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sábado, 4 de julho de 2015

A Menina Que Brincava Com Fogo – Stieg Larsson (Millennium – 2)


Mais uma vez Mikael e Lisbeth se veem trabalhando juntos, dessa vez, porém, o escândalo se da com Lisbeth, que de uma hora para outra se vê como procurada por três homicídios. Esse volume assim como o anterior não decepciona, na verdade ele é até mais interessante: nele conhecemos melhor a estória e a mente de Lisbeth, e como a negligência e a corrupção alteraram o que ela poderia vir a ser.

Tudo começa com um grande novo furo que a Millennium conseguiu juntamente com seu novo colaborador, Dag Svensson, que além de render um numero especial da publicação ainda terá um livro publicado, com o mesmo e polemico tema: o “comercio” sexual. Até ai á estória não tem grande ligação a Lisbeth, até os corpos começarem a ser achados. Em todo o livro ficamos presos à curiosidade de entender qual é a real ligação de Lisbeth com os assassinatos, e mais ainda descobrir seu passado, é claro que os personagens exóticos e as situações brutais a que eles passam também foram fatores positivos para a trama, é difícil encontrarmos livros que tem como temas a violência e o abuso escritos de forma tão “seca” – seca no sentido que não existem meias palavras, em muitos momentos do livro eu realmente fui levada a sentir as agonias vividas pelos personagens.

Da parte de Mikael podemos afirmar que ele não acredita que Lisbeth esteja ligada a assassinatos de pessoas que queriam desmantelar uma das principais organizações de exploração ao comércio sexual afinal “Lisbeth Salander era a mulher que odiava os homens que não gostavam de mulheres”.

É difícil falar desse livro sem me empolgar e já revelar milhares de detalhes, mas vou me limitar a dizer que ele é sem duvida uma das melhores continuações que eu já li, eu essencialmente sou fã de sagas fantásticas, mas olha, Millennium “bate na cara” de muita trilogia por ai.

sábado, 6 de junho de 2015

Os Homens Que Não Amavam As Mulheres – Stieg Larsson (Millennium – 1)


Primeiro livro de uma das trilogias – de 4 livros, até agora, sendo o 4° escrito por David Lagercrantz – mais elogiadas dos últimos tempos – não tão últimos, mas ainda me lembro de todos os elogios dispensados a ela a alguns anos atrás, e ela continua sendo uma série “respeitável” – Stieg Larsson traz uma trama inteligente e sagaz sobre o submundo das respeitáveis publicações e das famílias poderosas, como diria Tolstói “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira” .

Mikael é um renomado jornalista, de uma das publicações independentes da Suécia, a Millennium, que acabou saindo meio “queimado” de um escândalo político – olha a literatura ensinando como é importante ter certeza de suas fontes – que acaba sendo contratado para investigar o sumiço de Harriet Vanger – sobrinha de um dos homens mais ricos da Suécia – em troca de informações sobre o homem que arruinou sua carreira. Depois de revirar o passado de todos os Vanger e ainda de repassar todos os fatos ocorridos no dia do desaparecimento varias vezes, Mikael ainda se encontra em um beco até saída, até que Lisbeth, uma garota estranha que tem um talento e tanto para descobrir coisas entra na estória, depois disso, as coisas com certeza ganham velocidade.

Eu preciso dizer que minha expectativa em torno desse livro e dessa série era grande, e devo admitir que ela foi superada, Lisbeth não é um componente simples de mais um suspense, ela é muito mais do que isso, e a estória contada é muito mais do que um a “historinha pra boi dormir”, durante as paginas Larsson realmente consegue nos transportar para uma Suécia que apesar de toda sua áurea glamorosa – leia-se europeia, inatingível e berço de grandes multinacionais, que colocam entre outras coisas, a honestidade como base para suas respectivas existências –, civilizada e bela também esconde um lado bem podre do que tem de pior por ai. Além de Lisbeth que com certeza já se tornou uma das minhas personagens femininas favoritas – e olha, ela ganha posições no meu coração a cada livro – Mikael faz um par perfeito – e totalmente diferente – com Lisbeth, ele praticamente é um contraponto de Lisbeth, porém ambos se completam perfeitamente para desempenhar seus serviços da melhor forma possível.

A tentação de dar spoilers é imensa, porém não vou falar mais detalhes do livro – lembrando que já existem duas adaptações para as telinhas do primeiro livro da série – só completando, é um livro que vale a pena, que é totalmente envolvente e que mais uma vez é melhor do que o filme – pelo menos, melhor do que a versão de 2011.