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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Guerra Civil – Stuart Moore (Adaptado dos quadrinhos de Mark Millar e Steve Mcniven)

Guerra Civil é o primeiro contato que tive com a “parte escrita” envolvendo heróis – nesse caso, do universo Marvel, já tinha lido Os Últimos Dias de Kryptom e Wayne de Gothan – , é claro que com a “enxurrada” de filmes que saíram nesses últimos tempos, o meu interesse por esse assunto se intensificou, e eu acabei buscando alternativas pro meu pequeno desvio de leitura: tenho problemas em me concentrar em quadrinhos, HQ’s, Mangás, etc.

O livro como já dito, é uma adaptação, por isso existem mudanças se comparada a estória contada pelas vias oficias – ou seja, revistas  – é interessante deixar isso bem claro, durante a leitura acabaram me dando spoilers dos quadrinhos mas o que me contaram nem aconteceu no livro.

Guerra Civil se passa em mundo um tanto confuso e caótico graças aos chamados meta humanos, seres humanos, ou não, que possuem algum tipo de poder ou habilidade, nata ou artificial, que muitas vezes desempenham o papel de “mocinhos” sem muita consciência sobre seus atos. E toda a tensão civil explode quando ocorre um acidente trágico envolvendo um novo grupo de heróis, a partir desse ponto existe uma divisão entre os vingadores: os que apoiam Stark, o Homem de Ferro, e consequentemente a lei de registro que visa tornar esses heróis “funcionários públicos” do governo dos EUA, e oferece entre outras coisas treinamento para novos heróis; e o grupo que apoia o Capitão América, e que acha abusivo esse “controle” que o governo tenta impor aos heróis. Não preciso nem dizer que a pancadaria “comeu solta”, e cada lado mostrou o quanto era forte, apesar de Stark sempre contar com o apoio do governo e da S.H.I.E.L.D., Capitão América se mostrou um bom líder com coragem o suficiente para dizer não a mão do governo – que durante varias partes realmente foi pesada e demasiadamente arbitrária.

É uma pena não poder dar mais detalhes do enredo sem o comprometer, posso dizer que como já era esperado um herói morre antes do “racha”, e que o Homem Aranha acaba sendo um personagem mais decisivo do que eu poderia esperar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Com seu enredo girando em torno do eterno e amado morcegão de Gotham, esse livro conta uma estória parecida com o ciclo dos últimos três filmes da franquia, estrelados por Christian Bale – a parte do “tchau” – e acho que com os games – os Arkham’s – não posso afirmar 100% com o que o livro é parecido, pois existem inúmeros quadrinhos, HQ’s, filmes, séries e etc, mas me pareceu um pouco próximo a isso.

Tudo parece normal no inicio do livro: mais uma noite de combate ao crime para Batman, porém ao se deparar com supervilões “hipnotizados” e fatos que ligam esse estranho fenômeno a vida de seus pais, Bruce/Batman se vê presa de um jogo armado – e muito bem armado – para fazê-lo conhecer uma face de seu pai que ele nunca soube existir, aliás, é interessante a questão levantada no livro: de que na verdade Bruce realmente não sabe quase nada sobre seus pais. Durante o livro Bruce é levado a questionar tudo o que ele sabe sobre seus pais, sobre sua família e até sobre Alfred, o fiel mordomo que de uma hora para outra também esta envolvido a fundo com a estória por trás dos estranhos acontecimentos.

O livro é bem interessante e envolvente, eu só achei o texto sofrível em um aspecto: falta de revisão, parece que a Fantasy mandou publicar o livro sem fazer uma revisão básica, pois existem erros na formação de frases básicas – como falta de palavras -  e erros de corretor, o nome de um personagem era de um jeito, o corretor colocou de outro, e esta em metade da pagina certo e na outra metade errado.

Apesar dos erros, Wayne de Gothan é um bom livro, tem varias cenas de ação, e a outras tanto de suspense.

domingo, 28 de setembro de 2014

A Cidade do Sol – Khaled Hosseini, resenha por Évelin Ascari

Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seu destino. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz - 'Você pode ser tudo o que quiser'. Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece - Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do 'todo humano', somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios.

