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sábado, 24 de outubro de 2015

Eu Mereço! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 4)


Quarto volume de umas das séries mais famosas e diferentes da adaptação televisiva – gente, eu achei bem diferente – Eu Mereço! trás os acontecimentos entre a volta da viagem da família de Blair e um pouquinho depois do dia dos namorados americano – 14 de fevereiro. 

Blair, Serena, Dan e a turma toda continuam a todo o vapor, agora que o ano começou eles podem se dedicar ao ultimo semestre de escola, se dedicar? Acho que não! Enquanto Dan começa a deslanchar como o novo poeta do momento, e Vanessa curte sua vaga na Universidade de Nova York, e o novo frenesi que seu vídeo de Natal alcançou, fica claro que talvez o casal mais perfeito até agora não funcione tão bem a longo prazo. Outro casal não tão perfeito, mas muito lindinho, Serena e Aaron também funcionam bem, mas até quando a nossa livre leve e solta Serena vai ficar na de Aaron? Blair é uma garota em construção, eu não tinha visto alguém mudar tanto de cabelo e de personalidade tão rápido e em tão pouco tempo, qual será a Blair verdadeira em meia a tantas delas? Nate e Jenny estão vivendo momentos diferentes – e bota diferentes nisso – porém ao que tudo indica o amor esta no ar, calma, eles não voltaram, mas Jenny e Nate estão com sorte no amor, vamos esperar para ver o azar no jogo. Chuck Bass simplesmente sumiu nesse livro, a não ser pelas leves sugestões de que talvez Chuck tenha virado gay durante as férias, quase nada é falado/mostrado/escrito. 

Bem não preciso nem dizer que esse, assim como os livro anteriores, é bem divertido, as estória s continuam picantes, malvadas e em alguns casos até cruéis, parece que tudo ganha uma proporção diferente quando se trata do Upper East Side. 

domingo, 27 de setembro de 2015

Detox Total 7 Dias – Victoria Boutenko


Abordando o delicado assunto de nossa alimentação, esse livro tenta mostrar com uma alimentação mais natural pode promover a saúde.

O livro basicamente apresenta um guia de introdução dos sucos detox. e da dieta detox em nossas vidas. Aliás, a dieta detox é aquela que visa a desintoxicação e a cura do corpo por intermédio de alimentos naturais – não industrializados e sem agrotóxicos – com destaque para folhas verdes. Na primeira parte são apresentadas, principalmente, as experiências de Victoria, e dados que corroboram na eficacia do consumo de vários alimentos para a melhoria da saúde – vou dar minha opinião no final –, muito do que ela teve contato durante seu retiros detox estão descritos nessa parte do livro. Já na segunda parte são apresentados alguns depoimentos e cartas de pessoas  que aderiram total, ou parcialmente ao detox, e os benefícios que essa dieta trouxe as suas vidas. Na ultima e terceira parte existem varias receitas, de sucos, caldos e saladas, algumas são bem convidativas!

É interessante como Victoria tenta mostrar que apesar de acreditar na cura do corpo por uma dieta saudável, o autoconhecimento faz com que escolhamos uma melhor forma de lidar com nossos probleminhas de saúde, ou seja, nós saberemos avaliar se somente a dieta detox funcionara pra nós, ou não. Eu acho que uma alimentação adequada pode ajudar na recuperação de uma doença, e também acho que uma parte dos remédios que os médicos nos receitam também tem sua importância no tratamento de doenças, na verdade, eu acho que usando o bom senso com ambas as técnica,s e sabendo avaliar a si mesmo é possível nos curarmos e sermos saudáveis – só para constar, no fim de 2014 eu tive alguns probleminhas sérios de saúde, e cheguei a um ponto em que os remédios começaram a me dar mais problemas de saúde, eu acabei melhorando por causa do meu bom senso, não desmerecendo os "esforços" dos médicos, mas cheguei a um ponto em que realmente acabei procurando uma alimentação diferente para "blindar" as falhas que os remédios causavam no bom funcionamento do meu organismo.

Enfim, acho que as receitas de Victoria podem trazer sim benefícios a saúde, assim como o consumo das frutas e verduras separadamente – se você não quiser misturar tudo , e acho que devemos nos conhecer para podermos optar pelas melhores coisas para nós, portanto usemos o bom senso e nos alimentemos bem, nossa saúde é muito importante!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Não se apega, não! – Isabela Freitas

Quer ler algo para relaxar? Este é um ótimo livro para isso! Leitura rápida e fácil. E assim como o "Como ser mulher" este é um livro autobiográfico. Nele Isabela conta a descoberta de estar consigo mesma, uma vez que esta é a primeira vez que esta solteira.
Ela conta que sempre tentu estar com alguém e que estes sempre eram seus príncipes, os amores de sua vida, os homens perfeitos (mesmo que estivessem mais para sapos... rsrsrs). O ponto é que Isabela sempre tentou se moldar aos seus namorados ou moldá-los  a seu gosto, e nunca exergou que estava apegada a uma ideia de amor que não corresponde a realidade; sempre buscando o momento perfeito para todos os acontecimentos... primeiro beijo, casamento e filhos (imaginários, afinal o livro é sobre se desapegar de relacionamentos rsrsrs). 
Ao longo da narrativa isabela se descobre mais forte e capaz do que imaginava, se conhece e se descobre e redescobre, vê que estar solteira não é o fim do mundo e que é sim possível ser feliz sem um namorado. Aprende também que sempre fugiu da felicidade ao se relacionar sempre com os tipos errados (que não se encaixavam direito no que ela queria para si) por medo de ser feliz, vai que dá certo, o que se faz nesses casos? A gente nunca se prepara, realmente, para as coisas darem certo e com ela não é diferente. 
Ou seja, de tudo isso ela aprende e nos diz que se apegar a quem não quer estar conosco é uma ideia furada e que devemos estar abertos a oportunidades de conhecer pessoas, que podem se tornar muito próximas!

