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sábado, 30 de maio de 2015

O Manual da Garota Geek – Sam Maggs


Voltado para qualquer um que tem interesse no fabuloso universo geek, O Manual da Garota Geek traz dicas das mais básicas, desde como fazer novos amigos com interesses em comum, até como encarar e entender o feminismo, aliás, na ultima parte ela se concentra em explicar um pouco do feminismo, o que esta dentro do contexto do tema: apesar das mudanças ocorridas durante o tempo, ainda existe indícios de que nós, garotas, ainda não somos muito bem aceitas em alguns lugares.

Intercalando um pouco da história das coisas consideradas geeks, e de métodos práticos como deixar a vida mais divertida, no livro ainda constam vários relatos de verdadeiras nerds que hoje são referencia, tanto de cultura como de empenho e competência. É interessante ver como esse universo é amplo e multifacetado, e como o fato de alguém pertencer a um grupo não o exclui de outros.

Em especial achei o modo como Maggs apresentou as informações e suas experiências bem simples e divertido, eu senti um pouco de falta de aprofundamento, mas acho que a proposta de ser um guia simples desse universo foi bem cumprida. Apesar de Maggs apresentar o feminismo e os conceitos e gírias básicas dele, eu achei meio “limitada” sua lista de “Personagens femininas poderosas”, não questiono o “poder” delas, mas achei meio triste não constar algumas “personagens” mais reais, eu vejo exemplos e mais exemplos de mulheres fabulosas e poderosas, que apesar de pertencerem sim ao universo geek/nerd não foram lembradas (levando em consideração que essas listas são meio “particulares” a minha critica talvez não seja muito valida, mas achei legal registrar, vai que mais alguém se sinta assim...).

Mais do que dicas, Maggs planta a semente do “questionamento” com a parte final do seu livro, é quase um convite para abrirmos nossos olhos e perguntarmos “isso esta certo mesmo?”. Boa pedida para as mocinhas mais jovens, e bem divertido para as mocinhas mais velhas, na verdade, seria legal se alguns mocinhos também dessem uma olhada nesse manual.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Como água para chocolate – Laura Esquivel

  O que dizer deste livro? Delicioso, intenso, romântico entre outras coisas!!!! SIM! Sou apaixonada por esse livro e pelo filme, desde criança!
  O livro narra a história de Tita, filha mais nova, de três irmãs, de uma família matriarcal, que tem sua vida marcada por um amor proibido e receitas, sua vida se passa na cozinha, é nela que Tita se sente confortável e feliz, na maior parte do tempo.
  Cada capítulo corresponde a um mês do ano e tem sua receita correspondente. A narrativa do livro começa com o nascimento de Tita, na cozinha, e como ela cresce em meio aos sabores e aromas presentes nesta, e sua relação próxima com a cozinheira da casa, posto que vem a assumir mais tarde com a morta da mesma.
  Em dado momento Tita conhece Pedro, e acabam se apaixonando, este pede sua mão em casamento, mas a mãe recusa e oferece a filha mais velha, Rosaura, pois Tita somente poderá se casar após a morte da mãe, até lá é dever dela cuidar da mãe. Como é de se esperar Pedro e Rosaura se casam, mas o amor dele por Tita permanece e daí aparecem alguns conflitos com a mãe de Tita, Rosaura, com Pedro e com ela mesma.
Mas porque essa história é diferente das demais? Além de ter a cozinha como parte importante, diria até que como personagem da história, ao cozinhar Tita passa seus sentimentos para os pratos que cozinha e quem os come, passa a sentir o mesmo que ela sentia ao cozinhar ou a expressar seus desejos, isso foi marcante para mim desde a primeira vez que vi o filme e ficou mais forte ao ler o livro.
  Quanto as diferenças entre livro e filme, como de se esperar o livro é mais completo que o filme; o narrador de cada um é diferente, no livro o narrador é onipresente, já no filme uma personagem narra a história; o filme é mais condensado e as receitas não são tão marcantes quanto no livro.
  Para dar um gostinho do filme, lançado em 1992, segue o trailer (no youtube você pode encontrar o filme completo) e para quem quiser ler tem a versão digital na internet e a versão importada em espanhol (a que eu li) na Livraria Cultura (onde comprei a minha edição), a versão traduzida acredito que deva ter em sebos.