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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Emperor of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro III)


O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo.  E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

domingo, 8 de junho de 2014

King Of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro II)


Segundo livro da Trilogia dos Espinhos de Mark Lawrence, King Of Thorns traz um Jorg mais maduro, “temperado” – no sentido de tratamento térmico utilizado para tornar um metal mais resistente, ok? – e um verdadeiro rei a se seguir.

Orrin e Egan de Arrow – que coisa estranha de se escrever e dizer – descendem da linhagem do imperador que outrora governara o mundo da Trilogia dos Espinhos – apenas para constar, ficou muito mais claro que esse mundo é o nosso, e aparentemente é pós-apocalíptico – e segundo oráculos, profecias, runas e tripas de animais, Orrin estaria destinado a ascender a imperador, pena, pois os oráculos não previram Jorg Ancrath, ou talvez sim.

O livro se inicia 4 anos após a tomada do Assombrado – e consequentemente das Terras Altas de  Renar – em um momento muito delicado: o casamento de Jorg;  na verdade em dois momentos delicados, e simultâneos: o casamento de Jorg  em meio a tentativa de Orrin de tomar o Castelo Assombrado. A cronologia deste livro é um pouco mais confusa da adotada anteriormente, Jorg se refere hora, ao agora, ao dia do seu casamento, ora a 4 anos atrás, pelos caminhos que ele trilhou para chegar a este(a) lugar/situação. Claro que o nosso Jorg ainda é um líder nato que não tem medo de fazer o necessário para vencer, mas, ele evolui muito como pessoa, com 18  anos Jorg deixou de ser – parcialmente – aquele  garoto cruel, e ao meu ver se tornou apenas, um rapaz muito determinado, que mesmo fazendo coisas  “boas” em seu beneficio, as faz com um sentimento maior de comiseração – eu não sei se estou certa, mas senti isso.

Pois bem, Jorg cercado por todos os lados, por um verdadeiro mar, que é o exercito de Orrin, ainda consegue nos surpreender e assombrar, sua habilidade de fazer planos e acordos a longos prazos é estupenda, e seus conhecimentos sobre seu território acabam sendo decisivos, mais ainda, ele consegue ver além, teve uma coisa que me deixou de “queixo caído” no fim do livro, como ele descobriu ou adivinhou é um mistério para mim.

King of Thorns foi uma leitura rápida e hipnotizante, eu me demorei um pouco, pois tinha “medo” de alguns segredos que apareceram durante o livro – e eu não resisti e fui foliar as paginas – além disso, ele se mostrou ser uma excelente – a palavra certa é digna, uma continuação digna da saga – continuação para o já incrível Prince Of Thorns.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Prince of Thorns – Mark Lawrence (Trilogia dos Espinhos - Livro I)


Para inicio de conversa gostaria de deixar registrado que: PRINCE OF THORNS É MUITO, MUITO, MUITO BOM, É DAQUELES LIVROS QUE VOCÊ INICIA DE MANHÃ E LÊ “DIRETÃO”.
Agora eu posso começar.
Prince of Thorns é o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos – Dã – eu não sei direito se a narração nos três vai ser a mesma, ou seja, em primeira pessoa, mas sei que para um livro em que o principal personagem faz a narração, ele é bem mais sincero – eu achei – do que se poderia imaginar.
Honório Jorg Ancrath não é um protagonista comum – garotas, vocês muito provavelmente, não vão se apaixonar por ele – na realidade ele é um anti-herói, isso se você quiser considerar alguma coisa que ele faz boa – há controvérsias – mas ele tem lá suas qualidades. Em um mundo cruel e depois de um evento um tanto traumático, Jorg pode não ter virado o melhor rapaz do mundo, mas se tornou bom o suficiente para liderar e para levar os seus a vitória – não estranhem, para uma pessoa que admira a liderança de Tywin Lannister, Jorg é muito promissor – e isso, meus queridos, já é o suficiente para me “seduzir”. O melhor de tudo, é que apesar de ele ser um tanto maquiavélico, e fazer uso de métodos nada “éticos” é possível ver que ele tem alguma consciência, e até alguns sentimentos bons, ninguém é totalmente bom ou mau – vocês têm acompanhado os meus constantes elogios a personagens e sagas que demonstram isso, como Roubo de Espadas.
Se você quer ler um livro que tenha política, sangue e vingança, achou um bom candidato a se tornar o seu “queridinho”. De qualquer modo, ele é uma ótima pedida, atualmente com a avalanche de lançamentos de diversos gêneros novos no mercado brasileiro, fica mais difícil encontrar um livro que realmente satisfaça o nosso gosto, é tanta informação e opções que ficamos confusos, mas se existe uma série que eu pretendo continuar, defender e incentivar a leitura, é essa.