domingo, 21 de junho de 2015

Eu Quero Tudo! – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 3)

Ainda acompanhando os altos e baixos de uma turma bem seleta do Uper East Side,  Eu Quero Tudo! É o terceiro volume dos livros que deram origem a famosa série de mesmo nome Gossip Girl.
Após a fase difícil que Blair passou – o casamento de sua mãe a mudança na configuração de sua família – é claro que ela precisaria de uma boa amiga, para esquecer de todos os problemas, e em grande estilo. No final do volume anterior, a amizade de Blair e Serena já dava indícios de ser retomada, no presente volume ela é concretizada

Com o fim das provas todos querem suas merecidas férias de fim de ano, Blair e Serena – e Aaron e Tyler, e a mãe de Blair e o papai adotivo dela e mais algumas figuras – vão passar uma ensolarada temporada em St. Barts, Nate, Jenny, Dan e Vanessa permanecem na fria e glamorosa NY. Mais uma vez acompanhamos os acontecimentos amorosos, sociais, e fashions desses personagens, e como sempre questionamos as escolhas deles: Será que Nate e Jenny realmente vão “funcionar”? Será que Dan e Vanessa combinaram perfeitamente para sempre? Será que Blair vai achar o protagonista da sua vida? E Serena? O que dizer dela?

No terceiro livro cheguei a uma ideia um tanto estranha sobre Serena: ela foi, durante os dois primeiros volumes – e em boa parte do terceiro – praticante perfeita, um ideal de beleza e de charme, quase intangível, por isso durante a leitura dessa série senti como se ela estivesse a margem da vida em Gossip Girl, a estória inclui ela, mas será que realmente é contada uma estória sobre Serena? É engraçado chegar a pensar nisso, às vezes acho que ela é uma personagem principal, às vezes uma personagem secundária, às vezes uma peça de mobília e outras um fantasma ou talvez um anjo ou ainda um sonho. Também é importante lembrar que comparativamente, Serena foi uma personagem que foi alterada, e muito, na série – pelo menos nesse ponto – , uma vez que nela, ela realmente é um componente ativo, mais do que isso, na série é possível ver a "vida alterando Serena e Serena mudando o curso dos acontecimentos da vida", mas nos livros que li até agora não, neles ela quase vive a "margem da vida".

Gossip Girl é uma série simpática, com personagens bem cativantes, e, além disso, trás o elemento favorito de toda série jovem: o mistério sobre a Gossip Girl. 

domingo, 19 de abril de 2015

Clube da Luta – Chuck Palahniuk

O primeiro sucesso de Chuck Palahniuk – o primeiro de muitos, o cara é uma maquina, já recebi muitas indicações de vários livros dele – Clube da Luta é um livro que além de contar um estória, te trás para o universo dele, e, por que não, também deixa um pouco – muito no meu caso – de sua atmosfera no leitor.

O livro basicamente é um diário, o narrador segue a estória de Tyler Durden, um amigo, e juntos eles fundam o Clube da Luta – todo mundo já imagina o que é – e como a partir da criação dele surgiu toda uma filosofia e um movimento “anarquista”. Parece uma coisa simples – e parece que eu não sei como escrever um resenha de um livro tão incrível como esse ­– mas é importante frisar que mais do que uma estória repleta de mini-manuais de como explodir as coisas, e meios de ameaças muito legais, Clube da Luta te leva por uma passeio bem louco sobre o estilo de vida de hoje, é incrível como somos presos pelo livro, e pelos pensamentos do narrador, até o modo como ele escreve nos leva a pensar melhor – a cada quebra de parágrafo, parecia que eu tinha mais tempo pra absorver o que 3 palavrinhas queriam dizer, absorver informação é algo esperado quando se lê, mas ter em mãos um livro que considera o quanto da informação é absorvido é bem diferente – e por causa disso “vivenciamos” melhor a estória.

É incrível o nível em que me envolvi com a estória, o livro fala muito sobre a insônia do narrador, e como ela caba distorcendo o jeito com que ele vê o mundo, nos dias em que eu estava lendo, eu cheguei ao cumulo de ter insônia, e depois de um tempo no melhor estilo “stand by”, eu até concordei que minha vida durante esse dias parecia a “copia da copia da copia”.