Essa é a sinopse oficial do livro A Cidade do Sol e eu não tive maneira melhor de começar a escrever se não com ela.

Faz um bom tempo desde que eu o li. Mas até hoje quando me lembro da história todo o sentimento transmitido por ela vem à tona. Falando sobre Mariam e Laila, o autor Khaled Hosseini consegue nos passar uma riqueza de detalhes sobre a vida de centenas de mulheres no Oriente Médio, que tantas vezes convivem com todos os tipos de violência no próprio lar.

Também nos mostra que, muito antes de um casamento arranjado, as meninas podem ter sonhos comuns para nós do Ocidente, como entrar na universidade ou conhecer um outro país.

Um retrato dolorido de como a Guerra afeta a vida das pessoas. Meu coração apertava todas as vezes em que lia que o som de alarme dos ataques aéreos era tocado e as pessoas corriam e se escondiam o máximo que podiam para quem sabe sobreviver.

Quando vejo as notícias sobre o Oriente Médio na TV acho tudo tão cinza e distante, quase como se aquilo não fosse real, e ao ler tive a mesma impressão de ser só uma ficção, talvez por não querer acreditar em tanta crueldade.

Apesar de toda a angústia, é um livro que vale à pena. Não deixe de ler se tiver a oportunidade porque o enredo vai te surpreender. Com certeza vai mexer com você, vai mudar a maneira como você enxerga a própria vida e espero eu, a maneira como enxerga a vida e o sofrimento do próximo, estando ele perto ou do outro lado do mundo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

As vantagens de ser invisível – Livro e filme



Um dos filmes mais comentados de 2012, graças a Emma Watson (rsrsrs brincadeira). Por conta do filme o livro acabou também fez bastante sucesso, apesar de ter sido lançado no inicio dos anos 90, fato bem nítido e pouco claro no filme.
A história contada é a de Charlie, garoto que está no 1º ano do colégio, não tem amigos e o único que tinha morreu. Ele está sempre observando oque se passa ao redor, como se tudo fosse um filme.
Na escola o professor de inglês o estimula a participar das atividades e da vida, além de lhe dar vários livros ; assim ele acaba fazendo amigos e participando de várias situações e tendo experiências com drogas. Tudo issoem paralelo com diversos connflitos familiares e pessoais, estes ligados a algum fator desconhecido (ele passou o último ano no hospital, só sabemos que ele tem algum problema desde criança e que era muito próximo de sia tia, já falecida).
A história é basicamente esta... mas a forma como é contada, tanto no livro quanto no livro é muito delicada e faz com que a gente se identifique com as personagens, em alguns trechos faz-nos sentirmos mal, por não prestar atenção nas pessoas ao redor (sempre queremos ser os protagonistas e participar de tudo). Isso torna charlie invisível e seus amigos, desajustados);
O livro é escrito em forma de cartas para um destinatário desconhecido até pelo Charlie, por isso conhecemos somente o ponto de vista do Charlie, não há um ser onisciente e/ou onipresente. Ponto muito marcante no livro são os livros indicados pelo professor de inglês, que de alguma forma sempre se encaixam ao momento vivido por Charlie. 
enquannto o filme apresenta uma trilha sonora impressionante (muito boa!!), único fator que indica o período em que se passa o enredo. Diferente do livro que deixa isso bem claro (e não é por causa das datas nas cartas) por meio de ações corriqueiras e costumes comuns entre os adolescentes da época, gravar fitas, por exemplo. 
Gostei muito dos dois, mas o filme superou o livro, pelo fato de não focar completamente no Charlie (apesar de também ser a visão de Charlie sobre o mundo) pois 3 personagens principais são muito bem interpretados e pela trilha sonora (que serve de boa fonte de pesquisa para quem gosta de música e não conhece nada antigo). Além de ter o prórpio autor como diretor!!! Dá-le
Stephen Chbosky!!!

Trailer: