir muito, Prelúdio de Sangue é o livro certo!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Pequeno Livro do Rock

    Vamos falar de música?! O melhor de um estilo musical que influenciou gerações!!!! Já sabe que estilo é? Isso, vamos falar do bom e velho ROCK AND ROLL!!!! A resenha hoje é sobre “O pequeno livro do Rock”,escrito pelo francês HervéBourhis, em pesquisa rápida descobri que ele é desenhista e ilustrador.
    O livro é basicamente uma HQ, na forma de recortes e não de forma linear, sobre a história do rock, nele o autor reuniu os principais momentos do rock e acontecimentos que influenciaram ou influenciariam o estilo, por exemplo cita o nascimento do rei Elvis Presley, primeiro show dos Beatles, morte de artistas importantes (ou que se tornaram importantes pós-morte, depende do ponto de vista), assim como artistas que forma importantes para a música em si, tais como Michael Jackson e Amy Whinehouse (como ainda eram vivos, sua morte e importância pós-morte não são citadas. Minha edição é de 2010, logo não sei se há alguma atualização em outra reedição).
    A história é contada por ano, desde a origem, que ele define como um período entre 1915 e 1950, depois disso é como se o Rock passasse efetivamente a existir e a história vai até o ano de 2009, especificamente até o dia 15 de junho. O autor colocou algumas “batalhas” entre bandas, onde elas são comparadas e uma sai vencedora, uma seleção de singles desde a década de 1950 até 2009(15 de junho) e alguns TOP 5 e uma cartinha bem humorada da editora endereçada ao autor.
    Se você nunca leu nada sobre a história do rock “O pequeno livro do Rock” pode ser um bom começo para se ter uma ideia de quanta coisa aconteceu desde o surgimento até hoje, a história é contada de forma bem resumida (não há detalhes sobre qualquer coisa), já você que conhece vai servir como um bom passatempo (o autor escreve como se estivesse conversando com o leitor, citando fatos e dando opiniões).
    Um ponto importante é que o livro conta a história do rock sob o ponto de vista de um francês que vive na França, ou seja, o livro foca a parte europeia/francesa do rock, então você vai sentir falta de algumas bandas bastante conhecidas por aqui e vai descobrir outras nem tão conhecidas assim, pois são europeias/francesas, por exemplo Mano Negra, antiga banda do Manu Chao. (Logo, você vai sentir falta de algumas bandas, digo isso porque senti falta quando li, sabe aquela sensação de que está faltando algo? Pois é, eu senti, ai vi que era a tradução de um livro francês e entendi o porque da falta de algumas bandas). Em resumo... É uma leitura legal de se fazer!!



 

sábado, 8 de junho de 2013

Delta de Vênus - Anaïs Nin

Esse livro é de Literatura Erótica, se não gostar pare aqui!
A pedido de um misterioso cliente, Nim escreveu o que seria um dos livros de erótica mais conhecidos, e na época, polêmicos. Na verdade esse volume foi desenvolvido em conjunto com alguns outros escritores, como Henry Miller, o que proporcionou uma grande “diversidade” de contos e nas ideias apresentadas neles.
Por seu um livro de contos, e por eles presumivelmente não serem ligados uns aos outros, eu me surpreendi conseguindo desenvolver uma linha de raciocínio e de tempo ao ler “Delta”, e achei muito interessante o fato de que apesar de serem independentes uma estória consegue “conversar” com a outra. É possível seguir a linha de organização dada no livro, ou ir “escalonando” a leitura selecionando assim os contos mais interessantes para o momento em que o leitor se encontra.
É muito engraçado observar a aceitação de “Delta de Vênus”, ou a sua não aceitação, o fato é que esse é um livro de erótica, portanto ele possui muito sexo – óbvio – mas também fala do inicio da independência da mulher, do pessimismo da época – uma parte dos contos se passa em um mundo tenso com a Segunda Guerra Mundial – e entre outras coisas é possível observar um conflito interno – no animo da população – do antigo com o novo, dos terrores da guerra com uma época de paz e prosperidade, acho que na realidade esse foi um tempo de confusão e medo.
Eu não vou dizer que Nim, escreveu sobre sexo como se fosse uma coisa sem ou com amor, ou que algumas estórias são muito diferentes dos padrões, ou seja lá o que isso signifique, esse volume trata de desejos, experiências, fantasias, se você tiver medo ou preconceito por elas,  ou se você se sentir tentado a criticar Nim por causa de seus contos, lembre-se que a internet esta cheia de tudo isso, e de coisas ainda menos "convencionais".

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bubble Gum - Lolita Pille


    Este é o segundo livro da autora francesa Lolita Pille, nele ela narra a história de Manon, uma garota que sonha em ser atriz/modelo e acaba por conhecer Derek, herdeiro de uma multinacional e que tem por hobby comprar e manipular pessoas e vê em Manon, a oportunidade perfeita de destruir uma vida. 
    Ao se envolver com Derek, Manon consegue atingir seu objetivo de ser uma famosa modelo e atriz, mas às custas de vício em antidepressivos e cocaína, numa vida vazia de sentido e com muito tédio (o principal motivador da personagem). Mas ao se ver presa numa armadilha, se dando conta de que é mais um projeto para Derek, ela planeja uma vingança. 
    A narrativa começa meio tediosa, mas vai empolgando e te prendendo, se você for do tipo que não gosta de coisas consideradas “imorais” e com muita manipulação, este livro será uma leitura fácil, já você que gosta de um pouco de polêmica e críticas a nossa geração, vai se interessar. A história em si é meio clichê, escrita em primeira pessoa e sob o ponto de vista dos dois personagens principais, o que torna a narrativa bem confusa em alguns pontos e com final óbvio. 
    O livro cumpre bem a função de criticar algumas atitudes comuns em jovens(ou nós mesmos) da nossa geração e alguns costumes que temos, além de ir ao encontro de alguns filmes, como “Aos treze”,  “Melissa P.” (ou “100 escovadas antes de dormir” em português). Não é uma leitura difícil, mas pesada por descrever algumas situações desagradável. Se ler, uma boa ideia é pegar algo bem leve para ler em seguida.