Palahniuk construiu uma estória séria e filosófica, e encheu ela do mais puro humor negro, com pitadas de loucura e métodos de construção de explosivos, o resultado é um livro impecável, com trechos que falam sobre todos os tipos de assuntos, dentre os que eu mais gostei, separei esse (só lembrando que o trecho e o livro possuem trechos com “palavões”):

“Durante milhares de anos os humanos foderam, sujaram e fizeram merda com este planeta e agora a história espera que eu limpe tudo. Tenho que lavar e amassar minhas latas de sopa. E dar conta de cada gota de óleo de motor usado.
E tenho que pagar a conta do lixo nuclear, tanques de combustível enterrados e terra cheia de lixo tóxico jogado lá uma geração antes de eu nascer”

Segundo alguns amigos –  depois de ler eu passei a concordar – “Clube da Luta é um livro que todo mundo deveria ler”.

sábado, 11 de abril de 2015

Você Sabe Que Me Ama – Cecily von Ziegesar (Gossip Girl - Livro 2)

Segundo livro da série que conquistou muita gente, Você Sabe Que Me Ama, trás mais do glorioso mundo dos jovens abastados do Upper East Side.

Blair, a antiga amiga de Serena passa por um momento delicado: o casamento de sua mãe com um cara que ela não simpatiza muito, e o “aumento” de seu núcleo familiar com a inclusão do mesmo e ainda com a de seu filho – Aaron –  e seu cachorro babão, mas esse é somente o inicio de seus “problemas”. Serena ainda excluida da antiga turma da Constance Billard, e mais excluída ainda da vida de Blair, continua suas experiências pelo mundo das artes, junto a Jenny e Vanessa, e ainda Dan, como seu admirador/amigo/psicopata-apaixonado. Nate, o namorado perfeito de Blair esta cada vez mais confuso, e menos disposto a seguir planos tão “restritivos” para seu futuro. Vanessa ama Dan, que ama Serena, eu poderia para por ai, pois basicamente é nesse ritmo que as coisas andam nessa parte do livro, um indo atrás do outro – a arte imita a vida.  Mesmo sendo “anormal” Jenny acaba sendo notada por “olhinhos” mais dignos do que os de Chuck Bass, personagem que praticamente não aparece nesse volume.

A vida é excitante e regada a grandes grifes no Uper East Side, e fica mais interessante ainda com gg – Gossip Girl – que não perde a oportunidade de alfinetar os personagens. É também importante o fato de agora todos estarem preocupados com seus futuros, é o ultimo ano, agora é a hora de procurar as instituições que iram receber a elite mais estilosa de NY, sera que todos conseguiram ingressar nos renomados cursos ministrados nas frandes Universidades?

Isso e um pouco mais pode ser conferido nesse volume. Cecily mais uma vez traz um estoria com personagens divertidos e com elementos novos, o resultado não é nada insatisfatório.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Flash Boys, Revolta em Wall Street – Michael Lewis

Revelando um pouco mais do que nós, leigos, sabemos do bilionário mundo das bolsas de valores de Nova York e sobre o mercado de ações, Michael Lewis trás um texto inteligente, divertido e muitas vezes até educativo.

Tudo começa á alguns anos atrás quando ocorreu o escândalo dos empréstimos não tão sólidos que eram comercializados em grande escala nas bolsas de NY, e que acarretou naquele “lindo” episódio de crise da qual, até hoje, tentamos nos recuperar. A partir daquele momento as coisas começaram a ficar estranhas quando o único homem que foi preso após aquele período, foi um simples programador do Goldman Sachs, que foi acusado de roubar códigos do sistema do banco. Esse episódio, um tanto exótico, fez com que Lewis se perguntasse quem era esse programador, e por que esses tais programadores eram os novos “astros do rock” do mercado de ações. Não precisamos dizer que essa história é apenas a ponta do iceberg, de uma corrida tecnologia por milissegundos, passando pela criação dos Dark Pools e novas bolsas, chegando até aos Operadores de Alta Frequência, Lewis nos mostra que hoje em dia os estereótipos que formamos dos mandachuvas do mercado de ações não correspondem a realidade.

Eu achei extremamente chocante o fato das agências reguladoras deixarem brechas em seus regulamentos, brechas essas que são obvias e amplamente exploradas. A explanação sobre o funcionamento de alguns dos mecanismos foi bem feita, é claro que Lewis não se preocupou em fazer um manual ou um glossário – o glossário, na minha opinião, seria uma perda de tempo – porém não existem termos de “sete cabeças” ou ininteligíveis, uma rápida busca de alguma definição menos óbvia poderia sanar as duvidas facilmente, por isso acho que apesar de algumas criticas negativas em relação a Flash Boys, por ele não ser de fácil acesso ao “grande publico”, bem infundadas.

Mesmo sendo um livro com um assunto um pouco mais sério, é impossível não dar risadas com alguns trechos, como por exemplo, a nota de rodapé da pagina 146, e o dialogo da pagina 189. Excelente leitura para quem gosta de ler sobre esses assuntos mais... diferentes da temática dos livros mais vendidos, Flash Boys não me decepcionou, e ainda me surpreendeu por ser um livro – mais complicadinho –  que li com a maior atenção e prazer.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Príncipe das Trevas – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. IV)

Continuando a saga dos Plantagenetas, O Príncipe das Trevas abrange o período em que João “Sem Terra” esta de posse da coroa da Inglaterra e também de todos os outros títulos que naquela época pertencia a esta coroa.

