Mostrando postagens com marcador Literatura Estrangeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura Estrangeira. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de julho de 2016

O conto de Aia - Margaret Atwood

Sabe quando você lê algo e tem a impressão de que o texto descreve o momento atual? Pois foi essa a impressão que tive ao ler "O conto de Aia", tudo nele parece atual e real, algo tangível.
A história se trata de uma distopia, assim como Jogos Vorazes, 1984 ou Admirável Mundo Novo, entre outros; sendo narrada pela personagem principal, sempre num tempo pscicológico. Se passa em alguma região entre o sul do Canadá e o norte do Estados Unidos da América, sob um governdo autoritário de transição, no qual há pouquissímos direitos, reservados apenas aos homens; mulheres servem apenas como esposas, cuidados com a casa e reprodução. De acordo com o poder do homem, ele pode ter três mulheres (uma para cada função) ou apenas uma (que desempenha todas as funções), elas são identificadas através da cor da roupa e seu nome é o sobrenome do homem ao qual pertendem, e somente as aias (responsáveis pela reprodução) podem sair diariamente de casa.
Ao ler o livro, acompanhamos as lembranças e pensamentos da narradora, o que nos faz transitar entre dois períodos distintos durante a transição e o atual, no qual ela se encontra surpreendente para nós, apesar de esperado. Já que construímos um sentimento de esperança...
O livro é assutador, e bastante  real,e mostra algo possível de se tornar realidade, na verdade, meio que chega a ser real hoje para algumas mulheres.
Oque só o torna mais assustador.


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O demonologista - Andrew Pyper

Lembra bastante "O exorcista" e ao mesmo tempo é bastante diferente. Vamos às semelhanças: personagens com histórias de vida peculiares, no caso deste livro, são personagens que convivem com a solidão e a melancolia, problemas familiares e a descrença em Deus e no demônio. Já as diferenças estão no enredo, na forma como a história se desenvolve e o enredo é bem diferente.
A personagem que dá título ao livro é David Ullman, renoamdo professor da Universidade de Columbia, especializado em textos literários que tem o Diabo como figura principal, com enfase na obra de John Milton, Paraíso Perdido.
para David o Diabo sempre foi uma figura mitológica, até que ele é contratado para um trabalho, sobre o qual tem pouca (quase nenhuma) informação; este  trabalho consiste em observar um fenômeno e descrevê-lo.
O casamento já ia mal e sua relação com a filha também estava se deteriorando, com isso ele aproveita para viajar com a filha por uns dias na Itália, enquanto realiza o trabalho. E então tem início uma jornada assustadora ao autoconhecimento e estrasnhas ocorrências, por assim dizer, enquanto corre contra o tempo e decifra pistas escondidas em "Paraíso Perdido", para enfrentar O Inominável e salvar sua filha.
É um livro que prende, a narrativa te deixa sem fõlego, apreensiva/o. Este foi o primeiro livro que li do Andrew Pyper e estou ansiosa para ler os outros. E essa leitura me fez ir atrás de Stephen King!! (Sim, ainda não o li e sim, ainda tenho a coleção de Torre Negra para ler.)







