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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

If I stay – Gayle Forman

Daqui
If I stay é um daqueles livros que te fazem repensar na vida... A história é contada em primeira pessoa por Mia, uma adolescente que tem uma vida comum (ou quase isso): é uma violoncelista, mora com os pais e o irmão mais novo,tem uma amiga excelente se apaixona por um rockstar. 
A união de todos estes pontos da história se dá pela música: os pais de Mia se conheceram enquanto ele tocava numa banda, Mia e Adam se conhecem pois ambos estão estudando música e pleiteando uma vaga na faculdade. 
A história é uma linda história de amores: amor fraterno, amor entre amigos, amor entre amantes.

Daqui
Tudo parece muito bem, até que Mia e sua família sofrem um acidente de carro, sendo ela a única "sobrevivente", entrando em uma espécie de "experiência extracorpórea" (onde ela vê tudo o que está acontecendo ao seu redor).
A partir daí toda a história se desenrola... Ela relembra de vários pontos da sua infância e de sua vida presente. Todos ao seu redor estão ali com ela, e agora a decisão é "Ficar ou ir?"...

<3
O livro tem uma continuação "Where she went" que eu não sei se já veio para o Brasil. If I stay foi lançado aqui com o título de "Se eu ficar" pela Novo Conceito. E virou filme, lançado no Brasil essa semana.


É galera, preparem seus lenços...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Looking for Alaska – John Green

Imagem daqui

Looking for Alaska é o primeiro livro escrito pelo John Green (se você vive em outro planeta, John Green é o autor de "A culpa é das estrelas"), e creio eu que o mais aclamado livro da blogosfera.

Daqui

O livro conta a passagem da adolescência pela juventude de 5 amigos pela visão de um dos personagens, Miles (Pudge). Inicialmente Miles é só-mais-um-garoto-que-não-tem-amigos-e-que-muda-de-escola e que decora as últimas palavras de grandes pessoas (sim, as últimas palavras mesmo, antes das pessoas morrerem!), mas depois que conhece Colonel e sua turma, tudo muda. Ele começa a fumar, a beber, a ter amigos de verdade e principalmente a viver. Muito disso é devido a uma pessoa específica, Alaska Young.

Linda imagem dos personagens, tirada daqui

Alaska é uma menina problemática, cheia de conflitos internos e externos. Um desafio e um mistério. Pudge e Alaska vivem um caso de amor platônico, que se resolve não se resolvendo no meio do livro (o que a partir de aqui seria um spoiler, então deixemos para lá).

Alaska <3 Daqui

Do meio do livro para frente, a turma de Miles tenta resolver um mistério (obviamente envolvendo Alaska), o que gera uma série de reflexões entre os personagens. A amizade e a confiança entre eles é testada e reafirmada, sendo o final uma bonita ( e engraçada) ode ao mistério do labirinto.

Daqui
Looking for Alaska saiu pela Wmf Martins Fontes há alguns anos atrás com o título de "Quem é você Alaska?" , mas agora a Intrínseca comprou os direitos, então o livro provavelmente sairá com outro título e nova tradução. Além disso, para 2016 também está previsto o filme do livro, que provavelmente fará tanto sucesso quanto "A culpa é das estrelas".

Preparem seus lenços galera!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Every day – David Levithan

Linda imagem daqui
Every day 


David Levithan 
Knopf Books for Young Readers 







Every day a different body. Every day a different life. Every day in love with the same girl. 


A frase da capa do livro explica exatamente do que o mesmo se trata. A (sim, o nome do/a personagem principal é A) é um tipo de espírito (ou algo assim) que a cada dia acorda em um corpo diferente, vivendo a vida da pessoa que ele "incorporou". Tudo vai muito bem, até que ele vive a vida de um cara chamado Justin e se apaixona pela namorada dele, Rhiannon. Toda a história se passa na tentativa de "namoro" dos dois, até que um dia ele acorda no corpo de um rapaz chamado Nathan e a vida dele começa a desandar. 
Imagem daqui


O livro é estranho, é confuso, mas é bem escrito. O David (a.k.a. autor), consegue lidar bem com a confusão da vida do A e da Rhiannon, trazendo toda a estrancinhe da vida dele de uma forma que te deixa ao mesmo tempo com pena dele e pensando em como aproveitamos pouco a nossa vida. Um acontecimento no meio do livro me fez ficar um pouco assustada, mas nada que não fosse bem contornado. O final do livro é triste, pra mim pelo menos, mas uma tristeza com uma pontada de esperança. Li algumas coisinhas que talvez fosse lançada uma "continuação",um livro chamado Rhiannon, que seria basicamente Every Day pelo ponto de vista dela, mas não achei uma fonte confiável pra dizer se a informação procede ou não (mas bem que poderia né, sendo uma coisa meio Belo Desastre/Desastre Iminente). 
No Brasil o livro saiu com o nome de "Todo dia" pela Galera Record e apesar de ter agradado a blogosfera, parece que não foi um "boom" de vendas. O autor tem vários outros livros publicados, com destaque para Dash & Lily’s Book of Dares que a galera da gringa morre de amores (e que já entrou nas minhas futuras leituras) e Will Grayson, Will Grayson, um outro livro que também promete ser bem bom. 

Alguém já leu Every Day ou algo do David? O que acharam?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A Rainha do Ar e das Sombras – T.H. White (O Único e Eterno Rei – Vol. II)


Segundo volume da saga que conta a estória do rei Arthur, A Rainha do Ar e das Sombras trás Morgause e seus 4 filhos, Gawain, Agravaine, Gaheris e Gareth, e mais ainda, trás o inicio do tempo de guerra para  Arthur.

Esse livro tem cunho um pouco mais filosófico e político, trazendo um Artur mais maduro, e já inserido na guerra, tendo as suas primeiras experiências com ela. A Rainha do Ar e das Sombras se inicia com os filhos de Morgause e a estória de sua avó, Igraine, duquesa da Cornualha, que foi “desonrada” por Uther Pedragon, para quem não conhece nenhuma versão da lenda do Rei Artur, pode parecer um fato sem importância, porém ele será decisivo para o desfecho da saga.

É engraçado ter contato pela primeira vez com a “história racial” da Bretanha, e ver como ela tem importância nas guerras que Artur trava durante o livro ­– e travará em outros volumes – e também é interessante como ela parece ser o principal motivo para que as camadas mais densas do exército – aqueles que não são nobres, nem usam armaduras – se envolvam na guerra, parece uma questão superada, mas se formos olhar com um pouco mais de atenção para os conflitos que ocorrem hoje, veremos um grupo de “nobres” que tem seus próprios interesses, que comandam e que jogam com a “infantaria”, soltados a frente das guerras, aonde existe mais perdas de vida, lutando por questões semelhantes aos homens sem armadura de T.H. White.

A todo o momento Merlin tenta ensinar a Artur que as guerras podem parecer oportunidades para demonstrações de triunfo e poder, mas que nelas também existe a perda de vidas e do povo que na verdade Artur deve proteger, o que seria melhor? Ganhar guerras ou trazer a paz? Merlin também levanta a questão dos agressores, aqueles que iniciam as guerras, e a diferença que existe entre aquele que começa, aquele que ofende, e aquele que se defende.

Como é possível notar o livro amadurece junto a Artur, conforme ele ganha experiência e conhece os aspectos de ser o Rei de um grande povo, o livro também passa a tratar de assuntos um pouco mais sérios e complexos, confesso que a parte da história racial e o dialogo de Merlin sobre agressores é muito interessante mesmo.

Tão bom quanto A Espada na Pedra, A Rainha do Ar e das Sombras  é uma continuação muito boa e lógica, ela traz personagens mais maduros e sérios, porém com a  mesma simpatia e encanto do anterior.

domingo, 17 de agosto de 2014

Eleanor & Park – Rainbow Rowell


Pensa num livro lindo, 
pensa num livro que faz com que seu coração bata mais forte, 
pensa num livro que faz tudo isso sem ter uma história perfeita, 
ou personagens perfeitos.


Esse é Eleanor &Park.

O livro conta a história de como a Eleanor (uma menina "gordinha" com grande cabelo cacheado ruivo) conhece o Park (um garoto de mãe coreana e pai americano), ou ao contrário, não importa, e como eles se apaixonam.
A história se passa em 1986, e tem todas as referências musicais e literárias (HQ) da época. Você lê o livro e vê o amor dos dois se desenrolar a partir das fitas (sim, fitas!) e dos quadrinhos de X-men! 

S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L!

Os "quotes" dos livros são lindos! Tanto que fizeram sucesso no meu facebook . As indecisões, as confusões de sentimentos e pensamentos e as inseguranças dos adolescentes são muito bem desenvolvidos pela autora. O livro é todo escrito pelas alternâncias de pontos de vista entre os personagens principais, o que engrandece muito o livro! *Boa Rainbow*, além disso, como alguém pode não gostar de alguém chamada Rainbow né?

Os personagens principais são bem desenvolvidos. Os irmãos, a mãe e o padrasto (cara chato do caramba) da Eleanor além dos pais, do irmão e dos avós (e até o tio) do Park e os amigos dos dois tem papéis na história, que vão de secundários até bem importantes.

Eu li o livro em inglês, mas ele já foi lançado pela Novo Século. Além desse a autora tem mais um livro que também veio para o Brasil, o Fangirl, e ao que parece os outros também virão!

E para terminar este post, a música que embala o lindo casal.



Agora me diz, como não amar?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prelúdio de Sangue – Jean Plaidy (A Saga dos Plantagenetas – Vol. I)


Jean Plaidy é mais um pseudônimo de Eleanor Alice Burford Hibbert, essa simpática dama que já partiu desta para uma outra – ela faleceu em 1993 – que soube aliar uma  pesquisa histórica e tanto, fofocas da corte, diálogos inteligentes e  personagens poderosos, em uma saga que conta nada menos do que a história da dinastia Plantageneta, simplesmente uma família que governou a Inglaterra por vejamos... quase 250 anos.

Diferente do que qualquer pessoa poderia pensar, Prelúdio de Sangue, que é o primeiro livro desta incrível saga, começa contando a estória da  bela Leonor da Aquitânia, e como ela se casou com Luís  VII, o jovem Rei da  França, a personalidade forte de Leonor foi decisiva na primeira fase do livro, onde ela praticamente rouba todo o destaque que se esperaria que Luís VII teria na trama, e que acaba causando a sua separação com o mesmo, não sem antes arrasta-lo para as Cruzadas, a uma guerra para reconquistar um condado governado por seu  tio – por parte de pai – e a alguns casos extraconjugais – Plaidy descreveu alguns romances que Leonor supostamente teve, eu não sei se existe alguma confirmação  histórica dessas traições.

Logo após a separação de Luís e Leonor, ela se torna Eleanor, Rainha da Inglaterra ao se casar com Henrique Plantageneta – 11 anos mais novo, também conhecido como Henrique II da Inglaterra – por quem ela nutria amor – ou paixão – ainda casada com Luís. No casamento com Henrique, Eleanor ainda foi muito importante, sendo uma boa “conselheira” para Henrique durante o inicio de seu governo, e logo antes, porém após diversas traições de Henrique Eleanor se retira para a Aquitânia com seus filhos – entre eles os ilustres, Ricardo Coração de Leão, e João Sem Terra, posteriormente Reis da Inglaterra. Na segunda fase do livro, também ocorre um famoso episódio, o assassinato de Thomas Becket que foi chanceler de Henrique e posteriormente arcebispo da Canterbury, por ordem do próprio Henrique – não existe uma confirmação propriamente dita de que Henrique deu uma ordem direta – fora este episódio existe muitos outros ligados a vida de Henrique, como a morte de seu pai, como ele conheceu Leonor, o caso que ele teve durante o seu casamento com ela e como ela descobriu o caso, etc.

Fora esses detalhes históricos, que eu posso ter errado – porque eu sou confusa, não me julguem, estudem história – o livro é divertidíssimo, os personagens são na maioria fortes e extremamente inteligentes, a estória é muito bem contada, e os jogos da corte, e políticos são fascinantes.

Se o seu desejo for ler um livro com uma “pegada” histórica e mesmo assim se divertir muito, Prelúdio de Sangue é o livro certo!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

The Statistical Probability of Love at First Sight - Jennifer E. Smith

Como não se apaixonar por essa capa?


“Is it better to have had a good thing and lost it, or never to have had it?”

Uma das resenhas do livro (feita pelo New York Times) diz que esse livro é "A gorgeous, heartwarming reminder of the power of fate". E creio que eu, mesmo se quisesse, não poderia dar uma explicação melhor do que esse livro trás para quem lê.
A história toda ocorre em 24 horas, e se baseia na perca do avião pela Hadley, que estava indo para o casamento do pai em Londres. Com isso, ela encontra (ou é encontrada) por um charmoso inglês chamado Oliver, que está indo para casa. Daí o amor a primeira vista...


“Love is the strangest, most illogical thing in the world.”

Mas o livro é muito mais do que isso; dentre viagens de avião, claustrofobia, a negação de uma filha que não se conforma com o novo casamento do pai, o conhecer de uma madrasta (sim, no dia do casamento), um amor a primeira vista, um funeral, um (des)encontro, uma aceitação, etc... Smith consegue passar de forma suave e simples o que seria o dia mais conturbado na vida da personagem principal. 
Com o passar do livro você vê que o encontro entre o Oliver e a Hadley foi na verdade muito mais uma deixa para o auto-conhecimento (e de certa forma perdão) da protagonista para com o pai e para consigo mesma do que exatamente uma história de amor. O que não deixa o livro menos fofo.

Se você está procurando um livro leve e de escrita simples para treinar seu inglês, essa é uma ótima pedida, se você quer só saber sobre a história desses dois, o livro foi lançado em português também pela Galera Record!

Com uma capa tão fofa quanto a original.

Se você for como eu e tiver problemas de apaixonites platônicas por personagens de livro prepare-se e se deixe levar por toda essa simplicidade =D.

“What are you really studying?"
He leans back to look at her.
"The statistical probability of love at first sight.”