Não preciso dizer que como o esperado o reinado de João não foi dos mais felizes da Inglaterra, um rapaz vil, presunçoso e prepotente não poderia dar um rei muito justo, não é mesmo? Esse seria um resumo bem digno da estória, dentre os 4 livros que eu li, esse foi o que eu menos gostei, talvez seja um vicio ocupacional, mas ver um péssimo “gestor” como esse me da “alergia”. Bem, o fato é que João reinou durante um período, e desde o começo parecia que as coisas não seriam tão “organizadas” como quando seu irmão ou seu pai reinavam, desde o casamento, até sua morte, João deus exemplos de como não reinar, e esse não foram poucos. É claro que Plaidy continua impecável em sua narrativa sobre as aventuras da corte, e mesmo sendo focado em João, o livro trás outros personagens mais cativantes do que ele, como Isabela, esposa de João, e Hugo de Lusignan que apesar de aparecer pouco, da uma excelente impressão. Aliás, ouso até dizer que nesse livro eu estava torcendo mais pelo rei da frança do que pela Inglaterra toda, tanta a minha antipatia pelo rei.


Mas é claro que como tudo que é bom acaba, tudo que é ruim também acaba, e graças a Deus no próximo volume desta saga que continua sendo muito interessante e divertida iremos acompanhar outros conflitos, e espero que seja de personagens mais equilibrados. Um João “Sem Terra” já é o suficiente.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Tocaia Grande, A Face Obscura – Jorge Amado

Mais um livro nacional, do nosso querido Jorge Amado, Tocaia Grande foi uma indicação do meu Pai – da época em que ele lia mais.

Pois bem, mais uma vez Jorge Amado nos leva a sua adorada Bahia para nos apresentar o nascimento de uma cidade, Irisópolis, que no inicio não passava de um punhado de casas que ganhou o nome de Tocaia Grande. Com um nome assim, e vindo de um escritor como Jorge Amado, já podemos esperar muitos conflitos, paixões, e um punhado de gente com “sangue nos olhos”, e é exatamente isso que o livro nos apresenta. Natário da Fonseca, ex-jagunço, ganhou sua patente de Capitão e terras – para a produção daquilo que parece ser a grande paixão de Jorge Amado e deu seus personagens, o cacau – após serviços prestados ao Coronel Boaventura Andrade. Um fato interessante é que a cidade, e a vila nasceram em volta do local do serviço mais importante de Natário, na época do coronelismo a disputa de poder se dava muitas vezes na base da bala, e foi em uma disputa desse tipo, em uma tranca ou em uma tocaia que Natário teve a ideia de construir uma casa para sua família no local em que ele “tocaiava” os opositores do Coronel ao qual ele servia, e também foi ali que ele profetizou o nascimento de uma cidade.

Estória a parte, Tocaia Grande se parece um pouco com outro livro que li, do próprio Jorge Amado. Assim como Suor, esse livro mostra o desenvolvimento de um lugar, não apenas como localidade – no caso de Suor, o lugar era um cortiço – mas de novo como um organismo vivo, em que cada parte de Tocaia Grande desempenha um papel importante para sua manutenção, apesar de nesse livro Jorge Amado ter desenvolvido mais alguns personagens – Capitão Natário da Fonseca é inegavelmente o protagonista – do que em Suor, ele ainda traz como grande foco a “aldeia” Tocaia Grande. Na verdade, por Suor ter sido lançado 50 anos antes de Tocaia Grande, eu arriscaria dizer que neste livro ele desenvolveu uma ideia já “imaginada” por ele, que Tocaia Grande no fundo “é um” Suor amadurecido, e maior de idade.

O livro é bem interessante, não decepciona se comparado a outros livros de Jorge Amado, e traz uma estória forte e bem desenvolvida, possui uma gama de personagens imensa, eu chegava a me perder de vez em quando, com características bem peculiares. E claro, é sempre um prazer ler um livro de um escritor brasileiro, que se passa aqui, em nosso solo, sempre fico maravilhada com a quantidade de escritores de alta qualidade que o Brasil possui, e Jorge Amado se encaixa perfeitamente neste grupo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Coração de Leão – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. III)


Trazendo como protagonista o famoso Ricardo Coração de Leão, o livro mudou e muito, a minha ótica sobre esse personagem da história, alias um dos grandes feitos dos livros de Plaidy é exatamente esse: tornar grandes figuras da história mais humanas, mais próximas de nós, mudando assim a impressão inicial de que eles foram somente peões no jogo do poder durante as épocas.

Após o final trágico do livro anterior – a morte de Henrique II – Ricardo seu filho vivo mais velho, é coroado rei da Inglaterra, duque da Normandia e mais uma porrada de “coisas” de terras. Apesar de Ricardo ter sido coroado rei e de se esperar que o livro cubra uma parte desse reinado, boa parte deste volume se passa em terras distantes da Inglaterra, tendo Ricardo prometido participar de uma cruzada para devolver a Terra Santa – Jerusalém – a cristandade, praticamente, assim que ele é coroado parte para sua cruzada acompanhado de seu amigo Filipe rei da França.