domingo, 11 de outubro de 2015

Simplesmente Acontece – Cecelia Ahern

Admito que ainda tenho preconceito com filmes e livros românticos, e este livro e filme também foram vítimas deste preconceito tão bem enraizado. E como hoje a resenha é sobre esta história, consegui deixar de lado este preconceito e assiti o filme, e em seguida li o livro.
A história é sobre Rosie e Alex, melhores amigos desde a infância e separados na adolescência, por conta da mudança de Alex para o outro lado do Atlântico; tem início os encontros e desencontros na vida de ambos.
No baile de formatura Alex, não consegue chegar a tempo de acompanhar Rosie, que acaba indo com um colega de classe que não suportava e acaba engravidando e, por isso, tem de abrir mão de muitos sonhos e histórias que poderiam ser vividas, e acaba por ganahr uma vida jamais sonhada por ela aos 18 anos! Pois além da gravidez, ela também ganha a missão de criar a filha sozinha...
O tempo passa e a amizade entre Alex e Rosie se fortalece, assim como os desencontros da vida. Casamentos, divórcios, nascimentos e mortes ocorrem ao longo de toda a história, e nós que estamos acompanhando tudo isso ficamos ansiosos e torcendo para que eles tenham um final feliz! Admito que quase tive um treco, afinal até o último minuto tudo pode mudar.
Como esperado há certa diferença entre o filme e o livro; no filme a história é mais rápida, os acontecimentos ocorrem num menor intervalo de tempo e há personagens fundidos, que tem suas ações realizadas por outros personagens no livro. Já o livro se passa num espaço de tempo maior, há mais personagens e (oque mais me chamou a atenção) é todo escrito por meio de troca de mensagens!!!! Cartas, emails, SMSs, e isso permite com que o leitor possa ver os acontecimentos por meio do sentimento e ponto de vista de cada personagem!!!!
O livro fez com que eu refletisse muito sobre o papel da mulher no mundo e como a criação de um filha pode alterar, e muito, a vida desta, mesmo que ela queira fugir desta responsabilidade, não há esta opção! Isso é imposto a ela como obrigação. Afinal o filho é dela! O pai da filha de Rosie, Katie, só passa a ter contato com a filha quando esta se torna adolescente, até então nem os avós paternos se deram ao trabalho de ter contato com a neta (No livro Rosie chega a citar que eles chegaram a passar por elas na rua e agirem como se fossem completos desconhecidos). Ao longo de toda a história Rosie paga o preço de ser mãe solteira, apesar do apoio dos pais, enquanto o pai de Katie passa como o cara legal, quando reolve conhecer a filha; e isso foi um dos pontos que me fez gostar da história.
Tanto o filme quanto o livro são ótimos e de fácil leitura! Apesar do tema meio espinhoso, são agradáveis e ótimos para se distrair um pouco!



sexta-feira, 31 de julho de 2015

Incrível – Sara Benincasa

Mais umas das apostas da Editora Única, Incrível de Sara Benincasa vai agradar e muito fãs de outras séries já conhecidas e resenhadas por aqui, como Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Naomi é uma garota comum, com pais separados, que vive em Chicago – com o pai, um professor de educação física do colégio em que ela estuda – e passa seus dias de férias de verão em East Hampton com sua mamãe abastada – dona de um império de bolinhos e gostosuras –, apesar de passar seus dias de férias no lugar que tem mais riquinhos por metro quadrado, ela não consegue se enturmar muito, até Jacinta Trimalchio entrar em sua vida. Mas vamos lá, o livro tem como umas de suas principais premissas ser baseado na obra O Grande Gatsby de Francis Scott Fitzgerald, e na verdade Incrível é EXATAMENTE esse tal livro do Fitzgerald, e por inteiro, eu sou uma leitora antiga e meio babona por Fitzgerald então eu já li alguns de seus livros e entre eles está O Grande Gatsby, e o que Benincasa fez foi colocar uma roupagem um pouco mais atual, alguns  personagens extras – personagens basicamente complementares à narradora da estória, que é Naomi – e desenvolver a estória com algumas coisinhas paralelas, então se você já leu o livro de Fitzgerald você já sabe tudo que vai acontecer, senão talvez Incrível seja a oportunidade de se entrar em contato com uma obra tão expressiva indiretamente e se interessar pelo original – vamos combinar que um livro que foi indicado como uns dos 100 melhores de todos os tempos pela Newsweek tem muito mais do que uma estorinha de amor.

Apesar desse detalhe sobre a estória ser bem, muito, incrivelmente baseada no Grande Gatsby, é um livro divertido e bem teen, acho que adeptos da literatura YA vão dar uma piradinha nele, como eu já disse ele segue o mesmo estilo de Gossip Girl e Pretty Little Liars. Só espero que em um futuro próximo Benincasa nos mostre uma estória sua, totalmente sua.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Como ser mulher, Um divertido manifesto feminista – Caitlin Moran

