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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Eu sou Malala - Christina Lamb e Malala Yousafzai

Esperança... É essa a sensação que tenho após ler este livro, num ano em que tanta coisa louca e triste aconteceu, ler a biografia desta ganhadora (a mais jovem, aos 17 anos) do prêmio Nobel da Paz de 2014, o qual dividiu com Kailash Satyarthi, ativista indiano. Para você que não lembra deste nome, ela é a garota que foi baleada, no Paquistão, pelo Talibã por ser ativista pelo direito das meninas à educação.
O livro narra toda a trajetória dela, desde antes de se tornar ativista até a indicação dela ao prêmio Nobel; passando pela história política do Paquistão e mostrando acontecimentos, que para nós é só mais um atentado, mais um homem bomba, mais uma mulher chicoteada em praça pública, por conta do volume de notícias deste tipo que chega até nós (todas completamente fora de contexto histórico e/ou político); para ela é uma ameça real, tudo isso acontece na esquina de casa, literalmente.
Dentre os eventos narrados por ela estão ataques de homens bombas, assassinatos de mulheres e homens, considerados infiéis, pelo Talibã; explosões de escolas femininas e pressão para uso de burca; os efeitos do ataque de 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center; a morte de Bin Laden. Com isso ela mostra o quanto é difícil ser mulher num país onde se é, obrigatório, ser dependente do homem.
Malala se mostra sempre na liderança de atividades escolares até que o Talibã toma o vale de Swat, onde ela mora, e proíbe meninas de irem à escola, com isso surge a oportunidade de escrever para a BBC (inicialmente outra menina o faria, mas seu pai não permitiu, assim Malala assume a tarefa) sob o pseudônimo de Gul Makal, uma forma de preservar sua identdade e protegê-la de represálias, que não funciona por muito tempo, pois as meninas da escola começam a identificar acontecimentos citados no blog; a partir daí Malala começa a dar entrevistas e fazer discursos em prol da educação de meninas paquistanesas e a receber prêmios e homenagens; oque a torna símbolo a ser derrubado por ser contra tudo oque é pregado pelo Talibã; até que em 2012 o ônibus escolar no quel ela retornava para casa foi invadido por dois homens armados, que dispararam tiros na tentativa de assassiná-la.
A bala não atinge seu cérebro, mas passa muito próximo e quase a mata, mas graças a uma cirurgia feita no momento certo sua vida foi salva, mas quase perdida novamente no pós-operatório, até que médicos estrangeiros a salvaram e conseguiram levá-la para a Inglaterra, onde se recuperou e vive até hoje; ela ainda não voltou para seu país.
A coragem dela é imensa e impressiona, mas fica claro que sem seu pai e sua mãe ela não seria oque se tornou; seu pai sempre a apoio e incentivou a ser livre e se expressar, dando o exemplo pela defesa da educação. O pai de Malala batalhou bastante para conseguir se formar, abrir e manter a escola que tanto sonhou (na inha opnião seria uam linda biografia também) e com isso se tornou um modelo para ela; já sua mãe, mesmo sendo analfabeta, se mostra como base para a família, ela é o braço direito do pai e a fortaleza dele e de Malala.
Após se recuperar Malala voltou para a escola, agora num país onde as mulheres são (mais) livres que no Paquistão, situação que ela deseja para todos os países, discursou na ONU e criou o Fundo Malala, que apoia a cosntrução de escola para garotas no mundo todo.
Mais do que uma biografia, este deve ser um livro histórico, assim como é "O diário de Anne Frank".


 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Não se apega, não! – Isabela Freitas

Quer ler algo para relaxar? Este é um ótimo livro para isso! Leitura rápida e fácil. E assim como o "Como ser mulher" este é um livro autobiográfico. Nele Isabela conta a descoberta de estar consigo mesma, uma vez que esta é a primeira vez que esta solteira.
Ela conta que sempre tentu estar com alguém e que estes sempre eram seus príncipes, os amores de sua vida, os homens perfeitos (mesmo que estivessem mais para sapos... rsrsrs). O ponto é que Isabela sempre tentou se moldar aos seus namorados ou moldá-los  a seu gosto, e nunca exergou que estava apegada a uma ideia de amor que não corresponde a realidade; sempre buscando o momento perfeito para todos os acontecimentos... primeiro beijo, casamento e filhos (imaginários, afinal o livro é sobre se desapegar de relacionamentos rsrsrs). 
Ao longo da narrativa isabela se descobre mais forte e capaz do que imaginava, se conhece e se descobre e redescobre, vê que estar solteira não é o fim do mundo e que é sim possível ser feliz sem um namorado. Aprende também que sempre fugiu da felicidade ao se relacionar sempre com os tipos errados (que não se encaixavam direito no que ela queria para si) por medo de ser feliz, vai que dá certo, o que se faz nesses casos? A gente nunca se prepara, realmente, para as coisas darem certo e com ela não é diferente. 
Ou seja, de tudo isso ela aprende e nos diz que se apegar a quem não quer estar conosco é uma ideia furada e que devemos estar abertos a oportunidades de conhecer pessoas, que podem se tornar muito próximas!

sábado, 13 de junho de 2015

A Autobiografia de Alice B. Toklas – Gertrude Stein

Como se “autobiografar” sendo que o biografo é diferente do biografado?

Bem, vamos ao início da minha história com Gertrude Stein e talvez vocês possam compreender a escolha de uma autora tão pouco conhecida por aqui, e por um livro tão diferente das minhas leituras – olha, fazia tempo que eu não lia uma biografia.

Eu tive o primeiro contato com o que foi, e quem foi G. Stein no filme Meia-Noite em Paris – escrito e dirigido por Woody Allen –, que conta uma estória bem legal, mas em especial, eu fiquei muito curiosa sobre uma mulher que antes, durante, e após a 1° Guerra Mundial, conseguiu reunir em torno de si uma quantidade incrível de gênios de muitas áreas das artes, como Picasso, Henri Matisse, Gauguin, Georges Braque, Juan Gris, Francis Picabia, Guillaume Apollinaire, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, e outros mais. Essa senhora que reunia em torno de si tantos grandes nomes da história era Gertrude Stein.

Já da para perceber que muito provavelmente um livro escrito por ela seria bem interessante, mas mais do que isso Stein por meio de sua companheira de anos – Alice – constrói quase um relato detalhado do cotidiano de seus amigos, e também através dessa biografia ela acompanha o desenvolvimento de alguns movimentos – como o nascimento do cubismo e também de escritores da “geração perdida” – que se tornariam grandes heranças do século passado, e, com certeza, algo positivo após a 1° Guerra Mundial.

Fora o relato interessantíssimo sobre os artistas, também acompanhamos muito do universo e do modo de compreensão de Stein – que causaram reboliço com suas obras –, e também uma aventura de Alice e Gertrude: durante o período de guerra, ambas trabalharam como voluntarias na F.A.F.F., que era um tipo de “programa de proteção a americanos”.

É importante ter em mente que apesar de a biografia ser de Alice, entramos em contato indireta e diretamente varias vezes com o tino perspicaz de Stein, e que através da companheira conhecemos muito da escritora. O livro não é tão longo, e se você já tem certa simpatia por esse período da história a leitura se mostrara muito fácil, se não, talvez seja a hora de conhecer coisas “novas”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novidades Darkside: Manson, a biografia por Jeff Guinn

Olá, hoje eu vim falar de uma novidade da Darkside: a biografia de Charles Manson.

Eu tenho que admitir que não conhecia a história de Charles Manson, mas depois do release assustador de um psicopata americano que li – que foi gentilmente enviado pela  Darkside – e depois de dar uma espiada na capa do livro, que tem um rapaz bem normal, tive que procurar!

Bem, ao que tudo indica Manson foi realmente um grande psicopata, um grande criminoso, que matou, estuprou, roubou, fez de quase tudo – como fundar um culto – e que sonhava em ser um Beatle – é eu sei, é meio estranho, ou não...

Aqui vai um trecho do release que recebemos

Ele só queria ser um Superstar

“Sexo, drogas e rock ‘n’ roll. Crimes, estupros e assassinatos. Charles Manson fez de sua história a trilha sonora do fim do mundo. A metáfora favorita da América para o lado negro dá década de 1960, Manson foi o cabeludo que matou o sonho de Woodstock e o retrato perfeito de como toda aquela filosofia da geração paz e amor não funcionou.
Psicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.”


Aqui você ainda confere a capa do livro, que será lançado ainda em outubro deste ano.