Ricardo e Filipe juntos em uma empreitada dessas, isso não poderia dar totalmente certo, pois o fato é que apesar das conquistas dessa cruzada, e da amizade anterior deles,  Ricardo e Filipe jutos tornaram esse livro um tanto tenso, a verdade é que naquela época – eu não sei se até hoje – o rei a França e o rei da Inglaterra estão fadados a serem inimigos naturais, sendo assim durante o livro a amizade entre Filipe e Ricardo se deteriora, sobrando ao fim do livro ódio, cobiça e inimizade entre os reis...

...


Mas não somente entre eles, até o fim do livro outro personagem, muito famoso e já decisivo no volume anterior toma a dianteira da história, o que esperar do reinado de João Sem Terra? Acompanhem a saga e as resenhas, tudo pode acontecer!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Dia do Curinga – Jostein Gaarder


Primeiro livro que eu li do autor do famoso O Mundo de Sofia, O Dia do Curinga me deixou no mínimo confusa durante paginas e mais paginas, mas me deixem explicar.

O livro gira em torno de um garoto e seu pai, que estão em viagem pela Europa atrás da mãe do tal garoto, coincidentemente mulher de seu pai – me superei nessa – ou será que não? Porque o livro conta também a estória de um menino que lê em um livro a estória contada por um veterano da segunda guerra mundial, que foi ajudado por um padeiro, que era filho de um senhor que tinha problemas com bebida, que foi ajudado por outro padeiro que tinha ouvido essa estória de um marinheiro que fora filho de um padeiro que era filho de outro marinheiro que sofreu um naufrágio e ficou perdido em uma ilha para lá de excêntrica. Entendem a minha confusão? Na verdade o livro conta a estória de uma família, e de encontros e desencontros que eram para acontecer, ele também conta a estória de uma pequena e de outra grande Paciência – é, o jogo de cartas – e de como alguns se veem nela e como eles veem ela...

O Dia do Curinga é um livro de questionamentos, é um livro que não conta só uma estória, ele conta todas as estórias, inclusive a história do leitor. É um desafio! Você leitor do blog, você pessoa dotada de vontade e energia para ler, eu te desafio a ler O Dia do Curinga e não olhar para si mesmo, para sua volta e falar “Notável”, ou qualquer coisa do gênero; porque no fundo, eu acho, o objetivo do livro é nos fazer olhar pra nós mesmos e constatarmos o quanto é incrível a nossa presença, a nossa existência em um mundo verdadeiramente diferente de todos os outros conhecidos por nós humanos, o quanto todas essas “coincidências” nos fazem sortudos só por estarmos aqui.


È difícil “verbalizar” o que eu entendi e o que eu achei do livro, só sei que foi uma leitura que valeu a pena, acho que pegar um livro que te faz questionar sobre si mesmo e sobre a sua existência de maneira mais simples do que, sei la, filósofos clássicos faria, é no mínimo uma boa atitude e no maximo vai te mostrar muitas coisas.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Correr ou Morrer – James Dashner (Maze Runner - Livro 1)


Primeiro livro da franquia Maze Runner, Correr ou Morrer adota um ritmo frenético desde o começo, é incrível como Dashner faz acontecer muitas coisas em um espaço de tempo muito curto.

Thomas é um novato, um recém-chegado a Clareira – lugar onde vivem cerca de 50 garotos e que fica no centro de um labirinto um tanto especial, ele muda toda noite –, ele pode não parecer muito diferente dos outros rapazes: sem memória, sem saber ao certo onde está e nem o motivo de ser mandado para um lugar como este; mas isso logo se mostrará um engano, principalmente depois de acontecimentos fora da rotina da Clareira, e de um “ultimato” dos criadores: as coisas vão mudar.

Bem, seria muito chato dar mais detalhes do que vai acontecer na estória, a cada acontecimento e a cada reviravolta eu ficava mais ansiosa para saber o que ia acontecer, o que estava acontecendo, e o que aconteceu, enfim, pelo fato de os garotos sempre chegarem sem memória, não sabemos de onde eles vieram nem nada relacionado aos motivos de serem mandados para o labirinto – que é um lugar que é um quebra-cabeças habitado por criaturas nojentas, que matam e picam os garotos, entre outras coisas – o clima de suspense e segredo também é perturbador, sempre existe algo que esta acontecendo mas quase não suspeitamos, essas entre outras coisas tornam Correr ou Morrer uma leitura rápida, fácil e até um pouco angustiante.

Não consigo deixar de pensar que esse livro é uma mistura de O Senhor das Moscas de William Golding, com roteiro de videogame – eu não lembro qual era o nome, mas juro que eu jogava alguma coisa que tinha um roteiro mais ou menos parecido com a estória do livro – achei o livro muito bom, os personagens são bem simpáticos, é difícil terminar sem gostar de pelo menos 2, fora os conflitos e todo o clima de tensão gerados por ameaças diferentes todos os dias.