Confesso que tive um certo preconceito em começar a ler este livro, afinal a primeira coisa que pensei foi "Ah! Mais um livro de auto ajuda! E pior, este ainda tenta me ensinar a ser mulher! Afff...", ledo engano! O livro pode servir como  uma introdução ao feminismo e como fonte de reflexão oque é ser mulher. Afinal... vocês já se perguntaram isso?
O livro é autobiográfico e começa com a autora, no seu aniversário de 13 anos, sendo perseguida e insultada por uns garotos. vale ressaltar que ela foge do "padrão" físico e familiar esperado, ela é a mais velha de sete irmãos, com mãe hippie e pai que ignora o crescimento das filhas e irmãos que se odeiam e se unem na mesmas medida quando necessário.
Logo após este aniversário vem sua primeira menstruação, que serve como marco para o fim de sua infância, e muito descontentamento, pois ela não deseja crescer. marco este compartilhado com sua irmã Caz, que também não se mostrou feliz com a situação (aliás ela raramente se mostra feliz com algo).
Enquanto conta um pouco de sua história Caitlin discute alguns problemas femininos, tais como depilação, ser magra, (tentar) não envelhecer, ser mãe, aborto, etc; mostrando como somos julgadas com base nessas coisas e não só no nosso caráter e/ou competências e habilidades. Ela exemplifica oque aconteceu com ela no primeiro jornal que trabalhou ao se ganhar fama mulher "fácil" e situações que passou por ser gorda.
A forma como ela se descobriu como mulher ao contar, de forma muito divertida, um pouco de sua história e defende o feminismo de forma não acadêmica. E propõe o questionamento sobre  ser ou não feminista, mesmo que você afirme não ser. Oque mais gostei da discussão de feminismo no livro é o fato de ela não defender o radicalismo e zombar de antifeministas, uma vez que as mesmas que escrevem contra o movimento se beneficiam das conquistas destes. Nos lembrando que também somos responsáveis pela perpetuação do machismo.
Sei que quando falamos de feminismo muitas pessoas torcem o nariz e imaginam um monte de mulheres odiando homens, mas não! Isso não é feminismo! Feminismo é a ideia de que mulheres e homens devem ter os mesmos direitos, só isso. A ideia de que não serei menos mulher se atrasar a depilação, ou mesmo se não a fizer; a ideia de que posso ou não ser mãe ou envelhecer, sem que o mundo me aponte e diga que isso é um absurdo! E é isso que ela discute no livro, que serve de muito bem de introdução/apresentação a essa ideia.  

sábado, 13 de junho de 2015

A Autobiografia de Alice B. Toklas – Gertrude Stein

Como se “autobiografar” sendo que o biografo é diferente do biografado?

Bem, vamos ao início da minha história com Gertrude Stein e talvez vocês possam compreender a escolha de uma autora tão pouco conhecida por aqui, e por um livro tão diferente das minhas leituras – olha, fazia tempo que eu não lia uma biografia.

Eu tive o primeiro contato com o que foi, e quem foi G. Stein no filme Meia-Noite em Paris – escrito e dirigido por Woody Allen –, que conta uma estória bem legal, mas em especial, eu fiquei muito curiosa sobre uma mulher que antes, durante, e após a 1° Guerra Mundial, conseguiu reunir em torno de si uma quantidade incrível de gênios de muitas áreas das artes, como Picasso, Henri Matisse, Gauguin, Georges Braque, Juan Gris, Francis Picabia, Guillaume Apollinaire, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, e outros mais. Essa senhora que reunia em torno de si tantos grandes nomes da história era Gertrude Stein.

Já da para perceber que muito provavelmente um livro escrito por ela seria bem interessante, mas mais do que isso Stein por meio de sua companheira de anos – Alice – constrói quase um relato detalhado do cotidiano de seus amigos, e também através dessa biografia ela acompanha o desenvolvimento de alguns movimentos – como o nascimento do cubismo e também de escritores da “geração perdida” – que se tornariam grandes heranças do século passado, e, com certeza, algo positivo após a 1° Guerra Mundial.

Fora o relato interessantíssimo sobre os artistas, também acompanhamos muito do universo e do modo de compreensão de Stein – que causaram reboliço com suas obras –, e também uma aventura de Alice e Gertrude: durante o período de guerra, ambas trabalharam como voluntarias na F.A.F.F., que era um tipo de “programa de proteção a americanos”.

É importante ter em mente que apesar de a biografia ser de Alice, entramos em contato indireta e diretamente varias vezes com o tino perspicaz de Stein, e que através da companheira conhecemos muito da escritora. O livro não é tão longo, e se você já tem certa simpatia por esse período da história a leitura se mostrara muito fácil, se não, talvez seja a hora de conhecer coisas “novas”.

domingo, 15 de março de 2015

O Pistoleiro – Stephen King (Torre Negra - Vol I)

