Sabe quando você lê algo e tem a impressão de que o texto descreve o momento atual? Pois foi essa a impressão que tive ao ler "O conto de Aia", tudo nele parece atual e real, algo tangível.
A história se trata de uma distopia, assim como Jogos Vorazes, 1984 ou Admirável Mundo Novo, entre outros; sendo narrada pela personagem principal, sempre num tempo pscicológico. Se passa em alguma região entre o sul do Canadá e o norte do Estados Unidos da América, sob um governdo autoritário de transição, no qual há pouquissímos direitos, reservados apenas aos homens; mulheres servem apenas como esposas, cuidados com a casa e reprodução. De acordo com o poder do homem, ele pode ter três mulheres (uma para cada função) ou apenas uma (que desempenha todas as funções), elas são identificadas através da cor da roupa e seu nome é o sobrenome do homem ao qual pertendem, e somente as aias (responsáveis pela reprodução) podem sair diariamente de casa.
Ao ler o livro, acompanhamos as lembranças e pensamentos da narradora, o que nos faz transitar entre dois períodos distintos durante a transição e o atual, no qual ela se encontra surpreendente para nós, apesar de esperado. Já que construímos um sentimento de esperança...
O livro é assutador, e bastante real,e mostra algo possível de se tornar realidade, na verdade, meio que chega a ser real hoje para algumas mulheres.
Oque só o torna mais assustador.
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domingo, 3 de julho de 2016
domingo, 13 de dezembro de 2015
Alice no País das Armadilhas – Mainak Dhar
Apesar de possuir elementos e referencias claras ao clássico de Lewis Carol, Alice no País das Maravilhas, o livro de Mainak Dhar vai bem mais longe que a fabula infantil.
Alice Gladwell é uma jovem de 15 anos, que convive diariamente com um mundo um tanto hostil: a Nova Déli de Alice é dominada por zumbis, um pequeno dano colateral decorrente de experimentos para fins bélicos; com o tempo e o treinamento ela se torna uma das principais atiradoras do acampamento em que vive com a família. Tudo vai indo da maneira mais normal possível, até que Alice acaba seguindo um “coelho branco” e cai direto na toca dos zumbis, depois de ver e conhecer a realidade por trás dos “mordedores” tudo muda, e Alice se vê cada vez mais envolvida tanto com os zumbis quanto com um grande esquema que promove a nova ordem mundial através do medo do desconhecido e do caos.
Mesmo contendo “componentes” já abordados em muitas estórias, principalmente nos últimos tempos – mundo pós-apocalíptico, um sistema que a mim soa como distópico, zumbis, e outros mais – esse livro traz algumas diferenças notáveis, além do cenário que é completamente diferente – sim, estávamos cansados de invasões nos EUA, tudo só acontece lá –, a protagonista, os diálogos – é importante dizer que achei esse livro bem satisfatório, se avaliado a partir da idéia do teste de Bechdel –, e a noção de que existe alguma organização mundial após o desastre e como essa organização se mantém.
A leitura de Alice no País das Armadilhas é rápida e divertida, os diversos embates e reviravoltas na estória, o tornam um livro dinâmico, os personagens são bem definidos – você vai odiar uns e amar outros, já até sei quais. Pelo que entendi esse é o primeiro livro de uma trilogia, por enquanto não tenho informações sobre os direitos das traduções das continuações, porém existe uma boa oportunidade de serem publicadas.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Correr ou Morrer – James Dashner (Maze Runner - Livro 1)
Primeiro livro da franquia Maze Runner, Correr ou Morrer adota
um ritmo frenético desde o começo, é incrível como Dashner faz acontecer muitas
coisas em um espaço de tempo muito curto.
Thomas é um novato, um recém-chegado a Clareira – lugar onde
vivem cerca de 50 garotos e que fica no centro de um labirinto um tanto
especial, ele muda toda noite –, ele pode não parecer muito diferente dos
outros rapazes: sem memória, sem saber ao certo onde está e nem o motivo de ser
mandado para um lugar como este; mas isso logo se mostrará um engano,
principalmente depois de acontecimentos fora da rotina da Clareira, e de um “ultimato”
dos criadores: as coisas vão mudar.
Bem, seria muito chato dar mais detalhes do que vai
acontecer na estória, a cada acontecimento e a cada reviravolta eu ficava mais
ansiosa para saber o que ia acontecer, o que estava acontecendo, e o que aconteceu,
enfim, pelo fato de os garotos sempre chegarem sem memória, não sabemos de onde
eles vieram nem nada relacionado aos motivos de serem mandados para o labirinto
– que é um lugar que é um quebra-cabeças habitado por criaturas nojentas, que
matam e picam os garotos, entre outras coisas – o clima de suspense e segredo
também é perturbador, sempre existe algo que esta acontecendo mas quase não suspeitamos,
essas entre outras coisas tornam Correr ou Morrer uma leitura rápida, fácil e
até um pouco angustiante.
Não consigo deixar de pensar que esse livro é uma mistura de
O Senhor das Moscas de William Golding, com roteiro de videogame – eu não
lembro qual era o nome, mas juro que eu jogava alguma coisa que tinha um
roteiro mais ou menos parecido com a estória do livro – achei o livro muito
bom, os personagens são bem simpáticos, é difícil terminar sem gostar de pelo
menos 2, fora os conflitos e todo o clima de tensão gerados por ameaças diferentes
todos os dias.
Super indicado pra você que adora um suspense, Correr ou
Morrer é satisfatório em todos os aspectos e é uma leitura realmente muito rápida,
divertida e hipnotizante.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Every day – David Levithan
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| Linda imagem daqui |
Every day
David Levithan
Knopf Books for Young Readers
Every day a different body. Every day a different life. Every day in love with the same girl.
A frase da capa do livro explica exatamente do que o mesmo se trata. A (sim, o nome do/a personagem principal é A) é um tipo de espírito (ou algo assim) que a cada dia acorda em um corpo diferente, vivendo a vida da pessoa que ele "incorporou". Tudo vai muito bem, até que ele vive a vida de um cara chamado Justin e se apaixona pela namorada dele, Rhiannon. Toda a história se passa na tentativa de "namoro" dos dois, até que um dia ele acorda no corpo de um rapaz chamado Nathan e a vida dele começa a desandar.
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| Imagem daqui |
O livro é estranho, é confuso, mas é bem escrito. O David (a.k.a. autor), consegue lidar bem com a confusão da vida do A e da Rhiannon, trazendo toda a estrancinhe da vida dele de uma forma que te deixa ao mesmo tempo com pena dele e pensando em como aproveitamos pouco a nossa vida. Um acontecimento no meio do livro me fez ficar um pouco assustada, mas nada que não fosse bem contornado.
O final do livro é triste, pra mim pelo menos, mas uma tristeza com uma pontada de esperança.
Li algumas coisinhas que talvez fosse lançada uma "continuação",um livro chamado Rhiannon, que seria basicamente Every Day pelo ponto de vista dela, mas não achei uma fonte confiável pra dizer se a informação procede ou não (mas bem que poderia né, sendo uma coisa meio Belo Desastre/Desastre Iminente).
No Brasil o livro saiu com o nome de "Todo dia" pela Galera Record e apesar de ter agradado a blogosfera, parece que não foi um "boom" de vendas.
O autor tem vários outros livros publicados, com destaque para Dash & Lily’s Book of Dares que a galera da gringa morre de amores (e que já entrou nas minhas futuras leituras) e Will Grayson, Will Grayson, um outro livro que também promete ser bem bom.
Alguém já leu Every Day ou algo do David? O que acharam?
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