Super indicado pra você que adora um suspense, Correr ou Morrer é satisfatório em todos os aspectos e é uma leitura realmente muito rápida, divertida e hipnotizante.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Crepúsculo da Águia – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. II)


Continuação de Prelúdio de Sangue, Crepúsculo da Águia trata, principalmente, da segunda fase da vida de Henrique e Eleanor, separados e em lados opostos; mais especificamente o livro tem foco no inicio da queda de Henrique e em todos os fatos que levaram a seu declínio, aliás, seus filhos – Henrique, Guilherme e Ricardo – são basicamente os responsáveis por muitos desses fatos – juntamente com Eleanor.

Vamos falar a verdade, desde que Eleanor descobriu Rosamund, e os bastardos de Henrique sua relação com o marido se deteriorou, a partir daí ela resolve se tornar uma mãe presente e amorosa, principalmente para Ricardo, aquele garoto bonito, que se tornara mais tarde um grande guerreiro/general, isso faz crescer certa “animosidade” entre ele e seu pai, que não diminuirá, e que será importante para o fim e a continuação do livro.

Henrique como sempre, mordendo os juncos e sendo um amante da companhia de belas jovens, não se contenta em ter Rosamund e logo seduz a jovem Alice, NOIVA do seu filho Ricardo – é gente, como assim? – e mais uma vez se mete em uma linda confusão para manter a amante, é notável o talento de Henrique em “embromar” pessoas, principalmente se esta pessoa for Luís VII da França – pai de Alice.

Perrengues familiares à parte, o livro começa a mostrar as dificuldades de Henrique em gerir um reino muito disperso, o livro se passa em vários lugares, e isso me deixou um pouco confusa com relação a período, em um momento Alice tinha 15 anos, logo em seguida já estava com 20, é necessária muita atenção para acompanhar as mudanças e calcular o tempo das viagens e permanências. Neste livro os filhos de Henrique se tornam homens, senhores de terras e políticos, em certos momentos uma parte dos problemas nas propriedades dele são ocasionados por seus filhos, o que acaba por minar a saúde do rei, e causar algumas tragédias familiares até o fim do livro.

Se sua torcida vai para Eleanor leia até a ultima pagina e acompanhe a queda e ascensão de grandes reis.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Seção de Autógrafos com Sávio Lopes na Bienal do Livro 2014 (SP)

É com felicidade e grande entusiamo que viemos aqui convidar vocês, nossos leitores, para comparecer e conhecer um escritor, amigo e parceiro.

Não precisamos nem falar o quanto é interessante ter contato com o autor de uma obra à qual nos identificamos, e hoje estamos divulgando um evento dentro da Bienal do Livro deste ano, com um autor que nós já "resenhamos", este escritor é Sávio Lopes, responsável pelo simpático Deixe a Inglaterra Tremer.

O convite você confere logo abaixo, com a data, estande e horário, se você estiver dando uma voltinha na Bienal, não se esqueça de desfrutar desta oportunidade!

sábado, 2 de agosto de 2014

A Espada na Pedra – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. I)


Um dos clássicos da literatura e um dos precursores da literatura fantástica, O Único e Eterno Rei, conta a estória do mais mítico e famoso rei de todos os tempos, Artur.

É importante deixar claro que a pesar da lenda do rei Artur ser um tema que interesse a todas as idades, T.H. White usou um tom menos adulto para tratar dele, mesmo assim é um livro de leitura extremamente inteligente e charmosa.

A Espada na Pedra, é o primeiro volume da série O Único e Eterno Rei, e trata da infância de Artur, do período em que ele ficou sob os cuidados de Sir Ector, do inicio de suas aulas com Merlin, até o ponto em que ele retira a Excalibur da pedra  e é proclamado rei da Bretanha. Talvez por tratar de uma época supostamente mais tranquila da vida  de Artur, o leitor se sinta pouco estimulado a procurar esta leitura, porém esse livro não é  tão monótono quanto se era de esperar, Merlin ensina Artur por meio de experiências, portanto neste primeiro livro ele assumira as formas de diversos animais, como o esquilo da floresta, o peixinho no fosso, um dos falcões de Sir Ector, entre outras, através dessas formas Artur passa a aprender sobre a natureza das coisas, e começara a se tornar o rei que todos nós conhecemos.

T.H. White escreveu um livro fantástico e divertido, de leitura simples e gostosa, acredito que ele é uma leitura para qualquer idade, dos mais jovens aos mais velhos, eu realmente o indico. Considerada a obra precursora da Literatura Fantástica, acredita-se que serviu de inspiração para grandes obras como O Senhor dos Anéis de Tolkien entre outras, inclusive foi usado como base para o filme A Espada era a Lei da Disney (1963), logo abaixo vocês podem conferir o trailer do filme, eu assisti a um tempinho, mas ele também é muito legal(o trailer ta bem borradinho, mas é muito divertido).


A Hamelin também produziu um book trailer, bem caprichadinho, a minha edição é a que acabou de sair por eles, e é um primor, folhas decoradas, lista de personagens, enfim, abaixo você confere o trabalho deles.

domingo, 13 de julho de 2014

Ragnarök, O Fim dos Deuses – A.S. Byatt


Livro infanto-juvenil de contos nórdicos, narra principalmente o fim dos deuses com o Ragnarök.