Minha primeira vez lendo o senhor King e AMEI!!!! Estou ansiosíssima para ler os outro volumes desta série e ler outros livros dele. Já sou fã dos filmes baseados em seus livros!! *_*
Bom, vamos falar de "O pistoleiro", primeiro volume da série "Torre Negra". O livro acompanha Roland Deschain, o último pistoleiro de seu mundo, com práticas e costumes inspirados em códigos medievais com rígido código de conduta e honra.
O livro narra a fuga do homem de preto pelo deserto, com um pistoleiro em seu encalço. Este tem como objetivo a busca pela Torre Negra, dita como eixo de todo o tempo e espaço.E acreditando que o mesmo possui indicações para seu destino, o pistoleiro persegue o Homem de Preto, que atravessa o deserto na sua frente.
Durante sua jornada, Roland é obrigado a cruzar a cidade de Tull, onde é vítima de uma armadilha deixada pelo Homem de Preto e que resulta em grande tragédia, mesmo assim ele continua sua perseguição. Em seguida encontra Jake (John Chambers), menino transportado o mundo de Roland após morrer tragicamente em Nova York de 1977, mas acaba morto novamente quando Roland tem de escolher entre sua vida e pegar o Homem de Preto.
O livro acaba com a captura do Homem de Preto e este revela fatos importantes sobre o destino de Roland e sua busca, através de cartas de tarot , segundo pesquisas que fiz, o volume seguinte se desenrola em cima destas revelações.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

As Delícias da Fofoca – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 1)

Mais uma série da mesma “linha” de Pretty Little Liars – PLL –, Gossip Girl gira em torno da “realeza” do Upper East Side.

Esse primeiro livro nos apresenta alguns personagens que serão os mocinhos e mocinhas mais estilosos que veremos em muito tempo – é claro que o bem e o mal, mais uma vez são relativos, o ponto principal é que são esse personagens que acompanharemos pelo restante da “saga” – e é claro, ainda nos traz o elemento onipresente e oniciente da trama, o ser mais fofoqueiro da ficção – ainda não conheci outro mais do que ela – a Gossip Girl – gg – , que é a “responsável” por um blog de fofocas de mesmo nome, que promete revelar todos os segredinhos podres dos nossos personagens favoritos – e também dos não tão favoritos.

Dentre os glamorosos personagens dessa estória estão Blair Waldorf e Serena van der Woodsen, as amigas que perderão o contato e que agora se parecem mais com arqui-inimigas; Nate Archibald o garoto perfeito; Chuck Bass o cara não tão perfeito; e Dan e Jenny Humphrey, ele um garoto sensível e meio fora do padrão, ela uma garota louca para entrar no circula de amizade mais badalado de NY.

É interessante como Cecily construiu um “casting” de personagens tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos. Existe o personagem onipresente – gg –, mas nada tão destrutivo e macabro quanto “A” de PLL – até agora –, existe tensão durante o livro, mas nada tão opressivo quanto o que encontramos em PLL.

Eu gostei bastante da leitura, foi bem rápida e tranquila, como vocês já perceberam, pra mim é uma série de livros bem parecida com PLL – só que com menos finais infelizes.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Como água para chocolate – Laura Esquivel

  O que dizer deste livro? Delicioso, intenso, romântico entre outras coisas!!!! SIM! Sou apaixonada por esse livro e pelo filme, desde criança!
  O livro narra a história de Tita, filha mais nova, de três irmãs, de uma família matriarcal, que tem sua vida marcada por um amor proibido e receitas, sua vida se passa na cozinha, é nela que Tita se sente confortável e feliz, na maior parte do tempo.
  Cada capítulo corresponde a um mês do ano e tem sua receita correspondente. A narrativa do livro começa com o nascimento de Tita, na cozinha, e como ela cresce em meio aos sabores e aromas presentes nesta, e sua relação próxima com a cozinheira da casa, posto que vem a assumir mais tarde com a morta da mesma.
  Em dado momento Tita conhece Pedro, e acabam se apaixonando, este pede sua mão em casamento, mas a mãe recusa e oferece a filha mais velha, Rosaura, pois Tita somente poderá se casar após a morte da mãe, até lá é dever dela cuidar da mãe. Como é de se esperar Pedro e Rosaura se casam, mas o amor dele por Tita permanece e daí aparecem alguns conflitos com a mãe de Tita, Rosaura, com Pedro e com ela mesma.
Mas porque essa história é diferente das demais? Além de ter a cozinha como parte importante, diria até que como personagem da história, ao cozinhar Tita passa seus sentimentos para os pratos que cozinha e quem os come, passa a sentir o mesmo que ela sentia ao cozinhar ou a expressar seus desejos, isso foi marcante para mim desde a primeira vez que vi o filme e ficou mais forte ao ler o livro.
  Quanto as diferenças entre livro e filme, como de se esperar o livro é mais completo que o filme; o narrador de cada um é diferente, no livro o narrador é onipresente, já no filme uma personagem narra a história; o filme é mais condensado e as receitas não são tão marcantes quanto no livro.
  Para dar um gostinho do filme, lançado em 1992, segue o trailer (no youtube você pode encontrar o filme completo) e para quem quiser ler tem a versão digital na internet e a versão importada em espanhol (a que eu li) na Livraria Cultura (onde comprei a minha edição), a versão traduzida acredito que deva ter em sebos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Emperor of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro III)