Apesar de ser um livro infanto-juvenil A.S. Byatt escreveu algo que pode ser dado tanto para um jovem quanto para um adulto, a narrativa é leve, e é conduzida pela “criança magra no tempo da guerra” que apesar de ser uma criança, apresenta consciência e maturidade incríveis, a ótica da criança deu um tom diferente as estórias e principalmente aos deuses.

Durante a narrativa a autora deixa se levar pelos contos e o que eles representam na vida da criança, como eles mudam o modo dela ver o mundo, e como a mundo interfere na assimilação das estórias, não é um livro de contos nórdicos “puros” acho que é isso que o torna leve, mas sim um livro “contado” por uma criança, o olhar dela sobre os deuses é mais simples, de certo modo ela os observa com pena, pois desde o inicio todos eles já sabiam que o fim chegaria, mas nenhum deles podia fazer nada para impedir.

Bem, acho que já falei mais do que devia, fora o conteúdo o design também esta de parabéns, a capa e o interior do livro tem belos desenhos e algumas ilustrações.  Se o objetivo da leitura for começar a se familiarizar com a mitologia nórdica, este livro cumpre bem o papel, porém se você quiser algo mais extenso será necessário buscar outros livros.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Deixe a Inglaterra Tremer – Sávio Lopes

Deixe a Inglaterra Tremer é o livro de estreia de Sávio Lopes, jornalista formado pela UFV (Universidade Federal de Viçosa [acho que conheço pessoas de lá]), e que trouxe para as paginas de seu livro um relato de suas experiências como estudante de intercambio em Londres.
Calma pessoal, essas são as informações mais formais e técnicas, agora eu posso começar!
Sávio foi muito feliz e simpático ao narrar suas aventuras e experiências, o livro é de simples leitura e ainda é divertido. Diferentemente dos livros que trazem informações sobre outros países, este traz um conceito mais “vivo” do que pode ser visto, e também uma variedade diferente de lugares interessantes. Eu gostei muito dos trechos que falam mais da periferia de Londres e seus moradores ilustres – leia “moradora ilustre” que é igual à Florence Welch – e também das experiências em pubs e a visita á Oxford, o modo como foram apresentadas essas aventuras fez com que fosse mais fácil visualizar o que pra muitas pessoas é um sonho – quem não quer conhecer Oxford ou beber em pubs?
O relato é bem pessoal e até me fez entender melhor meus amigos que estão “espalhados pelo vento” em outros países. Eu só senti um pouco por que eu queria mais detalhes, não sei, acho que no fim ele podia ter falado mais sobre suas experiências, mas eu gostei bastante da leitura e acho que vale a pena pra qualquer pessoa que queira conhecer outro país e deseje uma leitura mais leve.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Hoje eu vou falar sobre...2014

Bom dia/tarde/noite, todo mundo deve estar se perguntando: “que livro é esse? 2014?” Bem esse post não é pra falar de um livro, nem de um filme, nem de Hq’s, hoje eu vou falar do agora!
Há algum tempo eu não posto nenhuma resenha ou texto no blog, mas eu tenho uma justificativa, talvez seja boa, ou não, mas vou tentar explicar.

Ôôôô Vestibular...

No segundo semestre eu tive a imensa felicidade de passar no vestibular de uma instituição da qual eu sentia muita admiração desde a época do técnico, e ainda passei em algo que eu sempre quis fazer (hoje a Engenharia de Produção do IFSP,usa a grade curricular da Engenharia de Produção Mecânica, a minha turma é a ultima que vai obedecer essa grade, isso é muito bom pra mim, uma vez que, eu sempre quis fazer Engenharia Mecânica, ou uma mais próxima a ela), eu não preciso nem dizer o quanto eu fiquei feliz, e o quanto eu estou feliz, fazendo algo que eu quero e em um lugar que eu gosto.

No Curso...

Engenharia é um curso muito pesado, em todas as instituições, é um curso que exige muita dedicação, e já entrei no IF com isso em mente, mas existem algumas particularidades que agravaram meu estado critico na faculdade, particularidades do meu curso, e também da minha vida, e estas são:

A grade curricular do IF: é uma grade maravilhosa, só exige que você estude para muita coisa ao mesmo tempo (temos em média 10 matérias por semestre); em uma bela manhã de segunda você esta vendo limites, e no dia seguinte você descobre que já deveria saber derivar, e na notação de Leibniz, sendo que você aprende depois, bem depois da P1, e da nota 2,5, e ainda aprende em outra notação.

Meu ensino médio: eu estudei meu ensino médio e fundamental em escola publica, na realidade, eu estudava em uma das piores escolas da secretaria de ensino de onde eu morava, isso não é justificativa pra nada, mas eu senti muita falta daquela base decente em matemática e física, essa que vivem querendo diminuir... Minhas professoras fizeram um ótimo trabalho na medida do possível, e eu tentei aprender o maximo que eu pude (menos em artes, daí minha quase  reprovação nela), mas ainda não foi o suficiente.