O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo.  E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Once Upon a Time, Uma Antologia de Contos de Fadas – Ilustrado por Kevin Tong



“Era uma vez...” é com esse “comecinho” mais do que famoso e nem um pouco batido, que estórias antigas e tradicionais se iniciam,  muitas das quais tiveram suas primeiras versões a algumas centenas de anos atrás mas que até hoje nos soam fabulosas.

Eu particularmente não tenho tanto contato assim com a série Once Upon a Time, na verdade, eu estava passeando pelos estandes da 23° Bienal do Livro de São Paulo, quando me deparei com uma edição muito simpática, de capa dura, e que possuía contos dos Irmãos Grimm. Na verdade, pelo o que eu entendi, tem vários contos, alguns dos Grimm inclusive, enfim, o fato é que a parte do Once Upon a Time é mais um tipo de jogada de marketing, uma vez que o livro não trata de estórias ou detalhes da série.

Voltando ao livro em si, ele tem varias estórias, de Branca de Neve a Rumpelstiltskin, ele é um livro com uma pegada bem “light”, por isso o leitor encontrará estórias próprias – perfeitas – para serem contadas para crianças, apesar de ser um bom divertimento, acho que se o livro for comprado para tal tarefa, ele será perfeito. Um bom diferencial além da capa dura e do acabamento – que estava muito bem feitinho – são as ilustrações, feitas por Kevin Tong, elas são bem bonitas e delicadas.

Quer dar um presente para aquela sua sobrinha fofa que você quer incentivar a ler? Essa é uma boa opção!
Essa é uma das ilustrações.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

sábado, 1 de novembro de 2014

Kama Sutra – Vatsyayana

Hááá!!!! Já sei! Chegou aqui achando que vou descrever várias posições sexuais (estranhas)!!! Ledo engano meu caro leitor! O tema menos abordado e menos importante do livro são as posições sexuais.
O livro fala sobre a arte do amor em todas as suas faces: conquista, como a mulher deve tratar o homem e as outras esposas deste, como o homem deve tratar as esposas, como as cortesãs devem agir para aumentar seus lucros e como conquistar a mulher dos outros (sim, ele diz como se deve agir para conquistar mulheres casadas! Com direito a situações onde SE DEVE fazer isso).
Admito que fiquei impressionada com a forma didática como o livro aborda temas considerados tabus para nós ocidentais de tradição cristã; eu realmente não esperava tamanha liberdade e naturalidade em tratar da aquisição do Kama, e sua importância.
O livro todo é muito interessante, mas o prefácio, a introdução e as duas primeiras partes foram as mais melhores, por apresentarem muita informação nova e dar um panorama histórico e social, mostrando um pouco do funcionamento da sociedade indiana. Destaque para as classificações dos tipos de homens e mulheres e suas relações! E para as recomendações de expor as marcas de mordidas e arranhões feitas pelo(a) amante e, claro, se vingar deixando marcas ainda maiores e mais fortes.
Talvez por conta da minha personalidade achei estranho, e meio ridículo, o incentivo a joguinhos amorosos e à rivalidade entre as mulheres, mas tudo isso de forma muito bem pensada, para manipular os homens. Em compensação achei o domínio das 64 artes, muito útil, uma vez que se domina estas artes você se torna totalmente independente (financeiramente) oque na época era de grande importância para as mulheres, uma vez que esperava-se delas serem submissas aos homens e depender destes.

sábado, 25 de outubro de 2014

A esperança – Suzanne Collins (Jogos Vorazes - Vol III)

Último livro da trilogia Jogos Vorazes!!!!!! O que dizer desse livro?! Foi incrível!!! Eu AMEI, não consegui parar de ler!!

Bem... Nesse livro, vemos a queda da Capital, SIM a Capital CAI!!! Mas isso, nem deve contar como spoiler, porque se não caísse, não teria livro, né? Bem, aqui aparecem novos personagens (importantes) e acompanhamos oque acontece com Peeta, após o resgate de Katniss. O distrito 13 ressurge, por assim dizer, e temos um final meio óbvio (eu já esperava boa parte do que é descrito).

E ainda acho a Katniss uma tapada, nesse livro ela prova ser uma marionete na mãos dos rebeldes... (Me pergunto, porque todo personagem principal é assim... Sempre tem quem faça tudo, e quem leva a fama é o personagem principal). Gale e Peeta se destacam como personagens fortes e muito espertos, Finnick Odair (Sim, aquele que deixa você em dúvida em "Em chamas") destrói toda raiva e indignação contra ele, se mostrando humano, simples assim...

A Prim foi minha maior surpresa nesse livro, em "Em chamas" a gente vê como ela cresce, mas nesse ela não lembra aquela menina delicada que Katniss acredita que ela seja, ela mostra, até o final, que é realmente forte e está pronta a cuidar dos doentes, assim como sua mãe faz.

Não sei como falar desse livro sem recontar a história... Apesar das coisas óbvias e minha decepção com a Katniss (do livro, a do filme é legal!!!), a narrativa é muito boa, bem escrita e traduzida!!! Além da trilogia mostrar muito bem um futuro nada utópico, meio a moda de George Orwell (aquele de 1984).

Ou seja... Vale a leitura!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Dia do Curinga – Jostein Gaarder


Primeiro livro que eu li do autor do famoso O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga me deixou no mínimo confusa durante paginas e mais paginas, mas me deixem explicar.

O livro gira em torno de um garoto e seu pai, que estão em viagem pela Europa atrás da mãe do tal garoto, coincidentemente mulher de seu pai – me superei nessa – ou será que não? Porque o livro conta também a estória de um menino que lê em um livro a estória contada por um veterano da segunda guerra mundial, que foi ajudado por um padeiro, que era filho de um senhor que tinha problemas com bebida, que foi ajudado por outro padeiro que tinha ouvido essa estória de um marinheiro que fora filho de um padeiro que era filho de outro marinheiro que sofreu um naufrágio e ficou perdido em uma ilha para lá de excêntrica. Entendem a minha confusão? Na verdade o livro conta a estória de uma família, e de encontros e desencontros que eram para acontecer, ele também conta a estória de uma pequena e de outra grande Paciência – é, o jogo de cartas – e de como alguns se veem nela e como eles veem ela...

O Dia do Curinga é um livro de questionamentos, é um livro que não conta só uma estória, ele conta todas as estórias, inclusive a história do leitor. É um desafio! Você leitor do blog, você pessoa dotada de vontade e energia para ler, eu te desafio a ler O Dia do Curinga e não olhar para si mesmo, para sua volta e falar “Notável”, ou qualquer coisa do gênero; porque no fundo, eu acho, o objetivo do livro é nos fazer olhar pra nós mesmos e constatarmos o quanto é incrível a nossa presença, a nossa existência em um mundo verdadeiramente diferente de todos os outros conhecidos por nós humanos, o quanto todas essas “coincidências” nos fazem sortudos só por estarmos aqui.


È difícil “verbalizar” o que eu entendi e o que eu achei do livro, só sei que foi uma leitura que valeu a pena, acho que pegar um livro que te faz questionar sobre si mesmo e sobre a sua existência de maneira mais simples do que, sei la, filósofos clássicos faria, é no mínimo uma boa atitude e no maximo vai te mostrar muitas coisas.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Queda dos Reinos – Morgan Rhodes (Queda dos Reinos – Livro 1)


Primeiro volume da saga – que eu acabei de descobrir que não é uma trilogia, até agora ela é uma "quadrilogia" – de mesmo nome, A Queda dos Reinos introduz nossos personagens principais: Lucia, Cleo, Jonas e Magnus; e ainda nos revela um mundo que anteriormente era repleto de magia, porém privado da mesma, mergulha em um período de declínio e de mudanças.

Cleo é uma linda princesa de Auranos, na verdade a segunda princesa, pois sua irmã Emilia é a mais velha, e assim herdeira do trono... é. Lucia é uma jovem princesa – também – que descobre ter poderes mágicos, e que de uma hora para outra se vê participando ativamente de uma guerra contra Auranos – como arma secreta de seu pai, rei de Limeros. Magnus é um rapaz que vive em conflito com seu pai, que o considera “insuficiente” para assumir o trono de Limeros, e que vive também em conflito interno: suprindo um amor incomum por sua irmã caçula, Lucia. E Jonas o nosso mocinho financeiramente prejudicado de Paelsia, que perde o irmão mais velho após um incidente envolvendo a princesa Cleo e seus “amiguinhos”.