O tempo entre o Ensino Médio e a Faculdade: eu perambulei durante uns 3 anos, fiz dois técnicos, aprendi muita coisa nova, coisas que você só aprende andando por ai, mas isso também causou problemas em  algumas matérias na faculdade, nos três anos que eu estive fora desse “circuito” eu quase não vi nada de química (tenho dificuldade em química), e o pouco que eu sabia de matemática, matemática básica, eu fui deixando de lado para desenvolver outros conhecimentos, resultado: DPs,muitas DPs.

Custo de vida de estudante: mesmo estudando em uma instituição publica muitos alunos, iguais a mim, tem um gasto astronômico; eu moro muito longe da faculdade, pago uma fortuna em passagens de ônibus (mesmo pagando meia), tem aqueles que vêm de outras cidades para estudar aqui, e aluguel em São Paulo é uma desgraça, alimentação, material de desenho, livros, no final das contas sai tudo muito salgado, e uma das coisa que mais pesam é material e  livros  (hey,  você que passou em alguma instituição publica, os livros das bibliotecas nunca são suficientes em época de  provas!), resultado disso tudo: arranjei um trampo de fim de ano (se você passou no  Shopping Vila Olímpia, talvez você tenha me visto!), para não matar meu Pai do coração com a  fortuna que eu vou ter que gastar em materiais nesse semestre e no próximo (é melhor garantir, antes do semestre começar).

No fim das contas: trabalhei dezembro inteiro como caixa de loja, e ganhei uma graninha para pagar algumas coisas e... minhas férias  foram transferidas  para janeiro!

*Gastos com livros (todos): cheguei ao valor absurdo de R$600,00 gastos entre livros da faculdade e outros, minha meta esse ano é não comprar mais de 1 livro por mês e ler o restinho que ficou do ano passado, uns 20...

Em janeiro...

Em janeiro não li, nem escrevi nada, na realidade eu fui meio que “proibida” de ler para participar mais da vida familiar (eu achei isso um exagero), e estou ajudando meu Pai a montar um negócio, quando eu não estou dormindo, eu estou trabalhando,resultado:  sem  férias...

Ainda há esperança...

Janeiro esta acabando e eu cheguei a brilhante conclusão que descanso mais quando estou estudando do que quando estou de férias, por isso peço um pouco de paciência, minhas resenhas e textos vão voltar ao normal muito em breve!

Metas

Minhas metas esse ano são:
Ler mais de 3 livros por mês e não ficar com menos de  6  nas provas (difícil heim!)
Não pegar DPs!!!
Gastar menos, e de forma mais consciente.
Fazer o blog crescer, trazer mais novidades!
Deixar meu Pai rico (se não, né?!?)


É isso ai, só queria falar um pouco de mim (que egocêntrica :/), e da minha vida, e do porque eu sumi... obrigado e segunda tem postagem!

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Garota que Tinha Medo – Breno Melo


Um livro desconhecido, de uma editora que eu quase nunca tinha ouvido falar – até o dia em que alguém, a quem devo agradecer, entrou em contato comigo misteriosamente pelo meu facebook –, A Garota que Tinha Medo, foi uma leitura muito agradável, e que superou minhas expectativas.
Eu tenho que admitir que quando comecei a leitura e a personagem principal passou a discorrer sobre varias coisas relacionadas à igreja católica e ao protestantismo, fiquei com medo de acabar abandonando a leitura, mas após a pagina 50 acabei me acalmando: o texto tem mais caráter informativo, e ler informações e manuais é uma coisa da qual eu estou meio acostumada. Deixe-me explicar: eu me sinto meio desconfortável lendo coisas de caráter muito religioso (principalmente cristãs), uma coisa é a obra ter algo cristão nas entre linhas (se não eu odiaria As Crônicas de Nárnia, e isso não ocorre), outra é ela tratar diretamente disso (por motivos pessoais e familiares eu sou meio relutante em “mexer” com isso, mas isso é puramente pessoal – e traumático).
No inicio do livro Marina é uma vestibulanda que enfrenta situações parecidas com as de qualquer outro vestibulando – pressão da família, amigos, etc – e que no momento de transição para a faculdade descobre que tem algo errado com ela, acho que a parte angustiante é que em boa parte do livro é um mistério para ela qual é seu mal, mas depois de passar por ataques em que Marina acha que vai enfartar, e que são minuciosamente descritos por ela – esqueci-me de dizer que o livro é em primeira pessoa, e só pra lembrar, ela é fictícia, e a estória também – e de se interessar mais por o que esta acontecendo com ela – se metade das coisas que ela descreveu acontecessem comigo eu não ia sair do PS – ela descobre que sofre de síndrome do pânico.  A partir da descoberta da síndrome do pânico, Marina escreve sobre como foi o período de seu tratamento, suas duvidas em relação a Deus e a sua fé, e como ela superou tudo isso.
Marina é muito simpática – e maluquinha, no sentido não pejorativo da palavra – e os demais personagens também o são, é legal ver um “livro escrito para pessoas, por uma pessoa, e que contém pessoas” – os personagens parecem pessoas, sabe? Não é nada incrível, e fora da realidade – e a leitura é simples e até divertida em alguns pontos, e na realidade, é bem interessante, a síndrome do pânico pela ótica de uma “panicosa” é diferente, acho que essa é uma leitura que te faz repensar o modo como você olha para pessoas com esse distúrbio, e com outros semelhantes.