Cheio de intrigas e reviravoltas, Morgan constrói uma estória interessante e cativante, seus personagens são simpáticos – até o sombrio Magnus – e cheios de conflitos. A política e geopolítica do livro também é muito bem “bolada”, e a importância da magia na ascensão e declínio das nações é muito interessante.

Divertido, inteligente e simpático, A Queda dos Reinos é um bom livro para quem busca uma fantasia com ar menos pesado, e com personagens mais jovens e leves. Na verdade é um bom livro de pausa de sagas mais densas como “As Crônicas de Gelo e Fogo”, “Trilogia dos Espinhos”, “Senhor dos Anéis”, entre outras.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O Rei de Amarelo – Robert W. Chambers



Considerado um clássico da literatura norte-americana e mundial, O Rei de Amarelo traz algo definido por H.P. Lovecraft como terror cósmico, ele na verdade é um livro composto por 10 contos que são divididos em duas partes que são divididas por dois contos: “O Paraíso do Profeta” e “A Demoiselle d’Ys”.

A primeira parte do livro é composta por 4 contos ambientados em uma realidade supostamente utópica, em que existe um livro (pelo o que eu entendi, esse livro é uma peça) intitulado “O Rei de Amarelo”, que traz pânico e desespero a quem o lê. O que me chamou atenção logo de cara foi esse livro/peça que segundo os contos traz verdades tão absolutas e brutais que leva seus leitores a diferentes estados de loucuras, de quadros parecidos a esquizofrenia até paixões doentias. È incrível como Chanbers cria toda uma atmosfera doentia por baixo de cenas claras e luminosas, em quase todos os momentos da estória eu visualizei as cenas repletas de sol ou de objetos luminosos, ou em lugares quentes e aconchegantes, porém logo na próxima pagina o desespero e um mal-estar súbito tomavam forma.

Composto também por 4 contos, a segunda parte é ambientada em Paris, apesar desses contos terem uma levíssima ligação com a primeira parte, eles são mais leves e menos “assustadores” e na maioria tratam da vida de estudantes de artes. 

Os dois contos de transição são bem interessantes, um é composto de diversos poemas em prosa que tem um fundo que eu achei ainda muito ligado a primeira parte – poemas com fundos mais escuros e ainda um pouco assustadores – e ainda “A Demoiselle d’Ys” que tem um jeito de terror, cheirinho de terror, mas que não me assustou necessariamente.

Achei o livro muito legal, gostei muito da primeira parte, inclusive eu cheguei a ter um “medinho” de ler ele em casa sozinha de noite – só quem me conhece e sabe do fantasma da Dona Aurora entende – a segunda parte é muito bem escrita, mas é mais tranquila, mais comum a romances, apesar de traços de “amarelo” também aparecerem nela.

Bem, se você estiver procurando um livro um pouco anterior a Lovecraft e ainda assim repleto de um terror de classe, O Rei de Amarelo é um bom começo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

If I stay – Gayle Forman

Daqui
If I stay é um daqueles livros que te fazem repensar na vida... A história é contada em primeira pessoa por Mia, uma adolescente que tem uma vida comum (ou quase isso): é uma violoncelista, mora com os pais e o irmão mais novo,tem uma amiga excelente se apaixona por um rockstar. 
A união de todos estes pontos da história se dá pela música: os pais de Mia se conheceram enquanto ele tocava numa banda, Mia e Adam se conhecem pois ambos estão estudando música e pleiteando uma vaga na faculdade. 
A história é uma linda história de amores: amor fraterno, amor entre amigos, amor entre amantes.

Daqui
Tudo parece muito bem, até que Mia e sua família sofrem um acidente de carro, sendo ela a única "sobrevivente", entrando em uma espécie de "experiência extracorpórea" (onde ela vê tudo o que está acontecendo ao seu redor).
A partir daí toda a história se desenrola... Ela relembra de vários pontos da sua infância e de sua vida presente. Todos ao seu redor estão ali com ela, e agora a decisão é "Ficar ou ir?"...

<3
O livro tem uma continuação "Where she went" que eu não sei se já veio para o Brasil. If I stay foi lançado aqui com o título de "Se eu ficar" pela Novo Conceito. E virou filme, lançado no Brasil essa semana.


É galera, preparem seus lenços...

domingo, 7 de setembro de 2014

Fortaleza Digital – Dan Brown


Em "Fortaleza Digital" somos apresentados ao misterioso mundo da NSA (Agência Nacional de Segurança Americana), a maior organização de inteligência do mundo. Possuidora de um supercomputador, capaz de decodificar qualquer mensagem enviada pela Internet, a agência se vê em perigo quando surge um novo código que a máquina não consegue quebrar. É aí que entra Susan Fletcher, conceituada matemática e criptógrafa que é chamada para ajudar nessa grande emergência e que acaba mergulhando em um mistério, regado de segredos, mentiras e criminosos. Ninguém é quem parece ser, e Susan precisa solucionar o código para evitar uma tragédia histórica na organização de inteligência americana e mais ainda para passar com vida ao caos em que se envolveu.

Dizem que Dan Brown descobriu a "fórmula" do sucesso de um livro. Quem já leu outros títulos do autor pode sim ter a sensação de "eu já vi isso antes". A forma como a história é narrada, as surpresas que aparecem na última linha do capítulo, os personagens inteligentes e rápidos, são coisas em comum nos livros do escritor, mas o fato de ser parecido não interfere no resultado: você não consegue parar de ler. Se você é do tipo "só vou terminar esse capítulo" sugiro que o leia em domingo à toa porque terminá-lo  não vai ser suficiente para sua curiosidade.

Foi o primeiro livro escrito por Brown, publicado nos Estados Unidos em 1998. No Brasil a Editora Arqueiro o lançou em 2005. É ótimo para conhecer a história da Internet e da criptografia.

E se você acompanhou todo o escândalo envolvendo as revelações de Edward Snowden sobre a espionagem global americana, com certeza vai se surpreender com as semelhanças no enredo de Fortaleza Digital.

Comigo ficou a dúvida: saberia Dan Brown a verdade quinze anos antes do resto do mundo? Ou foi mera coincidência?

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Um Motim no Tempo – James Dashner (Infinity Ring – Livro 1)


Primeiro livro da franquia colaborativa – presumo que seja este o termo – Infinity Ring, Um Motim no Tempo nos apresenta Dak, Sera e Riq, que de uma hora para outra – menos Riq – são postos em uma corrida pelo tempo – eu acho que essa frase é adequada – para concertar desvios na história da humanidade ocasionados por uma organização muito suspeita, e assim salvar o mundo do colapso – na estória essas mudanças na história ou fraturas estão causado fenômenos naturais atípicos.

Dak e Sera são amigos desde sempre (?) e que juntos enfrentam o dia-a-dia da escola – que não é nada fácil, tendo em vista que os dois são gênios, Sera é a garota de exatas (<3) e Dak entende TUDO de história – e a rotina de uma vida nada comum: reticências para Sera – é um processo meio confuso, é como se ela quase tivesse lembranças de coisas que não aconteceram na “realidade” em que ela vive –, os pais cientistas de Dak, que são uns fofos e bem diferentes, e um mundo em que a SQ, a tal organização suspeita, parece manter seus “tentáculos” por toda a parte, cada dia mais onipresente e poderosa.

Essa rotina já quase nada normal, é drasticamente abalada quando Dak e Sera resolvem dar uma volta pelo laboratório dos pais de Dak – que diga-se de passagem é trancado a um milhão de chaves – e topam com um invento incrível: o Anel do Infinito, dispositivo que após uma “mãozinha” de Sera torna possível a viagem no tempo; a partir disso a travessura de Dak toma proporções gigantescas com o sumiço de seus pais, e a entrada dos Guardiões da História – sociedade secreta, supostamente fundada por Aristóteles – na estória esclarecendo algumas coisas sobre o trabalhos dos pais de Dak, sobre a SQ, e também sobre os desastres naturais mais recentes. Após a entrada dos Guardiões da História no livro, o ritmo fica bem mais intenso, com Sera e Dak partindo junto a Riq – o gênio das linguagens – através do tempo, concertando “Fraturas” e tentando encontrar os pais de Dak, nesse primeiro livro você ainda confere qual é, e como foi concertada a primeira “Fratura” – dica: essa fratura tem tudo a ver com o Novo Mundo, e indiretamente (ou diretamente), com nós.

Eu não sei muito bem o que esperar do segundo volume, intitulado Dividir e Conquistar e escrito por Carrie Ryan – não conheço esta escritora – presumo que seja sobre Roma, porém sobre Um Motim no Tempo, posso dizer que simpatizei bastante com a série, e com o escritor, vou tentar sim continuar a leitura.

E tenho mais uma indicação legal pra fazer:

Clicando aqui você acessa ao blog da saga no Brasil, e tem tudo, desde quantos volumes são até jogos relacionados com cada um dos livros da saga, divirtam-se!